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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 18 de outubro de 2009

Palhaço - Imagem Enviada por Adhemar

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.A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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Visitem Adhemar
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A Contratação Indevida - por Adir Vieira


Relutei, mas contratei uma pessoa para uma vez por semana me ajudar nas tarefas domésticas.
O momento exige que eu tome essa providência, porque as tarefas externas são muitas, não me sobrando muito tempo para limpezas diárias. O que me sobra me consome na cozinha, minha atividade predileta.
Enfim, recebo minha auxiliar, com a maior boa-vontade. Sento-a diante de mim e com paciência explico como desejo que ela trabalhe, qual a tarefa que deve desempenhar primeiro, qual cômodo da casa exige cuidados apurados etc.
Depois de quase meia hora mostrando como deve se posicionar, ela, moça de trinta e cinco anos, abre com constância a boca, denotando um sono premente que, com ela, briga durante toda a nossa conversa.
Percebo que a estou cansando com minhas explicações e lembro de perguntar se tomou café. De imediato responde que não come desde ontem às sete da noite.
Meu marido, que a essa altura também já está esfomeado, dá salvas à minha brilhante lembrança e parto para a cozinha para preparar o nosso café da manhã. Coloco a mesa à qual ela, minha auxiliar, de pronto se senta aguardando meus preparativos. Meu marido, do outro lado da mesa, espera e ela, sem pestanejar, toma para si a caneca que para ele preparei e sorve com assobios o café do meu marido. Espantada, tento deixar para lá, mas ela, sem qualquer cerimônia, toma para si pão, queijo e a fatia de bolo de café destinada ao meu marido que começa a sorrir pelo canto dos olhos.
Decido dar uma pausa nos preparos e deixo-a terminar seu café. Pede mais uma xícara e eu a preparo, arquitetando na mente um jeito de despachá-la, sem mesmo começar o serviço, pois já lá se vão quase nove horas da manhã.
Meu marido, na mesa com ela, sequer abre a boca, talvez pensando no que havia me dito antes da contratação, visto que me conhece mais do que a palma da própria mão.
Não pensei duas vezes, quando ela, minha futura auxiliar, levanta da mesa, sem pedir licença e se espreguiçando, pergunta: - Madame, cadê os produtos de limpeza?
Minha resposta foi dizer que infelizmente havia surgido um imprevisto e nós não poderíamos estar em casa aquela manhã e, portanto, teríamos que dispensá-la, sem mesmo iniciar suas tarefas.
Notei em seu semblante um misto de surpresa e satisfação que ficou mais evidente quando eu paguei sua diária. Ao indagar quando poderia retornar, pedi que aguardasse meu telefonema, porque o tal imprevisto não me dava margens a fazer qualquer programação.
Quando minha futura auxiliar saiu, senti um alívio e um contentamento tamanhos que jurei não tentar outra vez.
Sei que essa minha decisão não ajuda a mim, nem tampouco a quem precisa de emprego, mas o que posso fazer, se não tenho estômago para aturar certos abusos, hoje tão presentes nos chamados “necessitados”?



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Duelando Manchetes IX: Justiça no Brasil - Reportagem Enviada por Luiz de Almeida Neto

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MARIDO TRAÍDO PROCESSA AMANTE DA MULHER, E SENTENÇA FALA EM ‘SOLENE CORNO’


“Solene corno.” Essas e outras expressões, no mínimo curiosas, foram usadas por um juiz numa sentença do 1º Juizado Especial Cível do Tribunal de Justiça do Rio. A decisão foi dada em um processo em que um marido traído acusa o amante de sua mulher de calúnia e ofensa à honra e pede indenização por danos morais.
Segundo a ação, o caso começou quando o marido, um policial federal, descobriu que a mulher o traía. Ele, então, resolveu telefonar para o amante para cobrar explicações e exigir seu afastamento. O policial teria feito ameaças ao rival.
Assustado, o amante recorreu à corregedoria da PF, onde denunciou as ameaças. Não houve, no entanto, sigilo no processo administrativo e o marido, sentindo-se ultrajado pelo deboche de colegas de trabalho, decidiu entrar na Justiça pedindo danos morais ao amante.

