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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 31 de outubro de 2009

Caminho Encravado! - por Yuri

Talvez a página do livro a que você se apegue mais...
Ou talvez aquelas que você vai menos com a cara...
Antes de tudo memorize que nem todas as páginas são perfeitas...
Mas pelo menos de algumas delas você vai gostar e se apegar mais...
Mesmo que não a entenda por completo, sempre haverá um conflito.
Espero que você saiba como lidar com ele, ou ajuda psicoterapêutica é sempre bem-vinda!
Não atire em você mesmo, espere a vida fazer isso por você!
Talvez ela saiba em que cena entrar :X
Ou sempre pensamos que não... mas os atores reais somos nós e ela é o roteiro inteiro.

Único som que cheguei a ouvir pelas noites de novembro foi o som de minhas lágrimas caindo e se queixando sobre o chão frio.
Sua sorte talvez meu pesadelo presente.
Suas críticas não passam de desculpas pra não se sentir por baixo!
Assuma que não tem justificativas(?)!
Abaixe a cabeça enquanto ouve... Levante-a e me diga que irá melhorar de verdade(?)! Mas de coração. Promete?
Seu coração na maioria das vezes é algo que vai sem freio nenhum.. .
Tenho medo de um dia ele me atropelar, assassinando-me a única flor de esperança entre nós dois.
Pensei por um tempo estar bastante frio, com tudo. E aí está a questão confusa!
Passei tanto tempo em sessões psicoterapêuticas... É... ajuda é sempre bem-vinda!
Você pensa que irá se ver livre daquilo numa hora, e noutra pensa que é normal. Pensa que é seu crescimento.
Mas logo percebe que não há ninguém assim ao seu redor da mesma faixa etária.
Logo você se transforma em um louco! Rs
Por que sou tão diferente? Pergunto-me!
Vejo uma imagem tão oculta e obscura, algo tão objetivo a seus únicos sonhos e grandes objetivos a cumprir, imagina-se como os tais e já se acha nojento por estar igual, talvez...
Às vezes acha que viaja tanto em sua mente e seu mundinho, que às vezes pensa que não sairá dele. Será mais um deles, com sonhos encravados.
Mas você tem metas, sonhos e objetivos diretos a cumprir e sente que não morrerá se eles não forem cumpridos...
Como cada ser humano vem com seu objetivo, mas às vezes abaixamos nossas cabecinhas e falamos: AFF! Quem pensamos que somos? não iremos sair de nossas casas!
Mas é aí que nos enganamos... Pois se acreditarmos e lutarmos tudo é possível.
Nesta merda maravilhosa de mundo iremos nós mais um passo pra frente...
E se nos tirarem o céu? Pra onde olharemos e lembraremos de nossos amores encravados ou amores realistas e cultivantes?
Para o chão? Aprendam a cuidar mais de onde pisamos... pois daqui a pouco pisaremos em nossas próprias faces.



Visitem Yuri
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Um Jogo de Amor Entre a Sorte e o Azar - por ZzipperR e vestivermelho

Um dia me apaixonei pelo amor que, com desprezo, me deixou a saudade, numa contradição entre o bem amar e o mal amar na esperança de ser amado.
Num momento de sorte, ela surgiu na minha vida com seus olhos castanhos, me encurralando num romance entre a sorte e o azar. Foi aí que propus a ela um duelo no amor.
Peguei uma moeda e falei:
- Cara é sorte e coroa é azar. Vamos ver o que você pega?
Joguei a moeda para o alto rodando, rodando, rodando e quando caiu ela a pegou no alto. Conferiu o resultado na palma da sua mão e não me mostrou falando:
- Vamos jogar! Você quer cara ou coroa?
- Cara.
Ela jogou a moeda para o alto e a moeda girou, girou, girou caindo em sua mão. Ela conferiu o resultado e falou:
- Você perdeu.
- Me dê essa moeda. Eu vou jogar para o alto e pegar.
Joguei a moeda para o alto, a moeda virou, virou, virou e quando caiu na minha mão, conferi o resultado. Perdi! Deu coroa.
- Vamos fazer um jogo de amor entre a sorte e o azar?
- Vamos.
- Se você acertar ganha um beijo.
- Cara.
Ela jogou a moeda para o alto girando e quando caiu em sua mão, ela falou:
- Você perdeu! Vamos jogar outra vez, se você acertar ganha um abraço gostoso.
Ela jogou a moeda girando para o alto novamente, quando caiu pegou-a no ar.
- Deu coroa! Você perdeu de novo.
- Então quero jogar tudo, se eu perder, perco você para sempre.
- Você tem certeza desse duelo? Pois pode perder...
- Nesse namoro entre a sorte e o azar, eu tenho certeza que a sorte está do meu lado.
- Mas se perder não terá outra chance!
- Então faremos o seguinte: vamos mudar as regras do jogo. Se eu acertar perco e se eu errar ganho.
- Então vamos jogar.
- Eu quero cara.
Ela jogou a moeda para o alto e quando pegou falou:
- Deu cara! Você ganhou e me perdeu.
O jogo acabou. A sorte foi embora deixando o azar sozinho e abandonado, pois ninguém queria ficar com ele.

