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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 13 de julho de 2009

Seria Tão Bom... - por Adir Vieira

Seria bom se hoje ele não viesse.

Sinto que hoje quero dissociar-me de tudo e de todos e colocar o olhar atento apenas sobre mim, cuidando das minhas vontades e desejos pueris.
Seria tão bom se hoje ele não viesse...

Poderia esquecer horário, a preparação do ambiente, a escolha das roupas, o cuidado com os cabelos, o amansamento da fala e deixar correr o mundo, em volta de mim, como sou, sem a preocupação do agradar e do servir...
Seria tão bom se hoje ele não viesse...

Poderia sair por aí, a pé, esbarrando em qualquer tipo de pessoa, descobrindo seus anseios, o que fazem, como passam o dia...
Seria tão bom se hoje, apenas hoje, ele não viesse, para que eu pudesse sentir, genuinamente, como seria a vida sem ele...



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No Limite - por Alba Vieira

Há algumas semanas atrás, vimos níveis de violência crescentes com várias mortes no trânsito na cidade do Rio de Janeiro. Transporte escolar irregular com motorista demonstrando dificuldades para realizar seu trabalho e acontece um acidente com vários mortos e feridos em estado grave, por provável imprudência. Uma estudante de doze anos que tenta embarcar num ônibus comum e fica presa depois que o condutor do veículo arranca, acaba morrendo debaixo da roda traseira e quando o motorista percebe entra em crise e é hospitalizado.
Esses acontecimentos mexem com a emoção de todos nós que pensamos que poderíamos estar passando pelo que estão sofrendo esses pais que perderam seus filhos. E parece tão absurdo que essas coisas aconteçam! Muitos se revoltam, outros se deprimem, outros ainda se afastam das notícias na tentativa de fugir dessa dura realidade, talvez para se protegerem, já que a vida continua e as pessoas vão prosseguir trabalhando e precisando deixar seus filhos com outras pessoas em escolas, creches e transportes.
Seria fácil encontrar culpados e descarregar a raiva nessas pessoas; exigindo que respondam pela imprudência e sejam condenadas.
Mas isso é apenas uma parte do problema que se chama a hegemonia da impunidade. Acontece em vários segmentos da sociedade e já há grande mobilização para reverter este quadro.
Entretanto, essa visão maniqueísta é simples demais para algo que é muito mais complexo. Na verdade, a maioria das pessoas, hoje, trabalha no limite da irresponsabilidade, aguentando cada vez mais pressão por parte dos empregadores que alegam estarem pressionados também por dificuldades de várias ordens, vinculadas à crise econômica atual. Isso é real, mas não justifica e é usado como desculpa cada vez mais em nosso meio.
O fato é que tudo está correndo rápido demais, o nível de estresse é cada vez maior, com maiores exigências para todos.
Dessa forma, é fundamental que cada um de nós fique atento para determinar até que ponto poderá ceder às pressões. É necessário saber quando dizer que já chega e que a partir daí não dá pra continuar. Não se pode simplesmente contar com a sorte, imaginando que não vai acontecer nada. Todos os dias assistimos nas ruas, no trabalho, nas nossas próprias casas a situações de risco que se tornaram rotineiras e, ao invés de exigirmos que as falhas sejam corrigidas para que possamos viver com um mínimo de normalidade, estamos nos acostumando a estar cada vez mais no limite, vivendo perigosamente, na corda bamba.
A resposta para lidar com as crises que se apresentam a cada dia é aumentar a nossa atenção, é ter nossa consciência cada vez mais aguçada e desenvolver a responsabilidade por nossas escolhas de cada momento. Trazer a responsabilidade para si mesmo é a única saída, até porque, quando o pior acontece ficamos mesmo sozinhos, somos nós com a nossa consciência. E aí, não há consolo que conforte.



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De Orelha em Pé... - por Ana

O Duelos né mole, não!
Às vezes entendo é nada!
É como já disse antes:
Num dia flor, no outro pedrada!

Eu ando desconfiada
De que há algo errado comigo...
Recebo o que não espero
De quem considero amigo.

Agora sofri ameaça
De baita lesão corporal.
Fiquei pasma, boquiaberta,
Desacreditei total

Daquilo que estava lendo
Na caixinha da amizade
Em que se põe comentários
Embrulhados em bondade.

Mas tal de Gio, o gaúcho,
Gente!, pegou de surpresa!
Deixou um recado assim:
“Vou te dar tapa nas orelhas!”