Devaneio sobre homens de meia-idade
Antes de anunciar sua decisão, o juiz devaneia e faz uma comparação entre o homem e a mulher de meia-idade e seus motivos para trair e ser traído.
“Alguns homens, no início da ‘meia-idade’, já não tão viris, o corpo não mais respondendo de imediato ao comando cerebral/hormonal e o hábito de querer a mulher ‘plugada’ 24hs, começam a descarregar sobre elas suas frustrações, apontando celulite, chamando-as de gordas (pecado mortal) e deixando-lhes toda a culpa pelo seu pobre desempenho sexual”, diz, na sentença, o juiz Paulo Mello Feijó.

Mulheres ‘traem de coração’, diz juiz
Em contrapartida, o juiz afirma no documento que as mulheres na fase pré-menopausa “desejam sexo com maior frequência, melhor qualidade e mais carinho – que não dure alguns minutos apenas”. Mulheres nessa situação, diz o magistrado, têm dois caminhos: ou se fecham deprimidas ou “buscam o prazer em outros olhos, outros braços, outros beijos (...) e traem de coração”.
Nesses casos, o pensamento é, segundo Feijó: “Meu marido não me quer, não me deseja, me acha uma ‘baranga’ - (azar dele!) mas o meu amante me olha com desejo, me quer - eu sou um bom violino, há que se ter um bom músico para me fazer mostrar toda a música que sou capaz de oferecer!!!!”

Sentença diz ainda: ‘solene corno!’
O juiz, que cita os clássicos da literatura “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, e a Capitu de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. Depois de expor as hipotéticas situações conjugais, Feijó conclui: “Um dia o marido relapso descobre o que outro teve a sua mulher e quer matá-lo - ou seja, aquele que tirou sua dignidade de marido, de posseiro e o transformou num solene corno!”.
“Portanto, ao réu também deve ser estendido (...) perdão, porque as provas nos autos demonstraram que o autor perdoou sua esposa e agora busca vingança contra o réu, que também é vítima de si mesmo juntamente com a esposa do autor.” Com isso, finalmente, o magistrado julga o pedido do marido improcedente e o processo deve ser arquivado.



Fonte: G1
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sábado, 17 de outubro de 2009

E Assim é a Vida... - por Adir Vieira


Judith vinha caminhando lentamente pela rua movimentada. No rosto, uma expressão de cansaço, de quem tinha lutado o dia inteiro e sabia que ainda até o cair da noite teria muitas coisas a fazer. Sabia que os três filhos a esperavam para o jantar, sabia que a casa, como sempre, necessitaria de uma “organizada” e que ainda teria que estender no varal as roupas que o marido, antes de sair para o trabalho - pois o seu turno era noturno -, havia colocado na máquina de lavar.
As pessoas passavam por Judith e estranhavam sua calma aparente, visto que todas naquele percurso, corriam praticamente. Tinham ânsia de chegar ao local para onde iam. Fosse sua própria casa ou algum outro lugar. Mas Judith não. Caminhava sem pressa, com o olhar fixo no vazio. Passava diariamente por aquele local e era, a essa altura, uma autômata. Na sua mente revivia a vida vivida até ali. Quantos sonhos havia deixado para trás quando escolheu para seu marido o Gilberto. Gostava de sua alegria, de sua forma carinhosa de ver a vida, de seu sentimentalismo em excesso. Lembrava do dia em que ele, às três da manhã, quando retornava do trabalho, trazia nos braços um cãozinho faminto, encontrado na esquina de casa, choramingando. Lembrava de sua felicidade extasiante no nascimento dos filhos, de suas promessas aos mesmos pelo vidro do berçário de que a eles nada faltaria, tivesse ele que morrer por cada um.
Lembrava de como os anos, agora já dez passados, foram exterminando de sua personalidade, com as dificuldades diárias, aquele sorriso aberto, aquela confiança no amanhã, aquela certeza de que tudo seria melhor no dia seguinte.
Lembrava de quantas vezes nesses anos todos, encontrou-o chorando escondido no banheiro, vendo-a partir para a batalha da sobrevivência. Por mais que Judith tentasse mostrar-lhe que não era sacrifício partilhar com ele a criação dos filhos, Gilberto não se convencia de sua obrigação em fazê-lo sozinho, pelo menos no terreno financeiro.
E assim vinha Judith pela rua, pensando, pensando... De repente viu diante dos olhos o Joaquim, seu primeiro amor, um sonho de criança. Ele não estava ali e ela sequer sabia como se lembrou dele naquela hora, mas sentiu, aos quarenta anos, com todo o fervor, o sangue percorrer-lhe as entranhas, quente e rápido, como a proclamar a vida!



