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Eróticos.)




sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Vai com Deus! Comigo Não. - (Anônimo)

Quem pensa que é simples a morte,
não sabe nadadinha de vida.
Não é um dia sem sorte,
é medida com luz estendida.

Igualzinho como é a vida,
dentro da complexidade
que também tem sua medida;
mas, já a luz, raridade.

Porque não é fácil viver,
tampouco morrer não será,
mas ainda assim vou dizer,
tua vida é Deus que te dá!

Dá um tempo de ouro medido
de acordo com seu merecer,
se faz dele tesouro perdido,
anula o valor de teu “ser”.

Põe novamente roda a girar,
girando em torno de você,
mas tem gente a esperar
essa criança amadurecer

que entra de novo no jogo,
esse de viver e morrer,
de “bucha” nesse teu logro
de recusa em crescer.

Entenda de vez que a vida
é só aprender a amar
e completa tua medida
pra tua luz alcançar.

Larga do pé dessa gente
que já aprendeu a perdoar,
parte de uma vez, contente,
pra morte te aconchegar.
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Recesso da Realidade - por Alba Vieira

Creio que essa época de festas, o Natal, pode ser sentida por muitas pessoas como um tempo em que elas têm o direito de estarem protegidas da realidade com suas dificuldades cotidianas, um tempo em que a fantasia impera e sonhamos com um mundo maravilhoso, cheio de cores, carinhos, presentes, desejos satisfeitos, pessoas afetuosas e gentis, esperanças, repleto de amor e abundância.
Cada um de nós tem todo o direito de viver este estado de espírito. Isto é lindo e cria uma aura de beleza que envolve aqueles que o vivenciam desta forma e se expande, afetando também aqueles que são menos dotados da capacidade de abstrair ou mesmo incapazes de ignorar que, apesar do Natal, o mundo continua o mesmo, apesar da enxurrada de propagandas dos lojistas e do apelo da mídia para atenuar o clima de horror que ela mesma alimenta durante todo o ano.
Entretanto, esta facilidade de podermos voltar a ser crianças, sentindo desta forma nas semanas das festas, que faz tanto bem a todos nós, pode ser exercitada, nos capacitando a mudar o nosso estado de espírito, mesmo frente aos momentos estressantes de perda e de dor, conseguindo estar em paz. É tipo poder ser feliz, sentir-se em paz sem que para isso tenhamos que esperar os fins de semana, as férias, as festas.
E creio que encontrar o sentido profundo de transformação, de renascer depois de uma morte simbólica, de deixar surgir o novo quando o velho já caducou em nossas vidas, a partir da elaboração, discussão e inspiração que vêm quando o tema é a morte, pode ser interessante apesar de ser dezembro.
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Visitem Alba Vieira
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Duda, - por Leo Santos

Uma graça de menina cruzando a ponte entre os sete e oito anos. Por razões que desconheço, apesar de minhas muitas provocações, se fez minha amiga. Juntos fizemos progressos notáveis; ela que contava até dez em inglês, agora, já chega ao quinze... domesticamos as ondas do mar, passeamos pelo parque olhando as tartarugas, dividimos informações sobre placas de trânsito. Sua sede de saber é imensa, e como eu “sei tudo” está sempre bebendo em minha fonte. “Tio, o que é integridade? O que é exaltar? O que é um duque?” Se fosse para alguém adulto, eu poderia dizer que um duque é alguém exaltado, com presumida integridade... mas, foi uma pergunta de cada vez, e do alto de sua objetividade infantil, as coisas são ou não são, sem essa de presumido! Um dia, quando ela contar até cem, saberá que a “nobreza” às vezes disfarça algo vil, que não raro, a integridade não passa de fachada, e a exaltação humana é enganosa, (ela vai ficar Tiririca). Deixará, enfim, essa mania infantil de nos meter em saia justa. Já pensou se ela me perguntar que é ética, moral, cristianismo!? Voltemos ao que interessa: Sixteen, seventeen... Quando ela descobrir que a vida não é uma ciência exata, que se escreve nas entrelinhas, que se diz o que não se quer dizer, será, então, adulta. Estará pronta pra vida, digo, morta. “Aquele que não nascer de novo, não pode ver o Reino dos céus...” preciso aproveitar sua companhia enquanto ela vive...
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Visitem Leo Santos
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Extrema-unção - por Runa