Isso porque achou
Que eu me inferiorizei
Quando disse à Escrevinha
Que cozinhar eu não sei.

Talvez por ter dito também
Que meu dom pra versejar
É menor do que o dele
(Do Gio, poeta exemplar).

Pra que fui elogiar?
Pra que falar a verdade?
Levei tapa nas orêia
Sem a menor piedade!

Escrevinha, minha amiga!
Tu já me salvou uma vez!
Que recurso legal cabe
Contra o que o moço fez?

Sou uma donzela tão frágil
E pobre rabiscadora...
Eu não sei me defender...
Me socorre, Escrevinhadora!

Sou menos que um micróbio,
Menos que vírus, poeira,
Sou um nada, uma miséria,
Íon de pingo na cachoeira,

Sou um verme amarronzado,
Nojento, embaixo da terra;
Menos que pulga, carrapato,
Aquela que tenta e só erra.

Sou sombra na escuridão,
Lazarenta sem bandagem,
Valho menos que um cão,
Tão feia e sem maquiagem.

Sou apenas resto humano,
Burra, idiota e afins,
Com joanetes, verrugas,
Sou mesmo um troço ruim!

E eu não me inferiorizo,
Eu lido é com a verdade!
Tenho culpa de ser tudo isso?
Ter tanta dificuldade?

Aí vem um comentário
E eu fico a ver navio
De guerra, lá no horizonte,
Só porque fiz eloGio...



Resposta a comentário de Gio em Escrevinhadoce, de Ana.
Referências: Vaia para Ana, de Escrevinhadora;
Das Flores às Pedradas, de Ana;
Livre, Intrigada e Vingada, de Ana;
Escrevinhadoce, de Ana;
Resposta, de Escrevinhadora;
A Verdade a Ver Navios, de Gio.
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Nós Dois - por Daisy

O tempo leva tudo.
O tempo também trás tudo de volta
Na memória, na saudade.
Vamos fazer de conta
Que estamos em nossa ilha.
Aqueça-me ao luar,
Prove-me com seus beijos,
Toque-me até que eu trema.
Mostre-me como amá-lo,
Ensine-me como agradá-lo,
Perca-se dentro de mim.
E que nunca se acabe,
Que dure para sempre,
Como se não houvesse amanhã.
Aprendendo um com o outro,
Explorando um ao outro,
Envolva-me com seus braços.
Deixe-me saber que você me ama,
Você foi feito para amar-me,
Eu fui feita para amá-lo.




Visitem Daisy
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E Só Me Basta Querer? - por Duanny

Sabe quando estamos pensando na vida, no rumo em que queremos que ela tome? Muito bem... normalmente, quando me pego em um desses pensamentos, ele termina em uma única pergunta: ”O que eu quero?”
Muitos achariam fácil responder a esse pergunta, mas eu não. Quero tantas coisas, mas, ao mesmo tempo, não quero nenhuma.
Eu quero... uma amiga sem noção, sorvete de chocolate no inverno ou, quem sabe, um amor de verdade?
Quero ir sem saber como vou voltar, quero vomitar palavras sem me preocupar com quem vai ouvir ou ler.
Quero poder sentir o gosto da sua boca sem nenhum tipo de remorso.
Quero gritar e chorar por um beijo seu ou, quem sabe, um único olhar.
Quero me vestir do jeito que eu acordar, sem me preocupar com que os outros vão achar, afinal não há nada mais confortável do que meu pijama.
Quero sentir o cheiro do seu perfume em minhas roupas.
Quero um barraco no meio da rua.
Quero um amor de contos de fadas e, quem sabe, correr uma maratona de salto alto.
Quero gritar, para todos ouvirem, que nunca fui eu mesma, sim estou pronta para mudar, mas me esconder foi meu maior erro.
Quero poder finalmente olhar em seus olhos e perceber que tudo não passou de uma ilusão.