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Terremotos, Tufões, Tsunamis Etc. - por Paulo Chinelate

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Todos ficamos estupefatos pelos acontecimentos atuais no campo das calamidades. São eles tufões, vendavais, ciclones, maremotos, furacões, erupções vulcânicas e cataclismas outros.
Ouvimos, por outro lado, que isto sempre aconteceu em todos os tempos. Tomamos conhecimento dos atuais, ao vivo e a cores, por conta dos meios de informação cobertos pela tecnologia moderna. No entanto a história sempre foi registrada de uma forma ou de outra, com atrasos ou não, e não sabemos se a intensidade foi como agora.
Portanto, podemos descartar que fatos idênticos aos de agora mataram igualmente no passado, ou que foram em tamanha intensidade como agora. Claro está que os fósseis encontrados pela paleontologia vêm demonstrar as ocorrências multimilenares dos cataclismas.
Tomemos como exemplo um só dos fenômenos, os tsunamis. Não conhecíamos, até pouco tempo atrás, nos estudos de geografia, ciências e afins, o fenômeno em referência. Ainda que já tenha havido eventos desta natureza, eram de diminuta grandeza nas áreas afetadas.
Então nos vem o questionamento: qual tem sido a causa primária de tais fatos?
É muito cômodo colocarmos culpa no homem pelo descuido no respeito à natureza. Nós, acionando o efeito estufa, podemos, certamente, comprometer as geleiras da Antártica ou do Ártico. Não participamos, no entanto, da ocorrência dos terremotos. A menos que agora estejamos sofrendo efeitos na camada geológica originados das desgraçadas experiências atômicas no passado no atol de Biquíni, o que me parece improvável. O efeito climático “El Niño” pelo superaquecimento das águas do Pacífico não nos parece resultado das queimas de gás em nossas cozinhas.
Então, por qual razão tantas mortes, tantas desgraças ao mesmo tempo?
A uma visão curta e míope, certamente não teríamos como responder. Mas se olharmos a natureza (digam-se aqui as leis naturais da destruição) que nos cerca, poderemos concluir que tudo no universo baila orquestrado sob leis estabelecidas de que não podemos fugir.
Conhecemos, ou nem tanto, as Leis Naturais estabelecidas tais como: relatividade, gravitacional, equilíbrio, ação e reação. Dentre elas existe uma tão pouco estudada, entendida e/ou aceita: A Lei da Destruição.
A árvore centenária da floresta amazônica que caída vira um pasto a bactérias, formigas, fungos e cupins está tão atrelada a esta lei quanto os insetos, animais e nós humanos. Precisamos, necessitamos ser renovados. Se as leis naturais existem para serem cumpridas, quem somos nós para pretender execrá-las?
A renovação, em todos os aspectos da vida material, é necessária. O que não percebemos (e aqui incluo até mesmo os profundamente espiritualizados) é o quão importante também é saber que a vida não termina com a morte física. Aqueles que ainda estão atrelados somente à vida aparente, física, que abram os olhos para ver, ouvidos para ouvir e coloquem todos os sentidos outros para perceberem que atrás do que se manifesta materialmente esconde-se uma vida pungente, a vida espiritual.
Se passarmos a entender o “fenômeno” da morte, qualquer que seja a forma que ela se apresentar, lidaremos com mais respeito com a vida física enquanto ela existir. Devemos também procurar perceber a abrangência que esta existência tem para vivermos a outra, esta sim verdadeira, a vida espiritual.


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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ar Urgente - por Kbçapoeta

Deixa o verso respirar!

O verso às vezes sai do peito
Como lâmina de dois gumes,
Abrindo espaço urgente
Como quem procura ar
Após um quase sufocamento.
Instinto.
Ora pensado, ora sofrido
Mas sempre dolorido.

Deixe o verso respirar!

Ser esquisito, esse verso.
Faz-se de parte vital
Como um coração,
Quando menos se espera,
Foge, faz galhofa e ri com sua independência,
Prematura e precisa.
Depois de escrito, os versos não são meus,
São seus.
E o verso malandro?
Ele quer pulular...
Ser popular.

Deixe o verso respirar!

Ser o que sempre quis,
Em cada rosto que ele pintar.
A porta da mente está aberta.
A palavra está no ar.

