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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Respeitar a Liberdade do Outro - por Jair Antônio Pauletto

Uma das coisas mais preciosas para o ser humano é sua liberdade, tanto que uma das formas mais comuns de punição é sua restrição. Desde criança aprendemos o valor da liberdade, logo aprendemos que agradar os pais nos dá créditos para usufruir certas liberdades; da mesma forma, se nós os desagradamos ao infringir alguma regra, acabamos sendo castigados e lá se vai a nossa liberdade.
O Estado condena o cidadão que infringe a lei com a restrição da liberdade até o limite da prisão. Porém, uma pena de reclusão a um regime fechado que impede de circular livremente não priva o livre pensamento, mesmo que nem sempre seja possível expressá-lo. Pensar é uma atividade que, mesmo privados da livre circulação, podemos realizar livremente, pois esta é uma faculdade divina.

Restringir a liberdade é uma prática punitiva tão antiga quanto ampla e sua utilização no ambiente familiar ou social vai além de manter a ordem e a disciplina. Ela expressa o domínio de alguém sobre outro alguém, seja o pai sobre o filho ou o Estado em relação ao cidadão. O exercício desse domínio é um poder que fascina quem o detém na mesma proporção que fere sua vítima. Um processo que ultrapassa a complexa relação de liberdade e castigo ou, se preferirem, direito e punição, pois existe a interferência do desejo pessoal ou, às vezes, coletivo, de exercer o poder de dominar.

Nas relações cotidianas, ao interagirmos com familiares, colegas e amigos, essa situação aparece com muita frequência, aliás, quanto mais frequente ou íntima a relação, mais estaremos propensos a sofrer interferências, especialmente no sentido de querer fazer prevalecer o desejo pessoal, isto é, de exercer o poder de dominar. Infelizmente essa é uma realidade pouco percebida, mesmo em relacionamentos nos quais uma pessoa jura amar profundamente a outra, porém não suporta e não admite certas preferências, pensamentos ou atitudes. Não me refiro a fatos que possam causar prejuízos, que afetem a própria imagem ou liberdade, mas de situações em que a livre escolha, a liberdade individual é questionada, censurada e até mesmo punida pela necessidade pessoal de exercer seu domínio. Nesse caminho podemos enquadrar o ciúme, a inveja e a prepotência, que são sentimentos frequentemente presentes nas relações e que agem sem serem percebidos pela maioria das pessoas. Esses e outros vilões do relacionamento saudável causam imensa dor e sofrimento às suas vítimas. Os “opressores da liberdade individual” dificilmente percebem o mal que estão causando, hoje, algo tão comum que muitos juram amor eterno a uma pessoa pela qual não conseguem dar-lhe o simples direito da liberdade de escolha. Fazem isso sem perceber que o que realmente os satisfazem é ver prevalecer seu desejo pessoal, seu ponto de vista, seu querer sobre determinado assunto ou situação. Não há nada de errado em querer satisfazer um desejo pessoal, que é algo muito poderoso e valioso no ser humano, porém não pode ser utilizado para restringir a liberdade do outro, tampouco para fazer prevalecer a própria vontade. O desejo pessoal é um forte instrumento para o progresso pessoal e material, assim como também pode ser uma arma fatal quando direcionada a modificar a livre escolha, interferir na liberdade alheia.
A liberdade de conduzir os rumos da própria vida é um direito intocável, assim como expressar seus pensamentos e crenças; obviamente existem limites, que é a própria liberdade do outro, que deverá servir como limitador de direitos e deveres. Tenho convicção de que nenhum relacionamento saudável pode restringir a liberdade ou sequer tentar impor condições, punições e castigos, seja simples ou extremamente intenso, pois, como já escrevi num texto anterior, todos têm o direito de escolher.
É preciso assimilar que o desejo pessoal de restringir a liberdade do outro é um inimigo interno muito traiçoeiro que deve ser combatido; ter a capacidade de colocar-se no lugar do outro, compreendendo e respeitando sua liberdade é a melhor forma de vencê-lo. Convivemos com limites de liberdade e punições desde criança, desenvolvendo um sentimento de rejeição ao sofrermos com um castigo e ao mesmo tempo de fascinação e satisfação ao ver o próprio desejo atendido. Esse desejo de ver as próprias vontades satisfeitas raramente leva em consideração a liberdade do outro, ou seja, é um sentimento de egoísmo tão natural que não percebemos que não temos o direito de interferir nas escolhas alheias; isso serve para o amor, a política, a religião ou qualquer outra relação. A liberdade é intrínseca à vida saudável, pois delimita o direito pessoal e alheio, e ninguém tem o direito de utilizar o outro para satisfazer seus desejos.