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Suspenso sobre o pórtico exausto do abismo
cerca-te a vertigem derradeira do poente.
Dois braços estendidos em sinal de cruz
abrem caminho na cartilagem escura da noite,
onde amanhece um rumor de carpideiras,
entre o equilíbrio fugaz do último verso
e o silêncio súbito nas pálpebras do vento.
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Visitem Runa
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Depois da Queda, o Tombo - por Fatinha

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Querido Brógui:

Estou fora do ar por esses dias por conta da queda que meu pai sofreu com a conseqüente fratura do fêmur. Não estou muito no clima de fazer gracinhas. Você entende, não? Tá muito difícil vê-lo daquele jeito, deitado em um leito de hospital, morrendo de vergonha por não conseguir dar conta dele mesmo, pedindo desculpas a todo o momento por estar dando trabalho, sentindo-se tão impotente. A coisa mais marcante que ele me disse nesses últimos dias foi: “Minha filha, a velhice é uma merda!” Eu lhe respondi: “Só há uma alternativa para a velhice. E essa, ninguém quer.”
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Postado, originalmente, em 10/11/08.
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Visitem Fatinha
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Prioridade - por Leila Dohoczki

Ao norte da vida
Na linha que finda as horas
Já não haverá auroras
Nem a glória de existir.
Só o sul atrás de si
Contando a história
Que de olhos fechados se ignora
Dias tristes, se foi feliz...
No horizonte,
Uma única certeza:
A morte.

A sorte não faz destino
É um desatino viver assim
Levado pelo vento das horas
Como folha seca pelo jardim.

E se a foice da noite nos espera
Que sejam as horas mais belas
Desse entardecer, o agora.

Destruamos as bússolas!
Não marquemos as horas!
Não olhemos para o fim!

Encantemo-nos com as estrelas
Com as flores do jardim...

Quem vive encantado, não morre
Quem deixa felicidade, não tem fim.
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Sublimação - por S. Ribeiro

por enquanto sem rumo
vou ficando: um cupim sem asa
iças fenecidas (menos uma cópula)

tudo pede um pouco de razão
exige parte que você pode não ter
quiçá não ser

por isso o cancro dos caules
por isso a pétala que cai
sem causar dor

por isso meus olhos novos
anseiam luz na morte de tudo
durmo e acordo, esfarelo sonhos

no ônibus o que preciso é comum
só a necessidade nos faz irmãos
compartilho a flor que não gritou

o dia passando nem parece enxergar
a mão inteira que busca um pouso
a boca oferecida esperando gosto

por isso a lâmpada queimada por
isso o pé cego mata cogumelos:
assim caio em mim cogumelo pisado

assim recolho as provas de que já
me tocaram, já toquei, pretendo amar.
todo fim me faz assim
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Visitem S. Ribeiro
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Eterno - por Runa

O tempo esgotou-se, num abraço de névoa
que te gela a palidez escancarada da face.
A luz efémera que cobria teu vulto esmaltado
dilui-se no frémito que percorre o corpo corrompido.
Um canto lamurioso e derradeiro
acolhe os despojos de teu definitivo cansaço
que se mistura com as raízes ensanguentadas da terra,
recolhendo à matriz do silêncio que te gerou.

