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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ser Feliz, Segundo Jung e Epicuro - por Theodiano Bastos

FELICIDADE. O QUE FAZ UMA PESSOA FELIZ?

É um tema muito caro neste mundo atribulado em que vivemos, em que muitos de nós questiona o objetivo da vida e o que é “ser feliz”. Para Carl Gustav Jung, para se ser feliz, é preciso se ter seis coisas na vida, que são:
1. Boa saúde.
2. Gosto pela beleza nas artes e na natureza.
3. Um razoável padrão de vida.
4. Um trabalho que dê satisfação.
5. Uma religião ou filosofia para enfrentar as vicissitudes da vida.
6. Um casamento feliz.
Mas adverte: “Um homem completo sabe que mesmo seu mais feroz inimigo, não um só, mas um bom número deles, não chega aos pés daquele terrível adversário, ou seja, aquele ‘outro’ que habita em seu seio. Enfim, ‘o inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo’. O animus é a polarização sombria e masculina da mulher. Já a anima é o lado sombrio e feminino do homem.” Daí a necessidade do “Conhece-te a ti mesmo para conheceres os deuses e o universo”, pregado por Sócrates.

Em busca na internet conseguimos conhecer a filosofia de Epicuro. O Epicurismo é o sistema filosófico ensinado por Epicuro de Samos, filósofo ateniense do século IV a.C., e seguido depois por outros filósofos, chamados epicuristas.
Epicuro propunha uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade, esse era o objetivo de seus ensinamentos morais. Para Epicuro, a presença do prazer era sinônimo de ausência de dor, ou de qualquer tipo de aflição: a fome, a abstenção sexual, o aborrecimento etc.
A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim bastante prática. Buscava, sobretudo, encontrar o sossego necessário para uma vida feliz e aprazível, na qual os temores perante o destino, os deuses ou a morte estavam definitivamente eliminados. Para isso fundamentava-se em uma teoria do conhecimento empirista, em uma física atomista e em uma ética hedonista.
No antigo mundo da zona Mediterrânea, a filosofia epicurista conquistou grande número de seguidores. Foi uma escola de pensamento muito proeminente por um período de sete séculos depois da morte do fundador. Posteriormente, quase relegou-se ao esquecimento devido ao início da Idade Média, período em que se perderam a maioria dos escritos deste filósofo grego.
A ideia que Epicuro tinha era que para ser feliz o homem necessitava de três coisas: Liberdade, Amizade e Tempo para meditar, isto é, aprender a se proteger de si mesmo. Essa filosofia é o que rege muitas empresas de marketing e propaganda: em vez de venderem o produto elas vendem uma destas três opções associadas ao produto. Na Grécia antiga existia uma cidade na qual, em um muro na frente de um mercado, tinha escrito toda a filosofia da felicidade de Epicuro, procurando conscientizar as pessoas que comprar não as tornaria mais felizes como elas acreditavam.
Uma agência de publicidade, inspirada na filosofia de Epicuro anunciou uma bela mansão com um caríssimo carro estacionado na frente e no rodapé do anúncio: “A felicidade não está incluída”. Certa vez, uma grã-fina carioca pediu que Oscar Niemeyer fizesse uma planta de uma casa “que deixasse a pessoa feliz”, ao que Niemeyer respondeu: “Quem é que vai morar nessa casa?”.




Este texto está no blog Oficina de Idéias.
Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros: O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino e coletâneas
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Um comentário:

Ana disse...

Theo:
Que artigo definitivo! O último parágrafo está especialmente lindo, com exemplos imbatíveis do sentido real da felicidade!
Parabéns pelo texto!
Um abraço!