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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nobre Leito - por Kbçapoeta

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Hoje será o dia que as rosas não murcharão.
Minha aparência na foto é linda,
Meu terno impecável como nunca havia vestido.
Meus olhos fechados
Corpo ereto, rijo.
Aguardo ansiosamente aconchegar-me no meu leito,
Cama de terra da qual nunca mais levantarei.
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....................Visitem Kbçapoeta
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Adeus, Calissa - por Alba Vieira

Abriu-se para você um novo tempo
Livre das dores e limitações do corpo.
Traçando agora um novo caminho na luz,
É amparada por espíritos amigos e pelo amor.

Não havia mais como continuar...
Já era pesada demais a sua cruz.
Findaram as experiências aqui na Terra
E o aprendizado por certo continuará no Além.

Você leva tudo o que aprendeu,
O quanto amou e foi amada,
As ideias que brilhantemente defendeu
E até mesmo alguma incompreensão que gerou.

O que importa é o que não passa...
Deixou muito amor para alguns,
Levou lembranças das experiências positivas
E continuará bem viva no coração dos seus amigos.

Que a consciência a leve em paz
Para um novo despertar de liberdade.
Que o amor de Deus a guarde sempre
E que a saudade se transforme em força para os que a amam.
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.Visitem Alba Vieira............................
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Asmodeus - por Leandro M. de Oliveira

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A justa medida de medir todas as coisas, sem conceito pregresso, sem participação no processo. Não se encontra uma boa solução na caixa de achados e perdidos. Salvo o amor-próprio, todo o tipo de paixão é decadência; essa é uma era de homens decadentes. Do olho do furacão todos estão cegados; como criticar as cores do quadro se a vida te fez daltônico? O dia consumido em horas, as horas consumidas em não ser. Viver é tomar parte na antiga tragédia, morrer é figurar nas estatísticas. Solas gastas patinam na lama e é preciso um coturno que amasse a terra com indiferença. Compadecer-se do passo adiante é degradação da pior espécie. Nada se destrói, as coisas vão reformuladas no contínuo de existir. Uma navalha abre carnes, uma navalha decepa membros. Acaso há lâminas nessa terra que abram ideias ou decepem ideologias? Se os cuteleiros tivessem consciência política a vida na polis seria menos hipócrita. O processo é mais sofisticado.

Vis escravos, pra sempre sejam.

A noite passa. Eu a tecer insônias como quem tece uma camisa de força. Qual a justa medida? Se cada homem é um e vários ao apelo das circunstâncias, qual o sentido de verdade? Toda fé é inútil. A vida vai arrombar sua casa, estuprar seus filhos e te fazer beber um café amargo pela manhã. Maldição! Na ditadura é fácil culpar alguém. Então vem você com seu senso democrático e sua mentira, quer comandar o mundo todo, mas falha no papel simplório de soberano da própria pele. Bem-vindo aos tempos do teatro experimental. A selva não permite regras de etiqueta, o que diferencia os homens é o lugar que cada um ocupa na cadeia alimentar. Tragam-me pantomimas; uma vez na vida, deixem que aconteça de dentro pra fora. O preço do pão torna as coisas pouco poéticas, compaixão para com os animais é engenho da mais cínica extravagância. Que Asmodeus dê cabo dos luxuriosos. E aqui estamos e cá continuaremos, por muito tempo até que os guias usem óculos, até que rebente a vergonha naqueles que te fizeram acreditar.

A vida existe na matéria, a matéria existe na aglomeração de átomos. O átomo é cheio de vida, e ao mesmo tempo vazio de matéria. Se não há matéria que preencha o átomo, não há vida na matéria. E se assim é, a vida vem de outra fonte e nada é como se pensa ser ou tudo é representação e nada é sequer coisa alguma. No primeiro caso o discurso é inútil, no segundo, a palavra é, na melhor das hipóteses, alçapão ou embuste. Detesto o cinismo existencial. Em qualquer feita tudo é ausente de sentido além daquele que o condicionamento permite.