Nosso desafio é crescer respeitando as liberdades individuais, reconhecer e entender nossos desejos, de forma que não sirvam para punir outrem, mas para nos levar a transcender para a humildade, a liberdade e o verdadeiro amor. Boa semana.



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Dylan - por Kbçapoeta

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O vento descobre
Que não pode
Mudar minha direção.
Julga-me abjeto,
Objeto indireto,
Alheio a qualquer situação.
Internamente em catarse
A cada fato que cause
O irmão repartir seu pão.
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Visitem Kbçapoeta
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Bruna Lombardi e a “Interjeição” - Citada por Penélope Charmosa

Qual é a atitude
que você está tomando, moço?
Que grito você está dando
que eu não ouço?
Que é que está adiantando
falar grosso?
Que laço, que fita, que farsa
que nó é esse amarrado
no pescoço?
Moço, que palhaçada, que festa
é essa? Que luz
se nos taparam o sol?
Que é que resta, que é que presta
como é que se pode nadar
no meio de tanto anzol?

E quando a corrida começa
todo mundo disparado
pisando em quem tropeça.

Moço, que incongruência
um sorriso numa hora dessa...



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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Tudo o que Escrevemos é Poema. - por Thiago de Sá

Coloque sentimentos nas suas palavras
E as lance no vento!
Deixe que ele faça o resto
Deixe que ele leve cada palavra
A cada coração que dela precisa.
E que sirva de consolo para os amantes,
Ou de superação para os que sofrem as derrotas da vida,
E esperança para aqueles que deixam sempre as portas abertas,
Para o novo… Que eu…
Que você…
Que nós…
Podemos fazer!
E quando nos lançamos para isso,
Poetizamos a vida.
Fazemos um belo trato das situações.
Faz-se música com as partes dolorosas.
Sopraremos as partes principais de maneira,
Que a moral fique presa na mente.
Que as pessoas sintam prazer ao ler.
Por que será profundo e humilde.
Quando nas linhas encontrarem-se com Deus,
Verão o quanto é fácil segui-Lo,
Vivermos seus princípios.
Apesar de não conhecê-los!
Mostre que parece ser fácil ser humano.
Assim será apaixonante ler sobre você,
Por que você abre as cortinas da vida e faz dela um espetáculo.
E que todos agradeçam a Deus…
Por te conhecer nas poucas linhas dessa página.



(Este foi inspirado nas palavras carinhosas de uma amiga, que conquistou o meu coração. Ela me descreveu de uma forma que eu nunca tinha ouvido, e tenho certeza de que nunca ouvirei. As palavras acima são uma especial forma de dizer muito obrigado.)
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Chuva - por Gio

O produto de um pensativo início de madrugada...



Já que a chuva cai, me cai tão bem
Como a água vaza, mente vazia
Como a chuva rasa, que rasga o ar
Sempre procurando algum lugar

Já que o tempo cai, cai na rotina
Já que o tempo vai, sem vaidade
O tempo que arrasa, e tira as asas
De um sonho que voou alto demais

Quando a noite cai, o desespero
Cai como uma luva, leve brisa
E quando a noite vem, o vendaval
Leva tudo sem olhar pra trás

E sempre nessas horas, é que eu me lembro
Da chuva onde a gente se encontrou
Garoa à beira-mar, tão inocente, tão sincera
E essa tempestade se tornou
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Visitem Gio
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Roda-gigante - por Anita Bastos

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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As Nossas Palavras XX - por Alba Vieira

O que será mais precioso nessa existência? Muitos dirão que é a saúde. Os mais afoitos gritarão que é o dinheiro. De que valerá o dinheiro se a saúde for perdida? Mas, se o dinheiro for perdido subitamente, também a saúde não será abalada? Dirão os mais sensatos: o que existe de mais importante é o caráter. Este sim nos valerá para lidarmos com a mudança que é a única certeza dessa vida, quando somos realmente testados, trazendo a sensação de tudo ou nada.



