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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 22 de maio de 2009

O Telemarketing Atual - por Adir Vieira

São três horas da tarde e tento descansar do almoço, o que habitualmente não faço, a não ser em dias que me excedo nas atividades domésticas na parte da manhã.
Toca o telefone e, ao atender, a pessoa do outro lado chama pelo meu nome como se eu fosse do sexo masculino.
Já não reparo nessa questão, visto que, ao longo da vida, inúmeras foram as vezes em que, a distância, me confundiram assim.
Desfeito o engano e após as desculpas exacerbadas do meu interlocutor, percebo que o objetivo do telefonema era me oferecer uma linha de crédito, pois minha aposentadoria me permitia comprometer até trinta por cento da minha renda em empréstimos.
Começo a ficar impaciente, quando o atendente de telemarketing me pergunta se eu já tenho descontos em folha e, ao contrário do que eu pensava, minha negativa serviu para inflá-lo de sabedoria e conhecimentos para me convencer a ter o primeiro empréstimo.
A cada justificativa que eu dava para não fazê-lo, mais e mais usava seu aprendizado incorreto para expor as benesses de dividir uma quantia considerável em várias prestações minúsculas, por um prazo longo, mas possível de ser contratado. Frisava ainda que, assim, eu nem sentiria no meu salário a falta de tal importância. Obviamente, omitiu os juros abusivos e o fato de que eu pagaria a tal quantia ad eternum e ainda correria o risco de morrer antes da última prestação.
Quanto mais eu o ouvia, mais ele sentia que estava me demovendo da rígida decisão de não aceitar a proposta, quando eu, com um grito de BASTA! o fiz calar.
Tentei ensinar-lhe regras para envolver o interlocutor – boa que era nisso nos meus tempos de vendedora. Expliquei-lhe que seu instrutor havia lhe ensinado ser vendedor e comprador e ele estava misturando os papéis, visto que pensava adivinhar o que eu tinha em mente, mas que seu instrutor não havia lhe ensinado o momento exato de parar de falar, enfim, de me ouvir.
Ficamos por cerca de meia hora discutindo o assunto – agora, não mais o empréstimo – mas a forma de oferecê-lo.
Ele com desculpas, eu com indignação, até que me dei conta de que, da forma que o mundo está e especialmente os serviços, hoje era ele a me tomar meu precioso tempo e amanhã seria outro.
Fui eu, então, que humildemente lhe pedi desculpas, prontamente aceitas pelo rapaz que num último gesto desalentador fez questão de deixar seu nome e telefone para contatá-lo, quase eu mudasse de ideia. Pode?



Visitem Adir Vieira
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Leilão Judicial - por Ana Maria Guimarães Ferreira

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Hoje estava vendo um site com leilões onde eram descritos os lotes seu conteúdo e sua avaliação.
Fiquei perplexa: até caixões com alças de metal e crucifixo e outros detalhes menos mórbidos estavam incluídos naquela listagem.
Imaginei se a vida das pessoas estivesse em um leilão.
Lote 01 - Um casal gasto com 70 anos de idade, mas em bom estado de conservação
Lote 02 - Uma vida inteira de brigas sem que possamos avaliar se vai continuar ou não assim.
Lote 03 - Um saco de esperança furado, um pneu de barriga que fez lipo.
Lote 04 - Um homem sem marca aparente e número de série, em estado de sucata, faltando dentes na boca, todo enferrujado, cor bege, em péssimo estado de conservação.
Lote 05 - 1 kg de afeto numa caixa de plástico, nunca usado, porém sem que se possa determinar sua origem...
Lote 06 - Uma mochila com notas falsas de dólares, um resto de honestidade detectado no fundo, porém o fundo é falso também.
Lote 07 - Abraços amassados sem timbre em péssimo estado e mãos danificadas de usurfruir do dinheiro alheio.

