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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Desmascarando Deus - por Leo Santos

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Fiz coisas boas que me deram prejuízo, e coisas más que me deram lucro.
(Graciliano Ramos)
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É inerente ao ser humano pautar suas ações em virtude de algum bem, segundo seu apreço peculiar. Como versa a citação supra, o bem moral, e o materialmente vantajoso, não tem, necessariamente relação.
Entre os temas que ensejam posições contraditórias, nada se equivale à existência ou não, de Deus. Pelo menos um Deus pessoal, que vise disciplinar a vida humana, segundo sua vontade. Quanto à um “Deus” genérico, oco, amoral, distante, esse não incomoda; na verdade, serve de bengala à maioria das pessoas. Contudo, se, evocado segundo o que seria a Sua Palavra, gera reações violentas, contraditórias, apaixonadas. É como se um ente maligno (seria Ele?) ferisse às consciências e às mentes, dando azo a refutações desinteligentes, desconexas.
Uns, advogam que os crentes devem se atualizar, deixando postulados medievais e acompanhando a evolução humana; logo, afirmam que a Bíblia foi “atualizada” muitas vezes, de modo que já não guarda a vontade original de Deus, que seria mais antiga. Ora somos antiquados demais, outra, atualizados demais... Há ainda os que não toleram ouvir a simples citação de textos bíblicos que discordam, e nos acusam de intolerantes. Ainda, os conceitos emitidos por Deus acerca do comportamento humano são redefinidos como preconceitos; mais: pessoas desconhecidas, em razão de crerem de modo diverso, são chamadas de hipócritas... mas, não seriam os tais pessoas falsas, que dizem uma coisa e fazem outra? Se apenas suas opiniões são conhecidas, e não seus atos, essa pecha não seria preconceituosa? Enfim, a existência de Deus, mesmo a ser confirmada, parece fazer mais mal que bem. Sendo assim, parece válida qualquer tentativa para extirpar isso. Sendo um mal universal, deve ser cuidadosamente investigado, e, se possível, erradicado.
Vamos tentar fazer isso, atentando a duas possibilidades: a) Deus não existe, trata-se de um mito; b) Até existe, mas não é tudo isso.
Sabemos que o homem, malgrado sua veia criativa, não é um criador “ex-nihilo” a partir do nada, antes, um manipulador do pré-existente, daí, o dito que “nada se cria, tudo se transforma.” Isso se dá, mesmo no campo das idéias, pois os mitos são fruto da tentativa humana de explicar e entender o transcendente. Qualquer homem, porém, à luz de uma análise honesta, descobrir-se-á imperfeito. Natural, então, que os mitos, gregos, romanos, nórdicos etc. sejam deuses eivados de imperfeições, à imagem exata de quem os criou. Aliás, foi por questionar a validade de tais “deuses” que Sócrates, o filósofo, encontrou a morte em Atenas. Referindo-se a certos deuses que contariam mentiras em seus interesses, objetou: “Se são deuses não podem mentir, se mentem, não podem ser deuses.
Se, pois, as projeções mentais humanas não podem exceder aos valores que o homem encontra em si mesmo, de onde teria surgido a ideia da perfeição? (Perdoem-me se faço o papel de advogado de Deus, por ora isso é necessário, em vista do que possam dizer eventuais adversários, precisamos nos precaver.) Prosseguindo, com qual “matéria-prima” o homem elaborou um conceito tão nocivo à raça, bem como o mito de Jesus Cristo que, segundo Paulo, seria a fraqueza e loucura de Deus; contudo, resultou mais forte e mais sábio que todos os homens? Parece que um gênio maligno persegue a humanidade, nos lançando em rosto nossa imperfeição e fazendo-nos desejar o impossível. A favor da ideia do mito temos ainda os ensaios ateístas que escrevem por aí... mas, alguém combateria algo que não existe? Escrevem, os tais, por convicção ou incerteza? No primeiro caso, porque não descansam nisso, ao invés de um engajamento tão difícil? Quererão, talvez, libertar multidões que estariam presas no engano? Por que? A ideia de amar ao próximo não seria um conceito de Deus? Ou estariam eles tentando cooptar mentes, fugindo da solidão, para junto a outros, se aquecerem mutuamente como os pinguins no rigor antártico? Talvez, se usarmos no tribunal a ideia do mito, nossos adversários nos coloquem em muitas saias justas, como vimos. Restaria a alternativa de que Deus, de fato, exista, mas não esteja com essa bola toda. Afinal, QUEM ELE PENSA QUE É? SÓ POR QUE TERIA CRIADO ESSE UNIVERSOZINHO, SENTE-SE NO DIREITO DE GOVERNAR O MUNDO? TERIA ELE DIREITO DE DAR PITACO ATÉ MESMO EM NOSSA VIDA SEXUAL? QUE ATREVIDO!!! SERÁ QUE ELE SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO??? Como esse falar, deriva sempre daquele livro antiquado chamado de Bíblia, basta lançar o livro em descrédito e a empáfia de Deus cessará.
Precisamos fazer a coisa direito, contudo. Não podemos, por exemplo, usar a “técnica” de Oscar Wilde que disse: “Nunca leio um livro que vou criticar, pois temo ser influenciado.” Precisamos, pois, de alguém que não apenas leia, mas, ponha em prática os preceitos, uma vez que o Livro ensina que a virtude não consiste apenas em palavras. Como se trata de um mal global e de promessas eternas, precisamos de uma experiência razoável, com certa consistência em face ao tempo; um ano, dois, talvez. Feito isso, e comprovado “in loco” que as promessas bíblicas não se cumprem, denunciaremos a plenos pulmões que se trata de estrondosa fraude; envergonharemos, pois, Deus e seus mensageiros. Imaginem que um deles, americano, chamado Mccandlish Philips ousou dizer o seguinte: “Você não põe o verdadeiro evangelho fora de combate com três ou quatro perguntas desajeitadas; antes, suas ilusões vão ruir, destacando mais claramente a verdade.” Aliás, parece que o próprio Jesus Cristo teria feito o desafio nos seguintes termos: “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou; se alguém quiser fazer a vontade Dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se falo de mim mesmo.” Evangelho de João.
Essa missão se revelou maior que minhas forças, contudo. É que pratiquei imperfeitamente os preceitos bíblicos e, mesmo assim, encontrei paz interior, segurança, esperança, salvação, domínio próprio, abandonei uma série de maus hábitos e, o mais grave: sou tomado por um desejo muito forte que outras pessoas recebam o que recebi; de modo que invisto meus dons, na esperança de convencer alguns, que vale a pena conhecer Deus.
Solicito, “urbe et orbe”, a ajuda de alguém que seja melhor do que eu, pois fracassei vergonhosamente, e não sirvo para o papel...
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