Visitem Alba Vieira
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De Novo a Gripe Suína - por Adir Vieira

Amanheci assistindo ao telejornal matinal na TV.
Meu marido, ainda na cama, sabe que não me incomoda e ao despertar liga a TV para, como de hábito, saber das novas notícias.
Já há mais de mês, as notícias são as mesmas e concluo que a Gripe Suína bateu o recorde.
Nem as notícias sobre a crise financeira povoou tantos informes.
O pior é que informações concretas não temos. O que nos deixam conhecer são os passos de “ensaio e erro” da área de saúde, na obtenção de conclusões sobre o que é a tal gripe e como se manifesta.
Não estou sendo radical e pude agora mesmo confirmar essa minha conclusão, pois com um toque no controle remoto vejo em outro canal de TV afirmações diversas da que estava ouvindo.
Pergunto-me onde ficam as pessoas que não têm acesso a meios mais elaborados de consulta para se protegerem.
Imagino que os mais sensíveis, com tanto alarde sobre o fato - e é claro que o povo tem que ficar alerta -, carreiam para si mesmos todos os sintomas. Alguns evidenciam que estão em perigo e assumem esse perigo dentro do seio familiar. O que fazer para não se impressionar? O que fazer para identificar corretamente os sintomas de uma gripe normal, tantas vezes já vivida?
No meio dessas minhas indagações, me percebo toda dolorida, com dificuldade para respirar e iniciando uma tosse seca...
Será impressão ou ela, a suína, já se instalou em mim?
Espero que não!



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J. R. R. Tolkien in “O Senhor dos Anéis” - por Ana

Destaco esta passagem de Tolkien aqui porque achei extremamente original e interessante a analogia que ele utilizou. Achei demais mesmo!



“Mas no momento em que falava, olhou para o leste e percebeu que daquele lado as colinas eram mais altas, e olhavam-nos de cima; e todas aquelas colinas estavam cobertas por montículos verdes, alguns deles com pedras fincadas, que apontavam para o céu como dentes afiados em gengivas verdes.”
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E você? Que passagem de que livro gostaria de deixar aqui?
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O Indelegável Poder de Escolher - por Jair Antônio Pauletto

Quando a emoção toma conta, a praticidade se perde. Essa é uma percepção comum para muitas pessoas, especialmente quando estão vivendo algum conflito emocional. Parece impossível conseguir manter a racionalidade diante de conflitos de ordem emocional. É como se essas duas realidades não pudessem conviver simultaneamente. Fazer escolhas sensatas e práticas não é fácil, nem mesmo quando não há envolvimento sentimental, mas é extremante mais difícil decidir corretamente sob efeito emocional. O ideal é que haja um equilíbrio entre razão e emoção para escolhermos, com maior praticidade, diante de situações complicadas que exigem muito do emocional, mesmo que pareça impossível.
Essa pode ser uma tarefa difícil, porém necessária, para que se possa chegar a uma solução adequada, uma vez que a carga química despejada em nosso organismo afeta diretamente nossas atitudes; no entanto, quando todos os distúrbios emocionais serenarem, devido ao término de tantos processos químicos, a razão retoma o seu espaço. No entanto, a razão, que costuma cobrar-nos por atitudes precipitadas ou indevidas, geralmente tomadas no momento de domínio do estresse emocional, se transforma num carrasco acusador, já que decisões tomadas na total ausência da razão e da racionalidade, geralmente, resultam em prejuízos ou arrependimentos que ficam nos pressionando negativamente e comprometendo a nossa tranquilidade.