Envolto na cegueira desse abismo desperto,
atravessas os jardins de um horizonte fechado,
onde um giz de cinza risca na ardósia do crepúsculo
os traços difusos da sombra que um dia foste
e a lamúria do luar espanta os pássaros de musgo
entre o vazio eterno dos teus dedos.
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..................Visitem Runa
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O Homem Morto - por ZzipperR e vestivermelho

Houve um grito na multidão, pessoas correndo para todos os lados, muita gritaria... O que está acontecendo? Eu não consigo entender, mas o óbvio estava ali, no meio de todos, caído no chão.
Não se aproximem. Um homem acaba de morrer.
Todos perguntavam: O que aconteceu com ele?
Eles estavam muito assustados.
Curiosos perguntavam: Ele foi assassinado? Onde está o assassino?
Nenhuma resposta aparecia.
Uma garota cigana com um lindo vestido vermelho entrou correndo. Agarrou o homem e começou a chorar.
Depois aos berros, gritava com toda a força do seu coração.
- Não morre, por favor.
Tarde demais. Por mais que ela implorasse e pedisse, o destino estava selado.
- Você está levando tudo que eu tenho, não morra.
Todos ficaram calados, não falavam nada, apenas olhavam.
Fiquei imaginando se aquele morto ainda pensava ou escutava o apelo daquela mulher. Confesso que não sei.
Cheguei perto e falei:
- Fique calma. Você não pode fazer mais nada.
Alguns minutos depois, perguntei para ela:
- O que esse homem poderia estar levando de você?
Ela não pensou e respondeu:
- Ele se foi e levou a minha vida, como eu viverei sem seu carinho, seu cheiro, seu calor, e aquele abraço apertado. Por que ele se foi?
Eu respondi:
- Dizem que o tempo é a solução de tudo.
Ela respondeu:
- Não! O tempo não pode vencer um contador de histórias. Elas são eternas, como as canções.
Finalmente eu perguntei:
- Como era o nome dele?
Ela respondeu:
- ZzipperR
Fiquei ali parado, olhando aquela cigana, com aquele vestido vermelho paixão, segurando seu grande amor nos braços, branco e gelado, repetindo: - Não morra, meu amor, não morra que eu preciso de você.
Gritava com um grito de dor.
- Agora que te encontrei, você vai embora, então me leva com você.
A cigana ficou ali parada e pensando durante um bom tempo, de repente ela levantou e saiu andando com passos firmes e devagar, sem pressa, como se já tivesse um destino traçado em sua mente.
Seguiu até uma grande árvore e falou:
- Eu quero ficar com você. Abraça-me!
Era uma enorme e linda árvore, lindíssima com seus galhos cheios de folhas verdinhas formando um espetáculo que todos que passavam por ela paravam tentando entender a garota.
Sentada na sombra da árvore a linda cigana com seu lindo vestido vermelho gritou bem alto olhando para o céu:
- Vou ficar aqui sentada te esperando. Venha logo me buscar!
Depois disso, todos que passam pela árvore ficam admirando a linda cigana com seu lindo vestido vermelho esperando que seu amor venha buscá-la.
Suas últimas palavras foram:
- Beija-flor! Vem! Que eu estou te esperando. Dias e noites passaram e ela sempre olhando para a árvore na esperança que ele voltasse.
Será que o amor é mais forte que a morte?
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VrummmmmZummmmm
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Honorável Dama da Vida - por Vera Celms

Quero aqui homenagear o ausente.
Alguém a quem muito respeito quando presente,
Que a todos faz chorar,
Que a muitos faz orar,
Que a alguns faz resvalar.
Incontestável, não aceita negociar.
Chega, verifica a situação e consigo leva,
Sem choro nem vela.
Missão cumprida, a nenhum pedido releva.
Vem resoluta,
E de quem sofre, abrevia a luta.
Espreita, teimosa, a quem já viveu toda a vida
E resolve, num repente, na distração do escuro do quarto,
E se anuncia inconteste só no amanhecer.
Nada questiona, pois não faz concessões.
Nada importa, nem idade, nem crença, nem convicções,
Leva a quem muito nos importa,
Leva àquele que “roeu a corda”
Não se anuncia antes, não pede licença e, atrás de si, nem fecha a porta...
Leva mocinho e bandido,
Não deixa explicação nem aviso,
Impoluta dama de negro, servil,
Arranca e leva o ser amado, o astro e a estrela,
Insinuante, majestosa, hostil,
Mansa, densa, larga, plena, porque não fico feliz ao vê-la?
Sua chegada causa comoção,
Na sua saída, emoção...
Honorável dama da vida
Que, de assalto, chamamos MORTE!!!
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Visitem Vera Celms......................
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A Morte... - por vestivermelho