Deixe o verso Respirar!



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Agenda Cheia... - por Adir Vieira

Esta semana está cheia de compromissos - compras do mês, compras dos doces do Dia das Crianças - idas prolongadas ao dentista - ida ao laboratório para exames de rotina...
Ao olhar a agenda da semana neste início de dia, fico com a mente meio tumultuada. Não gosto de distribuir vários compromissos numa semana apenas. Sou daquelas que a cada dia, o seu tributo. Mas o que fazer?
Com certeza, não fui eu que os marquei... Apenas se encontraram aqui, nesta semana.
No entanto, o compromisso mais feliz será a compra dos doces do Dia das Crianças. Já cedo, recorro à agenda do ano passado para checar como foram os preparativos e a qualidade dos doces. Decido que, apesar de terem sido muito bons, quero outro local para a compra.
De imediato vou para a internet e saboreio, em cada site, aquelas preciosidades embrulhadas em papel celofane colorido. Imagino os vários tipos de doces dentro do saco de tamanho maior e acomodo-os, em pensamento, da forma mais especial, com o pirulito multicor parecendo uma rosa brotando do saco. Robusto, ele deve abrigar umas onze espécies de tamanho grande. Incluo na lista de compras caixas grandes de papelão para colocá-los, visto que não poderão ser amassados, senão perderão a graça e a beleza.
Já me vejo depois do jantar, separando e enchendo os sacos. Vou nesse ritual, antecipando minha emoção e minha grande alegria nessa tarefa. Aí, sinto-me de novo criança. Aí, vou repondo em meu íntimo essa festa, como eu queria que tivesse sido no meu tempo de criança e que, por força das impossibilidades, não aconteceu.



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Liberdade - por Alba Vieira

O chão perdeu a firmeza. Tudo balança. Fico meio tonta. O peito oprimido revela o medo. Quero escapar, de dias de limitação, das amarras, da incoerência e de observar a hegemonia do absurdo. Vejo o mal avançar e destruir, impedir e desagregar. Nada posso fazer. Ele tenta me engolfar e eu tento me libertar. Poderia me liberar sozinha, mas não quero deixar para trás aquilo que valorizo. O meu conflito é esse. O meu ego é uma série de capas que foram sendo colocadas e que me isolam de mim mesma, que me impedem, limitam, trazem um peso desnecessário. Se eu abro mão de tudo isso, de tudo que sou, que fui até hoje, que construí, do que há em torno, do que acredito, da ordem que pensei existir, imediatamente sou leve, sou livre, sou solta. Sou inocente outra vez e apenas sigo. Observando e sendo o que sou de verdade, incólume ao que me cerca.



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Singular e Plural - por Clarice A.

O que me faz feliz
O que desperta minha atenção
O que me faz rir ou chorar
O que o meu olhar segue
O sabor que a minha boca prefere
Os sons que mais gosto de ouvir
O cheiro que me inebria ou traz recordações
O toque que me arrepia a pele e aquece o meu corpo
O que desperta o meu desejo
O caminho do meu prazer
O meu jeito de amar
A quem entrego o meu coração
A alegria do meu viver
A maneira que faço algo
Ou de algo me desfaço
O que me deixa triste
O que me magoa
O que me dói na alma
O que me tira do sério
O que me aborrece
O que me causa inveja
E tudo mais que me diz respeito
Fazem de mim o que sou
E diferenças ou afinidades
Têm que ser respeitadas
Porque preciso ser único, singular
Para poder ser plural.
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Formate Sua Vida - por Ninguém Envolvente

ESTÁ SEM RUMO? FORMATE JÁ!


Passo a passo

Comece pressionando a teclar Enter para tudo de bom que deseja que aconteça de hoje em diante, feito isto pressione as teclas Ctrl C nas coisas que acha bom ter na sua nova vida logo em seguida, pressione as teclas Ctrl V.
Delete coisas do passado e aperte a tecla CAPS para dar ênfase em seu novo momento de felicidade. Pressione a tecla F5 para atualizar seus novos sentimentos e feitos que acrescentou recentemente em sua nova e esperada vida.
Esqueceu de algo importante, como desejar ao seu próximo tudo aquilo que está tentando fazer agora para você mesmo, então, por favor, pressione as teclas Ctrl Z e inclua seus entes queridos no seu novo formato de vida.
Se você errou alguma parte do processo para o recomeço de sua felicidade, ainda tem tempo de voltar atrás e fazer novamente e bem feito, pressione a tecla Esc.
Dê Enter em esperanças, amores, amigos, prosperidade.
Delete sua inveja, seu orgulho ferido e sua prepotência.
Se você acha que ainda falta algo que não encontrou para estar feliz, pressione as teclas Ctrl F e então busque incessantemente.
Feito tudo isto, desejo agora que você aproveite sua nova vida recém-estabilizada e vá por em prática tudo o que acabou de aprender, pressionando duas simples teclinhas: Alt F4.

