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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Soterrada da Semana - por Gio

Prazer, Sapo-Rei cover!
(Sem a mesma majestade)
Nem sapato, nem pullover
Prefiro ficar mais à vontade

Acertou a minha escolha
Mas errou os meus motivos
Não é majestade, pimpolha!
É só espírito defensivo

Interessante essa matéria
Não é mesmo, minha filha?
Deve ser alguma “Tia Quitéria”
Lá do seu álbum de família

Pois, Anaja, de ofídio
Eu não tenho mesmo nada!
Nem tatuagem de presídio
Nem peçanha afiada

Veja só, essa cobra é de longe
Se encontra no Himalaia
Assim vês que nós, os Monges,
Estamos acostumados com a sua laia

Se eu fosse alguma serpente
Eu te digo com louvor:
Teria os tons imponentes
Do meu Imortal Tricolor!

Como vês, nem azul nem preto
Só o branco, que é quase coringa
Então, não bagunce o coreto
Cascavel presa-de-seringa!

Se me chamas de burro, morcego,
Cobra e sapo, é meio ilógico...
A única conclusão que eu chego:
Meu nome seria Homem-Zoológico!



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Visitem Gio
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Acrérrimos: Passei a Régua! - por Ana

Menino, tu tá abusado!
Tu tá abusado demais!
Só com muita paciência
Eu aguento este rapaz...

Todas as minhas respostas
- Genialmente apresentadas -
São criações de estirpe
Muito bem elaboradas.

Como ousa menosprezar
Meus versos anteriores?
Todos, sem exceção,
São aos seus superiores!

Ops! Peguei pesado?
Será que fui arrogante?
Mas o recado tá dado,
Posso ser mais elegante.


Vê coisa onde não existe...
Paradoxo? Cadê?
Já vou explicar (DE NOVO!!!!)
Direitinho pra você:

Tu não é inofensivo,
Seu sulista falastrão,
Mas isto não me amedronta,
Não me causa espécie, não.

Não é por ser peçonhento
Que não te dou uns dez nós,
Arranco a pele pra prêmio,
Tranço um cinto pro cós.


Quem disse que não duelo?
Rebato até citação!
Te respondo linha a linha
Te ensinando a lição:

Deixa de inventar moda!
Não tem o que rebater?
Tu é sucuri no espírito.
(Raciocinar --> escrever)

Lá vai outra explicação...
(Bem sentadinho na cadeira,
Prestando bastante atenção,
Que eu não estou de brincadeira.)

Eu não disse que paródia é plágio
(Não entende, por mais que eu me empenhe...),
Plágio foi tu parodiar
Depois de mim. Quer que eu desenhe?

Vai seguindo mesmo o impulso,
Mandando palavras a esmo.
Eu vou só te corrigindo...
Tô aqui pra isso mesmo.


Morro como o cardeal?
Não sei quem tu pensa ser...
Vou iluminar tua mente:
Te esquartejo sem tu ver.

Já viu Samurai com medo?
Isso não existe, tche!
Pode delirar à vontade...
É mais fácil pra você.

Ferida? Tenho nenhuma...
Consolo? Precisa é tu!
Não gosta da história da orelha
Pois errou feio pra chuchu!

Inda mexeu com shintoni,
Nosso amado anfitrião!
Nem me demoro aqui:
Se vira aí com o leão,
Menino sem educação.


Tu quer me chamar de naja?
Nem ligo, tô nem aí...
Ela é linda, poderosa,
Não é reles sucuri.

E acertei! Foi rei-sapo
O personagem escolhido!
Menino, nunca me engano!
Que cérebro favorecido!

Tu? É todo venenoso!
E no duelo não engrena!
Afirmo que tu deSafina
E eu continuo Serena:

Lápide não se cava,
O que se cava é a cova.
Se estabaca toda vez!
Eu afirmo, tu comprova!


E tenho torcida mesmo,
Meu fã-clube, minha Fiel,
Com cornetas, bandeironas,
Olas, chuvas de papel.

Você não ouve os aplausos?
Tá com audição seletiva?
Pois eu ouço, me curvo, agradeço,
Dou entrevista coletiva.

Enquanto tu, Dom Giovanni,
Anda sem fôlego, com asma,
Não sabe que já feneceu:
Tu não passa de um fantasma.

E mais: fantasma da ópera,
Tá todo desfigurado
De tanto levar bordoada
De um Samurai requintado.