A difícil tarefa de manter a racionalidade diante das questões emocionais é uma habilidade que precisa ser adquirida. Não se trata de ser “frio” ou alheio aos sentimentos, mas sim, de um fator importante para adquirir equilíbrio e maturidade. Frente a atitudes bem tomadas, conscientes, não existe a autocobrança, a punição interna ou a culpa que muitas vezes estão por trás da própria infelicidade. Atitudes precipitadas ou mal resolvidas geram um trauma difícil de superar que normalmente se arrastam por toda a vida, visto que também se mascaram com outras situações do cotidiano e acabam por reforçar deficiências, ou até mesmo agregam outras. Porém, a protelação de uma decisão pode ter um efeito muito mais devastador que o de decidir erradamente, mesmo não estando sob efeito emocional. Prolongar uma decisão gera muito desgaste, consome energia e rouba o sossego, enfim, tranca o fluxo da vida.

Toda escolha deve ser feita com base no próprio interior de forma que represente o todo e seja fruto do equilíbrio emocional, racional e orgânico. Decidir é um processo pessoal que precisa ser aprendido, pois o caminho resultará dessas escolhas. Não é fácil escolher quando se trata de nossas intimidades, nossos afetos, diferentemente que escolher uma roupa nova ou uma comida. As decisões que dizem respeito a causas importantes na vida são uma tarefa indelegável e imprescindível para o aprendizado. Ter consciência disso é o primeiro passo parar evitar a postergação. Saber que temos o direito, o poder e o dever de decidir o que queremos, bem como perceber que é impossível não assumir a responsabilidade pela própria vida, uma vez que não decidir também é uma decisão, são argumentos fundamentais e devem ser levados em conta para fazer escolhas serenas.

Abdicar de optar por aquilo que queremos é escolher que outros escolham por nós, mas sempre será uma escolha, já que a vida é feita de escolhas e é através delas que crescemos, nos experimentamos e aprendemos, portanto não devemos deixar de fazê-las. Abandonar algo que desejamos, mesmo sabendo ser infrutífero ou sem valor, por exemplo, é um tipo de escolha frequente e que causa grande sofrimento, porém trata-se de algo simplesmente necessário e muito frequente na vida, não por ser algo além do nosso merecimento, mas por tratar-se de uma provação que precisamos passar para amadurecermos e nos tornarmos mais fortes e confiantes.
Poucas vezes a vida nos coloca diante de decisões fáceis, até mesmo as que a princípio julgamos fáceis, como ao escolher o time do coração pela influência dos pais, mais tarde trará situações difíceis e até algum sofrimento ao nos defrontarmos com sucessivas derrotas. Digo isso para evidenciar que até mesmo escolhas que parecem inconsequentes podem gerar desdobramentos futuros imprevisíveis.

Diante disso, pode-se concluir que é inevitável não escolher e, mesmo sob estresse emocional ou em pleno equilíbrio, ao decidirmos, qualquer coisa que seja, estamos plantando fruto iremos colher e provar posteriormente, portanto, nada melhor que utilizar conscientemente este maravilhoso poder de poder escolher e crescer com este aprendizado. Boa semana.



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Bernard Schlitzingel Von Altrophten - por Luiz de Almeida Neto

Bernard Schlitzingel Von Altrophten nunca aceitou que fosse popularizado um apelido sequer sobre o seu nome. Nem sobre sua pessoa, diga-se de passagem. Sujeito de manias e costumes estritamente aprovados pelo Estado Austríaco, no qual ele aliás cria e admirava.
Por força de uma ou outra ocasião de vida se exaltava, mas em geral permanecia quase que sempre com uma cara fechada, carrancuda, com olhar de mau e pose de quem está sempre prestes a pular no seu pescoço. O temperamento era facilmente descrito como irritadiço e impaciente. Em suma, senhores, Bernard Schlitzingel Von Altrophten nunca nos faria uma visita aqui no Duelos.
Nem fazia visita a ninguém. Contentava-se com sua garrafa de uísque mais que reprimida na poltrona solitária de sua sala. E é lá que está ele agora.
Com uma roupa de gala, sua seriedade intacta, vivendo seu grande momento.
Ele já consegue visualizar, entre um gole e outro, seu filho admitindo o quanto sua educação e disciplina foram importantes, sua mulher a lhe implorar perdão pelo desquite, enquanto ele gentilmente a conforta, demonstrando toda sua honra.
Sua filha então se debulha em lágrimas, confessando que efetivamente pecara antes do casamento, e admitindo que ele realmente era um sujeito astuto, e que descobrira toda a farsa encenada entre ela e o então namorado, que agora encontram-se obrigatoriamente casados.
Tudo isso enquanto ele concede uma entrevista a um jornalista famoso, que sempre faz as perguntas certas, às quais ele responde sempre muito bem, e com muita eloquência, acerca de sua vida honrada e magnífica.
Enfim, 10 da noite. Bernard Schlitzingel Von Altrophten observa o relógio e constata que está enfim na hora da ceia de Natal, e percebe o quanto estivera distante, em um sonho. Em um sonho muito melhor que a realidade. Então, liga avisando ao filho que não irá, que está cansado e na hora de dormir. Como eu disse, ele não visita ninguém. Mas todos vão lá todas as noites prestar seu tributo a ele.



