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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Depressão - por Alba Vieira

Dor que dilacera meu peito
Como algo que se aprofunda
E que desconheço a natureza.
Que me invade e domina!

Ela talha o meu leite,
Desanda a minha massa,
Sola os meus bolos,
Empelota os meus cremes,
Enfeia os meus pratos,
Queima a minha carne

E torna a minha vida insossa.

Que remédio capaz de curá-la?
Que luz ofuscaria seus dentes que brilham,
Enquanto exibem para mim sua agressividade?
Que força poderia espantar os meus fantasmas?
Que realidade teria o poder de me absorver nessa hora?
O que me despertaria interesse nesse momento?

Como consigo acalmar meus dias?
De que forma eu posso paralisar meus pensamentos
E deixar minha mente como um lago tranquilo
De águas claras e cristalinas?

Devo entender e aceitar os riscos de viver
Como a criança que avança no caminho,
Um pé depois do outro, preparada para o tombo,
Com a certeza de que irá se levantar e seguir sempre.
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..........................................Visitem Alba Vieira
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Um comentário:

Vera Celms disse...

SEU SANTUÁRIO

Meu corpo,
Na sua proximidade,
É um santuário,
Que cultua o seu prazer,
Que nutre a sua lascívia,
Que lambe,
A sua libido inflamada,
A sua fantasia avolumada,
A sua imaginação indecente,
rasgada,
Nada, nesse culto é vulgar,
Ou prolixo,
Nada é acaso,
Nem sem querer,
Nada é embuste,
Tudo é milimetricamente sonhado,
Imaginado,
Incrementado,
Mas, acontece naturalmente,
Como a fé,
Como o desejo,
Como o arrepio na pele suada,
Como a promiscua safadeza,
A que nos permitimos,
Só a nós, entre quatro paredes,
Vigiamos nós, o nosso isolamento,
Cuidamos nós, do nosso deleite,
Vivemos nós, o nosso delírio,
Na sua proximidade,
Meu corpo é um santuário,
Em que te permito qualquer culto,
Onde nada é demais,
Nem além,
Onde o aquém não existe,
Não há fronteiras,
Nem limites,
Sua fantasia é o meu prazer,
E a minha... o seu êxtase,
Deliramos em viagens transcendentais,
Que acabariam além da porta,
Não fosse a eternização da imagem,
A cada baixar de nossas pálpebras,
Em sonhos,
Em outras dimensões,
Onde levitamos de tesão,
Querendo mais,
Sonhando de novo,
Acordados,
Desejando mais um momento,
Um toque,
Um sensor que nunca fora desligado
Ou esquecido em stand by,
Na sua proximidade,
Meu corpo é um santuário,
Onde, eu cultuo você...

Vera Celms