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Michel de Montaigne e a Motivação de Nossas Ações - Citado por Penélope Charmosa

Quem só é homem de bem porque os outros o ficarão a saber e porque o estimarão mais depois de o ficarem a saber, quem só quer agir bem na condição da sua virtude chegar ao conhecimento dos homens não é homem de quem possamos obter grandes serviços.
(...) Não é para alarde que a nossa alma deve desempenhar o seu papel; é dentro de nós, no íntimo, aonde outros olhos não chegam exceto os nossos: ali ela nos protege do temor da morte, das dores e mesmo da desonra; tranquiliza-nos contra a perda dos nossos filhos, dos nossos amigos e das nossas fortunas, e, quando a ocasião se apresenta, também nos conduz para os acasos da guerra. Não por algum proveito, mas pela honra da própria virtude (Cícero). Esse proveito é muito maior e muito mais digno de ser desejado e esperado do que as honras e a glória, que são apenas um julgamento favorável que fazem de nós.
É preciso selecionar de uma nação inteira uma dúzia de homens para julgar sobre uma jeira de terra; e entregamos o julgamento das nossas inclinações e das nossas ações - a matéria mais difícil e mais importante que existe - à voz do povo e da turba, mãe da ignorância, da injustiça e da inconstância. Será razoável fazer a vida de um sábio depender do julgamento dos insensatos?
O que é mais insensato, quando não te importas com os homens tomados individualmente, do que lhes dares importância quando estão juntos? (Cícero). Quem visa a agradar-lhes nunca o consegue; esse é um alvo que não tem forma nem solidez. Nada mais sem valor que as opiniões da multidão (Tito Lívio). Demétrio dizia, zombeteiramente, sobre a voz do povo, que não levava mais em consideração a que lhe saía por cima do que a que lhe saía por baixo. Aquele outro diz ainda mais: Quanto a mim, considero que uma coisa, mesmo quando não é torpe, passa a sê-lo quando é louvada pela multidão (Cícero).



In “Ensaios”.
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domingo, 12 de julho de 2009

A Revolta do Pão de Queijo - por Bruno D’Almeida

O casal mineiro, em plena primeira viagem de namoro, foi barrado na saída do hotel em Gramado com dois pães de queijo na mão. Eles não podiam ficar para a belíssima ceia matinal, pois estavam atrasados para um passeio pelas cidades das serras gaúchas. Diante de compotas de doces de leite, de goiaba, guloseimas de chocolate, suco de uva Isabel, bolos e tortas caseiras, frutas macias, frescas e doces, cestas de todos os pães possíveis e imaginários, eles não podiam levar um pão de queijo.

Depois de uma argumentação amigável, uma discussão controlada e vários xingamentos inomináveis, deu-se naquele lugar a maior revolução desde que os farrapos se voltaram contra o poder do Império. A bela mocinha disse que aquele trem não ia ficar barato, e quando voltassem do passeio de trem em Bento Gonçalves, o dono do hotel ia ver com quantos pães de queijos se faz uma Maria Fumaça. O gerente devolveu um bá, guria, deu pra ti, e eles saíram revoltados sem ao menos saber o que aquela expressão regional significava.

Entraram indignados na van que os conduziria ao passeio. Nem todo o glamour das ruas perfeitas de Gramado e seu Festival de Cinema com estrelas do Brasil e do mundo, nem a arquitetura colonial alemã imponente de Canela, nem o frescor do vento matinal de Nova Petrópolis, nada os animava. As belíssimas peças de inox na maravilhosa fábrica de artefatos domésticos de Carlos Ribeiro eram uma monotonia. As provas de queijos e vinhos se tornaram entediantes. O passeio no Maria Fumaça não teve a menor graça. Era um paradoxo: enquanto todos ao redor estavam felizes e admirados com tudo, um casal recolhido a uma tristeza inquebrantável formava uma imagem fosca daquele belo quadro.

Bastou um ato de desrespeito e de descortesia para mudar a percepção de todas as coisas. A maior revolução que podemos nos permitir é a mudança do olhar. Um mundo de magia pode se transformar no pior dos porões das almas castigadas de qualquer inferno imaginário. Findado o passeio, o casal pôs em prática o plano que arquitetaram durante todo o dia.

Foram a Câmara Municipal, à rádio e ao jornal. Cada pessoa que encontravam no saguão do hotel era informada da barbaridade que tinham passado. Almoçando, passeando, a todo o momento contavam o acontecido. Passaram a acordar mais cedo para participarem do café da manhã do início ao fim para relatar a quem quer que fosse o direito augusto de um mineiro comer seu pão de queijo.

A confusão chegou aos ouvidos do prefeito da cidade. De maneira diplomática e evidentemente política, foi se retratar publicamente ao casal na frente do hotel e na presença da comunidade local gramadense. Disse que a razão de existir do povo gaúcho daquela região era tratar bem cada turista. Que eles tinham razão na sua revolta e que um acontecimento isolado não podia macular toda a grandeza de um povo. Ao lado do dono do hotel, que perdera quase metade dos hóspedes em dois dias de confusão, pediram perdão pelo ocorrido, dando ao casal passagem e hospedagem uma vez por verão pelo período de dez anos.