E por aí a coisa iria.... Mas o pior de tudo é que li hoje num site oficial de verdade um lote que trazia toda a história de uma vida, desde uma geladeira usada e velha, passando pelo fogão que deve ter cozinhado muito, ao carro que deve ter levado a família para infinitos passeios, a bicicleta com que, provavelmente, as crianças se divertiram e a caixa de ferramentas que só os homens podem avaliar a importância e o amor que têm por ela. MAS O QUE MAIS ME ESPANTOU É QUE DENTRO DO LOTE, PASMEM!, ESTAVA LISTADA UMA CARTEIRA DE IDENTIDADE SEGUNDO A DESCRIÇÃO - ORIGINAL E O NOME DA PESSOA ESTAVA ESCRITO COM TODAS AS LETRAS... MINHA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: PODEM LEILOAR TAMBÉM O DOCUMENTO DE IDENTIDADE? ISSO É POSSÍVEL?! NEM PRECISO DIZER QUE ERA DE UM ÓRGÃO DO JUDICIÁRIO...

FIQUEI COM MEDO DE UM DIA ALGUÉM QUERER ME COLOCAR NUM LOTE!!!!!!!!!!!
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Elogios... Cada Vez Mais Distantes! - por Pryscilla Mattos

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda.
Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos etc. Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.
Esta ausência de elogio tem afetado muito as famílias.
A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam esta carência para dentro dos consultórios.
Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.
Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados.
Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos maridos ou nossas mulheres, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam.
O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida... Enfim, vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Pense Nisso!!!



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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Rabiolas - por Raquel Aiuendi

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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O Melhor é Não Fazer Planos - por Adir Vieira

Hoje creio firmemente que o melhor na vida é não fazer planos.
Vivê-la simplesmente ao sabor da maré é a grande sabedoria.
Não é fácil chegar a esta conclusão.
É preciso termos tido, por inúmeras vezes, planos derrubados por acontecimentos imprevistos.
Sejam de que ordem forem os prognósticos, hoje tenho certeza de que eles não se dão na medida do nosso desejo.
Parece mesmo que os anjos tecem suas teias diversamente da nossa vontade.
Às vezes, bate um desejo bobo de, ao acordar, sair para uma volta no quarteirão. Mas eis que, de pronto, de supetão, algo acontece, fazendo com que o impedimento esteja presente.
De outras vezes, o desejo é requintado. Ao invés de uma volta no quarteirão, clamo por uma ida ao teatro, bem distante de onde moro e planejo fazer-me acompanhar por uma amiga de infância. Considerando a distância e a participação de uma outra pessoa, fico de pé atrás, na expectativa do corriqueiro impedimento e pasmo, porque, desta feita, tudo se cumpre de acordo com o meu desejo.
Passo então a analisar quais as razões de sermos quase sempre contrafeitos em nossas expectativas.
Não chego a nenhuma conclusão após várias horas na busca de exemplos meus e de outros.
Por outro lado, esta expectativa de que algo contraditório à minha vontade acontecerá está tão arraigada à minha forma de pensar que não consigo ficar imune ao negativismo.
Penso mesmo que é esta forma de ver e não os fatos em si que dirigem os acontecimentos.
Penso também que esta incredulidade, como se fosse formada de pequenas partículas de contradição, vai se cimentando em nossas esperanças, levando situações mais leves a desconfortos emocionais, às vezes, irreparáveis. Será verdade?
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Visitem Adir Vieira
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A Meditação da Água - por Alba Vieira