Prostrado, portanto, você,
Tonto com as minhas batidas.
Pro seu corpo decaente
Eu já dei as despedidas.

Por isso, toma teu rumo,
Vai conversar com o Caronte,
Te adianto uma moeda,
Que tá seca tua fonte.

Pra poder achar a barca,
Chama o poney do inferno.
Segue em paz o teu destino,
Aproveita o descanso eterno.



Resposta a Acréscimos (Antes da Trégua), de Gio.
Referências: Seguramente Tantã e Delirante, de Ana;
Inesperada Revelação ou De Serpentes, Rãs, Sapos e Outros Seres Asquerosos, de Ana;
O Retorno de Já Vai..., de Ana;
ópera “Dom Giovanni”, de Mozart;
novela “O Fantasma da Ópera”, de Gaston Leroux;
Aaron Caronte Badiz e poney do inferno, autores do Duelos.
Wolfgang Amadeus Mozart.

Poesia - por Alba Vieira

A poesia acontece
Sempre que a alma se veste de festa
E os olhos saem a sorrir por aí

Então surge um não sei quê
Que contagia e assanha a mente
Fazendo fluírem as palavras sem cessar
É um estado mágico, tão diferente
Dá vontade de parar o tempo
Mergulhar no Ser e nunca mais voltar



Visitem Alba Vieira
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Mário Quintana e o “Poeminha do Contra” - Citado por Lélia

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Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
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Bruna Lombardi em “Arremesso” - Citado por Penélope Charmosa

Porque despertar em mim esse animal
alucinado. Animal de olhos de fogo.
Selvagem e louco. Esse animal acuado
que perde sangue no jogo. Essa fera
que te ataca e te resiste. Que por pouco
não te mata. Ah, essa desenfreada que me existe
e me devora. Porque despertá-la agora
já que há tanto vinha adormecida.
Porque assustá-la assim em meio ao sono.
Porque arrancá-la bruscamente de seu sonho
e transportá-la de repente para a vida.
Porque despertar em mim essa cavala doida
que vai te galopar de corpo inteiro. Enlouquecida
que vai se ferir em meio ao trote. Porque atiçar esse bicho
que nessa luta vai morrer primeiro.
Que vai morrer de fome, de grito, de garganta enxuta,
de tanta entrega. Dilacerado de tanta força bruta.
Porque despertar essa besta que me habita
que se torna cruel e desumana quando aflita.
Porque gritar com ela no silêncio de um sono branco
em que já vinha há tanto. Porque provocá-la em meio ao espanto
quando ainda não era o seu tempo.



In “No Ritmo Dessa Festa”............................................
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A Vida - por Thiago de Sá

Ainda que se passem anos o homem não aprenderá o valor que a própria vida tem. Nós nos esquecemos da grande missão que recebemos de cuidar de quem esta a nossa volta. É espantoso como esquecemos. Durante o dia vivemos uma louca insanidade, que desequilibra o racional. Cometemos atos que um dia foram imaginados como absurdos e hoje são considerados normais. Ficamos habituados com a violência, com preconceito, com desrespeito e tantas outras coisas que atingem a sociedade. Que de passagem seja dito, se considera como civilizada. Que civilização é essa que se destrói diariamente, enchendo todo um povo com desamor, com rancor… Com ódio? O que ainda me conforta é que existem pessoas que nadam contra essa corrente e acabam nos mostrando que podemos mudar. Basta imaginarmos que mudar tem uma fórmula bem simples, que passa por alguns passos.
Consideraríamos como primeiro o de olhar pra si mesmo, se enfrentar. Existe um grande medo de encontra-se consigo. Escondemos esse encontro atrás das drogas, do álcool, do sexo e de tantos outros esconderijos! Acredito que o ser humano deveria ser preparado para esse encontro, uma preparação que mostra que a vida não é feita apenas de vitórias, mas que a verdadeira experiência só se alcança nas derrotas. Estamos sendo acostumados a ter tudo fácil demais. E quando não conseguimos, aumentamos o quadro de estatísticas onde se afirma que a depressão é a doença do século.
Três coisas que nos destroem: Ter, Poder e Prazer. Para Ter eu mato, devasto, Arraso. Para Poder eu humilho, menosprezo, excluo. Gosto de lembrar que todos vão para o mesmo canto. Todos usamos o banheiro da mesma maneira. Ter Poder em mãos não te dá o direito de ser cruel! Para ter Prazer causo dores que médico nenhum é capaz de remediar, passo por cima de sentimentos que deveriam ser lindos, mas hoje são banais. Chegamos até a nos vender por poucos trocados, no modo literal e metafórico da palavra.