Voltaram para casa de alma lavada, travestidos do espírito de luta dos mártires da Inconfidência Mineira. Tomando um chimarrão no fim da tarde, souvenir comprado na viagem, os nossos ferrenhos defensores dos direitos do consumidor estampavam um sorriso no rosto maior do que qualquer trem bão que você possa imaginar.



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Duelando Manchetes IV: Violência Contra Crianças - por Ana

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O MAL NA VIDA

Se eu fosse um cão
Não ia querer teu pão
Numa tigela fedida
Num canto do teu porão.

Não ia querer tua acolhida,
Nem teus restos de comida,
Nem tua “boa vontade”,
Nem tua vida fedida.

Não queria tua amizade,
Nem tua dificuldade.
Dos teus afagos sutis
Eu não teria vontade,

Porque teus gestos febris
São tentativas senis
De esconder o abismo
De teus desejos sutis.

Estou farta do teu egoísmo,
Conviver com teu sadismo,
Náufraga só nesta ilha
Formada de escarpas e abismo.

Não seria cão com presilha.
E sinto que Deus me humilha
Me jogando neste porão
Em que, por desgraça, sou tua filha.



Inspirado no verso “Se eu fosse um cão”, do post O Sal da Vida, de Leandro M. de Oliveira.
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Luvas, P’ra Que Te Quero - por Adir Vieira

Abro uma de minhas gavetas. Aquela que guarda as relíquias, como cartões de amigos, santinhos, grampos de cabelo com strass, enfim, pequenas miudezas que só vem à tona, uma ou duas vezes por ano, em época de faxina geral. Sem querer, dou de cara com um par de luvas brancas de renda vazada, com um botãozinho de pérola próprio para o abotoamento no pulso.
Num piscar de olhos, volto no tempo e vejo-me ao vivo e a cores, com nove anos de idade, no teatrinho da escola pública. Meus cabelos encaracolados e compridos, faziam uma moldura para o rosto rosado e redondo. Eu representava uma daminha e entrava num salão finamente decorado, dirigindo-me a uma senhora à moda antiga, sentada num divã e dizia: - Boa noite, Dona Gertrudes. Essas eram as únicas palavras ditas por mim; e como levei tempo para decorá-las no tom desejado pela instrutora!
Lembro-me dos dias anteriores ao espetáculo e revejo minha mãe preocupada em arranjar vestido, chapéu e as tais luvas. Vejo-me experimentando o traje e ensaiando todas as tardes na mesa da cozinha:
- Boa noite, Dona Gertrudes!
- Boa noite, Dona Gertrudes!
- Boa noite, Dona Gertrudes!
Num piscar de olhos vejo mãe, pai e irmãos menores na plateia do pequeno teatro, com os olhos fixos na cortina e o sorriso nervoso de todos quando terminei minha apresentação.
E aí eu pergunto: luvas p’ra que te quero? Ao tempo em que respondo – para, no futuro, lembrar novamente desse doce momento da minha vida.



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O Imaginário - por Alba Vieira