Lentamente escorrego para fora da cama, meio trôpega ainda, meio cega, um tanto atônita, com o peito carregado ainda pelas emoções da noite que passou e me dirijo ao banheiro.
Ainda sem enxergar, molho as mãos na água fria e banho o rosto num movimento de acariciar a pele, acordando-a devagarzinho. Encho a boca de água, banho o nariz, os olhos e vou percebendo melhor o início do dia. Seco o rosto, as mãos e ando até a cozinha onde escancaro a janela e páro ao lado do filtro de barro.
É aqui que se inicia o ritual de uma meditação. Nesse momento, eu me confundo com a manhã e vou acordando como ela. Eu com a água, ela com o sol.
Olho para fora da janela e me deslumbro com o dia que ainda não é de todo. O céu ainda é chumbo. A cidade dorme. Olho por cima dos prédios. Estou bem no alto. Vejo a copa das árvores, os edifícios ao longe, a rua ainda deserta.
A janela aberta me permite ouvir o som de fora. Ainda não há os sons de costume, aqueles que ouvimos diariamente, a partir de certa hora: sons de buzinas, de motores de carros, ônibus, sons de correria, de loucura, de gritos que libertam por momentos curtos, almas imprensadas numa cidade já quase desumana.
Agora os sons são tranquilizadores. Escuto o vento, o farfalhar das folhas das árvores, algum tímido passarinho que já acordou, um cachorro sonolento que tenta dizer aos donos que já está de pé. E ouço os galos cantarem. Não sei bem onde ainda existem galos nessa cidade. Mas o fato é que eles me acompanham. Onde quer que eu vá sempre escuto um galo cantar na manhã, me trazendo a infância de volta todos os dias, a me lembrar que ainda sou quem sempre fui, que minha pureza e espontaneidade, minha emotividade estão guardadas em mim e, a qualquer instante, podem ser acordadas por esses galos do alvorecer.
Encho o primeiro copo de água, limpinha, fresca, do filtro de barro. Olho a água como se olhasse o mar. Chego a sentir o cheiro de maresia e o frescor da brisa que sopra perto do mar. É o primeiro copo dos seis que vou bebendo devagar todas as manhãs, inaugurando meu dia com esse contato silencioso com o mundo, um contato sem palavras, só de sensações, de captar com todos os cinco sentidos a vida que está em volta. Assim, vou me acordando e despertando outros sentidos. A água enche minha boca e escorre para dentro. Isso mexe com a respiração. Respiro o dia, resgato todos os dias o bebê que respira pela primeira vez, a descoberta do mundo. Escuto um passarinho, o som limpo. Vejo uma janela se abrindo, alguém se levanta e começa a viver o hoje.
Bebo outro copo e o fluxo das águas em mim me faz perceber um movimento do meu tubo digestivo, que vai acordando. Percebo barulhos internos enquanto olho o céu que agora já está sendo rasgado pelo sol. Já não é chumbo, já há claridade. Um sino soa ao longe. Bebo mais água. Alguns músculos se soltam nas costas. Os olhos estão mais abertos, já vejo com nitidez o mundo lá fora. Penso na noite de ontem. Sinto a felicidade de estar viva, de amar, de ter vindo até a janela com minhas próprias pernas. A água que molha meus tecidos e abastece meus órgãos, limpa as vísceras, traz renovação, me acorda, me purifica. Os pensamentos são claros. A cada copo que bebo sinto que me abro pra vida como a noite que vai-se afastando aos poucos, permitindo que o dia chegue com o sol. E o céu vai-se abrindo. Os passarinhos voam. Escuto o barulho do meu intestino espreguiçando lá dentro. Já estou no quinto copo. E quero mais água. Sinto as ondas chegando para mim, por dentro, mas é como se estivesse no mar. As ondas me cobrem, a água traz o fluxo da vida.
A cidade vai acordando, eu recebo mais esse dia, feliz por estar comigo, por me perceber inteira, por sentir que amo, que sou amada, que dormi bem, que continuei o sonho do fim da noite e vou levá-lo comigo no coração, nesse dia que já nasceu.
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Visitem Alba Vieira
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Hoje é Meu Aniversárioooooooooo - por Fatinha

QUERIDO BRÓGUI:

ESTOU GRITANDO COM VOCÊ PARA QUE NÃO ESQUEÇA DE QUE HOJE COMPLETO MAIS UM OUTONO DE VIDA E QUERO RECEBER MUITOS BEIJOS, MUITOS PARABÉNS, MUITA MENSAGENS, MUITOS TELEFONEMAS, MUITO CARINHO, MUITO TUDO DE BOM…