Resumidamente, se tudo é vazio e ausente de sentido, talvez tudo seja deveras nada e como nada, inexiste em realidade. Se isso for, eu que pensei estar raciocinando me enganei, você que pensou estar em dívidas com a vida foi absolvido, e as palavras todas tampouco fizeram sentido, elas nem mesmo foram. Foram? Não foram?
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Haikai - por Marília Abduani

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Teu braço
em minha cintura:
Ninguém segura.
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...................................Visitem Marília Abduani
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Classificando... - por Gio

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Baseado em fatos reais... Ou não..
.- Como são diferentes?
- Claro! Ao contrário das mulheres, que preferem dizer que nós somos todos iguais, os homens devem conhecer os tipos diferentes de mulher, e saber lidar com eles...
- Interessante... Prossiga.
- Existem 3 tipos diferentes de m...
- Ah, tá! Classificação de filos, agora?
- Como eu dizia... Existem 3 tipos diferentes de mulheres...
- De uma maneira bem geral, você quer dizer?
- Quer parar de me interromper!?
- Ok, desculpe.
- Sim, de uma maneira bem geral, mas funciona pra maioria. A primeira delas é a SPC.
- SPC?
- Só pra c...
- Tá, tá, já entendi. Mais cuidado, Gustavo, a gente tá em local público!
- E desde quando se tem pudor em bar, Alberto?
- É verdade...
- Então, voltando às SPC. São aquele tipo que, do nada, pergunta se você está sozinho em casa. Aparece, faz o serviço sujo, e some – talvez volte a falar com você dali a 6 meses...
- São aquelas que “se mantém o número do celular, em caso de emergência”. Acho grotesco isso!
- Grotesco, se elas fossem inocentes. Elas fazem de propósito: e é por essas e outras que a gente deve evitar se apegar a uma delas...
- ...porque, assim como elas te procuram, procuram toda a lista de contatos do telefone. Faz sentido.
- Isso. Depois temos o segundo grupo, o dos “rostinhos bonitos”.
- Aquelas que só ligam para a aparência? Só se aproveita o rosto...
- ...ou o corpo, e nada mais.
- E devemos evitar se apegar a essas?
- Bem, se você conseguir se apegar a alguém com quem não consegue manter mais que 2 minutos de conversa racional...
- Hehe. Garçom, traz mais uma! E o terceiro grupo?
- Ah, filho, essas são o sonho de qualquer um: as pra casar.
- E essas seriam...?
- Aquelas que talvez não sejam tão bonitas, mas se cuidam – tanto por dentro, quanto por fora, e isso é o importante. São inteligentes, tem algum plano de vida, e talvez gostos parecidos com os seus. Às vezes dão mais trabalho, mas quando são suas, são de verdade: são carinhosas, estão para o que der e vier, e ligam mais para você do que para a opinião das amigas ou os fundos do seu cartão de crédito.
- Caramba, e onde eu acho uma mulher assim?
- Ah, elas andam sumidas, mas ainda existem. O difícil é achar alguma que encaixe com você.
- Aquela história brega de “química”?
- Brega, mas válida sempre. Não basta ser bom na teoria, tem que acontecer!
- Escuta...
- Diga!
- Esse papo todo... De classificação e tal... Não parece meio machista?
- Pff.. E você acha que elas não nos classificam também?
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.Visitem Gio
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Luz e Trevas - por Alba Vieira

A luz sempre se sobrepõe às trevas.
Uma pequena faísca ilumina desfazendo a escuridão.
Ao identificar o caos que se instalou em todos os lugares
Não podemos ceder simplesmente à desordem, à miséria,
Ao preconceito, à falta de lógica e de coerência,
À insanidade e ao desequilíbrio.

A luz e o amor são mais fortes
E agora eles devem reinar
Ignorando o poder das trevas.