A morte
Sempre enfeitada com flores coloridas, vermelhas e brancas
Todo os tipos e formatos, delicadas ou rústicas
Perfumadas, onde tudo parece calmo

A morte...
Vem misteriosa e permanece misteriosa
Poucos reconhecem sua chegada
Uns temerosos, outros querendo que ela nem venha
Mas ela vem
Sorte de quem se preparou para recebê-la:
Reconhece e parte tranquila na escuridão do desconhecido
Outros não a reconhecem, e temem
Luz é colocada em forma de velas
Como se marcando o local para que os anjos da morte encontrem o caminho de volta de onde vieram.
Um dia irei te encontrar vestida de cetim vermelho
Pois em qualquer lugar esperas por mim
E no teu beijo provarei o gosto estranho que eu quero e não desejo, mas tenho que encontrar
Vem, mas demore a chegar.
Eu te detesto e amo morte, morte, morte
Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida
Morte, o grande mistério da vida...
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Visitem vestivermelho
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Baguaçu - por ZzipperR

Ao longo da vida, todos nós carregamos lembranças de histórias contadas pelos nossos pais, tios ou outras pessoas.
Não sei porque, mas estas histórias estão sempre fazendo parte do nosso inconsciente, conectadas ao nosso imaginário dando a impressão e a sensação de que a história também fez parte da nossa vida, ou está sempre fazendo. São lembranças, lembranças e lembranças que dão vontade de querer saborear mais um pouquinho daquela magia que traz consigo um pedacinho de carinho e companhia de quem nos contou.
Tantas vezes meditando em busca das histórias que fizeram parte da vida de meus pais, aquelas que eles contavam quando eu era criança na minha querida infância e não sou capaz de recontar, mas elas estão aqui, vivas na minha mente, de tempos em tempos girando nas minhas lembranças, vivas como eu, e me fazem flutuar no tempo atrás delas com uma vontade louca de contá-las.
Baguaçu no interior de São Paulo faz parte dessa história. Eu nem era nascido ainda, mas lá viviam meu pai, minha mãe e meus irmãos, em um lugar distante de vizinhos e da cidade. Não tinha luz e a água tinha que ser buscada em uma nascente longe da casa.
Tudo isso é normal, menos as histórias que meu pai trouxe de lá, como a história de uma cidade chamada Borboleta, nome dado à cidade devido a uma mulher que na lua cheia se transformava em uma grande borboleta e voava pela cidade, até o dia em que ela apareceu em um bar. Ela era enorme e as pessoas tinham medo dela, porém um homem não! Ele pegou uma garrafa, quebrou e golpeou a linda borboleta. O golpe foi fatal e ela, na medida em que ia perdendo seu encanto, ia se transformando em uma linda mulher. Não sei até onde esta história é verdade, mas fico feliz de compartilhá-la.
Baguaçu era misterioso, alguma coisa estranha acontecia ali, alguma coisa macabra que ninguém conseguia entender, a morte não dava tréguas, levava todos os moradores deixando as casas vazias, um mistério sobrenatural. Naquela cidade todos morriam rapidamente, uma senhora já tinha perdido todos seus filhos em questão de dias. O que está acontecendo aqui? Ninguém sabia explicar. Inclusive meu pai foi vítima da morte, já tinha perdido dois filhos, a morte levou dois irmãos meus em Baguaçu. Meu pai não teve dúvidas, pegou minha mãe e os filhos que sobraram e fugiu da morte indo embora da cidade e nunca mais voltou.
Acredite! Estas histórias são verdadeiras. Se não acreditar, aqui está um convite para você passear e conhecer Baguaçu. Se você voltar conte a sua história.
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Zip...Zip...Zip...ZzipperR
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Visitem ZZipperR
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Sobre a Morte - por Alba Vieira

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Não há porque se inquietar
Se não existe outra opção
Afinal, a morte é só mais um bilhete
Rumo à próxima estação.