PS: Murphy já me presenteou com helicópteros da polícia dando rasantes no Morro dos Macacos e salva de tiros desde as seis horas da manhã, justamente no dia em que faltei ao trabalho e me propus dormir até mais tarde.
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Visitem Fatinha e deixem os abraços
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A FATINHA, COM OS CUMPRIMENTOS DO DUELOS

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Recadoseglitters.com
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Albert Einstein e a Religiosidade - Citado por Penélope Charmosa

O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo - uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai, um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam. Mas o sábio, bem convencido, da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe suscita problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens. Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos.
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Prêmio Portugal Telecom Divulga os 50 Livros Selecionados - por Rodrigo de Souza Leão

O Prêmio Portugal Telecom de Literatura foi criado em 2003 pela empresa portuguesa de telecomunicações para prestigiar e divulgar a literatura brasileira, selecionando o melhor livro do ano. Originalmente o nome do prêmio era Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, mas a partir de 2007 o prêmio passou a estar aberto a autores de todos os países de língua portuguesa. Apesar de recente, é considerado um dos prêmios literários mais importantes do Brasil, ao lado do Prêmio Jabuti, sendo já considerado o equivalente lusófono do britânico Booker Prize, pelas semelhanças das suas regras e alto valor financeiro.


O Prêmio Portugal Telecom divulgou nesta quarta-feira os 50 livros selecionados para a próxima fase da premiação. Vejam a lista completa:

“Pássaros de Voo Curto”, Alcione Araújo
“Circenses”, Alkmar Santos
“Como se Caísse Devagar”, Annita Costa Malufe
“Ontem Não Te Vi em Babilônia”, António Lobo Antunes
“Noite Nula”, Carlos Felipe Moisés
“Flores Azuis”, Carola Saavedra
“Poemas da Recordação e Outros Movimentos”, Conceição Evaristo
“O Conto do Amor”, Contardo Calligaris
“O Maníaco do Olho Verde”, Dalton Trevisan
“Cordilheira”, Daniel Galera
“Cinemateca Eucanaã”, Ferraz
“Retrato Desnatural”, Evando Nascimento
“Canalha!”, Fabrício Carpinejar
“Marcelino”, Godofredo de Oliveira Neto
“Aprender a Rezar na Era da Técnica”, Gonçalo Tavares
“A Filha do Escritor”, Gustavo Bernardo
“Ravenalas”, Horácio Costa
“A Eternidade e o Desejo”, Inês Pedrosa
“O Livro das Emoções”, João Almino
“Acenos e Afagos”, João Gilberto Noll
“Cemitério de Pianos”, José Luís Peixoto
“Lisbon Blues”, José Luiz Tavares
“A Viagem do Elefante”, José Saramago
“Memórias de um Intelectual Comunista”, Leandro Konder
“A Arte de Produzir Efeito Sem Causa”, Lourenço Mutarelli
“O Osso Côncavo e Outros Poemas”, Luís Carlos Patraquim
“A Casa da Minha Infância”, Luis Nassif
“O Livro das Impossibilidades”, Luiz Ruffato
“Contos Eróticos”, Luiz Vilela
“Memórias Inventadas - A Terceira Infância”, Manoel de Barros
“Rasif”, Marcelino Freire
“Animais em Extinção”, Marcelo Mirisola
“O Livro dos Nomes”, Maria Esther Maciel
“Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, Mia Couto
“A Primeira Mulher”, Miguel Sanches Neto
“Rio das Flores”, Miguel Sousa Tavares
“Órfãos do Eldorado”, Milton Hatoum
“Manual da Paixão Solitária”, Moacyr Scliar
“Ó”, Nuno Ramos
“Cinco Lugares da Fúria”, Pádua Fernandes
“A Fábrica do Feminino”, Paula Glenadel
“Predadores”, Pepetela
“Chocolate Amargo”, Renata Pallottini
“TODOS OS CACHORROS SÃO AZUIS”, RODRIGO DE SOUZA LEÃO
“Galiléia”, Ronaldo Correia de Brito
“De Paixões e de Vampiros”, Ruy Espinheira Filho
“Jornada com Rupert”, Salim Miguel
“Heranças”, Silviano Santiago
“O Livro Amarelo do Terminal”, Vanessa Barbara
“Satolep”, Vitor Ramil
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Fontes: Wikipédia e Folha Online (20/05/09)
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A RODRIGO, COM OS CUMPRIMENTOS DO DUELOS