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Michel de Montaigne, Oscilação e Inconstância - Citado por Penélope Charmosa

Os que se exercitam a perscrutar as ações humanas, em coisa alguma se acham tão embaraçados como em conjugar umas com as outras e mostrá-las à mesma luz, pois comumente elas se contradizem entre si de modo tão estranho que parece impossível terem todas saído da mesma loja.
(...) Alguma razão parece haver no julgar um homem pelas mais comuns ações da sua vida, mas, atendendo à natural instabilidade dos nossos costumes e opiniões, amiúde se me tem afigurado que mesmo os bons autores erram ao obstinarem-se a conceberem-nos como um todo coerente e constante. Escolhem uma imagem global, segundo a qual classificam e interpretam todas as ações da personagem, e quando não as conseguem conformar a ela, atribuem-nas à dissimulação.
(...) O nosso procedimento habitual é seguir as inclinações do nosso desejo, para a esquerda, para a direita, para cima e para baixo, para onde quer que nos empurrem os ventos das circunstâncias. Não pensamos no que queremos senão no instante em que o queremos, e mudamos como o animal que adquire a cor do local onde o pousam. O que agora mesmo acabamos de projetar, em breve o viremos a alterar, e, pouco mais tarde, voltaremos sobre os nossos passos: tudo não é senão oscilação e inconstância.
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In “Ensaios - Da Inconstância das Nossas Ações”.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Epitáfio - por Leo Santos

Agora não me arrependo,
já o fiz, quando estava vivo;
ante o portal que estou vendo,
não cabe um pendor, retroativo.

Uma vez cortado o laço,
que tenso, à terra me atraía;
deixei sua parte em seus braços,
ganhei asas, e eu já nem corria.

Penduro um Mezuzá à porta,
mirando confortar ao santo que fica;
se o teor, porém, não o conforta,
repensar os caminhos, implica.

Como aumentaram os parentes,
de repente, ao cambiar de aprisco!
Reputados mortos, tantos viventes,
confesso, esperava por isto.

Aqui jaz meu casulo, apenas,
desnecessário, após as asas;
do qual saí, a duras penas,
ascendendo, leve, à eterna casa.

Que o sol aqueça o dito, na pedra fria,
e pra alguns, sirva de exemplo;
enquanto na embaixada dos dias,
que carimbem o visto, a tempo.

Que alívio, não mais dar trabalho!
Não carecer ninguém acercar-se ao leito;
se o ministro gaguejar, num ato falho,
que seja isento, reputado perfeito.

Perdoem, contudo, a mão atrevida,
que proveu o que tendes aqui;
rabiscou um epitáfio, ainda em vida,
pra depois de morto, morrer de rir…



Visitem Leo Santos
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As Nossas Palavras XX - por Alba Vieira

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Saúde é tudo? E se for perdida? Restará o caráter? E se até este resvalar quando o dinheiro for perdido? Não sobrará nada? Ficará o que realmente importa: a experiência e como fazemos nossas escolhas e aprendemos com os erros.



