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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dá Pra Rir no Inferno - por Fatinha

Querido Brógui:

Fui hoje fazer uma visita a uma amiga que trabalha na Saara. Para quem não mora no Rio, é um conjunto de ruas comerciais no Centro da Cidade. Não é O Saara é A Saara, uma sigla que não lembro o que significa. Se em condições normais de temperatura e pressão aquilo lá é a ante-sala do inferno, na véspera de Natal é o próprio inferno.
Sou metida mesmo. Bater perna pra mim tem que ser em shopping ou, no máximo, uma feirinha muderna, desde que em horários em que não seja obrigada ficar batendo chifre. Pago mais caro pelo produto, mas desfruto do ar-condicionado, do estacionamento, do quase que silencioso ambiente, coisa impossível no comércio popular. É, na Saara, em cada porta de cada loja tem um cabra com um microfone na mão fazendo a divulgação dos seus produtos. Tem noção? Some-se a isso a oitiva ininterrupta da rádio Saara, que consiste em alto-falantes que igualmente fazem propaganda do comércio local. As propagandas veiculadas pela rádio só não são risíveis porque não dá pra rir sendo pisoteado a cada três minutos e empurrado a cada dois. Não dá pra rir no inferno.
Na Saara você também tem o desprazer de se sentir monitorado como um meliante qualquer. Tudo bem, acho que o fato de existir uma criatura que fica de pé em cima de um banquinho no meio da loja ou na porta dela olhando o movimento denota que a quantidade de furtos praticados deve ser algo beirando a obscenidade. Mas, cá pra nós, é muito desagradável saber-se alvo de tão severa vigilância.
Temos ainda no cardápio Saara o esgoto correndo a céu aberto em algumas ruas e lojinhas vendendo lanches suspeitíssimos ao povinho porco que colabora com a imundície lançando guardanapos e copinhos descartáveis pelo chão.
Minha passagem pela Saara só não foi mais traumatizante porque consegui arrancar minha amiga do escritório para almoçar comigo e de quebra comprar os presentinhos de Natal das crianças. Retiro o que disse: dá pra rir no inferno.
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Postado, originalmente, em 08/12/08.
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