A realidade está vinculada ao ponto de vista do observador. Apreendemos o mundo, neste nosso estágio de evolução, utilizando, principalmente, os cinco sentidos: visão, audição, olfato, gustação e tato.
Tudo o que acontece no mundo acontece primeiro na nossa mente. Einstein disse que a imaginação é mais importante que o conhecimento.
Nós atribuímos significados às imagens segundo nossos condicionamentos. Se a forma como olhamos algo nos prejudica, temos a capacidade de mudar isso a qualquer momento, já que somos nós que enterramos, no nosso inconsciente, estímulos desagradáveis. Ao olharmos a realidade por outro ângulo ela será modificada. Podemos fazer a escolha de sair do casulo condicionado. Isso é transformação.
Cada um de nós apresenta um sistema sensorial que é mais relevante na percepção do meio externo: visual, auditivo ou cinestésico, segundo a utilização na PNL (programação neurolinguística).
Sobretudo para aqueles que são mais visuais na sua forma de apreensão da realidade, o treinamento com imagens é enriquecedor. Mas, também para aqueles que “ouvem” ou “sentem”, predominantemente, o mundo que os cerca, é importante esse trabalho.
A observação de pinturas abstratas pode ser uma forma de treinamento na esfera visual, para desenvolver a capacidade de olhar por outro ângulo. Um novo olhar para determinada experiência ou ver o outro de nova perspectiva ou ainda nos vermos de uma forma diferente é transformador, muda o nosso estado.
Ao pintar um quadro, o artista coloca na tela uma visão de algo segundo seu ponto de vista, como o impressionou aquilo que tenta expressar. Pode ser algo concreto: uma paisagem, um objeto, um ser vivo ou algo abstrato. Utilizando as tintas, compõe as imagens de acordo com o seu mundo interior.
Pintar é terapêutico porque é expressão, é linguagem, permite extravasar.
O que percebemos ao olhar uma pintura é totalmente individual e um mesmo quadro poderá simbolizar algo diverso em momentos diferentes da vida do observador.
Constitui um exercício interessante olhar uma pintura e escrever sobre o que ela representa num determinado momento e reolhá-la outras vezes, sentindo como muda a perspectiva, tornando-se possível enxergar outras coisas na mesma tela. A escolha do que vê pertence sempre ao observador. É como na vida, em que escolhemos a forma como recebemos cada pessoa, acontecimento; como percebemos cada fragmento da realidade.
Trabalhando com o imaginário, podemos desenvolver a capacidade de transformação, isto é, alterar o nosso estado diante de qualquer experiência. Estar bem ou mal só depende de nós mesmos, de como vemos o mundo. Podemos, em qualquer momento, ressignificá-lo, promovendo transformação em nossa vida.



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Will Durant e a Felicidade - Citado por Penélope Charmosa

Felicidade é a plena expansão dos instintos - e isso confunde-se com mocidade. Para a maioria dos homens, é o único período da vida em que realmente vivemos; depois dos quarenta anos tudo são reminiscências, cinzas do que já foi chama. A tragédia da vida está em que só nos vem a sabedoria quando a mocidade se afasta.
A saúde está na ação e portanto a saúde enfeita a mocidade. Ocupar-se sem parar é o segredo da graça e metade do segredo do contentamento. Não peças aos deuses riquezas - e sim coisas para fazer.
Na Utopia, disse Thoreau, cada criatura construirá a sua própria casa - e o canto brotará espontâneo do coração do homem, como brota do pássaro que constrói o ninho. Mas se não podemos construir a nossa casa, podemos, pelo menos, andar, pular, saltar, correr - velho é quem apenas assiste a isso. Brinquemos é tão bom como rezemos - e de resultados mais seguros. Por isso a mocidade tem muita razão em preferir os campos desportivos às salas de aula - e em colocar o futebol acima da filosofia.



In “Filosofia da Vida”.
Henry Thoreau

sábado, 11 de julho de 2009

Fantasia - As Nossas Poesias XVII

Criei uma fantasia
Com retalhos coloridos
Triângulos recortados
Costurados com paetês
Em cores alternadas unidos

Usei minha fantasia
Noite, tarde e dia
E era só alegria
Até que me tornei personagem
Confundi-me com a imagem

Rasguei minha fantasia
Só queria voltar a ser eu
Mas o que eu não sabia
É que o personagem traria
Coisas que se somariam
Eu antes mais ele
Sendo agora um novo eu



Poesia criada por Ana, Clarice A. e Anônimo.
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Refletindo - por Alba Vieira

Lagoa tranquila refletindo meu rosto
Que crispado pela dor se desfigura
Em máscara encobrindo a candura
Daquela que sofre do mundo o desgosto.

Quisera olhar agora o mar revolto
Levando para longe o desespero
De quem na vida experimenta o desterro
Por sentir-se ainda parte desse mundo louco.



Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva Refletindo - As Nossas Poesias XVI.
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Memórias de um Seminarista (Parte XIII) - por Paulo Chinelate

