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Eróticos.)




quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Soneto Pós-nupcial - por Gio

Beijo os teus olhos, tão distantes quanto o céu
Que, majestoso, te contempla enquanto dormes
Tal como eu, que vigio-te conforme
Sonhas teu sonho, puro e doce como o mel

Tão belo sonho me traz preocupação:
Que dessa doçura não queiras acordar
Se for o caso, que nele eu tenha lugar
E nossos passos lado a lado estarão

Um raio de luz atravessa a janela
Mostra teu rosto em traços de aquarela
Para este tolo, que ainda te vigia

Quando abrires os teus olhos, de repente
E acordares de teu sono tão contente
Serei o primeiro a te dizer “Bom dia!”



Visitem Gio
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Soneto da Fatalidade - por Ana

(Paródia de “Soneto de Fidelidade”, de Vinicius de Moraes)


De nada a esse animal serei atenta
Nunca, e com tal frieza, e sempre, e tanta
Que mesmo diante dessa jamanta,
Dela não se ocupará minha garganta.

Vou desmascará-lo em cada argumento
E pra seu terror cada vez mais me abrilhanto
Ao rir meu riso e derramar seu pranto,
Pro seu pesar, até seu passamento.

E assim, quando em breve te triture
Esta Samurai, e te ponha no esquife,
Acabará de vez este seu melodrama.

Eu apenas direi sobre tu, patife:
É tão ruim que o corpo ninguém reclama,
Não se ouve uma prece que alguém murmure.



Resposta a Soneto da Terceira Idade, de Gio.
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Sobre Penas, Escamas e Dores de Cabeça - por Gio

Aponto o lápis e pego a caneta
Apoio a folha sobre a prancheta
Apresentando uma nova faceta
À predadora de outro planeta

Sibilo o que precisas escutar
Se, bem, não consegues acompanhar
Sugiro muita atenção prestar
Suspiro - eu vou ter que desenhar!

Primeiramente, falo da galinha
- Presta atenção, senta na cadeirinha -
Prenda lhe dada pela ladainha
Precoce de chamar a Escrevinha

Incoerências eu já apontei
Invenções ogras sobre “sapo-rei”
Inversões tortas do que eu falei
Impulsos antagônicos sem lei

Argumentar? Disso já tô cansado
A raiva é ser sempre ignorado:
Arredas o que digo, afiado,
Aí respondes: “Nada foi falado...”

Chamei de ladra alguém que falou
Chamando plágio o que não inventou
Chorando lágrimas (Cê magoou?)
Cheias do veneno que fabricou

Falsa, és delirante e escabronha
Fala como pões cabeça na fronha,
Fazendo vigarice tão medonha?
Fato: tu deverias ter vergonha!

Quanto ao Duelo, pra quê me esforçar,
Querendo novamente argumentar?
Quem lá ficou, pode presenciar
Quantas mentiras foste já falar

Se fome me fosse impedimento
Seria triste, mesmo, um sofrimento
Sentar-me-ia a todo momento
Sereno, em prantos, “Eu não mais aguento!”

Porém provei aqui não ser o caso
Portei-me bem, e nunca fiz descaso
(Pose tão digna de um nobre vaso)
Podes isso desmentir, por acaso?

E pra tu veres só que ironia:
Enquanto lutava, rango eu pedia
E, sem parar a coreografia,
Eu me alimentava e batia

Sumiu o povo, pedido à vista
“Shintoni, paro? Tem ninguém na pista”
Se vê que é coisa de exibicionista
Sem fibra, nem um pouco realista

Três quadras? Fiz bem mais que isso, filha!
Te enquadras, ó rimeira maltrapilha
Tremendo em sua naufragada quilha
Temendo perecer ao Farroupilha

Foi quando o estádio se esvaiu
Fiquei a ouvir reclame que latiu -
Foi tu, insatisfeita, que pediu
Findar o duelo que existiu

Mal satisfeita com o nosso empate
Mudou o final da luta em disparate
Maldisse-me “que da cuca não bate”
Meu Deus, e ainda quer que eu acate...

