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sábado, 15 de janeiro de 2011

A Arte dos Trabalhos Acadêmicos - por Gio

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Todo estudante universitário é um artista e, portanto, cada trabalho feito por ele é uma obra de arte. Mais que uma obra de arte, cada trabalho acadêmico é um processo complexo onde todo o foco e atenção são necessários para este ser bem-sucedido. Por trás das xícaras de café, mudanças de data e desculpas esfarrapadas, existe uma lógica e uma sequência de ações bem definida, e é essa estrutura que eu mostro agora, passo a passo:


I. O Planejamento

Antes de fazer qualquer coisa, um bom profissional em qualquer área planeja o curso de suas ações, e com o estudante não poderia ser diferente. A primeira coisa é acertar a data do trabalho. A partir desse marco inicial, organiza-se a agenda até esse dia. A agenda deve ser preenchida encaixando-se os horários de maneira eficiente, e com tal precisão que não sobre tempo nenhum para fazer o trabalho... ao menos até a véspera da data-limite. Aqui, vale tudo: lanche no shopping, ajudar a mãe em casa, visita à tia com quem você não tem contato há anos, e até o jogo do Palmeiras. Mesmo que você não seja palmeirense. Na verdade, você nem precisa gostar de futebol.

Se te chamarem para sair, aceite sem pensar. Se não te chamarem, seja compreensivo, e convide. Se tiver mais de uma opção ao mesmo horário, marque as duas – assim, caso alguma delas seja cancelada, você não corre o risco de ter de ir para casa e fazer o trabalho. Se faltarem opções, a internet for cortada, e você estiver sem imaginação, durma: isso nunca falha.


II. A Execução

Se o primeiro passo foi realizado corretamente, o único tempo que sobrou para fazer o trabalho é a noite (e, com sorte, o fim da tarde) do dia da véspera. A essa altura, o nervosismo pelo prazo estourando está dominando o seu corpo. Esse é o segredo: esse nervosismo gera adrenalina, que acelera o metabolismo. Coração a mil, músculos mais relaxados, cérebro alerta. E, é claro, uma térmica de café e biscoitos, só para garantir.

A pesquisa de duas semanas é feita em duas horas. O desenvolvimento demorado da solução é psicografado em minutos, e nessa hora vale uma ajudinha da Wikipedia. Gradativamente, o relaxamento dos músculos é substituído pelo cansaço físico e mental, e o nervosismo, por nervos à flor da pele mesmo. Ao chegar a esse ponto, você tem dois estados possíveis: trabalho completo, ou trabalho incompleto. E é o segundo caso que nos leva ao próximo item...


III. O Plano B

Muitas vezes, fazer o trabalho na véspera dá certo. Infelizmente, isso nem sempre acontece, e aí chega a hora da criatividade. Se boa parte da turma está na mesma situação, é possível pedir um adiamento do prazo. Caso contrário, é hora de improvisar: copiar descaradamente outro trabalho, ou mesmo de alguma página na Web; completar o trabalho com receitas de bolo e manuais de instruções (e rezar para que o professor não leia); ou mesmo entregar tudo do jeito que está, e ser muito bom para enrolar na explicação. Pena que não se pode mais pegar um disquete estragado, e dizer que ele desmagnetizou no meio do caminho...


Estudante é um artista. Organiza seus horários totalmente contra a lógica, usa o máximo de sua criatividade para fazer os trabalhos, e dá aulas de interpretação na hora de pedir novos prazos. Atire a primeira pedra quem nunca se utilizou da Arte da Enrolação!
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Um comentário:

Ana disse...

Bem, Gio, adorei demais seu texto, embora eu não tenha me encaixado nele; mas conheço gente de montão assim.
Perfeito!
Um abraço.