Zip...Zip...Zip...ZzipperR e vestivermelho

VruummmmmmmmmZummmmmmmmm


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Falência - por Alba Vieira

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Quem espera só
Pela sorte na vida
Fica falido.


....................................Visitem Alba Vieira
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Sorte Sua... - por Ana

Sorte minha ter nascido.
Sorte sua ter-me encontrado.
Sorte minha arranjar marido.
Sorte sua eu não ter namorado.
Sorte minha ganhar o vestido.
Sorte sua eu ter casado.
Sorte minha te dar ouvido?
Sorte sua eu ter concordado.
Sorte minha, seguros assinados?
Sorte sua eu ter morrido.
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Sorte e Morte - por Anita Bastos

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Que sorte nos leva à morte?

Que morte nos tira a sorte?

A sorte diz a hora da morte,
e a morte de quem tira a sorte.
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Sorte - por Kbçapoeta

Joguei no baralho
Minha fama,
Minha escama,
Minha vida de poliana,
Achando que nunca iria perder.
Ela me desejou.
Queria-me inteiro em sua cama,
Por um fim de semana.
Na segunda a ressaca
De um amor que se perdeu.



Visitem Kbçapoeta
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Sorte - por Alba Vieira

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Sorte é corte
Um pinote se contar
Só com a sorte


....................................Visitem Alba Vieira
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O Que é Sorte - por Alba Vieira

A maioria de nós entende a sorte como facilidade. É quando parece que as portas se abrem imediatamente e ainda estendem um tapete vermelho à nossa passagem. É quando tudo flui sem contratempos e recebemos algo que vai bem além das nossas expectativas. Sorte é ser agraciado com berço de ouro, é ganhar um prêmio polpudo na loteria, é encontrar um grande amor e permanecer com ele pelo resto da vida sendo feliz. Ser sortudo é sempre encontrar uma vaga quando quer estacionar; ver a fila no banco, de repente, correr rápido só porque você chegou; trocar de fila no supermercado e não acontecer nenhum problema na caixa e, ainda por cima, algumas pessoas desistirem de esperar e você se adiantar. Ter sorte é arriscar nos negócios e sempre lucrar; é ter palpites certeiros para os jogos de azar; é caminhar pela rua e, ocasionalmente, encontrar uma nota graúda. É comprar uma rifa já sabendo que irá buscar o prêmio. É só receber cheques que têm fundo e encontrar pela frente pessoas honestas que trabalhem muito bem pra você e ainda entreguem os trabalhos antes do prazo previsto. E eu poderia ficar descrevendo o que é ter sorte de uma maneira superficial o dia inteiro. Mas, será que isto existe mesmo? Já que tudo é relativo, o que pode ser considerado benesse para alguns, é desprezado por outros. E acredito que haja um equilíbrio inerente aos fatos que se desenrolam em nossa vida, desde que tenhamos a visão do todo e acesso às ocorrências de vidas passadas. Além disso, não podemos ficar presos a um só ponto de vista. Assim vejamos que se facilidade fosse sorte realmente, o que dizer daqueles que fazem das dificuldades o estímulo para crescerem e se aperfeiçoarem na vida? Se a vida é experiência, aprendizado, a evolução será mais encontrada naqueles que ganham da vida questões para serem trabalhadas e ultrapassadas.
Acho que na verdade, sorte é ter consciência plena de si e dos outros para aproveitar bem as oportunidades de desenvolvimento que receber ao longo da vida.



