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domingo, 14 de novembro de 2010

Pomares - por Leo Santos

Parecia desgraçado, pois a graça se desfez,
quando o ocaso da espera, acenou distante;
aí, viu a desgraça multiplicada por três,
e refez a leitura de onde estivera antes.

Qual a mão da chuva apalpando a terra,
pra ver túmidos os seios da floração;
ornado pousou, o sonho na espera,
do broto e do viço, noutro coração.

Quiçá a primavera dorme inda um pouco,
e haverá uma canção que a desperte!
E a dita desgraça, o sonho quase louco,
transmude e alente a plantinha inerte…

Agora, a tríplice desdita que a noite trouxe,
da sorte oposta, um abismo separa;
não tem como o amargo se fazer doce,
ou a estação das flores tocar, as dunas do Saara.

Quantas sortes piores se alinham,
desfilando à noite, em seu reduto!
que é isso, senão mera erva-daninha,
ante tantos pomares sem frutos?

Ansiedade trai a própria pessoa,
que ao lhe dar guarida, o passo erra;
violenta-se o quelônio ao deixar a lagoa,
ou preserva-se, lançando a semente na terra??
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Um comentário:

Ana disse...

Leo, meu caro Leo:
Como sempre um mestre!
Lindo!
Um abraço.