Desesperada, até não poder mais
Deixando boquiabertos nossos pais
Desonesta, folha 1 dos jornais
Desonras o nome dos samurais

Agora sou eu cá que te ordeno
A recolher-te em canto sereno
Acomodando-se em cama ou feno
Até sentir o teu mal mais ameno

Último toque, samurai pequena:
Um homem cede a uma bela melena
Uma vez só, outra jamais engrena
Urrou de novo? Só digo “Que pena...”



Resposta a Fechou o Tempo, de Ana.
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Visitem Gio
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Recado ao Monge - por Escrevinhadora

O duelo recomeçou
e pelo jeito vai longe
eu sou madrinha da Samurai
não posso torcer pro Monge
eu queria ser imparcial
mas aqui não sou juiz
e a consciência me diz
que posso ser passional
então lá vai (aos berros)
ESCUTA AQUI SEU MOLEQUE
COMO É QUE VOCÊ SE ATREVE
A CHAMAR A ANA DE MEQUETREFE?
baixando o tom:
(tua resposta tá bem engraçada
cheguei mesmo a dar risada).
Mas ela é minha afilhada
o dever de madrinha me obriga
a tomar parte nessa briga.
Por isso te digo rapaz
foi você quem vacilou
pediu pausa, pediu trégua
alegando estar com fome
isso é lá papel de homem?
De um Monge o que a gente pensa
é que domina sua mente
que respira, se concentra
um monge não sente medo
nem fome, nem sede, nem frio
na minha opinião, Gio
foi você que amarelou.
Do jeito que o duelo acabou
proclamo a Ana vencedora
e assino embaixo, com louvor
madrinha dela, Escrevinhadora.



Resposta a Uns Voltam, Outros Não, de Gio.
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A Terrível Dor de Dentes - por Adir Vieira

Hoje é o quinto dia em que convivemos juntas – eu e minha dor de dentes.
Anteontem, não deu pra esperar. Rumei para o dentista que me prometeu um atendimento de “encaixe”.
Depois de duas horas na sala de espera, convivendo com algumas pessoas com máscaras na boca, temerosas da gripe do “porco”, entrei no consultório, zonza de dor.
Confirmada pelos raios-X a necessidade de se fazer canal, apesar de externamente absolutamente nada provar tal suspeita, sofri com a anestesia uma tremenda falta de ar, não sei se provocada pelo meu medo costumeiro daquela cadeira, onde nos sentimos totalmente impotentes e dominados.
O canal foi aberto e sentindo meu bloco colocado há três anos atrás, que me custou os olhos da cara, indo pelos ares, já não conseguia distinguir a dor mais forte – a dor real ou a dor do meu bolso quando fossem fazer novo bloco.
Não é necessário dizer que saí de lá com uma lista de medicamentos que deveriam conter a dor que eu ainda sentia. A recomendação do dentista é que eu deveria ligar para o seu celular, a qualquer desconforto.
Vim pelo caminho tentando identificar seus presságios. Seria um ato de delicadeza de sua parte por ser eu uma nova cliente ou meu caso era por demais grave e requeria uma atenção especial?
Não preciso dizer que daí para frente meu martírio ficou ainda maior e nada mais foi objeto de minha atenção naquela noite. Pensei em ficar de tocaia, sem dormir, mas a primeira dose da medicação cavalar me abateu nos primeiros trinta minutos, após minha ida para a cama.
Devo ter apagado totalmente, como disse meu marido, mas ao ser despertada pelo celular para tomar a segunda dose, em plena madrugada, constatei que ela apenas havia diminuído e lá continuava sorrateira, a me lembrar que não podia esquecê-la. Felizmente, não custei muito a conciliar o sono e acordei feliz, ontem, por estar sem nenhuma dor.
Mas hoje, apesar de ter tomado a quinta dose dos remédios, ela recomeçou a me perturbar. Começo a entender porque foi recomendado o analgésico se eu ainda sentisse dor.
Nesse momento, com o estômago doendo pelo efeito dos anti-inflamatórios, estou duelando com ela – a terrível dor de dentes – para não usar o analgésico.
Vamos ver se eu aguento.



Visitem Adir Vieira
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Florbela Espanca em “Conto de Fadas” - por Alba Vieira

Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o unguento
Com que sarei a minha própria dor.