Visitem Alba Vieira
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Não Mais Sob os Auspícios de Saturno - por Alba Vieira

Cresci ouvindo minha mãe dizer ao meu pai que não deveria fazer apostas em jogos nunca, já que ele já havia ganho na loteria no dia em que a conheceu.
Ele era mineiro e sonhava com um grande prêmio para poder dar à família de oito filhos, melhores condições de vida, com o conforto que minha mãe, uma pessoa ambiciosa, almejava.
E entre essas duas polaridades, o sonhador romântico e a empreendedora ambiciosa, eu formei a minha personalidade que congrega esses dois aspectos.
Nunca esperei pela sorte, por facilidades, tinha por certo que era preciso lutar muito para conseguir o que queria, que nada viria de mão beijada. E achava mesmo que tudo que era conquistado com esforço tinha mais valor. O sacrifício então, era o ápice e eu me dilacerava pela vida buscando desafios, aceitando pesos que não eram meus, incapaz de dizer não.
Com o tempo, aprendi a exercitar a outra polaridade. Hoje, a vida tornou-se mais leve porque passei a esperar dela mais facilidade. Eu creio firmemente no poder do pensamento, no desejo, na lei da atração, em que a vida que levamos é plasmada pelos pensamentos bem direcionados.
Ainda me empenho, mas sem sofreguidão. Ainda aceito demandas que não são minhas pela compaixão, mas aprendi a dizer não e nos tempos atuais, esse aprendizado é elementar.
Cresci e já não me defendo tanto. Aspiro à inocência da infância para me largar na vida amparada pela lucidez e pela fé.



Visitem Alba Vieira
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Duelo: Quem com Quem? - por Passa-Tempo e Anônimo (Erótico)

Sorte...
Sorte é ter a família junta,
aquele fuzuê,
a gritaria rolando solta,
doideira? talvez.
mas a sorte de ter todo mundo junto,
zoando da cara um do outro,
é a felicidade.

E quando a caçula arruma um namorado nerd,
encarnação é total,
e se estiver grávida a porrada é geral.
êita sorte danada,
e eu no meio dessa loucura,
assistindo de camarote, essa doida tortura.

E nada condiz com o que falo,
quando a família está junta,
todos falam ao mesmo tempo,
todos ganham a mesma luta.

Pra cumprir o tema sorte
Vou prestar muita atenção,
No duelo que é de morte,
Pra pirar o cabeção.

Com dor e intensa tristeza
É que explico a verdade,
Viver só na leveza
É se entregar à vaidade

Vaidade de quem não sabe
Com a vida se estragar
comer aquela fruta bem madura quase podre,
e no final, aquela vontade de cagar.
Sentir o vento do litoral bater no peito,
e aquele arrepio, que vem da nuca e vai descendo até chegar no... pé?
essa vida é que nos abre os olhos para o que devemos seguir,
as vontades fisiológicas, aquela coisa que te prende,
às vezes é como a prisão de ventre,
você não vê, mas você sente.

E a vida é bela, o romantismo em questão,
formam o casal perfeito:
O nerd e a masturbação!
São coisas da sorte humana,
como a mulher estudiosa e sua face profana
a vida leva consigo enquanto seu calor ela abana.

Voltando para aquela sorte...
Em meio a tudo reflito
O revés que isso pode
Causar a alguém aflito

Acreditando que não se tem
Se leva os dias querendo mais
De insatisfação fica também
Repleto o vazio que isso faz.

Percurso tonto eu faço
com meu cavalo e o cabaço, do cavalo.
Aquela linda união, o cabaço na boca do cavalo,
e o cabaço do cavalo na minha mão,
é um longo percurso, como a vida cotidiana do dia a dia,
como em cada bordel todas as noites,
os espermatozóides perseguindo o óvulo,
e o óvulo espera o zóide.

A vida dos pequenos é difícil como a nossa,
difícil a cada dia como a visão do cego perneta,
que consegue andar sem muleta,
nas ruas de Minas sentado numa trombeta.