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terça-feira, 11 de agosto de 2009

As Nossas Palavras XXII

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Wordle: As Nossas Palavras XXII
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Clique na imagem para ampliar.
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Imagem: Wordle
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Provérbio Tibetano em As Nossas Palavras XXI - Enviado por Adhemar

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Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida.



Visitem Adhemar
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As Nossas Palavras XXI - por Alba Vieira

Em relação ao valor das palavras, três coisas devem ser observadas:
1. cada palavra dita é como uma flecha lançada;
2. deve haver um objetivo a ser alcançado, senão será uma oportunidade perdida;
3. uma vez lançadas, elas jamais voltam.



Visitem Alba Vieira
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Inesperada Revelação ou De Serpentes, Rãs, Sapos e Outros Seres Asquerosos - por Ana

Ontem acessei o Terra.
Qual não foi minha surpresa!
Destacada reportagem
Me inundou de certeza!

Me respondeu à questão
Que havia deixado aqui:
Se o Gio era o Burro, o Shrek,
O rei-sapo ou a sucuri.

Prestem bastante atenção
A tudo que foi descoberto
E ao onde (também conta).
Cês ficarão boquiabertos!

(Pra provar que não inventei
e que existe a reportagem,
link (há data e hora no site)
ao final desta postagem.)


Foi assim: lá no Himalaia
Descobriram uma serpente
Enorme! Um troço de doido!
Demoníaco ser vivente.

Inda é verdona a peste!
Gente, isso lembra o quê?
Eu não vou falar agora,
Vou mostrá-la pra vocês:
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No mesmo lugar encontraram
Uma rã desconhecida;
Verde, também, o batráquio.
Eita! Que coisa esquisita:
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Olhem só o jeito dela...
Ih! Tem as patas vermelhas!
Uns lanhos brancos, não tem?
Me veio logo a centelha.

Vejam, reparem bem:
A combinação tricolor
Nota-se também no ofídio.
Não é delírio... por favor!

São as cores fulgurantes
Da bandeira da Itália.
Povo, fiquei perplexa!
Que coisa mais tri hilária!


Desta forma, eu lhes digo,
Com toda convicção:
Fui guiada à reportagem
Como a uma revelação.

Himalaia lembra monge,
A serpente, sucuri,
O verde é do Shrek,
O batráquio plebeu eu vi.

Monge, víbora, Shrek,
Rã, lábaro italiano...
Eu cheguei à conclusão,
Assim, sem nenhum engano:

Este Monge tem espírito
De serpente ardilosa,
Vai se dizer rei-sapo,
Pela imagem majestosa.

Mas, seja ele o que for,
No seu papo não embarco
E muito em breve volta voando
E rastejando pro seu charco.
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Acréscimos (Antes da Trégua) - por Gio

Finalmente uma resposta!
(Digo, uma que se apresente)
Da Samurai que se prostra
Abatida e decadente

Pera (sem agudo ou circunflexo)!
Me explica o paradoxo sem nexo
Dessa constante dualidade
(Deve ser alguma nova modalidade):
Diz que me derrotaria sem um pio
Que, pra você, não sou desafio
Agora, diz que não sou inofensivo
E que é meu o veneno nocivo
Acho que é seu medo arredio
Suor, tremelique, calafrio

Não me faço de coroinha da pá virada
Sou educado muito antes da escola
(Pera, isso me lembrou uma piada
A do padre, do “xis com Coca Cola”)

Deles, no máximo a vestimenta
Por se assemelhar à batina
Mas não se usa, quando se enfrenta
Desaforados, como essa menina

A Anaja, peçonhenta que ela só
Diz que agora eu que ataco de veneno
Até tenho, é verdade... Mas veja só
O meu uso é mais humano e mais ameno

Eu vim de Tão, Tão Distante
Desse Rio Grande gigante
Mais uma estrela brilhante

E sempre ele eu honrei
Se, do Shrek, algo serei
Pode chamar-me sapo-rei

Portanto, tenho veneno é sob a pele
Não em peçonha, numa mordida covarde
É defensivo, quem contra mim duele
Ao me ferir, verá o quanto arde