Os meus gestos são ondas de Sorrento…
Trago no nome as letras de uma flor…
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento…

Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é d’oiro, a onda que palpita.

Dou-te comigo o mundo que Deus fez!
- Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A Princesa do conto: “Era uma vez…”
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Vinicius de Moraes e o “Soneto de Fidelidade” - Citado por Lélia

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



In “Antologia Poética”.
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Bruna Lombardi em “Tocaia” - Citada por Penélope Charmosa

Que o amor nos possuísse
no meio de um descampado
num jogo que não tem regra
nem pecado.

Numa tortura lenta
com ritual absoluto
que o amor nos possuísse
doce e bruto.

Que houvesse fuga e corrida
e grito agudo na boca.
Que a dança fosse selvagem
e louca.

Com maldade instintiva
guerra de unha e dente
todo impulso desmedido
corpo quente.

Depois na hora do cerco
firmes os cinco sentidos
vem o animal e se envolve
atraído.

Pra que dure mais o jogo
ora foge ora se entrega
se joga se abre provoca
depois nega.

Cúmplice do adversário
de manso se defendendo
vai pouco a pouco à cilada
cedendo.

Corpo todo se espalhando
no meio do descampado
na luta quem não domina
é dominado.

E aí segura a corrente
manseia cavalo bravo
na luta quem não é senhor
é escravo.

Chegada a hora da posse
o momento mais violento
novilha presa arqueia
sem movimento.

No meio do seu combate
foi afinal possuída
e geme pra essa morte
melhor que a vida.

Se enrosca sentido o gosto
de ter sido capturada
sabendo que foi vencedora
e derrotada.

E depois de tudo resta
um cansaço ainda melhor
sorriso dentro do corpo
fora o suor.

Que o amor nos possuísse
com sensação de perigo
no meio do descampado
com dois inimigos.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Vinte e Um - por Leo Santos

O amor é tão sábio, que nos faz idiotas,
pinta a tolice dos nossos lábios,
e a amada nem o nota;
Também comigo já fez,
dizer duas palavras em parco inglês,
e ler no olhar amado: “poliglota”.

O amor é tão duro que parecemos gelatina,
desmonta nossas defesas,
quando a amada se aproxima;
Também a mim desmontou,
quando numa gafe ela errou
e observei: “Esperta essa menina”.

O amor é tão complexo, que nexo ignora,
não pede nem dá razões,
é absoluto quando aflora.
Também eu não entendi,
quando seu afago recebi,
tampouco quando foi embora…

O amor é tão ímpar como vinte um,
nada se lhe pode comparar,
nenhum sentimento, nenhum;
Também eu já fui meio,
mas quando o vaso está cheio,
os dois perfazem um…



Visitem Leo Santos
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Fechou o Tempo - por Ana

O quê?!!!! Me chamou de galinha?!!!!!
Que baixaria, meu povo!
Tá maluco, caro Gio?!!!
Por acaso eu ponho ovo?

Chamo a Escrevinha mesmo
Quando é questão legal.
Foi me chamar de ladra!!!!
Que moleque infernal!


Me acusa de incoerência,
Não consegue apontar uma.
Diz que argumento meu não presta,
Mas resposta tua... nenhuma.


Decadência vem daí,
Seu buGio fedorento.
E eu não bebo (viu meu lanche?),
Seu Monge bebum perebento.


E se eu fosse uma maçã,
Seria a do paraíso,
Da Árvore do Conhecimento,
Da Verdade e do Juízo.


Minha ironia desatina?
Ela é hilária, eu ressalvo!
Isso porque tô confortável
E o que me inspira é o meu alvo.


Não me espanta a afirmativa
De que o duelo te martirizou:
Apanhou mais que cabrito em horta,
Ficou em choque... Aparvalhou.

Perguntei se queria encerrar
O duelochat, é a mais pura verdade,
Mas foi porque, peste fominha?
(E diz que tem integridade...)

Eram dez falas “ai, que fome!”
Pra cada quadrinha que vinha,
Pôs pipoqueiro no duelo,
Engoliu verso... perdeu a linha.