Não podemos nos deprimir e adoecer,
Encolher diante dos absurdos.
Sejamos fortes!
É necessário manter-nos cientes
Da nossa integridade física e mental,
Da nossa ligação com o espírito.

As pessoas que vibram na oitava superior serão
Os pilares de sustentação na transição do planeta.
E deverão ser norteados pela certeza
Daquilo que são e no que crêem.
Não podem esmorecer e se deixar arrastar
Pela corrente dos que vivem inconscientes.

Aqueles que ainda não perceberam seu ser espiritual
Seguem em desequilíbrio e contribuem
Para aumentar o caos e engrossar a legião
Daqueles que só agridem e se defendem.

Mas os que são conscientes vibram luz
E têm infinito poder não manifestado.
São indestrutíveis quando alinhados com o espírito.
Devem ser trabalhadores incansáveis
E contribuir para alterar a vibração da Terra.

Através de suas posturas, atitudes,
Palavras e gestos de amor fraterno
Serão capazes de puxar muitos que ainda estão perdidos.

No momento da dor e do desespero,
Só a calma, a temperança, a segurança de si mesmo
E a atitude amorosa podem ajudar
Àqueles que já possuem essa consciência.

Que possam ser como beija-flores
Espalhando beleza e alegria por onde passam.
Que sejam o farol para os que estão perdidos.
Que sejam o bálsamo para os corações que sofrem.

E que possam ser o refrigério das almas
Que ainda queimam em desespero inútil.
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Visitem Alba Vieira
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Susexo (Poesia Loucura) - por Esther Rogessi

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Fiz do PC meu Hotel

Da poesia minha amante...

Poesia e sucesso

É o que desejo a vocês...

Serguei é meu sobrenome

Hétero com certeza sou!...

Escritora,

Poetisa,

Contista,

Cordelista,

Cantora,

Compositora,

Dinâmica,

Mecânica...

A porca e o parafuso...

Perfeito, nada confuso...

É muito lindo de se VER!...
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Haikai - por Marília Abduani

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Teu beijo acorda
a minha poesia:
BOM DIA.
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....................................Visitem Marília Abduani
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Palavras - por Passa-Tempo

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Suas palavras me fazem chorar, quando as minhas te fazem sofrer.
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O Encapotado - por Vera Celms

Céu de chumbo,
Um amanhecer com o peso do mundo...
Cena de terror bravio,
Uns poucos pássaros apressados entrecortavam o espaço,
Como que tomados de surpresa,
Antecipando o regresso...
As folhas das árvores precipitavam a tempestade,
E o céu rugia a fumaça de um dragão,
Quem andava pelas ruas sabia do que fugir,
Quem não tinha urgência optava por não sair,
Passos rápidos, medo, assombro,
O tempo foi avançando e a ventania aumentando,
Papéis saíam do chão como pipas no ar...
A poeira já formava uma máscara no ar,
E as pessoas protegiam os olhos e a boca daquela névoa...
Só que aquela situação estava durando demais...
Se alongava pelo tempo,
O relógio ia deixando o dia pra trás...
Meia hora, uma hora, hora e meia,
Meio dia... e a chuva que não caía...
O povo, já aflito,
Evitava as ruas,
Todos olhavam pela janela,
Aquela loucura da natureza,
Era como se a qualquer momento do céu abrissem as comportas,
E o tempo foi correndo... passando e passando,
E o vento incessante tudo desarrumava,
A natureza já descabelada,
Vazias e sujas as calçadas,
As ruas, as casas ameaçadas,
Todo mundo apavorado,
Menos o encapotado,
Que andava pela rua com cara de turista apaixonado,
Olhando o céu, o alto dos prédios admirado,
Como quem estivesse vendo um monumento,
Sem se preocupar com o vento,
Seu capote negro voava,
E o homem tranquilo caminhava,
Com as mãos nos bolsos, no próprio eixo girava,
Com um sorriso infantil, quase delirante,
Estranho esse ser andante...
De repente, um raio e um trovão...
E o homem que andava solto foi dragado por um tufão,
No instante seguinte, o sol abriu e o pesadelo passou,
De todos que assistiram àquilo, ninguém acreditou...
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.Visitem Vera Celms...................................
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Poema Molhado - por Leo Santos

Quis escrever um poema na chuva,
óbvio, rasgou-se o papel;
Enquanto memorizava escorreguei,
e então, o palavrão, o fel;
Lá estavam inúteis versos no chão,
manchados pela poluição.