Não que seja o seu caso, dona Ana
Que acha que está aqui a abalar
Eu já disse, “sempre alguém se engana”,
Pensa que me bate, e só acerta o ar

Já disse, eu me mexo rápido
Mais que um acender de lâmpada
E, Anaja, por mais que trepide
Você, que não é bípede
E muito menos quadrúpede
Já cavou a sua lápide

Sorte que vem chá com bolo
Em um campo de margaridas
Onde podes ter consolo
E cuidar de tuas feridas

Enquanto isso, minha cara escaravelha
Vejo que deves vir de outro planeta
Pois segue com a “stória” da orelha
A qual levou a frase ao pé da letra

E segue com o Carnaval -
Quando o insulto se desdobra,
Comete uma gafe mortal
“Camisa de força em cobra”?

Por mais que eu não seja, devo rir
Porque, até onde eu me lembro
A camisa nada vai reprimir
Em um ser que é desprovido de membros

Mas, aqui mesmo, nesse estádio
Piada boa é a comédia
Que me proclama essa ofídia
Chamando de “plágio” paródia
Jogando o senso ao repúdio

Quando eu falei de meu combate
Você, prontamente debochou
Cegueta és tu, que nesse disparate,
Te acertei, e você nem notou

Quanto à resposta por partes
Eu confesso, não entendi
E o pedido que me retrate
Ana, eu já fiz isso aqui!

Pois erro sim, isso não nego
Deve ser falta de Danone
Mas dessa vez eu descarrego
“Essa é culpa do Shintoni!”

Que, na sua organização
- igual à minha, temo dizer -
Retardou a continuação
E só mais tarde eu fui saber

(É brincadeira, antes que ele surte
Só que eu não podia, como quem curte,
Deixar de fazer a rima com o iogurte!)

Devo dizer: mal o embate começou
E ela vem falando em “fãs” e em “torcida”
Comento de novo, pra quem não notou,
Tá ficando cada vez mais convencida!

E complemento: menos luta do que canta
Desde já, eu prevejo o seu final
Pobrezinha, morrerá pela garganta
Igualzinho ao primeiro Cardeal



Resposta a Seguramente Tantã e Delirante, de Ana.
Referências: Sempre Alguém se EngAna, de Gio;
“Querência Amada”, de Teixeirinha;
“Anjos e Demônios”, de Dan Brown.
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Visitem Gio
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Abraço de Auras - por Alba Vieira

Foi uma surpresa. Sem que eu esperasse, ela correu ao meu encontro, pediu meu colo e me abraçou. Perguntou antes à mãe quem eu era. E ela lhe disse: não se lembra dela?
Eu trabalho com a sua mãe e já nos encontramos uma vez, numa festa de aniversário quando ela era ainda um bebê e a última vez, há mais de um ano quando ela veio com a mãe ao hospital para uma consulta. Lembrou-se de mim, eu acho. E me abraçou, espontaneamente, com tanto carinho que me emocionou. No meu colo, ela me olhou nos olhos, agarrou-se no meu pescoço e encostou sua cabecinha no meu ombro. Ficamos assim um bom tempo e pude sentir a sua respiração e, mais que isso, a sua vibração.
Nunca eu recebi um abraço mais gostoso. Talvez por tratar-se de uma garotinha de três anos. É que eu adoro crianças e elas a mim.
Crianças são assim mesmo, uma delícia. Não fazem nada obrigadas. Deixam-se levar pela emoção. São só espontaneidade.
Não sei o que ela viu em mim. Fui à sua casa buscar uma encomenda. Nem entrei, nos encontramos no jardim, ela veio atrás da mãe e me viu. Talvez ela tenha seguido a sua alma que percebeu e encontrou ressonância na vibração da minha.
Foi isso mesmo: um encontro de auras. Maravilhoso! Inesquecível.



Visitem Alba Vieira
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Mote do Gio I - por Gio

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Mote
Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante



Com o carro em movimento
Aperto o play, o rádio eu ligo
Ouço o hit do momento
Regravação de som antigo

Aula nova, quem prepara
É um professor estreante
Eu conheço esse cara!
Ele me deu aula antes

Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante

Tiro a manhã de folga
Para ver algo de novo
Passeio, nada me empolga
Mesmo ali é o mesmo povo

Chego em um bar diferente
Pra me sentir renovado
Peço um chá-mate quente
É o que estou acostumado...

Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante

Divórcio, fim da união
Procuro livrar-me da dor
Os motivos da separação
São charmes no meu novo amor

Os charmes então viram brigas
Vira stress o compromisso
No meio de tantas intrigas
É, acho que eu já vi isso

Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante

No fim da minha caminhada
Dos meus mesmos erros iguais
Tenho a alma rebocada
Para um lugar com mais paz

A vida me tira as cores
Despeço-me sem nem um oi
No enterro, as mesmas flores
De quando meu pai se foi
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Visitem Gio
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Bruna Lombardi, “Amálgama” - Citada por Penélope Charmosa

Homem de terra, de argila e de farinha
de raízes no solo e muitas fontes
o mesmo sol que te satura me mora nas entranhas
o mesmo fio que te liga à terra me fez de presa.
A mesma carne, a tua, é fraca em mim
em mim que já sou feita de tuas ânsias
de tuas névoas, de teu suor e teu conflito.
O mesmo cheiro de tuas partes em minhas mãos resiste
ao vento de poeira. Às estações e ao isolamento.

Já não sou tua, é certo. Talvez eu nunca fosse,
talvez tivesse sido, talvez um dia eu seja.
Talvez te habite em sonhos recônditos,
talvez nem te dês conta.
Talvez já nem percebas. Talvez ainda não saibas.
É tão vasto o sortilégio. Tão infinitas
as marcas de teus pés no meu passado
de tuas mãos pelo meu corpo.

Homem de pedaços. De sulcos cavados na pedra.
Talvez eu seja o rio que te corre por cima.
São águas minhas as que te corroem
e te deixam em sedimentos,
são seixos teus que carrego no meu leito,
são partes tuas as que me dão forma.
É barro teu o que me turva.
Homem de asas. Companheiro,
é através de teus sentidos o meu contato.
A minha noite tem a tua cumplicidade.
A tua serpente possui o meu veneno.
O mesmo sangue. É inútil que te afastes.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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Ser Feliz, Segundo Jung e Epicuro - por Theodiano Bastos

FELICIDADE. O QUE FAZ UMA PESSOA FELIZ?

É um tema muito caro neste mundo atribulado em que vivemos, em que muitos de nós questiona o objetivo da vida e o que é “ser feliz”. Para Carl Gustav Jung, para se ser feliz, é preciso se ter seis coisas na vida, que são:
1. Boa saúde.
2. Gosto pela beleza nas artes e na natureza.
3. Um razoável padrão de vida.
4. Um trabalho que dê satisfação.
5. Uma religião ou filosofia para enfrentar as vicissitudes da vida.
6. Um casamento feliz.
Mas adverte: “Um homem completo sabe que mesmo seu mais feroz inimigo, não um só, mas um bom número deles, não chega aos pés daquele terrível adversário, ou seja, aquele ‘outro’ que habita em seu seio. Enfim, ‘o inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo’. O animus é a polarização sombria e masculina da mulher. Já a anima é o lado sombrio e feminino do homem.” Daí a necessidade do “Conhece-te a ti mesmo para conheceres os deuses e o universo”, pregado por Sócrates.

Em busca na internet conseguimos conhecer a filosofia de Epicuro. O Epicurismo é o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C., e seguido depois por outros filósofos, chamados epicuristas.
Epicuro propunha uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade, esse era o objetivo de seus ensinamentos morais. Para Epicuro, a presença do prazer era sinônimo de ausência de dor, ou de qualquer tipo de aflição: a fome, a abstenção sexual, o aborrecimento etc.
A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim bastante prática. Buscava, sobretudo, encontrar o sossego necessário para uma vida feliz e aprazível, na qual os temores perante o destino, os deuses ou a morte estavam definitivamente eliminados. Para isso fundamentava-se em uma teoria do conhecimento empirista, em uma física atomista e em uma ética hedonista.
No antigo mundo da zona Mediterrânea, a filosofia epicurista conquistou grande número de seguidores. Foi uma escola de pensamento muito proeminente por um período de sete séculos depois da morte do fundador. Posteriormente, quase relegou-se ao esquecimento devido ao início da Idade Média, período em que se perderam a maioria dos escritos deste filósofo grego.
A ideia que Epicuro tinha era que para ser feliz o homem necessitava de três coisas: Liberdade, Amizade e Tempo para meditar, isto é, aprender a se proteger de si mesmo. Essa filosofia é o que rege muitas empresas de marketing e propaganda: em vez de venderem o produto elas vendem uma destas três opções associadas ao produto. Na Grécia antiga existia uma cidade na qual, em um muro na frente de um mercado, tinha escrito toda a filosofia da felicidade de Epicuro, procurando conscientizar as pessoas que comprar não as tornaria mais felizes como elas acreditavam.
Uma agência de publicidade, inspirada na filosofia de Epicuro anunciou uma bela mansão com um caríssimo carro estacionado na frente e no rodapé do anúncio: “A felicidade não está incluída”. Certa vez, uma grã-fina carioca pediu que Oscar Niemeyer fizesse uma planta de uma casa “que deixasse a pessoa feliz”, ao que Niemeyer respondeu: “Quem é que vai morar nessa casa?”.




