Eu te abandono agora
E sem dor na consciência.
Esgotei todo o amor
E a minha paciência.
Por anos me dediquei,
Em troca só veio coice.
Inteligência é pra isso:
Um dia passar a foice.
Vai cuidar da tua vida,
Que da minha cuido eu.
Eu fico melhor sozinha.
Sai do meu pé, Zebedeu!
Eu levo aquela ampulheta,
Tu fica com a frigideira,
Também vou levar a mala,
Pode ficar com a fruteira.
Enfim minha liberdade,
Não ter mais que te aturar.
No more engomar cuecas,
Ver Esporte Espetacular,
Nunca mais festas na laje,
Não mais churrasco domingo,
Nem desencravar tuas unhas,
Nunca mais pisar num bingo,
Não passar mal com teus puns
E teu cheiro de chulé,
Não aparar mais teus pelos,
Nem aturar a outra mulher
Ligando pra cá todo dia,
Gritando no meu ouvido,
Cobrando a pensão dos filhos:
Zezé, Luizinho e Fido.
Vou-me embora, já cansei!
Deixo o cachorro pulguento,
O Faminto é seu, se vira!
Acabou-se meu tormento!
O carro fica contigo
(Aquela banheira velha),
Vou levar os DVD’s,
Tu fica com a louça e a grelha.
Do resto não faço questão,
Nem da cadeira de vime.
Meu Deus! Eu tô exultante!
Ser tão feliz é quase um crime!
.
No loop do multiverso da loucura além da imaginação
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Querido Brógui, Peguei o note pra escrever acerca de uma maluquice
protagonizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Qual não foi minha
surpresa quando me d...

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