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domingo, 31 de janeiro de 2010

Fronteiras - por Leila Dohoczki

Frias e tênues linhas por sobre o mapa
Dividem o mundo em tantas partes diferentes
Marcando o espaço de todo ser vivente
Separam chãos, separam gente.
Que na busca incessante de liberdade
Prendem-se entre quatro paredes
Vivem até que seu tempo ultrapasse
Os limites da vida, a morte.

Ai, gente sem sorte!

Choram guerras e fome
A doença sem cura,
A vida tão dura
Que o próprio homem criou
Nas diferenças impostas
Por seu desejo de posse
Nada dividem que possa
Ser de todos, consorte
O saber guardado
A verdade fracionada
Que não cura, não responde, não salva,
A existência num barco à deriva,
Gente que teme o naufrágio e espera salvação.

Temem a morte, mas separam vidas
Querem a sorte, praticam o azar
Têm em todos os limites a origem
No triste limite em amar...

Pobres detentos!

Prisioneiros de si, nos limites do próprio pensamento
Que em ilusório sentimento de glória e de poder
Vivem assim, na mais limitada experiência do ser
Entre dores, falsos sorrisos e amores
Nas duras penas da luta em ter sem possuir...
Olham por entre as grades de momentos lúcidos
A vida sem fronteiras, um novo amanhecer, mas temem!
E continuam presos em si.

Incapazes de atravessar a fronteira entre o ser e o existir...
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.................................................................Visitem Leila Dohoczki
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