E se não mais nem menos me recordo,
“na minha terra tem palmeiras como canta o sabiá”.
Isso tudo é muito louco,
não se altere, eu explico.
Duas pessoas com pouco
Tempo juntas vivido...

Se unem assim em um duelo
Covarde pra que quer entender
Mas vai tentando, eu espero
Que faça sentido pra você.

Por aqui termino tudo
O minuto tá passando
O tempo corre num pulo
Estamos só começando.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Querer - por Kbçapoeta

Olha no espelho, o que vês?
O fundo dos teus olhos, não?
Sim, lá no fundo de sua retina
Está enclausurado o mago
Das predestinações.
O ser que lhe conta o futuro
Que não existe por que não aconteceu.
Ele fala claramente sobre as trevas do medo.
Explica que o mundo é o verbo
Por que a linguagem é a luz da vida.
A luz do mundo é feita de palavras
Que tornam sedutora
As penumbras da solidão
Onde as palavras
Calam-se.
Você com seu silêncio diz tudo:
No início era o silêncio.
Depois se fez o verbo
Desmanchando-me de prazer.
Euforicamente, quero fazer-me caber em mim,
Por um instante conseguir marcar presença,
Para saber que não estou em vão,
Ter o infinito como morada,
Estender-te as estrelas
Lhe mostrar um segundo sol,
Quando olhar no céu
Uma torrente de palavras
Surgirá do meu olhar
Para você descobrir o que realmente quero.



Visitem Kbçapoeta
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A 5000 Pés - por Violeta

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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Visitem Violeta
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O Viver - por Cacá

Eu fico com o final da sua reflexão. Uma vida sem sal é uma passagem apenas. Viver é arriscado e, talvez, o mais gostoso esteja nos riscos. O cuidado que vou tomando à medida em que vou adquirindo experiências é o de cometer apenas erros novos. Repetir os antigos acho que nos torna um tanto imaturos. Brilhante o seu pensamento.



Comentário em Caminhos, de Gio.
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Visitem Cacá
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Bate-papo no Chat

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Hoje, de 20 às 23:38 horas,
tivemos bate-papo no chat do Duelos, por sugestão de Fatinha.
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Compareceram:
Paulo Chinelate, Cacá, ., Clarice A., Ana, Escrevinhadora e Fatinha.
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Valeu pela iniciativa e pela presença!!!!
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Caminhos - por Gio

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Até agora, meu blog tinha passado intacto, sem nenhuma comparação nerd. Eu, como bom defensor da causa, tenho que fazer isso mudar, e chegou a hora. Um momento nerd vai dar início ao texto:


Comentando o texto de uma amiga que falava sobre como refazer nossas escolhas facilitaria a nossa vida, e - logicamente - filosofando em cima, comecei a refletir um pouco mais sobre isso, a partir de um exemplo banal: um jogo. O que me faz gastar metade da bateria do celular, pode renovar a minha bateria de ideias, de uma maneira (bem) estranha.

Quem dera a vida pudesse ser assim: um labirinto de um jogo, um tabuleiro que pudesse ser visto de cima. Dessa forma, não saberíamos só os nossos movimentos, mas também o dos outros. Mesmo que isso não garanta nossa sobrevivência em 100% das vezes, nos ajudaria a estarmos mais preparados, a nos prepararmos mais. Quem controla a vida dos outros - seja investigando seu filho, seja colocando um “olheiro” em seus subordinados -, errado ou não, quer apenas isso: segurança! Saber os passos dos outros nos ajuda a calcular melhor os nossos, saber como podem nos atingir nos faz protegermos nossos pontos fracos.

Mais que isso, olhar o jogo da vida de cima, desse jeito, nos permitiria saber que caminhos podem ser tomados. Temos todo o espaço debaixo de nossas vistas, temos controle sobre ele. Quando nos isolamos, fechados em labirintos, de concreto ou intelecto, nossos cálculos se restringem (é, talvez eu esteja analisando uma mente calculista hoje). Com um universo menor para se preocupar, e totalmente conhecido, podemos pensar melhor em tudo que pode acontecer. Quem se isola, se tranca, o faz para poder reduzir seus riscos, e não perder nada para o acaso. Há quem troque o mundo das possibilidades pela garantia de não ser surpreendido.