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Recadoseglitters.com
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Provérbio - Enviado por Therezinha

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Lutar contra coisas que só passam com o tempo é desperdiçar energia.
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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Calouro - por Leo Santos

O calouro sonhou com o palco,
aurora empurrou a parede,
o pulso pulsou o instinto,
e o desejo lançou a rede.

Perdeu o ônibus por um passo,
o passo por um sorriso;
O sorriso por um olhar,
promessas de perder o juízo.

Ante tão vasta empresa,
mesclam-se timidez e esperança;
Ora a veste parece sob medida,
outra, inda vestir-se como criança.

É sonho que vive a puberdade,
idade de tantas certezas;
No entanto a dúvida na imberbe face
desafinando a natureza.

Pois é tão alto o trampolim,
quão intenso o anelo de mergulhar;
De novo um passo, o causador do atraso,
em último caso, outro ônibus passará…



Visitem Leo Santos
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As Nossas Palavras XI - por Alba Vieira

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Sublime ignorância: quando dei por mim estava a um passo do ridículo. O que fazer quando a emoção nos embota a razão a ponto de suprimir todo o conhecimento prévio?



Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras XI - por Clarice A.

Ridículo e sublime
Habito constantemente os dois
Posto que entre nossa gente
Não há unanimidade
Às vezes agrado muito
Outras sou uma calamidade
E assim vou adiante
Andando neste meu passo
É assim mesmo que vivo
Ou deste jeito ou me desfaço.
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As Nossas Palavras XI - por Gio

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ATESTADO DE LOUCURA


Tenho o andar maior que o passo
Passo a vida em liberdade
Há molecagem no que eu faço
Faço a minha eternidade

Vivo a vida, vejo
Com o olhar de uma criança
Digo adeus, desejo
Muito mais que confiança

Faço as pedras do caminho
Caminho na contramão
Os normais, de terno e cinto
Sinto, não me encontrarão!

Viva a vida! Veja
A inocência em forma pura
Sinta a sina, seja
Mais um mártir da loucura

Sublime desejo do bem
Bem que se quis ser assim
Ridículo é zombar dos meios
Se todos têm o mesmo fim
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Visitem Gio
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As Nossas Palavras XI - por Kbçapoeta

Passo a cada passo a memorizar
Vislumbrar tristezas
Deleitar euforias
Sem medo do ridículo
Que nos faz singular
Cortejando o sublime desejo
De ser reconhecido pelo plural



Visitem Kbçapoeta
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As Nossas Palavras X - por Alba Vieira

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Nos dias de hoje, se souberes lidar com a raiva e a tristeza em qualquer momento e se fores sempre paciente, valerás por cem homens.



Visitem Alba Vieira
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Mimoso, o Gato Feliz - por Adir Vieira