Além da intenção tolhida,
por momentos deteve-me a ida;
Poças ilhavam-me, mas uma silhueta esguia
precedeu-me, mostrando a saída…

Uma vez que de veio genuíno,
há quem veja poesia num palavrão;
Prefiro, contudo, o ramo na brisa,
que a fragmentar-se no furacão.

Foi tolice querer escrever na chuva,
é claro que não poderia;
Aliás, nem era necessário,
bastava ler o soneto que ela escrevia…

Disseram que ela traz coisas do ar,
pode ser: É amplo o que encerra.
Molhava sensual, as vestes naturais,
insinuando os seios da terra…
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Visitem Leo Santos
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Outra Que Não Eu - por Alba Vieira

Cai a tarde de calor opressivo.
Não há vento, a realidade para.
Observo tudo que não muda.
Nenhuma folha se mexe,
Não há pássaros, não há canto.
Há silêncio e tristeza.
Minha paisagem interna é cinzenta.
Vejo o mundo, mas não faço parte dele?

Sinto uma dor profunda
E nem sei qual a razão.
Parece que tudo desabou sobre mim
E que as coisas pesam demais.

Minha cabeça se atordoa
E o que me oprime é a vida
Com toda a sua forte presença.
São as alegrias e as dores.

O que me salvaria eu não consigo ter:
Um distanciamento protetor.
E nada a desejar, nada a esperar.
E não ter medo de nada,
Não sofrer pelas dores alheias,
Não sentir minha própria dor.

Mas, será que isso é viver?
Eu que sou passional,
De natureza viva, quente e mutante?
Como ter serenidade, certeza e calma?


Eu não sou calma nem placidez.
Eu sou barulho, gritos, choros, sorrisos.

Eu sou idiotamente humana demais!
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Visitem Alba Vieira
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A Maior Obra Poética - por Esther Rogessi

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O mundo... Perfeita obra poética.
Ínfima partícula dela sou...!
Sendo ele - o mundo – poesia, poeta fez-me o Criador.
Criação do Ser perfeito... Poeta-mor, o Eterno...
Infinita sapiência, justiça e clemência...
O lírico, o realismo... O surreal pra mim real!
A nenhum de nós esquece, estamos Nele e Ele em nós...
Prepara-nos, nos capacita, na faculdade da vida,
Talhador... Escultor d’almas...
Nessa vida tão veloz.
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............................Visitem Esther Rogessi
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Χρόνος (Chronos) - por Leandro M. de Oliveira

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Em vezes é como se o tempo rastejasse mais lento, o ar é denso, quase viscoso. Em vezes essa sensação me acomete, como estar dopado numa camisa de força. Aparte isso, o mundo pulsa a virulência das horas irresgatáveis, por entre animais e homens, cospe a fúria do tempo a recolher seus tributos. Olho a medo as sacadas distantes, onde em tempos remotos havia castelãs virtuosas à minha espera. Constato. A vida corrompe até os mais distantes. Sensação; as mulheres são espectros, a virtude também, todas as coisas são invenções de um recém-chegado a tentar redefinir a dor que se sente na queda.

Tenho medo que meu corpo seja composto da argila dessa terra, que ele tenha se fundido ao chão enquanto os anos passavam sem alarde. A noite passa qual quimera, como passa o desfile de sombras, como passam e se aninham em mim tudo o que há de grave e profundo. Queria buscar na cidade um propósito novo, lá caminhando só encontrei postes e praças. Pelas ruas um silêncio inconsútil reina soberano, às vezes um cão cruza o caminho; silencioso.