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MUDANÇAS EM VISTA


O ano escolar começou bem cedo. Tenho uma mesa de estudos com tampa de levantar onde guardo meus livros. Um ratinho branco disputa um lugarzinho entre os meus objetos escolares. Meu mascote recebe todos os dias sua ração de pão, bolacha e água. Levo-o para tomar sol às horas de recreio. Muitos são os animais de estimação adotados por colegas. Um tem uma pequena cobra cipó, verdinha que faz gosto. Outro, uma aranha tarântula, peluda, enorme. Meu vizinho de estudos tem um jeco, pequeno camaleão que troca de cores quase instantaneamente. Atrás do galpão dos banheiros temos vários viveiros de cobras que ficam aguardando o momento para serem mandadas para o Instituto Butantan. Recebemos soro antiofídico em troca dos espécimes que para lá enviamos. A floresta que nos circunda é rica de ofídios: jararacas, urutus, principalmente a urutu cruzeiro e cascavéis. A mais linda de todas é a caninana. Não é venenosa. Tem lindas escamas amarelas, pretas, verdes e vermelhas.
Outro dia fomos visitados por caravana de alunos e familiares Maristas do Rio de Janeiro. Um dos senhores da comitiva estava a filmar-nos em nosso dia a dia. Eu portava a caninana enrolada no meu braço quando ele se aproximou. Para minha infelicidade, naquele exato momento caiu um cisco em meu olho. Uma semana depois mandaram-nos a fita que foi exibida antes do filme do mês. Eu estava piscando e tentando explicar a origem, nome e dados do animal. Ficou hilário. A plateia riu a valer.
A sala de exibições dos filmes fica no porão abaixo da capela. Cabem umas trezentas pessoas. Tem palco e é lá que são apresentadas peças teatrais. Quem cuida tanto das projeções dos filmes como do teatro é o Irmão Constantino. É também nosso fotógrafo. Graças a ele tenho fotos do final do ano passado. Fotos oficiais com todos os colegas. Nunca vi o Irmão Constantino com cara fechada. Sempre solícito, nos recebe sempre com muito carinho. É nosso professor de matemática.
Uma coisa interessante: foi instituída uma tabela de valores para todas as atividades aqui no juvenato. Como se fosse dinheiro que vamos juntando durante o ano. Para as notas das provas mensais temos valores que vão sendo acumulados em nossa caderneta. Se participamos de uma gincana, acumulamos pontos se formos vencedores. Os campeonatos de jogos, tanto de campo quanto de salão têm sua pontuação específica. Disseram-nos que ao final do ano o acumulado servirá para adquirirmos objetos que serão leiloados. Isso nos causou um grande frisson. Todos participamos de tudo. Quero ver o resultado. Até pegar cobras para o Butantan vale pontuação. Conforme a raridade delas varia o valor.
O mais legal é participar da turma de entomólogos do Irmão Zeno Camata. Estamos formando um museu de insetos. Aprendi a tratar os insetos para a mumificação. Muitos deles são compartilhados com outros colégios Maristas espalhados pelo mundo. Exportamos os insetos em caixinhas de madeira de Mate Leão®, entre camadas de algodão. O cheiro do formol é muito saliente. Tem um inseto que dá uma alta pontuação. Só o vimos no catálogo. É o “moleque da bananeira”. O bichinho tem uma aparência humana se colocamo-lo em pé. É uma verdadeira fixação querer conseguir um espécime.
No salão de estudos, pelas oito horas da manhã, ouvimos o repórter Esso. O Irmão Claudino nos permite acompanhar o noticiário diariamente. Ficamos sabendo que Kruschev mandou erigir um muro dividindo Berlim ao meio. Pobre Alemanha. Fidel Castro se fixa no poder cada vez mais. Yuri Gagarin, astronauta russo, representa o primeiro homem a subir ao espaço sideral. Não gostamos da falta de respeito quando ele declara que “não vira Deus” no espaço celeste, numa reafirmação do ateísmo russo.
O ano está passando rapidamente. As notícias de casa são tranquilizadoras. Papai, agora empregado dos Correios e Telégrafos, transmite mais estabilidade à manutenção do seu lar.
Notícias ruins estão pairando pelo ar. O Juvenato vai fechar-se às turmas menores do ginásio. Os primeiro e segundo anos do ginásio não ficarão mais em Mendes/RJ. Isto quer dizer que vamos ser transferidos para Uberaba/MG por conta da inauguração de novo Juvenato no Triângulo Mineiro.
As mudanças carecem ainda de confirmação. Se ocorrerem, maior perda terei, já a tive em me separando dos companheiros no ano anterior, e agora me afastando do cantinho que adotei como minha segunda casa.



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As Nossas Palavras XVII - por Alba Vieira

Caso nos fosse proposto usar um sofá como instrumento terapêutico, para onde seriamos orientados a nos dirigir e agir, ressignificando uma situação problemática, ora deveríamos fazer dele um trampolim para representar o salto que a capacidade de lidar com o problema criando novas habilidades geraria. Outras vezes, quando os condicionamentos adquiridos nas vivências do passado nos impedissem de avançar, o jeito seria fazer dele um local para repousar, deixar a situação evoluir livremente dentro de nós até que uma atitude de nada fazer, apenas esperar, nos trouxesse a luz e a energia necessárias para a transformação e o crescimento.