Este texto está no blog Oficina de Idéias.
Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros: O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino e coletâneas
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Estou Lendo... - por Alba Vieira

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Madre Teresa: venha, seja minha luz, de Brian Kolodiejchuk.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Duelando Manchetes II: Eutanásia - por Alba Vieira

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SOBRE A EUTANÁSIA


Quando condenamos um médico que participa da ortotanásia, ou seja, que interrompe a vida mantida às custas de aparelhos, deixando que a morte se concretize quando naquele momento não resta nenhuma possibilidade de que a vida se mantenha sem os meios artificiais, o que demonstramos?
Eu me pergunto se o que leva a isto não é uma revolta e um desconsolo com o fato de mesmo o médico ser impotente diante da finitude da vida. E não estaríamos sendo românticos demais ao supormos que o médico sempre pode melhorar as condições de vida de alguém e salvar vidas? Nem sempre é assim. A doença e o sofrimento fazem parte do aprendizado da alma. E só quem vive a realidade dentro de um CTI pode avaliar o sofrimento de doentes terminais. Muitas vezes, os familiares vendo o paciente previamente preparado para a visita, não fazem ideia dos reveses que enfrenta em outros momentos e que só os médicos e a equipe de saúde testemunham. É justo que tenham a opção de terem seus sofrimentos cessados.
Não se pode decidir sobre o tempo de vida de ninguém. Só o numinoso tem esta resposta. E o médico que movido pela compaixão cria um carma com o paciente que ajuda a morrer devia ser respeitado, louvado e não condenado sumariamente.



Resposta a Duelando Manchetes II: Eutanásia, de Ninguém Envolvente.
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Visitem Alba Vieira
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Seguramente Tantã e Delirante - por Ana

Esta é a segunda parte
Da resposta a Tão Distante.
Vou acabar com o Monge
Logo, logo, num instante.

Não te acho inofensivo.
Cê se faz de coroinha,
Vem com carinha de anjinho
E riminha bonitinha,

Mas não me engana é nada,
Sei que é a maior jiboia
Que vem lenta, sorrateira,
Toda cheia de tramoia.

Se alguém aqui tem veneno,
Não sou eu, isso eu garanto:
Não ando nas pontas dos pés
Nem me arrasto pelos cantos.

E se eu era proteína,
Eu te digo assim, de chofre:
Tu era um aminoácido,
Daqueles que têm enxofre.

Tudo a ver: símbolo S
De serpente, suturado,
Sacripanta suplicante,
De Satanás, supurado.

Monge mais que desafina
Duelando a Samurai:
Tropeça na própria batina,
Se estatela e se contrai,

Fica todo contorcido,
Choramingando de dor,
Mas se for frouxo de vez,
Berra que é um terror!

Tu? Espírito pacífico?!!!
Que cascavel tortuosa!
Tu mente tanto... nem sente!
Que coisa mais afrontosa!

Quer que eu lembre lá do início?
Por que viemos duelar?
Por causa de tua ameaça
De agressão auricular.

Que combate magnífico?
Ainda não vi isso não...
Cê fez umas tentativas
E eu, sem um arranhão.

Quanto mais eu tô tranquila
Mais e mais cê se esganiça,
Se debate enlouquecido
Na areia movediça

De meus versos bem rimados
E minha luta impecável.
Em breve não sobra cadáver
Do Monge indomesticável.

Me vence com mãos atadas?
Ih! Alucionou o guri!
Só se for nos seus delírios
Em camisa de força, sucuri!

Permaneço intocável,
Tão calma, zen, impassível...
Neurose aqui passou longe,
Placidez irrepreensível...

