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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Caminhos - por Gio

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Até agora, meu blog tinha passado intacto, sem nenhuma comparação nerd. Eu, como bom defensor da causa, tenho que fazer isso mudar, e chegou a hora. Um momento nerd vai dar início ao texto:


Comentando o texto de uma amiga que falava sobre como refazer nossas escolhas facilitaria a nossa vida, e - logicamente - filosofando em cima, comecei a refletir um pouco mais sobre isso, a partir de um exemplo banal: um jogo. O que me faz gastar metade da bateria do celular, pode renovar a minha bateria de ideias, de uma maneira (bem) estranha.

Quem dera a vida pudesse ser assim: um labirinto de um jogo, um tabuleiro que pudesse ser visto de cima. Dessa forma, não saberíamos só os nossos movimentos, mas também o dos outros. Mesmo que isso não garanta nossa sobrevivência em 100% das vezes, nos ajudaria a estarmos mais preparados, a nos prepararmos mais. Quem controla a vida dos outros - seja investigando seu filho, seja colocando um “olheiro” em seus subordinados -, errado ou não, quer apenas isso: segurança! Saber os passos dos outros nos ajuda a calcular melhor os nossos, saber como podem nos atingir nos faz protegermos nossos pontos fracos.

Mais que isso, olhar o jogo da vida de cima, desse jeito, nos permitiria saber que caminhos podem ser tomados. Temos todo o espaço debaixo de nossas vistas, temos controle sobre ele. Quando nos isolamos, fechados em labirintos, de concreto ou intelecto, nossos cálculos se restringem (é, talvez eu esteja analisando uma mente calculista hoje). Com um universo menor para se preocupar, e totalmente conhecido, podemos pensar melhor em tudo que pode acontecer. Quem se isola, se tranca, o faz para poder reduzir seus riscos, e não perder nada para o acaso. Há quem troque o mundo das possibilidades pela garantia de não ser surpreendido.

Quem dera nossas escolhas pudessem ser assim: dentro de um mundo pré-programado, e retomadas com o aperto de um botão. Desta forma, poderíamos testar todos os caminhos, saber tudo que podemos fazer, e escolher a melhor jogada. Na vida real, geralmente temos apenas uma chance, e dificilmente saberemos com certeza como as coisas aconteceriam se a escolha fosse diferente. Além do mais, poderíamos voltar atrás simplesmente porque as conclusões não nos agradaram, em vez de ter que (respirem fundo) arcar com as consequências. Isso nos assusta tanto por quê?

A dádiva do reset nos faria poder traçar um caminho ideal. De tanto voltar e refazer, conseguimos decidir qual a sequência de melhores escolhas. Não só do que fazer, mas do que não fazer: tem horas que a melhor decisão é simplesmente esperar. Desta forma, evitaríamos ao máximo arrependimentos. Ah, se eu tivesse escolhido o outro curso, minha carreira seria diferente... Ah, se eu tivesse esperado mais 2 anos, as coisas não teriam sido tão difíceis... Ah, se eu mudasse as prioridades só naquele dia, estaria com ela, e teria tudo o que tenho hoje.

Bom, talvez não possamos saber tudo que acontece o tempo todo. Talvez não possamos mesmo achar o caminho perfeito. Não teremos um rewind no vídeo da nossa existência. Mas uma coisa que ajuda no mundo imaginário pode ser aplicada às nossas vidas: o reconhecimento de padrões. Experiência não é uma palavra para valorizar os idosos, ela é válida e nos livra do pior dos erros - o que acontece de novo. E é só com ela que podemos ter alguma previsibilidade, ainda que não total. Não chegamos ao caminho perfeito, mas podemos otimizar nossas escolhas com base no resultado das escolhas passadas. Não podemos ver as pessoas como bonecos programáveis, mas podemos saber suas reações por nossa convivência anterior. E é aí que nós levamos vantagem: a nossa memória é muito maior. Não vemos os jogos da vida como separados: podemos aproveitar o que aprendemos de um, para nos sairmos melhor no outro.

Passamos a vida tentando prever o futuro, pelas surpresas desagradáveis que tivemos no passado. Queremos ter todos sob controle, porque uma reação inesperada, de quem menos esperávamos, nos tirou o chão. Só que isso tira o brilho das situações, impede que as pessoas nos surpreendam com quem são. Há quem prefira viver na segurança sem sal; eu ainda acredito no tempero do acaso...



Visitem Gio
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3 comentários:

Niamh disse...

Oláá

Amiga (o)
Você esteve visitando meu Picasa solicitando autorização para postar
uma foto no seu blog.

Quero te dizer que podes ficar a vontade para colher qualquer imagem que precisar, geralmente coloco os créditos, mas quando não tenho eu também cito de onde tirei, quando não sei de onde foi retirada deixo em aberto para que o proprietário se comunique para que eu dê os devidos créditos.

No caso da imagem que você queria eu não tenho o nome do autor da imagem, então se quiseres colocar o endereço do meu album fique a vontade também, ok...aquela em especial recebi por e-mail e não sei de onde foi retirada, mas se o dono aparecer darei os créditos com certeza.

Adorei seu blog, é bem interessante.

Mais uma vez obrigada pela visita e desculpe pela demora em responder, passei 3 meses sem computador.

Um grande abraço.

Abaixo, o link da página onde você solicitou a imagem.
Se você ainda não a copiou, fique a vontade.

http://picasaweb.google.com/niamhprincess/ImagensIV#5315661557486929842

uai, mundo? disse...

Eu fico com o final da sua reflexão. Uma vida sem sal é uma passagem apenas. Viver é arriscado e talvez, o mais gostoso esteja nos riscos. O cuidado que vou tomando à medida em que vou adquirindo experiências é o de cometer apenas erros novos. Repetir os antigos acho que nos torna um tanto imaturos. Brilhante o seu pensamento. Bom dia! paz e bem.

Ana disse...

Gio:
Acredito que, na vida, sobre algumas coisas temos ingerência, sobre outras não; às vezes podemos prever, às vezes, somos pegos de surpresa; uns acontecimentos são destinos, outros, acaso. Mas dentro de cada uma destas coisas, temos possibilidade de escolher. E isto eu acho o mais importante e especial.
Também acho que, mesmo para aquelas pessoas que mantêm a vida sob controle, não existe a segurança da imutabilidade.
Beijio.