Rezando pra terminar,
Falou “continuo o show”
Quando te propus parar.
Mas fez três quadras e se mandou.

Tu ficou choramingando
Não se comportou feito homem...
Nunca mais te dou ideia!
Da próxima vez morre de fome!


E tua azia vem da gula:
Fala de comida a todo instante!
E vaidade não: sou realista.
Tenho culpa se às vezes sou brilhante?

Eu não me furto da autocrítica
E não me supervalorizo:
Se tá ruim, eu me condeno,
Se tá bom, abro um sorriso.

Foi como eu li num blog,
Num post sensacional:
Estou em perfeito “equilíbrio
Entre o sonso e o boçal”.


E, Gio, concordo contigo:
Às vezes tem gente que volta...
Como é o caso hoje:
Tremenda reviravolta!

Pedi um favor à Ninja,
Tu viu? Ela me atendeu...
Mas tem um que vai e não volta
E, como sempre, não serei eu.

Vou te botar pra correr,
Tu vai me pedir arrego,
Vai ficar traumatizado,
Nunca mais vai ter sossego.

Quanto a acabar comigo,
Toda tentativa é vã:
Tu tá mais para o Javert
E eu, para Jean Valjean.

Tu é o maior fracasso!
Meteu a mão, desandou...
Um exemplo é teu pc:
Foi consertar, escangalhou!

Na vida amorosa também:
Cadê teu amor charmoso?
Divórcio atrás de divórcio,
Cara, tu é escabroso!

No início do duelo
Até dava pra te ler...
Mas agora tá sofrível...
Quem te viu e quem te vê...

É mancada atrás da outra,
Tá pior que a Terezinha:
Das estrofes que me escreve,
Não se aproveita uma linha...

Quem mandou cantar de galo?
Agora tu vai amargar!
A coisa aqui é tempestade!
Já correu ou vai encarar?




Resposta a Uns Voltam, Outros Não e Ainda em Tempo III, de Gio.
Referências: Ele Corta e Ela Lê, de Ana;
Aos Guerreiros, o Descanso!, de Gio;
Duelochat entre Gio e Ana;
Blog do Gio;
post Humildemente... Pra que Modéstia?, do Blog do Gio;
A Ninja x A Samurai;
“Os Miseráveis”, de Victor Hugo;
Mote do Gio I, de Gio;
As Nossas Palavras XVI: Acróstico I, de Gio;
“Vou Deitar e Rolar”, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro,
interpretação de Elis Regina.
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Soneto da Terceira Idade - por Gio

(Paródia de “Soneto de Fidelidade”, de Vinicius de Moraes)


De tudo, a um ancestral serei atento
Antes de mim aqui veio, portanto
E com ele, eu me pareço tanto
Que confundiu, nublou teu pensamento

Talvez só seja “branco” de momento
De quem, com dor, se recosta num canto
De um asilo, e chora seu pranto
(A esclerose é descontentamento)

E assim, mesmo que na mente procure
Ó monolito, que há eras sobrevive
E hoje está cheio de limo e de lama,

Só possa se lembrar do avô (que tive):
À “imortal”, já a velhice chama
E, pena, esse mal não há quem cure
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Resposta a Do Início Eis o Verso, de Ana.
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Visitem Gio
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Que Dor de Dentes! - por Adir Vieira