TENHA UMA BOA VIDA.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Máscara - por Gio

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♪ Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu a um segundo. ♪ Assim são as pessoas, seres inconstantes, que têm suas nas reações reflexo do meio onde estão. Assim como nos adaptamos a climas e altitudes diferentes, também nos adaptamos a ambientes e situações diferentes. Somos sérios no trabalho, e palhaços em casa. Somos compenetrados em aula, e completamente aleatórios em um grupo de amigos. Reagimos como convém em cada caso.

Uma pessoa pode ter várias faces. Ela pode ser um chefe rígido e exigente, um jogador comunicativo e extrovertido, e uma pessoa desleixada e isolada em um ambiente familiar, ao mesmo tempo. Essa múltipla personalidade pode ser boa, mas pode causar problemas. Quem conhece apenas uma das faces, pode formar uma ideia errada sobre o caráter da pessoa em questão, gerando um certo pré-conceito, que pode atrapalhar ao lidar com as outras faces.

Há também as máscaras. Muitas pessoas vendem uma imagem sua que, na verdade, não corresponde à realidade. Há, por exemplo, quem aponte a irresponsabilidade dos outros pra conter a insegurança quanto à sua maturidade. Agimos dessa forma quando precisamos provar - não só para os outros, mas para nós mesmos - alguma coisa, seja ela qual for (e seja ela verdade ou não). Queremos ser aceitos, respeitados, admirados... Aí aparentamos qualidades que pensamos provocar tais sentimentos.

Também construímos máscaras para parecer não o que somos, mas o que desejaríamos ser. Às vezes é difícil seguir nossos próprios ideais, nossa concepção de certo e errado, mas isso não quer dizer que eles não existam. Então tentamos fazer com que os outros acreditem que somos realmente assim, enquanto a realidade está bem longe disso. Isso é o alter ego, uma forma idealizada de nós mesmos - como queremos que os outros nos vejam. Somos máscaras de nós mesmos.

Esses disfarces acabam caindo, e derrubando tudo com eles. Quem fala uma coisa e faz outra, acaba caindo em contradição, perdendo toda a confiança depositada. As falsas imagens podem fazer com que os outros se enganem, e até mesmo se magoem ao descobrir a verdade. Cantar é fácil; difícil é recolher os cacos depois que alguém quebrou a cara...

♪ Tira a máscara que cobre o seu rosto. Me mostre, e eu descubro se eu gosto do seu VERDADEIRO jeito de ser. ♪



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Duelando Manchetes VIII: Educação de Adolescentes - por Alba Vieira

.A JUVENTUDE E A QUEDA DAS INSTITUIÇÕES
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Acho que existem, na atualidade, três tipos principais de jovens: os reprimidos e politicamente corretos, os indignados com comportamentos desviantes e os alienados que não se envolvem.
E como lidar com esses jovens que não encontram modelos externos, posto que o núcleo familiar tantas vezes não serve como referência e assistem impotentes à falência das instituições com o país contando com homens públicos tão corruptos, antiéticos e alucinados?
Como dar limites aos jovens, se aqueles encarregados de fazê-lo, sejam pais, familiares, professores ou representante do poder público, cada vez mais frequentemente não possuem qualidades mínimas para isto?
E a nossa juventude, sejam os sonhadores alienados, os revoltados ou os submissos, não estarão de qualquer forma desenvolvendo plenamente seus potenciais, o que garantiria uma evolução no âmbito nacional. E a consequência inevitável é a manutenção no Terceiro Mundo.
Aqueles que têm a sorte de contar com modelos adequados no núcleo familiar se beneficiam. Mas, como resgatar os outros?
Penso que, quando nos voltando para fora, o que encontramos nos frustra completamente, uma saída talvez seja mergulhar em si mesmo, aprofundar-se e buscar o contato com o espírito.
Algumas vezes isto se dá pela ocorrência de algo trágico na vida, o que nos obriga a instintivamente “saltar da panela quente”, funcionando como catalisador do processo.
Entretanto, podemos tentar fazer isto de forma diligente. Cultivar a solidão, se acalmar e simplesmente observar a realidade com algum distanciamento pode ser o primeiro passo.