Mas entendo você, meu menino,
É você que não me entende:
Fica assim tão transtornado
Que o que digo não apreende...

Lá no Ataca, Acata
Falei, de forma inconteste:
“Vou te responder por partes”.
Outra coisa supuseste...

Mas... como não compreendeu
Que eu não ia abarcar tudo
Numa única resposta?
(Longo demais, linguarudo...)

É natural... Naturalmente
O duelo te abala.
Da próxima vez, te prometo:
Deixo bem facinha a fala,

Explico todos os detalhes,
Tudo assim bem direitinho
(Pra não causar constrangimento),
Tintim por tintim, com jeitinho.

Te esclareço, monge cegueta,
Que segue a primeira impressão:
O que envio pra cá não tem erro,
Reviso, corrijo... escrevo à mão.

E não sofro de amnésia,
Não me esquivo num combate.
Tu tenha mais compostura,
Seja homem e se retrate.

E terminada a microstória
Deste round trivial,
Vou parando por aqui
Porque sou muito legal:

Ataco mas não massacro,
Bato mas não esmago,
Vez em quando te encalacro
E, com pena, vou e afago.

Té logo, adorados fãs!
Eu agradeço a torcida!
E tu, de Tão, Tão Distante,
Vai cuidar da sua vida...

(Eu não sou de implicar,
Mas desta aqui não escapo:
Você é o Shrek, o Burro
Ou será que é o rei-sapo?)



Resposta a Diretamente de “Tão, Tão Distante”, de Gio
e Ainda em Tempo II, de Gio.
Referências: Monge que Ataca, Ataca Samurai, de Ana;
música “Ilusão de Ótica”, de Humberto Gessinger;
filme Shrek Terceiro.
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Ela Roga, E Agora Lê - por Gio

Minha charada foi fácil, admito
Mas a intenção era ser assim
Foi sorvete de palito
Presente, como meu quindim

Não se começa um duelo
De um jeito muito violento
Antes do “bato-esgoelo”
Vem primeiro o aquecimento

E mais outra advertência
À minha duelista-irmã
Não se deve ter muita exigência
A algo escrito às 5 da manhã

Quanto ao fato discutível
De que sem sentido pareça,
Pergunto: é inteligível
Algum mantra que conheças?

Pois, senão, seria prece
E isso deixo aos oradores
Que ganham (só quem merece)
Alívio para suas dores

Depois desse desafio
Como em vidro, estou exposto
Eu respondo, fio a fio
O palíndromo disposto:

Nessa língua Portuguesa
Fácil é “palindromar”
Nos “poucossílabos”, a proeza
Mim, rir, osso, ele, radar

Quem ataca, acata a dor
De ir pr’A Torre da Derrota
O céu sueco, com louvor
O galo e o lobo enxota

Rio dessa maratona
De “Zés de Lima” e “Ruas Lauras”
Quando a verdade vier à tona
A ordem aqui se restaura

Breves verbos como a sua
Protuberante prepotência
Estarão no olho da rua
Logo, implorando clemência.

A vida da diva dos mares
Uma lição ensinará
A quem não fugir para os ares,
Severo o revés será

Então pegue o seu barquinho
E nade, ou sirva de pária
Se não se mexer rapidinho
Afogar-se-á na enchente literária

Me chamas de luso no Sul
Que vive de ovo, soda, fados
Pois eu tenho sangue azul
De burro, não tenho é nada

O doido diodo do circuito
De meu cérebro curioso
Chegou a ficar aflito
Lá no início, receoso

Mas os lobos me guiaram como pestes
E os galos cantaram a marcha
A dica ácida que destes
Deu o estalo, onde tudo se encaixa

Oi, bossa assobio aqui
Som calmo que é uma beleza
Depois de suco com caqui
Invado sua fortaleza

O soldado da porta só lê selos
E, pobre, o da torre, derrotado
Me faz, temeroso, seu apelo
Complacente, o deixo descansado

Sinto aroma, amora dos campos
Penetrar minhas narinas agora
Depois de guerra pelos flancos
Da recompensa é chegada a hora

De decisões que tomamos
As sensatas, nessa vida... O que importa
É saber, depois que brigamos:
Quem de nós cortará a torta?
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Resposta a Monge que Ataca, Acata Samurai, de Ana.
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Visitem Gio
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Carlos Drummond de Andrade “No Meio do Caminho” - Citado por Lélia

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
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