Parece até que estou no meu “inferno astral”!
Mas não é o caso, pois aniversario em janeiro!
Ontem passei o dia com uma terrível dor de dentes. Acordei, já de madrugada, com a dor me incomodando. Daí, duas horas da manhã, não consegui dormir mais.
Levantei-me da cama sem coragem de acordar meu marido que dormia o vigésimo sono tranquilo e procurei não fazer barulho, embora minha vontade naquele momento era bater com a cabeça na parede, tamanha a dor que sentia.
Iniciei uma investigação bucal para identificar a causa, já que estava bem, sem qualquer problema nos dias anteriores. O que consegui perceber, com a lente de aumento, foi uma vermelhidão da gengiva na parte que parecia afetada, mas o latejar não melhorava.
Busquei, na farmácia doméstica, produtos de gargarejo e, para minha surpresa, nem a possante “malvona” aliviava o mal.
Tentei de tudo sem sucesso e já irritada e doída, procurei me acalmar e esperar o dia amanhecer para procurar ajuda profissional.
Mais uma vez, sem sucesso: meu dentista estava em férias e “aquele” substituto não atendia às “quartas-feiras”. Recorri à irmã médica que avaliou inflamação e receitou um potente anti-inflamatório.
Desesperada, constato que após a ingestão da terceira cápsula nada sequer melhorou, a dor nem mesmo diminuiu.
Começo a ficar sem paciência e me convenço de que não posso mais esperar, recorro então a indicações que possam me aliviar.
Parece que encontrei uma que suspeita de canal, mas, para minha tristeza, terei que aguardar o efeito do anti-inflamatório.
Uma simples dor de dentes e tanta agonia...
Meu humor está péssimo, minha vida virou do avesso e a dor não me abandona...



Visitem Adir Vieira
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Curvando-me - por Alba Vieira

Parece inútil a espera
Sei que não é
É que devo aprender a aceitar
Resguardar-me da devastação que o orgulho provoca
Devo curvar-me ainda uma vez
Rir do que me tornei e parecia não ser capaz de atingir
Em meio à estranheza
É que me reconheço ainda mais
A inutilidade só existe para os que não enxergam
Permito-me a expansão por mais que as paredes se espessem
Garanto a minha elevação apesar daquilo que me oprime
Tento buscar sentido no que me parece desprovido de qualquer finalidade

Estou acima porque vivo em espírito.



Visitem Alba Vieira
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Convite - por Dan

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Estou convidando o pessoal do Duelos para o lançamento de meu livro “A Casa das Fadas”,
aqui em Sampa, a realizar-se em agosto. Esperando presença que só me dará alegrias.
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Visitem Dan
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O Galanteador Comunista - por Flavio Braga

- Olá, companheira.
- Companheira de quem? De você, barbudo?
- Claro, por que não?
- Mas nem te conheço.
- Meu nome é Lenin Stalin Mao Marx Engels Guevara-Castro, mas pode me chamar de Flavio.
- Você é muito estranho. Você é um daqueles fãs malucos do Los Hermanos, não é?
- Não, meus hermanos são outros. Tem o Chavez, o Morales, Correa, Noriega...
- Quem?
- Não importa. Estou aqui por uma nobre causa.
- E qual seria esta nobre causa?
- Quero que você divida seu latifúndio comigo. É rapidinho, dois minutos, juro.
- O quê? Sabia que tenho namorado, e ele é faixa preta de caratê?
- Poxa, companheira, fala para ele que ele tem que dividir o que ele tem sobrando com os menos afortunados. Abaixo ao monopólio! Viva a ditadura do proletariado!
- Não, o nome dele não é Monopólio, é Valdemar. Um loiro alto, olhos azuis, lindo.
- Yankee!
- Não, é Valdemar.
- Neoliberal estadunidense, sabia.
- Não, ele é de Cascadura, mesmo.
- Bem, isso não importa. Meu papo é com você. Quero te mostrar a força do meu operariado, se é que você me entende.
- Sabia que você é muito insistente?
- Mas temos que ser insistentes para alcançar a revolução, ou o par de peitos mais próximo, tanto faz.
- Você é um grosso, sabia?
- E você é uma pobre vítima do capitalismo selvagem estadunidense, que pode até calar as nossas vozes, mas ele sabe que nunca vai se livrar da revolução, pois a revolução está escondida em cada gueto, em cada lugar onde a injustiça impera, esperando uma chance para se levantar contra o sistema neoliberal...
- Nossa.
- O quê?
- Suas palavras. Foram profundas. Eu acho que vou te dar uma chance.
- Eu sei, aprendi quando passei um tempo em Havana.
- Com Fidel?
- Não, com a companheira Maria Del Barrio, uma moça da vida. Muito profunda. Ou pelo menos algumas partes do corpo dela eram profundas, que seja. Endurecer, sim, perder a ternura, jamais!
- Posso te fazer uma pergunta?
- Uhum.
- Se você é comunista, então significa que você vai me dividir com seus tais companheiros?
- Claro que não. Só se o Partido Comunista da União Soviética me pedir.
- Mas a URSS não existe mais.
- Por isso mesmo. Não quero correr perigo.