Quem dera nossas escolhas pudessem ser assim: dentro de um mundo pré-programado, e retomadas com o aperto de um botão. Desta forma, poderíamos testar todos os caminhos, saber tudo que podemos fazer, e escolher a melhor jogada. Na vida real, geralmente temos apenas uma chance, e dificilmente saberemos com certeza como as coisas aconteceriam se a escolha fosse diferente. Além do mais, poderíamos voltar atrás simplesmente porque as conclusões não nos agradaram, em vez de ter que (respirem fundo) arcar com as consequências. Isso nos assusta tanto por quê?

A dádiva do reset nos faria poder traçar um caminho ideal. De tanto voltar e refazer, conseguimos decidir qual a sequência de melhores escolhas. Não só do que fazer, mas do que não fazer: tem horas que a melhor decisão é simplesmente esperar. Desta forma, evitaríamos ao máximo arrependimentos. Ah, se eu tivesse escolhido o outro curso, minha carreira seria diferente... Ah, se eu tivesse esperado mais 2 anos, as coisas não teriam sido tão difíceis... Ah, se eu mudasse as prioridades só naquele dia, estaria com ela, e teria tudo o que tenho hoje.

Bom, talvez não possamos saber tudo que acontece o tempo todo. Talvez não possamos mesmo achar o caminho perfeito. Não teremos um rewind no vídeo da nossa existência. Mas uma coisa que ajuda no mundo imaginário pode ser aplicada às nossas vidas: o reconhecimento de padrões. Experiência não é uma palavra para valorizar os idosos, ela é válida e nos livra do pior dos erros - o que acontece de novo. E é só com ela que podemos ter alguma previsibilidade, ainda que não total. Não chegamos ao caminho perfeito, mas podemos otimizar nossas escolhas com base no resultado das escolhas passadas. Não podemos ver as pessoas como bonecos programáveis, mas podemos saber suas reações por nossa convivência anterior. E é aí que nós levamos vantagem: a nossa memória é muito maior. Não vemos os jogos da vida como separados: podemos aproveitar o que aprendemos de um, para nos sairmos melhor no outro.

Passamos a vida tentando prever o futuro, pelas surpresas desagradáveis que tivemos no passado. Queremos ter todos sob controle, porque uma reação inesperada, de quem menos esperávamos, nos tirou o chão. Só que isso tira o brilho das situações, impede que as pessoas nos surpreendam com quem são. Há quem prefira viver na segurança sem sal; eu ainda acredito no tempero do acaso...



Visitem Gio
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Proposta - por Ana

Há uns dias atrás foi feita uma arrumação geral nas estantes daqui de casa. Por isto, alguns livros que já tinham sido lidos e não o seriam mais por nós, foram separados para doação.
Então lembrei de uma reportagem que vi, há algum tempo, sobre a Campanha Livro Amigo, que consiste no seguinte: um livro que não vai mais ser lido por uma pessoa é deixado por ela num local público para que outras pessoas se beneficiem da leitura. Esta é uma iniciativa que existe em várias cidades do Brasil e do mundo.
Daí, tive a ideia de hoje, no Dia Nacional do Livro, iniciar e propor aos amigos do blog a Campanha Livro Amigo do Duelos. Escrevi assim na contracapa dos livros:


Eu participo de um blog, o Duelos Literários,
Lá eles publicam seus textos, é só deixar nos “comentários”.
Lá também iniciaram a “Campanha Livro Amigo”:
Ele fica um tempo comigo e, depois, um tempo contigo.

Se você levá-lo pra casa, leia e passe adiante.
Antes, escreva seu nome nele, cidade e data, em letra elegante.
E se quiser falar com a gente, digite o endereço e não erre:
É duelosliterarios.blogspot.com.br.

1. Ana - Rio de Janeiro - 29/10/09
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E fui deixando-os por aí (pontos de ônibus, praças, parapeitos de muros...), para serem lidos por aqueles que se interessassem por eles.

Então proponho a shintoni que deixe sempre um post fixo divulgando esta campanha; e a quem quiser participar da campanha, que faça a mesma coisa que eu fiz com seus livros e deixe nos “comentários” do post de divulgação o livro que deixou, em que cidade e a data.