Morte é convidada ilustre
Que sempre causa um frisson
Às vezes chega, mas não fica,
Só deixa no ar a transformação.

Há os que aceitam o convite
E partem com ela de braços dados
Se não é o momento, não ultrapassam o limite
Mas voltam, certamente, transformados.
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Visitem Alba Vieira
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Cada Vez que Respiramos - por Runa

Cada vez que respiramos,
um incêndio de sol
rasga, num sonâmbulo equilíbrio,
a bruma cega do mármore,
abrindo uma nova janela
no litoral negro do abismo.

A pulso,
um pássaro de oxigénio
escala a engrenagem metálica
de um sinuoso horizonte,
irradiando,
num silêncio de narinas,
o cristal sereno das marés,
pousadas numa ilusão de eternidade.


A mortalha breve do tempo,
aspirando o pólen matinal,
suspende o abraço de gelo
que cerca a métrica azul
de uma metamorfose de estrelas,
adiando uma vez mais
o bordado húmido da terra
e resgatando, ao pranto dos labirintos,
o voo suspenso da quimera,

cada vez que respiramos,
iludindo
o murmúrio transparente da morte.
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Visitem Runa
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

(Sem Título) - por Davi Rodrigues

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Se com simples areia, com simples e minúsculos grãos pode se fazer isto, imagina quando o ser humano se conscientizar que é simples grão no Universo, e resolver realmente agir em conjunto? Não espere um ano novo, seja novo todo ano, o ano todo!!!
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Balanço de Fim de Ano - por Jeff Oliveira

Corri.Fugi.Voltei.Lutei.Venci.Perdi.
Gritei.Falei.Bati.Fui abatido.Ganhei.Perdi.
Perdi ‘amigos’ e ganhei ‘inimigos’.
Ganhei ‘amigos’,perdi ‘inimigos’.
Recuperei amigos antigos.

Estressei.Estressaram-me.
Sorri,brinquei,fui sério.
Amei.Amei mais.E amo.
Fui feliz.Fui ao céu.Fui às alturas.
Desci às profundezas num só golpe.
Levantei-me.Voltei a andar.
Venci corridas.Fiz o improvável.Não por minhas forças,mas fiz.
O impossível aconteceu.A felicidade então me sorriu numa fresta de tempo.


Fui ausente pra uns.Presente pra outros.
Mudei.E como mudei!
Conheci pessoas novas.Conheci pessoas antigas.
Máscaras caíram,rostos se mostraram.
Uns amigos se mostraram na hora da dor.
Outros fugiram resmungando dos próprios problemas.
Descobri,afinal,os amigos in verita.

No entanto,as vitórias e a esperança foram sempre maiores.
Se não tivessem sido eu não estaria aqui.
O próximo ano se aproxima(Que redundância!)trazendo novas histórias
Novas dores,novos amores
Novas felicidades,mais experiências.
Vamos que a vida é pra frente e a roda-viva não pára.

“Mas tudo fica sustentado pela fé.” (Eu não sei na verdade quem eu sou. - “O Teatro Mágico”)
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Aí Vem 2011... - por Adir Vieira

Nesta semana que antecede o Natal as horas diminuem com a consciência coletiva. Não temos mais sessenta minutos a cada hora, mas creio que, no máximo, vinte. Senão, por que não concluímos as tarefas diárias dentro do mesmo tempo? Chego a pensar que o mundo, nestas duas últimas semanas do ano, se conectam mais do que habitualmente, amarrando nossos passos para outros afazeres. Enfim, são tantas coisas novas... é de praxe abraçar amigos que não contatamos o ano inteiro, passar horas nas lojas a descobrir presentes para pessoas amigas e familiares, preparar ou conduzir a preparação das ceias de Natal e Ano Novo, e tudo dentro de um pequeníssimo tempo.
Ah! o tempo!
Como seria salutar termos tempo nesse período!
Como seria bom se pudéssemos ter a tranquilidade para revermos nossas atitudes durante o ano anterior, analisar nossas ações, programar o nascimento de uma pessoa melhor para o ano seguinte...
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Visitem Adir Vieira
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(Sem Título) - por Adhemar