Comentário em Duelando Manchetes VIII: Educação de Adolescentes, de Paulo Chinelate.
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Visitem Alba Vieira
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Parabéns, Professores! - por Adir Vieira

Hoje é um dia importante, que devemos festejar,
pois todo mundo, na vida, teve um mestre a lhe ensinar.
Eu mesma, que sou de um tempo em que mestre não era tia,
fico aqui, hoje, a pensar, como se mudou esse dia...
Professora, quem não lembra,
da sua primeira, aquela,
que com sua mão na dela,
ajudou a formar os “as”.
Hoje, as coisas são outras, vamos pra escola brincar.
Artes, ginástica olímpica, tocar instrumentos, rezar,
dependendo da escola,
são mais importantes que ler, escrever certo, pensar...
Hoje, pobres professoras, com tanta psicologia,
com tantos direitos humanos,
deixou de ser aquela,
a quem reverenciamos.
Pobres dos jovens de hoje que, quando o tempo passar,
não saberão qual a “tia”
que na memória terão,
com a globalização.
Talvez tudo tenha mudado,
embora as crianças também,
mas o que importa hoje
é darmos parabéns.
Vamos parabenizar a todas, as de ontem, as de hoje,
sabendo sempre, que elas, uma ou quatro na turma,
desejam para nós o saber.
Dedicadas sei que são, pois, com tantas dificuldades,
ainda existem aquelas que ensinam além do projeto,
mesmo com computador, pesquisas e tudo o mais,
sempre uma novidade, vai caber a ela ensinar.
Parabéns mestres, tias, professoras,
chame quem quiser a seu modo,
recebam o nosso carinho e nosso reconhecimento.



Visitem Adir Vieira
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- Resposta! - por Anônimo

Veja bem como é ingrata
A “situação” em questão...
Disse “ lindinha” na lata
O que despejei do cabeção!

Ok, seis versinhos chulés
Que aos teus não se comparam,
Mas veja quão grande és
E a mim... Lobotomizaram!

Saí de meu corpo afinal
E visitei desencarnado
Bati um papo legal
Indicaram Léo: - Retrato!

Fui me arrastando assim
Com meus pensamentos fervendo
E quase chegando ao fim
Me vi então escrevendo!

Saiu poesia de mim!
Eu tava lá, e vi, tá!
A voz disse: Sou Tim!
E gosto é de filosofá!

Então saiu verso que fecha
A tampa desse caixão
E vem: Lindinha, a flecha.
Direto no coração!?

Mortinha. E de novo: o Tim!
Com teor lá nas alturas
Em meio a álcool me vi
Ai Bigode! Que tortura!

Bati as botas enfim.
E bebum é que não falta.
Por favor, dá um quindim
Pra glicose ficá alta.

E para de rir! Sofri!
Pois isto é composição!
Não sai melhor, pois criar Pri
Dispersa minha atenção.

E também tem aquela anã
nervosinha como o quê
não me deixa nada sã
Então não dá pra escrever!

(Sobre meus versos faço isso:
Depois de ler, não comento
Vendo, solto meu riso.
Eu sou pior que jumento!)



Resposta a Resposta, de Ana.
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Dia do Professor - por Dan