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Saudade de Ir à Praia - por Adir Vieira

Hoje, apesar do inverno com bastante sol, me deu uma vontade louca de ir à praia.
Acordei um pouco mais tarde porque ontem à noite decidi assistir a uma daquelas séries quilométricas que nos prendem a atenção e fui dormir mais que duas da manhã.
Como sempre faço diante de um desejo desse porte, quis investigar dentro de mim o porquê dele surgir tão acirrado, haja vista que praia mesmo já não frequento há, pelo menos, uns dois anos.
Comecei por fazer uma comparação entre minhas idas de outrora e as mais recentes, quando ia para agradar ao marido mais do que por um desejo próprio.
Visualizei-me como adolescente, como “rata de praia” que era e não pude deixar de rir quando lembrei que, para não enfrentar os ônibus apinhados de banhistas e outros transeuntes, gastava todo o meu salário pagando táxi para ir e voltar, nos finais de semana.
Na minha divagação, vi-me presa dentro de um quarto, pois por ficar estirada ao sol por mais de seis horas, minhas costas vermelhas em sangue não aceitavam qualquer tecido sobre a pele.
Recordei-me de como era bom comprar as roupas de banhos, variá-las bastante, como um manequim em sua passarela.
Prossegui nas minhas lembranças, vendo-me, então, em outras praias mais distantes, em outros tempos, quando as praias ainda eram virgens até de pessoas. Naquela época, desvendávamos campos desconhecidos e podíamos fazê-lo com bastante frequência, pois o transporte próprio assim favorecia as aventuras.
Quantas vezes banhei meus pés, descarreguei tensões em areias finas lavadas no vaivém das ondas. Quantos lugares únicos, que nos davam a certeza da existência de Deus pela natureza forte ali presente.
Quantos perigos, quanto medo quando caía, jogada pela força da onda, mesmo na beirada, porque, cautelosa, nunca quis aprender a nadar.
Ao longo da vida, com muitas e muitas águas dessas me banhei, muito sol queimou meu rosto e meu corpo, muita espontaneidade brotou em mim pelo simples prazer de me sentir livre e viva.
Aí, nas minhas lembranças, descobri a razão do desejo repentino – exatamente a vontade de voltar a me sentir livre de novo – como uma criança descomprometida com regras, horários etc.



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Estou Lendo... - por Alba Vieira

Aprendendo a Viver, de Clarice Lispector.
A Dieta do Yin e do Yang, de João Curvo.
O Livro Orange, de Osho.
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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Chico Buarque e “O Meu Guri” - por Alba Vieira

Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei lhe explicar
Fui assim levando ele a me levar
E na sua meninice ele um dia me disse
Que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega suado e veloz do batente
E traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega no morro com o carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assaltos tá um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
E ele chega

Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo, eu não disse, seu moço
Ele disse que chegava lá
Olha aí, olha aí
Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Olha aí, é o meu guri
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Duelando Manchetes II: Eutanásia - por Ana

Minha querida Ninguém:
Vamos sentar aqui nas cadeirinhas no Litercafé para uma conversa mais longa sobre a questão da eutanásia?
Vou pedir um chá de camomila com bolo de chocolate pra nós enquanto ouvimos Gracias a la Vida, o que acha?