O ar é de gelatina, definitivamente baço, mesmo ao sopé das luzes de sódio. Os sinos do campanário anunciam indiferentes, todos têm de prestar contas um dia. Antes, os que devem a si mesmos. Viver pra morrer, morrer pra viver. O pasmo de existir é oscilante em olhos e mãos, postura imobilizada. A única coisa digna de nota parece ser o dilema. Bem-aventurados os que não nasceram...
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Haikai - por Marília Abduani

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Temperatura amena.
Choveu saudades
na tarde serena.
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...............................Visitem Marília Abduani
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Seu Santuário - por Vera Celms (Erótico)

Meu corpo,
Na sua proximidade,
É um santuário,
Que cultua o seu prazer,
Que nutre a sua lascívia,
Que lambe,
A sua libido inflamada,
A sua fantasia avolumada,
A sua imaginação indecente,
rasgada,
Nada, nesse culto é vulgar,
Ou prolixo,
Nada é acaso,
Nem sem querer,
Nada é embuste,
Tudo é milimetricamente sonhado,
Imaginado,
Incrementado,
Mas, acontece naturalmente,
Como a fé,
Como o desejo,
Como o arrepio na pele suada,
Como a promÍscua safadeza,
A que nos permitimos,
Só a nós, entre quatro paredes,
Vigiamos nós, o nosso isolamento,
Cuidamos nós, do nosso deleite,
Vivemos nós, o nosso delírio,
Na sua proximidade,
Meu corpo é um santuário,
Em que te permito qualquer culto,
Onde nada é demais,
Nem além,
Onde o aquém não existe,
Não há fronteiras,
Nem limites,
Sua fantasia é o meu prazer,
E a minha... o seu êxtase,
Deliramos em viagens transcendentais,
Que acabariam além da porta,
Não fosse a eternização da imagem,
A cada baixar de nossas pálpebras,
Em sonhos,
Em outras dimensões,
Onde levitamos de tesão,
Querendo mais,
Sonhando de novo,
Acordados,
Desejando mais um momento,
Um toque,
Um sensor que nunca fora desligado
Ou esquecido em stand by,
Na sua proximidade,
Meu corpo é um santuário,
Onde eu cultuo você...
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Visitem Vera Celms
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tá com Problema? - por Fatinha

Querido Brógui:

Olha só: eu perguntei se era pra parar de requentar e você não respondeu. Como diria o “velho deitado”, quem cala consente. Sendo assim, mais um texto direto do micro-ondas, em “homenagem” à derrota do Candidato Universal…
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.“Querido Diário:

‘Você que tem problemas com SPC, Serasa, títulos protestados, nome sujo na praça, falta de crédito em bancos, problemas com o dízimo, participe da Corrente da Prosperidade na Igreja Universal.’ Assim anunciou o carro de som.
Então, você que está na merda total trate de se organizar, abrir um espaço na sua agenda e dar uma passadinha na Universal hoje ainda, que é o dia da Corrente da Prosperidade.
Mesmo que você seja um safado de carteirinha, tome pirulito da boca da criança, tenha feito compras com o décimo terceiro salário que não saiu, deixou rolar o carnê da Casas Bahia, mandou a Casa & Vídeo pra casa do cacete ou mesmo enfiou o cacete na sua mulher, não tem problema. Vai lá que o pastor resolve.
Se deixou de pagar o dízimo, aí eu não sei como vai ser. É tipicamente um conflito de interesses. Afinal, como o pastor vai intervir a seu favor se você não pagou pelos serviços prestados? Aliás, se você tá tão mal na fita, o serviço não foi prestado e então é caso de apelar para o Código de Defesa do Consumidor. Eu não sei como funcionam as instâncias do tribunal divino, mas creio que você, contratante, pode apelar para a exceptio non adimpleti contractus, ou a exceção do contrato não cumprido. Não sabe o que é isso? Tudo bem. Eu também não sei se escrevi a expressão em latim corretamente. Em síntese, quer dizer que você pode deixar de cumprir sua parte no contrato se a outra parte também descumpriu a dela.
Se não for o suficiente, amanhã é o dia da Sessão do Descarrego. Se sua dureza é devida à macumba, nome na boca do sapo, pomba-gira, mau-olhado, vai lá. Se for preciso, o pastor lhe quebra todo de porrada. Você vai direto pro Souza Aguiar, mas o encosto sai (até porque não tem encosto que aguente uma internação no Souza Aguiar). Com encosto ou sem ele, você ainda pode meter uma ação de indenização no pastor. É dinheiro certo. O STJ garante (obs: na época tinha acabado de ser publicada uma decisão nesse sentido). Daí resolve-se o problema inicial. Tudo não começou com a falta de dinheiro? Pronto. A Universal resolveu de um jeito ou de outro.”
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.Postado, originalmente, em 08/10/2008.
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Visitem Fatinha
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Depressão - por Alba Vieira