Visitem Alba Vieira
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Voltou o Contador - por Adir Vieira

Descobri que sou um tanto neurótica com meus mimos.
Percebi isso com relação ao contador de visitas.
Confesso que desde o momento em que notei o seu sumiço, o dia não foi mais o mesmo.
Essa noite foi difícil conciliar o sono e deixar de pensar no problema. E olha que já o havia substituído por três, só para testar o melhor.
Não adiantou. Sabe aquela birra de querer o escolhido, só porque deixou de existir?
Pois foi assim. Não queria admitir sua ausência por falhas técnicas no site. Nenhuma explicação me valia. Troquei meu drama com minhas amigas blogueiras, mas nada me tirava do pensamento a falta que ele, o contador, me fazia.
Sei lá a que horas consegui dormir, talvez para parar de pensar.
Não preciso dizer que levantei, hoje, duas horas antes do normal.
Qual foi minha primeira providência após os cuidados de higiene?
Corri para o PC e eis que uma grande surpresa me aguardava. Ao entrar no blog, lá estava ele sorrindo para mim, no lugar de sempre.
Felizmente!



Visitem Adir Vieira
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Feliz Aniversário, Lúcia! - por Alba Vieira

Você tem uma personalidade solar. Leonina típica, regida pelo astro-rei, mostra como características: o gosto pela exposição, a clareza, a espontaneidade, a capacidade de ação, a extroversão , a emotividade e a franqueza.
É impossível não se manifestar com relação ao que toca a sua emoção e, muitas vezes, as consequências podem não ser boas. Mas você prefere isto a se omitir em alguma situação.
É luminosa e o seu calor enche o ambiente, mesmo que você consiga ficar quieta no seu canto.
Busca o progresso e a excelência naquilo que faz, guiando-se sempre pelos mais altos padrões.
Não suporta as injustiças e se coloca contra elas sempre que possível.
Gosta de liderar, tem capacidade para isso e, sabendo lidar bem com o poder, é uma chefe magnânima, importando-se com o bem-estar de seus subordinados. Quer viver bem, com conforto e prazer e deseja estender isto às outras pessoas.
Entrega-se a quem ama, dedica-se e tem clareza suficiente para aceitar o fim de um relacionamento com respeito pelo outro, mantendo para sempre a amizade.
Desejaria que a vida fosse uma festa. É ótima anfitriã, adora gente e, melhor do que ninguém organiza festas e comemorações para seus amigos.
Como filha foi exemplar, amorosa com o pai, tão parecido com você e com a mãe, a quem dispensou todos os cuidados possíveis. É protetora e generosa para toda a família.
O amarelo é sua cor preferida. Talvez por isso adora ouro, mas seus maiores tesouros são seus filhos, que criou para o mundo, dando-lhes toda a liberdade que sempre desejou e teve dos seus pais.
Trabalha incansavelmente, mas não dispensa o lazer, as artes e o relacionamento com seus amigos.
Tem grande apego à vida, é alegre e não se deixa atrair tanto pelo abstrato. De pensar sobre a morte quer distância. Seu prazer está no aqui e agora.
Assim, contagia a todos nós, seus amigos, com sua alegria esfuziante que se justifica pelo simples fato de estar viva e aqui nesse mundo que adora.

Que o seu aniversário seja repleto de alegrias ao lado daqueles que você ama e acrescente a sabedoria alcançada em mais este ano de experiências.
Abraços e beijos. Felicidades!



Visitem Alba Vieira
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Mantra Metafísico do Monge Derrotado - por Ana

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No início dos versinhos tinha um nerd
Tinha um lerd no meio dos versinhos
No fim dos versinhos tem uma lápide.



Inspirado na poesia “No Meio do Caminho”, de Carlos Drummond de Andrade.
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Lembranças de Minha Avó - por Ana Maria Guimarães Ferreira

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Em tempos de globalização ficamos muito parecidos uns com os outros e percebo, cada vez mais, como é importante resgatar e manter a memória de nossa história de vida, pois é através dela que conseguiremos fazer com que nossos descendentes possam vir a conhecer de verdade a pessoa única e diferente que fomos e que existe dentro de cada um de nós...

Gostaria de deixar aos meus netos as lembranças maravilhosas das coisas que vivi, que sonhei, que criei... para que um dia, se um deles quiser saber mais de suas raízes, possa encontrá-las através das minhas histórias de vida...

