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Eróticos.)




sábado, 11 de julho de 2009

Saudade de Ir à Praia - por Adir Vieira

Hoje, apesar do inverno com bastante sol, me deu uma vontade louca de ir à praia.
Acordei um pouco mais tarde porque ontem à noite decidi assistir a uma daquelas séries quilométricas que nos prendem a atenção e fui dormir mais que duas da manhã.
Como sempre faço diante de um desejo desse porte, quis investigar dentro de mim o porquê dele surgir tão acirrado, haja vista que praia mesmo já não frequento há, pelo menos, uns dois anos.
Comecei por fazer uma comparação entre minhas idas de outrora e as mais recentes, quando ia para agradar ao marido mais do que por um desejo próprio.
Visualizei-me como adolescente, como “rata de praia” que era e não pude deixar de rir quando lembrei que, para não enfrentar os ônibus apinhados de banhistas e outros transeuntes, gastava todo o meu salário pagando táxi para ir e voltar, nos finais de semana.
Na minha divagação, vi-me presa dentro de um quarto, pois por ficar estirada ao sol por mais de seis horas, minhas costas vermelhas em sangue não aceitavam qualquer tecido sobre a pele.
Recordei-me de como era bom comprar as roupas de banhos, variá-las bastante, como um manequim em sua passarela.
Prossegui nas minhas lembranças, vendo-me, então, em outras praias mais distantes, em outros tempos, quando as praias ainda eram virgens até de pessoas. Naquela época, desvendávamos campos desconhecidos e podíamos fazê-lo com bastante frequência, pois o transporte próprio assim favorecia as aventuras.
Quantas vezes banhei meus pés, descarreguei tensões em areias finas lavadas no vaivém das ondas. Quantos lugares únicos, que nos davam a certeza da existência de Deus pela natureza forte ali presente.
Quantos perigos, quanto medo quando caía, jogada pela força da onda, mesmo na beirada, porque, cautelosa, nunca quis aprender a nadar.
Ao longo da vida, com muitas e muitas águas dessas me banhei, muito sol queimou meu rosto e meu corpo, muita espontaneidade brotou em mim pelo simples prazer de me sentir livre e viva.
Aí, nas minhas lembranças, descobri a razão do desejo repentino – exatamente a vontade de voltar a me sentir livre de novo – como uma criança descomprometida com regras, horários etc.



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Um comentário:

Ana disse...

Legal a sua conclusão!
Gostei mesmo!
Beijo.