Dor que dilacera meu peito
Como algo que se aprofunda
E que desconheço a natureza.
Que me invade e domina!

Ela talha o meu leite,
Desanda a minha massa,
Sola os meus bolos,
Empelota os meus cremes,
Enfeia os meus pratos,
Queima a minha carne

E torna a minha vida insossa.

Que remédio capaz de curá-la?
Que luz ofuscaria seus dentes que brilham,
Enquanto exibem para mim sua agressividade?
Que força poderia espantar os meus fantasmas?
Que realidade teria o poder de me absorver nessa hora?
O que me despertaria interesse nesse momento?

Como consigo acalmar meus dias?
De que forma eu posso paralisar meus pensamentos
E deixar minha mente como um lago tranquilo
De águas claras e cristalinas?

Devo entender e aceitar os riscos de viver
Como a criança que avança no caminho,
Um pé depois do outro, preparada para o tombo,
Com a certeza de que irá se levantar e seguir sempre.
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..........................................Visitem Alba Vieira
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Ser Brilhante - por Esther Rogessi e Autores Diversos

“Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados.
Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais.
É nossa sabedoria, não nossa ignorância, o que mais nos apavora.
Perguntamo-nos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, belo, talentoso, fabuloso?’
Na verdade, por que você não seria? Você é um filho de Deus. Seu medo não serve ao mundo. Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas não se sintam inseguras perto de você. Nascemos para expressar a glória de Deus que há em nós. Ela não está em apenas alguns de nós; está em todas as pessoas. E quando deixamos que essa nossa luz brilhe, inconscientemente permitimos que outras pessoas façam o mesmo. Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença automaticamente liberta as outras pessoas.”
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(Nelson Mandela)
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Por Silvia Mendonça
---Deves saber que estreou nos cinemas, no final de janeiro, o filme “Invictus”, de Clint Eastwood sobre a chegada de Nelson Mandela à presidência do país (num momento de virada da história da África do Sul). “Invictus” procura mostrar a grandeza de um líder que soube estar acima do ódio e do desejo de vingança, evitando que o fim do apartheid fosse seguido pela vingança dos negros face aos brancos sul-africanos. Em 1994, quando Nelson Mandela assume a presidência, apenas quatro anos depois de ter sido libertado da prisão onde permanecera três décadas, esperava-se que Mandela executasse uma limpeza dos brancos dos lugares chave. Mas o novo presidente surpreendeu, sobretudo, pela estratégia utilizada para promover a união entre brancos e negros. Por isso, foi sempre coerente nas abordagens e na vida, quer como cidadão, quer como chefe do Estado, quer como líder na reforma. Essa atitude perante a vida e perante o povo criou dores de cabeça sem fim aos seguranças ao longo dos últimos 20 anos: quando Mandela caminha não há barreiras que o segurem. Apesar dos recuos, dos persistentes episódios de corrupção e desvios à linha reconciliatória imposta por Mandela e altos dirigentes do ex-movimento de libertação, a África do Sul mantém-se firme no caminho da democracia. O dinamismo das instituições, a liberdade de Imprensa e o relativo bom funcionamento do sistema judicial, não totalmente controlado pelo partido no poder, são garantias de sucesso, 20 anos após a libertação de Mandela. Isso, sim, é Fantástico.