Mimoso era um gato feliz.
Era o único habitante daquela casa grande, além da dona da casa. Dominava tudo enquanto ela estava fora, no trabalho.
Sua rotina era sempre a mesma.
Ao primeiro toque do despertador, espreguiçava-se na almofada verde de veludo, onde dormia, aos pés da cama de Dona Florência. Imediatamente pulava para cima da cama e puxava a colcha, clamando pelos afagos de bom dia. Juntos, seguiam para a cozinha e enquanto a dona da casa ligava o rádio e fervia a água para o café, ficava aninhado aos seus pés, à espera do leite com miolo de pão.
Já sabia o momento de voltar para a almofada, agora colocada no parapeito da janela, quando Dona Florência, pronta para sair, recomendava-lhe a casa e seus pertences.
Ontem, no entanto, sua dona demorou-se na rua mais do que de costume, fazendo com que, à sua chegada, rosnasse e pulasse muito de alegria.
Aquietou-se quando percebeu em suas mãos uma maletinha cheia de furinhos em volta. Ao movimento, ouvia-se um pequeno latido, que mais parecia um lamento.
Mimoso observava sua dona preocupado e triste.
Não deixou de perceber que seus cumprimentos ao chegar foram substituídos pelos cuidados e com a apresentação da casa ao novo bichinho. Os carinhos e agradecimentos que recebia diariamente foram trocados pela busca de um pequeno colchonete que a partir dali seria a cama do Pimposo. Era assim que ela o chamava.
O relato de seu dia de trabalho, contado em detalhes a cada noite a Mimoso, foi feito, sem cerimônia, a Pimposo.
Os dias foram passando e Mimoso, cada vez mais abatido, caiu em depressão, ao ser preterido.
A dona, feliz com a chegada do cãozinho, sequer notou o desatino.
Indignado, Mimoso encheu-se de coragem e decidiu dar o troco.
Pensou em fugir para causar surpresa, mas Dona Florência adivinhou seu esconderijo.
Pensou em fugir de verdade, tentando encontrar outro dono que o quisesse, mas o devolviam à Dona Florência, conhecido que era nas redondezas.
Mimoso não sabia mais o que fazer. Amava sua dona e precisava dos seus dengos de outrora.
Pensou em subir no telhado, ser içado por bombeiros e na vizinhança causar fusuê. Não conseguiu. Desacostumado há tanto tempo com altura, não teve coragem de ir além das janelas. Mais triste ainda ficou com sua incapacidade e também ao sentir que Dona Florência sequer se dava conta de suas artimanhas.
Se os vizinhos notavam Mimoso cabisbaixo e indagavam a Dona Florência sobre o que se passava, ela respondia que a sardinha do almoço havia-lhe feito mal.
Enquanto isso, Pimposo ia crescendo garboso, com seu pelo branco cada vez mais aveludado.
Dia a dia ia nascendo em Mimoso a raiva natural do ciúme.
Domingo chegou e uma buzina de carro chamou a atenção de todos.
Uma menina, acompanhada de sua mãe, saltou do carro e, de braços abertos, correu em direção a Pimposo, que lhe cobria freneticamente o rosto com suas lambidas carinhosas.
Dona Florência, vindo de dentro com a maletinha, paninhos, escova, sabão e ração nas mãos, entregou-os à mãe da menina que, entre abraços e agradecimentos, levou Pimposo embora.
Só então Mimoso tudo compreendeu.
Nesse momento tambores tocavam dentro de sua cabecinha e fogos de artifício desfilavam frente aos seus olhos, fazendo-o feliz de novo.
Só aí viu que sua dona olhava para ele dizendo:
– “Agora só nós de novo, heim, Mimoso?”
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Visitem Adir Vieira
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Mão Pedinte - por Ana

Um pão, por misericórdia,
Um pãozinho até mofado
Para matar minha fome...
Eu estou desempregado...

Não me negue, é tão barato!
Pra você não custa nada,
Mas para mim, esfomeado,
É iguaria danada!

Não vai atender meu pedido?
Ignora assim, na lata?
Meu caro, não sou mendigo:
A marolinha tá braba!

Vai embora? Vira as costas?
Não me dá nem um centavo?
Tá legal, pega teu rumo,
Minha cova eu mesmo cavo...

Eu só te digo uma coisa,
Preste bastante atenção:
Imagine que um dia
Se inverta a situação,

Você venha me pedir
Na rua, um mísero pão,
Terá, de mim, pelo menos,
Um centavo na tua mão.




Inspirado em Pão Pedinte, de Marcelo Ferla.
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