Bem, para falar sobre a eutanásia você nomeou o texto como “Médicos que Matam”. Devo discordar de você: neste caso específico, em que há a certeza da morte devido a um estado patológico, o que mata é a doença, não o médico.
Sobre “até onde nos cabe o direito de decidir pela vida de outro, quando o outro (...) não pode dizer suas vontades”, acho que não nos cabe, em hipótese nenhuma. Este direito cabe apenas à própria pessoa. Não é decisão do médico, dos familiares ou do Estado. Se a pessoa, antes de se encontrar nesta situação, não se posicionou, não expôs a quem de direito sua vontade, vacilou legal.
Sobre o nosso poder de escolher morrer ou não, creio que temos este poder (à margem das questões metafísicas) e que ele é só nosso.
Então você pergunta: “Temos o direito de ter eutanásia?” Eu respondo: sim, nós temos.
Você diz que “eutanásia seria um suicídio e um assassinato”. Bem... voltamos à questão da causa mortis e surge um outro ponto importante a considerar. Sobre a causa mortis, quem está matando a criatura é a doença, não o médico, então não é assassinato. A outra questão é: qual o problema do suicídio? Quando eu ouço “Deus dá o frio conforme o cobertor”, costumo dizer que, se fosse assim, não existiriam suicidas. Muitas vezes o sofrimento é tão intenso que as pessoas não aguentam, preferem não viver mais; e esta é decisão que só cabe a elas, a mais ninguém por elas. O quanto cada um suporta de sofrimento é absolutamente particular e não passível de julgamento ou imposição de crenças de outrem. Se eu estiver numa situação destas: irremediavelmente crônica, vegetando num leito (de hospital ou não), comatosa ou sofrendo desesperadamente e tendo por únicas possibilidades a morte (breve ou tardia) ou alguma descoberta fantástica da ciência (sei lá quando), pode ter certeza absoluta de que vou querer a morte breve com o mínimo de sofrimento. E vou ser muito grata à vida se ela permitir que eu encontre um profissional que respeite meu desejo. Eu jamais vou querer ser (nem por meses, que dirá anos!) um vegetal dependente, fedido, inútil, cheio de secreções nojentas, tubos, escaras e dor. Aos 12 anos, quando tomei conhecimento de um caso polêmico envolvendo a questão da eutanásia, determinei para a minha família que esta era a minha vontade, mantenho-a até hoje e manterei sempre.
Quanto ao médico, pode-se esperar que ele preserve a vida, faça-a melhor, prolongue uma sobrevida mais confortável, mas, acima de tudo, respeite o desejo de seu paciente. Acredito que a maior parte dos médicos não lide bem com a eutanásia porque foram instruídos na crença (falsa) de que tudo podem e que só devem capitular diante da morte depois de fazerem tudo para evitá-la. Na realidade, quando falamos em eutanásia, não estamos tratando, prioritariamente, de médico x morte, mas de paciente, sofrimento e morte (o médico é apenas o profissional envolvido responsavelmente (ou não, dependendo da legislação)).
Quanto às leis, penso que elas devem ser capazes de contemplar todas as vontades e crenças. Se há pessoas que privilegiam a vida, mesmo com intenso sofrimento, a legislação deve garantir que esta escolha seja cumprida; e se há pessoas que preferem abrir mão de viver nesta condição, esta escolha também deve estar protegida pelas normas legais.
Devo esclarecer, antes de me despedir, que todas as minhas observações dizem respeito à eutanásia passiva ou ortotanásia (em que são interrompidas todas as ações para o prolongamento da vida) e não à ativa (quando a morte é planejada por paciente e profissional). No que se refere ao segundo caso, a minha posição é que: sim, trata-se de assassinato e suicídio. Mas não julgo. Porque, como disse, acho que todas as pessoas têm o direito de cometer suicídio (como têm o direito de se manterem em estado terminal ou comatoso pelo tempo que desejarem) e, em relação ao médico, é uma decisão muito particular e cada caso é único. Quem sou eu para afirmar alguma coisa em relação a alguém que agiu movido pela compaixão diante do sofrimento e do desejo de seu paciente? Eu poderia ser este paciente que pediria ajuda para dar cabo da própria vida e seria ótimo se houvesse alguém que se dispusesse a fazer isso e pudesse fazê-lo sem bloqueios de ordem legal.
Mas não sinta desprazer ou vergonha de querer ou ser médica. Exatamente sua sensibilidade e sua humanidade são coisas que andam faltando nesta classe.

Acho que é tudo o que penso sobre o assunto. Só me resta dizer, ainda, que trabalhei por 15 anos na rede pública de saúde, estive internada algumas vezes por períodos de tempo consideráveis (inclusive já estive em CTI), acompanhei de perto pacientes terminais (familiares ou não). Desta forma, meu posicionamento tem por base não só o que acredito ser melhor para mim, mas a convicção de que não cabe julgamento em situações como esta, já que existe uma enorme diversidade de pontos de vista, crenças, medos e outros sentimentos envolvidos no processo de morte.

Apesar do tema de nossa conversa, espero que tenha apreciado nosso lanche.
Um beijo grande.




Resposta a Duelando Manchetes II: Eutanásia, de Ninguém Envolvente.
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As Nossas Palavras XVI - por Alba Vieira

Os acontecimentos na vida dos homens não representam prêmios ou castigos. Antes, refletem as escolhas que continuamente se fazem necessárias, sendo somente consequências delas.



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