Por EstherRogessi
...O nosso Mural é “Fantástico...” Embora Nelson Mandela tenha estado em ‘Retirada’ após uma longa existência de lutas (pois,conta hoje 92 anos de idade), é um dos grandes exemplos de perseverança e crédito no seu ideal. Sua persistência transformou-lhe a vida, ou seja, a visão que muitos faziam dele... de ‘Rebelde’: a presidência da África do Sul até 1999 (fim do seu mandato); de ‘rebelde’ ao apoio às grandes causas sociais e aos direitos humanos, obtendo o reconhecimento das nações. Ele e Madre Teresa de Calcutá foram as únicas pessoas de origem não-indiana a receber o Bharat Ratna - distinção mais alta da Índia - em 1990. Recebeu, também, várias distinções no exterior, dentre as quais, a Ordem de St. John, da rainha Isabel II e a Medalha presidencial da Liberdade de George W. Bush.
Em 2001 tornou-se cidadão honorário do Canadá e também um dos poucos líderes estrangeiros a receber a Ordem do Canadá...


Por Ana da Cruz
Aquilo que Nelson Mandela repetiu durante todo o tempo em que permaneceu preso, cumprindo pena de trabalhos forçados, sirva-nos de reflexão:

“Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.”
...
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
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(Nelson Mandela)
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Por Ana da Cruz
*Ele tem muito a nos ensinar. Eu vejo o que ele pensa bem próximo do que penso. Encontro lógica, enquanto vejo tanta incoerência e “achismos” em toda parte. Como diziam os antigos, “de achar morreu um burro”; quem acha e não tem certeza, deve ficar com o que supõe em seu pensamento, sem ter a deselegância de nos compartilhar, principalmente se o suposto não é de bom tom.

“O que compartilha a bela arte - a escrita -, em suas múltiplas formas, confirma o mesmo espírito... cujo principal objetivo é estruturar vidas através das letras.” (Esther Rogessi)
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O Homem Mais Solitário - por Leandro M. de Oliveira

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Prólogo (buscando justificação);

Que pra ser livre é preciso ser solitário. Absorver a indignidade alheia frente ao que te se é mais sacro. Caminhar até aquela fenda escura donde reside a vida além do mito cotidiano. Abandonar-se, mil vezes um milhão à ida sem volta, resignar e irromper na peregrinação sem ícones. Eis o desafio do novo, o impulso que nasce derradeiro insuspeitado, que faz o homem abandonar a condição de homem e recriar-se no além. Mudado em besta, pedra e esquecimento, segue ele o caminho do qual ninguém retorna. Urge amar como um Jesus ressuscitado e odiar como um nazista convicto. O homem livre não tem padrão. A ele cabe, entre puritanos dançar como um bandido bêbado, e entre malfeitores pregar os códigos da ética mais mosaica. A estrada é erma, no ermo qualquer homem vacila sua crença, é preciso ter fé que toda fé vazia em si. O ponto de chegada não existe, entre paredes e objetos só a aceitação do voo solo é o que o faz conhecer um mundo em além mundos. Ser todas as coisas e ao mesmo tempo não ser nada, estar em todos lugares sem nunca sair de si mesmo.