Quem sabe assim poderá sobreviver ao tempo e à globalização a imagem da mulher que fui, com todos os fatos de uma vida mesclados com todos os sentimentos que tive de amor, paixão, vontade de viver, adocicados pela imaginação de alguém que viveu na época da bossa nova, que viu a revolução sexual, que conseguiu fotografar na memória as mudanças do mundo nesses anos 60, 70, 80, 90. Anos em que vivi e que foram cenários de muitos fatos e de muitas recordações.

Como, por exemplo, as minhas lembranças da infância.
Sempre esteve presente em minhas lembranças a imagem de minha avó como alguém muito querido, alguém cujo colo me confortava nas férias escolares. Que fazia doces de jaca, de banana, bolinhos de chuva, alguém com quem eu ouvia as novelas no rádio e que me fazia vestidos de grandes laços. Seus doces e seus lanches eram muito, muito melhores que os da Tia Anastácia do Sítio do Pica-Pau Amarelo.

As histórias dela eram um adentrar no mundo da fantasia. Com ela conheci As Mil e Uma Noites, conheci príncipes e princesas, reis heroicos, rainhas más e sempre com um final feliz.
Conheci, pelas novelas do rádio, o Jerônimo, o Herói do Sertão e Aninha, os heróis de minha avó.

Com ela aprendi a repassar essas histórias a meus filhos, que também ouviram de minha mãe os relatos que iam sendo repassados de geração em geração, que vinham com um valor afetivo enorme e, é claro, um valor histórico maior ainda.

Lembro de seus grandes cabelos negros com entrelaçados brancos que viviam presos num coque e que a minha maior glória era quando ela soltava, à noite, aqueles longos cabelos e os penteava. Não sei o que eu pensava ou sonhava quando isso acontecia, mas eu esperava sempre ansiosa o momento de tocar naqueles longos cabelos e afagá-los como se eu enfiasse a mão numa nuvem.
Meus pequeninos dedos pareciam mergulhar naquela imensa cabeleira e pareciam afundar num mar calmo de onde não queriam sair...

Sentia-me amparada e sem medo naquele colo macio e grande em que cabiam tantos netos.
Dividia com meus irmãos e primos aquela imensidão de colo, aquela imensidão de amor, sem ciúmes.
Não me lembro, quando ela morreu, o que meus pais me disseram.
Não sei sequer se sabia avaliar a morte como separação para sempre, mas me lembro que as idas à Gávea nas férias deixaram de acontecer e que meu coração criança começou a sentir aquilo que mais tarde eu iria saber o nome – aquele sentimento de dor, de vazio, de nunca mais, da ausência do colo, do afago, dos cabelos longos soltos e presos – saudade!
Foi isso que conheci como dor primeira e que senti sem saber porque doía tanto... .

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Monteiro Lobato

Certa Vez um Sábio Árabe Disse: - por Passa-Tempo

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للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب
حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات
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Estou postando esta crônica, porque a moral é profundamente tocante em todos os sentidos morais moralistas de nossa cultura Árabe-Brasileira.
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Bernhard Schlink, Ações, Pensamento e Decisões - Citado por Penélope Charmosa

(...) hoje reconheço, naquilo que então aconteceu, o esquema por meio do qual o pensamento e a ação se conjugaram ou divergiram durante toda a minha vida. Penso, chego a um resultado, fixo-o numa conclusão e apercebo-me de que a ação é algo independente, algo que pode seguir a conclusão, mas não necessariamente. Durante a minha vida, fiz muitas coisas que não tinha decidido fazer, e não fiz outras que tinha firmemente decidido fazer. Algo que existe em mim, seja lá o que for, age; algo que me faz ir ter com uma mulher que já não quero voltar a ver, que faz ao superior um reparo que me pode custar o emprego, que continua a fumar embora eu tenha decidido deixar de fumar, e que deixa de fumar quando me resignei a ser um fumante para o resto dos meus dias.
Não quero dizer que o pensamento e a decisão não tenham alguma influência na ação. Mas a ação não decorre só do que foi pensado e decidido antes. Surge de uma fonte própria, e é tão independente como o meu pensamento e as minhas decisões.



In “O Leitor”.
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