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Prezado Shintoni e demais amigos do “Duelos”:

Um Feliz 2011 a todos, cada um realizando seus projetos e sonhos sempre acompanhados da inspiração e disposição que nos faz botar pra fora as criações em forma de palavras. E nos encontrando aqui!
Saúde, alegria e paz a todos!
Grande abraço,
Adhemar
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Visitem Adhemar
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(Sem Título) - por Vera Celms

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Quero desejar a todos os amigos, companheiros e seguidores do DUELOS LITERÁRIOS, a você SHINTONI, votos de que em 2011 se multipliquem desejos e planos, para que se multipliquem também as realizações...
2010 foi bom, mas 2011 já vem aprimorado... e que as palavras continuem nos escolhendo, seja na escrita ou na leitura, no prazer ou na missão, mas SEMPRE JUNTOS... Muitas REALIDADES FELIZES, outras tantas necessárias e inevitáveis compõem a vida de todos nós...
BEIJOS A TODOS... obrigado pela acolhida, pelo apoio, pelo incentivo e pela receptividade... SOU MUITO FELIZ POR ISSO... agora acompanhada de BRIGIT - A BRUXA DA NOITE... AINDA MAIS...
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Visitem Vera Celms
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Resoluções de Ano Novo - por Flavio Braga

Sei que todo ano é o mesmo papo, prometo um monte de coisa e no fim do ano eu vejo que não fiz nada. Mas esse ano vai ser diferente, sei lá, estou sentindo um clima favorável, um amor no coração, ou o álcool me fazendo ficar meio emotivo e chapado, não necessariamente nessa ordem. Que seja. Mas eu só vou prometer o que posso cumprir.
Por exemplo, esse ano vou enfim cuidar do meu corpo. Vou malhar, fazer exercícios, essas coisas. Mas não vai ser agora em janeiro, nem em fevereiro, março, agosto ou outubro. Só lá para o fim de novembro, para dar tempo de ficar em forma para o próximo verão, até porque para esse verão não dá mais tempo.
Juro que dessa vez paro de fumar, mas vai ser aos poucos. Agora só fumo depois do sexo, ou quando eu estiver nervoso, ou quando estiver buscando alguma ideia legal que vá mudar minha vida, ou ainda quando quero dar uma relaxada ou só quando estiver de bobeira. No resto do dia, nada de cigarro!
Quanto ao álcool, eu estou determinado a parar de beber demais. Vou beber na medida. Na medida do copo, com direitos a várias repetições. Odeio desperdício.
Também vou ser mais sincero, exceto na hora de falar aquelas mentirinhas sociais.
Vou parar de falar mal das pessoas, pelo menos na frente delas. Isso facilita na hora de arrumar menos briga, que é outra promessa para o ano novo.
Tentarei ser mais tolerante com as diferenças entre as pessoas. Chega de chamar os homossexuais de viadinhos, os brancos de vela, os gordos de rolha de poço, o pessoal do candomblé de macumbeiros, o pessoal do reggae de maconheiros, os sem-pernas de cotó ou o PT de comunista.
Vou tentar fazer uma coisa que vai fazer minha mãe ficar orgulhosa, vou parar de falar a caralhada de palavrão que falo desde a adolescência. É um vício da porra que tenho. Vou parar antes que essa mania foda com minha vida social.
Vou também ajudar quem precisa. Vou parar de rir da cara deles. Coitados, esse povo não tem culpa de tanta desgraça que acontece na vida deles.
É...Esse ano promete!
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Visitem Flavio Braga
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