E aí fiquei pensando... Um dia saio, vejo um livro interessante na rua e, ao abri-lo, leio que era de alguém do Duelos, de uma outra cidade (outro país... será?!), e que já viajou muitos lugares e pessoas até chegar a mim. Bonito, né? Eu achei...
Beijos a todos.
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Paixão do Sol Pela Lua... - por vestivermelho e ZzipperR

Hoje eu estava caminhando e reparando nos casais abraçados e confesso que fiquei com vontade de ter alguém para abraçar, mas a solidão não deixava e eu continuava caminhando sozinho.

Comecei a pensar no amor, como é bom ter alguém para amar, entregar o carinho, beijar, abraçar e olhar.

Existem coisas em que o mundo virtual nunca conseguirá superar o mundo real, pois só no mundo real está sua maneira de pegar, abraçar, a força do seu toque, o calor e o sabor do seu beijo, além do seu jeito particular de ser, sua maneira de agir, suas atitudes, seus hábitos e o tom real da sua voz, com palavras do mundo real.

Com tudo isso, eu não quero dizer que o mundo virtual não seja real, tem que ser real, as pessoas que estão navegando são reais, o amor é real e o carinho dedicado também é real.

Amar no mundo virtual tem suas vantagens, é só aprender a aproveitar os momentos de prazer e depois deixar livre. Você entrega o seu carinho como quiser, é tudo virtual, um outro mundo, que não interfere no seu mundo real e mesmo no virtual o amor é verdadeiro, doce, gostoso, tão bom que queremos de qualquer jeito.

Aproveite os seus momentos e ame, dê o seu carinho e saboreie com prazer o carinho que recebe, pois ali as pessoas vivem muito distantes, dificilmente cruzarão os nossos caminhos.

Digo, com toda certeza, que o mundo virtual é um presente de Deus, mais uma maneira de dar e receber amor. Aproveite esse presente, ele também é para você.

Só não vale se apaixonar. Ai, meu Deus, eu já me apaixonei. Que bom... hummm! Que bom. E agora?


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sol ama lua
lua ama sol

sol morre de paixão pela lua
lua morre de paixão pelo sol

***

solelua



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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Múmia - por Leo Santos

Sem a vara de Moisés, sangue nas águas,
corre o rio, ou correm mágoas?
Suporta ácidos, e tantas máculas,
Ainda a mordida, de tantos Dráculas.

Segue sereno, só por seguir,
se fezes navegam, não vai resistir;
quando o homem tem sede, está bem ali,
mas se é muita sede, não está nem aí…

Doa cascatas, empresta espelhos,
pra Narcisos, ou monstros quaisquer;
sentenciado, estoico, bebe a cicuta,
e não chama ganância de bela mulher.

Executado, seu fantasma assombra.
então os peixes, morrem de medo;
sepulto no próprio leito, cova rasa,
múmia exposta, tétrico brinquedo…



Visitem Leo Santos
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A Banalidade da Morte - por Duanny

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Um dia ensolarado, com um calor tremendo e o ar abafado, não era um bom cenário para um velório, as ruas estavam mais desertas, as pessoas mais caladas, nada se via, nada se dizia, mas o que pensar quando a morte se aproxima tanto de você?!

Eloiza nunca tinha ido a um velório antes, mesmo quando seu pai morreu, não porque ela só tinha 8 anos, mas sim porque não era uma boa hora para ver seu pai dentro de um caixão.

Chegando à porta do velório teve a impressão de todos estarem olhando para ela, corroendo-a, explorando com os olhos seu interior, investigando seus segredos, mastigando abusadamente seus desejos mais obscuros, mas ela só conseguia ver olhos marejados, cheios de ódio e com um brilho de saudade, não um brilho qualquer, um brilho que deixava rastros, poderia cegá-la se ela tivesse coragem de encará-los, mas para Eloiza ter suas lembranças mais pavorosas sendo arrancadas por um olhar era demais para ela. Preferiu simplesmente entrar, o mais silenciosamente que pôde, mas isto parecia inútil, todos a ouviam, todos a viam, seus pensamentos estavam gritando para todos aqueles ouvintes melancólicos que ela estava ali por pura consideração a uma amiga, não conhecia a Falecida, só estava ali por consideração; mas porque todos a olhavam, todos a invadiam, entravam e saíam de sua mente descaradamente, sem nenhuma cerimônia, porque?