Visitem Flavio Braga
Friedrich Engels, Ernesto Che Guevara, Karl Marx.

Acróstico-A - por Gio

Genocídio pelos hospitais
Relatando o que se omitiu.
Impossível a qualquer um que sai
Pensar que é festa, feito réveillon:
Estamos rumando para uma pandemia



Visitem Gio
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Bruna Lombardi “Sei de Cor” - Citada por Penélope Charmosa

Eu sei de cor o seu nome
de cor o seu passaporte
o seu ponto de partida
o seu ponto de encontro
nossos encontros na areia
sei de cor suas veias
suas coisas íntimas
suas roupas íntimas
as cores de sua alma
eu sei de cor seus demônios
a dança de suas bruxas
eu sei de cor as lutas
de você consigo mesmo
frente ao espelho do banheiro
eu sei de cor o seu cheiro
as paixões que o escondem
o ódio que o ameaça
suas fugas, suas dores
eu sei de cor seus humores
eu conheço a sua raça.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Mulher-Melancia - por Fatinha

Querido Brógui:

Fiel e sempre firme na minha proposta pró-imbecilização, li no cabeleireiro a notícia importantíssima que a Mulher-Melancia irá se lançar em carreira-solo cantando funk melody.
Uma notícia tão profunda me suscitou uma seriíssima dúvida: quem diabos é a Mulher-Melancia?
Perguntei ao meu cabeleireiro, cuja maior qualidade é não dirigir a palavra à minha pessoa a menos que assim eu solicite. Ele respondeu, laconicamente como sempre: “É a dançarina do MC Créu.”
Pouco esclarecedor. Perguntei quem diabos era MC Créu. Ele me lançou um olhar incrédulo, com uma pontinha de piedade pela minha ignorância e devolveu a pergunta: “Não sabe quem é o MC Créu?”
Humildemente respondi que não, não tinha a menor ideia de quem era tão ilustre figura.
Ele desligou o secador, talvez por perceber que a situação era grave, merecedora de uma pausa nos puxões de cabelo. “É aquele que canta a música do créu.” Ficou me olhando fixamente, procurando perceber se a ligação tinha sido completada. Nada. Fora da área de cobertura ou desligado.
“Aquela música… daquela coreografia…” Nada. Nenhuma reação. Ele desistiu e ligou o secador de novo.
Não me dei por vencida. Perguntei porque a tal da dançarina tinha o tão charmoso codinome de Mulher-Melancia. “Por causa do tamanho da bunda dela…” Isso eu entendi direitinho. Fiquei imaginando como seria uma bunda com o tamanho e a forma de uma melancia e fiquei impressionada só em pensar. Deu até vontade de aplaudir. É, a moça tem lá seu talento.
Decidida a não levantar daquela cadeira enquanto todas as minhas dúvidas não fossem esclarecidas, perguntei o que diabo era funk melody. “Uma mistura de funk com charm.” Mais uma vez fiz aquela cara de fora da área de cobertura ou desligado. O pobre moço fingiu que não viu, nem tentou explicar. Fez bem. Não há como dar tal explicação.
Rapidamente, vendo que ele estava acabando de espichar a última mechinha do meu cabelinho, perguntei rapidamente se a Mulher-Melancia sabia cantar. Ironicamente ele disse: “Com aquela bunda é preciso saber cantar?” Não, não precisa, ela já mostrou a que veio nas páginas de uma revista masculina. Não precisa cantar mesmo.
E eu aqui, com duas graduações, batendo no fundo da lata pra ver se cai algum trocadinho… Deveria ter investido em outro atributo natural que não minha inteligência.



Visitem Fatinha
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As Nossas Palavras XXIII

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Wordle: As Nossas Palavras XXIII
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Imagem: Wordle
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Provérbio Italiano em As Nossas Palavras XXII - Enviado por Adhemar

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Da felicidade ao sofrimento é somente um passo; do sofrimento para a felicidade parece demorar uma eternidade.



Visitem Adhemar
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