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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Pequeno Grande Homem - por Gio

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Antes de tudo... Esqueçam as três postagens semanais. Pelo menos por enquanto - esse final de ano está uma loucura, e as coisas só tendem a piorar. Não quero atrasar tudo por aqui como antes, mas não vou prometer o que não posso cumprir. Já dizia um filósofo escocês: “Antes prometer uma postagem e conseguir fazer duas, do que prometer três e não fazer nenhuma”. Espera, acho que não foi um filósofo escocês... Ah, não importa!

Acordou tarde. Afinal, era sábado, e vida na 3a série pode ser muito, muito cansativa. Já não era mais hora do café da manhã - nome o qual não entendia, já que tomava um copo de leite, e seus pais, suco com torradas -, então teria que esperar até a hora do almoço. Resolveu ir à cozinha de qualquer jeito, para ver se conseguia um pacote de bolacha recheada com o poder de seus olhos arregalados, e, ao chegar perto, ouviu seus pais discutindo. Seu pai teve a ideia de fazer churrasco para o almoço, e sua mãe estava reclamando que ela passava trabalho demais fazendo as saladas e trazendo os temperos, enquanto o pai “só assava a carne”. Ele também não entendeu, já que sua mãe era a única que comia as saladas.

Percebeu os humores alterados, e achou que não era uma boa hora para tentar comer biscoitos fora de hora. Foi para a sala tentar ver TV, mas com o sinal de cabo cortado por causa de um tal de Pagão (que devia ser muito mal, já que deixou sua casa no escuro na outra semana), a programação não era muito variada. Resolveu fazer coisas que não tinham sentido: arrumar a cama que ele desarrumava todos os dias, escovar os dentes que ele iria sujar dali a pouco, e tomar banho. Ao menos tomar banho era divertido: o Barney lambia seus pés quando ele saia do banheiro. Se perguntou por que o Barney só tomava banho uma vez por semana... Ah, às vezes ele gostaria de ser um cachorro.

Decidiu caprichar. Arrumou a cama de seus pais (ou ao menos pensou ter arrumado) e passou tanto gel que seus cabelos pareciam as cerdas da vassoura nova. Depois de se vestir, pegou Barney (que tinha acabado de rolar na areia) no colo, e foi para a sala da churrasqueira ver o que seu pai estava fazendo. Encontrou-o no telefone conversando com seu irmão mais velho, que estava pedindo dinheiro emprestado. Seu irmão era o máximo: morava sozinho, então podia ficar sem tomar banho e comer biscoitos quando quisesse. Só a parte de trabalhar o incomodava: seus pais sumiam 8 horas por dia “para ir trabalhar”, e voltavam estressados e com mais olheiras do que tinham quando acordavam.

Enquanto seu pai conversava, olhou os porta-retratos que ficavam em cima de uma cristaleira. Viu sua mãe grávida, e achava engraçado ter saído dali de dentro. Só não sabia como tinha entrado. Seu pai o carregava atrás da nuca em uma das fotos, enquanto sua mãe o embalava no balanço em outra. Viu sua formatura da pré-escola, e se sentiu grande. Já não usava fraldas, cortava as unhas sozinho e sabia o caminho para a escola e o supermercado.

– Pai, eu quero morar sozinho!
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