Tudo é construção. Tudo é um simulacro copioso do nada que os miseráveis inventaram para conceberem sua desgraça em inferior medida. O vazio é a única realidade possível.
Assim, apartado o caos da vida; que é homem, pedra, ou ideia? Que são todas as coisas senão coisa alguma que a mente finge, distorce, direciona ou aborta? É uma estrada sem pavimento, um jogar-se aos lobos, uma rota sem mapa. O regresso ao comando de si exige abandono e um pouco mais daquilo que é impensável à maioria dos homens, impedidos de um passo à frente, inúteis para sempre. A natureza é implacável. Quantos gênios se perderam entre o instante de agir e o pudor à transgressão do que lhes era imposta? Imobilizados pelo medo, descartáveis como lenços de papel. Não se deve consumir de outros homens ideias ou carne (como é comum nesses tempos), canibalizar-se é ordem do dia. Na indigestão dos tecidos mui familiares, no adocicado ferruginoso do sangue a ser metabolizado pelo mesmo sangue, um algo novo há de surgir. Para essa vida pré-fabricada, nauseantemente confortável, é decretado o fim. É tempo de ser selvagem, o último rei sempre esteve enforcado nas entranhas do último papa, entre a visão e a percepção as brumas do inglório Zeitgeist¹ turbaram um pouco o siso. É hora de recobrar-se da letargia. O que existe para o homem que abraça a caminhada? Nada. Tudo!

Capítulo um: Abençoado seja;

Para além de qualquer revolta meramente desnecessária (como todas o são), as impossibilidades são o conjunto de fatores que moldam a vida. A cara na porta, o carro que nunca se pode possuir, o restaurante em que nunca se pode comer, são no mundo em que o verbo ter a tudo conjuga, determinantes que canalizam as buscas do indivíduo. O homem desentranha da privação o fomento da transcendência, a nascente da força e o domínio do gênio que impulsiona para o além, vivem encerrados no não ser. Pegar o que se tem à mão e daí alçar voos maiores, quando não há rebelião, tudo é possível. O homo sapiens é como uma árvore, com raízes cravadas à terra mas, tendo no cume uma copa que se abre ao infinito. A chave do universo dorme nesse chão e nessa abertura, não é preciso buscá-la em outro lugar. O caminho da aceitação é a senda da vida plena, os boicotes do destino não vêm como castigo, com efeito como impulso ao aprimoramento.
O ser humano está nessa terra como síntese do todo, e participando de cada instância da vida deve realizar-se compreendendo então a totalidade de que é forjado. As privações são apenas uma forma de nos manter mais gratos na conquista e menos soberbos no desfrute. Tudo é perfeito. Abençoado seja.

Capítulo dois: Maldito esteja;

A vida é uma mentira. A compaixão é anestesia barata que cheira a decadência. Essa sandice propagada pelos ressentidos não é mais que um plano para o agrilhoar-se daqueles que nascem livres. “Se te baterem em um lado da face ofereça o outro”, eis aí a forma mais tirana de agressão. O homem de bem só deve odiar seus inimigos, é a única forma de digna de honrá-los. A vida é um acidente da matéria, o mundo é fruto das predisposições convulsivas da natureza. Fomos todos abortados! Todos frutos indesejados de uma relação maldita entre o natural e o acaso. O amor só é possível na cabeça de alguns sacerdotes e nos filmes de Hollywood, esse ídolo onisciente tem o mesmo fundamento das divagações de um bêbado.
(à minha frente um homem clama misericórdia divina, é preciso dizer a verdade...)
Vocês esquartejaram Deus, comeram suas carnes, e agora com o dedo na garganta querem vomitar pra fora a graça e a clemência que o tempo jamais permitiu aos que hesitam. Abandonem o cadáver, abrace o vivo, o que anda pela terra. O homem herdou um paraíso e fez dele um esgoto a céu aberto. Maldito seja!

Epílogo;

O tempo passou, a juventude também. As palavras tornaram alheias nos meandros de seu próprio labirinto. O escritor perdeu-se à procura delas...
Morreu por fim, em desencanto, ao descobrir que a emoção é muda, cega e surda. Toda representação é vã. A noite esmoreceu e o sonho também.
Abençoada a vida. Maldita a vida. Incerto o caminho.

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1- Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.
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