Eloiza procurava sua amiga como uma desculpa para se livrar de todos aqueles invasores, era o único velório do dia e ela estava lá paralisada, estática, ao lado de um caixão aberto. Havia algumas pessoas sentadas ao seu redor, mas a única que tocava no cadáver era ela, a filha, cercada por uma tristeza... Seus olhos não tinham o mesmo brilho dos outros, pelo contrário, estavam opacos, opacos pela solidão que agora tinha se apoderado de todos os cantos daquele coração, Eloiza se aproximou da amiga, ela a fitou com alívio, mas o que dizer agora? Perguntar “tudo bem?”, não, não tá tudo bem, dizer o quê quando a mãe de uma amiga falece? Ela preferiu o mais óbvio “meus sentimentos”, foi a única frase que se ouviu pronunciar dos lábios de Eloiza, a amiga retribuiu com um abraço, frívolo, em respeito.

Pela primeira vez Eloiza olhou para o caixão, era uma mulher já idosa, mas dava para se notar que era vaidosa o suficiente para pintar os cabelos e esquecer que o tempo a invadia. Ela poderia estar dormindo, sim, poderia, mas aquele caixão era demasiadamente desconfortável, tinha em volta muitas flores, ela não poderia se mexer, não daquele jeito, nas mãos havia rosas e uma bíblia, mas ela continuava ali, dormindo.

Não a conhecia, nunca tinha visto aquela mulher antes, mas um sentimento pavoroso tomou posse do coração de Eloiza, ela estava ali dormindo, sim, dormindo, não podia se mexer, mas não era isso que a assustava, ela não respirava, os pulmões não tinham mais ar, nas veias o sangue não corria mais, mas ela estava ali dormindo. Eloiza queria gritar, “ela não tá respirando”, queria acordá-la e falar com ela, queria ouvir a voz daquela desconhecida, mas ela não exalava vida, não havia presença, somente o corpo, a coisa mais mórbida que ela já tinha visto.

Eloiza ficou um tempo paralisada observando o cadáver, nunca tinha visto nenhum, por um momento começou a imaginar todos os entes queridos que já partiram dentro daquele caixão desconfortável e os imaginou também sendo enterrados. Como poderiam enterrar aquela mulher que, mesmo não respirando, continuava dormindo, continuava, ali presente?

Eloiza virou as costas e saiu do velório, agora ela tinha o mesmo brilho nos olhos, conseguia ver aquela mulher idosa dormindo em meio a flores, que ainda iriam apodrecer embaixo do solo, junto com os vermes mais nojentos, que iriam se alimentar de uma carne que não sangrava mais, que não sentia mais, uma carne em decomposição, esquecida, deixada em um lugar em que somente a memória poderia visitar. Naquele mesmo dia Eloiza decidiu ser cremada e depois ter sua cinzas jogadas em uma roseira, não queria dormir em um caixão desconfortável, queria fazer parte do perfume, queria exalar e participar da felicidade dos corações apaixonados, mesmo que ela se encontrasse decomposta, sozinha, derrubada e morta.



“A verdade é que todo mundo vai te machucar, você só tem que decidir que lado vale a pena sofrer.”
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Visitem Duanny
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Duas Coisas Tão Distintas Como “Meu Amor” e “Meu Amor” - por Violeta

Meu amor, basta ouvir a entoação. Repara, quando digo “meu amor” digo-o de forma diferente de “meu amor”. É bem claro, se digo “meu amor” não digo “meu amor”. Entendes, meu amor? “Meu amor” chamo a quem gosto e por quem tenho estima. Já “ meu amor”… não. Não chamo a ninguém. Devo ter chamado “meu amor” a duas pessoas na minha breve vida, mas não volto a dizer. Não. Fechei quem de direito à chave e não volto a abrir. Acabou. Acabou e não há mais “meu amor” para ninguém. Fico com os “meus amores”. Pessoas de quem gosto e pelos quais tenho uma leal estima e que vão deixando marcas… marcas bonitas de serem sentidas.
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Desenho de Violeta
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Visitem Violeta
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