......Só pode ser um bom professor aquela pessoa que também está disposta a aprender. Aquela pessoa que pesquisa, que vai atrás de novas experiências e de novos atrativos. Aquela que não tem preguiça de fazer cursos e sempre trazer novos desafios aos seus alunos. Aquela pessoa que os mantém entretidos nas aulas.
......O bom professor cresce com os alunos e aprende com eles, usa de todos os meios necessários para manter-se atualizado em relação ao progresso tecnológico. Com todo o progresso tecnológico dos últimos tempos é impossível ficar atrás, é impossível ignorá-lo, pois se corre o risco de ser engolido por ele.
......O verdadeiro professor defende seus alunos contra suas próprias influências, transfere o que sabe e aprende aquilo que ensina. Os alunos devem caminhar com suas próprias pernas, serem criativos para não serem dependentes de ninguém, nem mesmo do professor. Ao mestre cabe interagir com eles e manter sua autonomia. Neste sentido o professor não apenas ensina, mas elabora condições para que o aluno tenha capacidade de descobrir.
......O professor que instiga, pesquisa, induz, leva a deduções e descobrimentos, é querido pelos seus alunos. Este é o verdadeiro mestre. Em qualquer profissão é necessário estar atualizado. Com a carreira do magistério é a mesma coisa. O professor não é um sacerdote e sim um profissional que deve lutar por melhores condições de trabalho e salário, que deve lutar por um ensino melhor. O professor consciente não é aquele que põe medo nos alunos, mas sim aquele em que eles podem contar no seu processo de aprendizado e descoberta.
......Esse é o professor que deve ser homenageado no dia do professor, esse é o verdadeiro professor. O que não é apenas transmissor de verdades absolutas, mas aquele que junto com seus alunos as questiona. O que cultiva o amar, a amizade e o descobrimento com os alunos. O que é movido por impulso, por emoção e pela razão. Aquele que tem orgulho de ensinar e aprender. Aquele que não é apenas um passador de informações mortas e sim aquele que participa da construção de seres humanos.
......O dia do professor é para aquele que é lutador, enfrenta as agruras indo adiante, buscando sua autorrealização e a realização dos alunos. O dia do professor é para aquele que não só armazena o conhecer, mas que o divide com centenas. O dia do professor é para o guerreiro que consegue combater as suas agruras e de seus alunos, buscando a realização de ambos, atingindo a plenitude humana e suas potencialidades...



Visitem Dan
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No Mar - por Leandro M. de Oliveira

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..................Desenho de Violeta
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Das torres de areia e silêncio
Uma mulher se ergue no espaço,
Abraça a cal do tempo. Ama só
E murmura à espera do encanto.
Líquida como a água,
Arcaica como o sonho.
De sangue e carvão verte as veias,
Chora a desventura, ri do que vem.
- “O mar sou eu”. Remota feito tempo,
Mira o rosto ao firmamento; nada vê...

Nas agruras da chuva que não vem,
No inconstante das ondas caudalosas.
Sem reposta ou esperança
Dissolve a vista que erra a esmo,
Abre o peito, resiste à dor.
Pra um dia se encontrar e morrer,
De uma vez ir e se perder,
Na promessa de um mar sem termo.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Paspalho - por Leo Santos

Só ternura me visitou
Depois do respeito que te tive
Vivi como qualquer vive
Alheio ao que o Fado preparou

Fui conselheiro às vezes quando
Teu lamento podia ouvir
Inocente até apontei pra ti
Rumos que só eu estava olhando

Nunca esforcei meu rosto
Pra que te parecesse belo
Aliás, até fui martelo
Quando teu siso vagava o posto

O lobo do tempo soprou as palhas
Da cabana utópica que ergui
Então, ao vê-la ruir
Só me coube guardar as tralhas

Aí caíram as escamas
Que faziam meus olhos baços
Refiz a vereda dos passos
Ante o crepitar dessa chama

Desperto te vi mulher então
A taça da paixão foi servida
Vi a bela, não adormecida
Que lento meu coração!

O vinho que o tempo curou
Flui agora, aroma de terra
O detetive paspalho, o caso encerra
Tinha consigo o que procurou

Certo desrespeito, sem perder a ternura
Dois, enfim, na mesma rede
Quem está morrendo de sede
Lança-se à fonte, sem muita mesura…



Visitem Leo Santos
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O Poeta e Eu - por Adir Vieira


Fico aqui pensando que a sensibilidade de um poeta é por demais avassaladora. E olhem que, por experiência própria, posso afirmar que essa sensibilidade vai às raias do inexplicável.
Em todos os campos, em todas as matérias, em todas as situações de vida, são intensos por demais em sua análise.
Parece que querem extrair da vida sua forma humana e pintar de acordo com os seus olhos de mel o que há ao redor, ao seu bel-prazer.
Acompanhar um poeta nessa trajetória é, com certeza, uma viagem a um caminho sem volta, onde em certos momentos procuramos uma parte de nós e não a encontramos.
Aqueles que não vêm para a vida com esse dom, veem a vida com mais simplicidade, acreditam no que veem, sejam coisas boas ou más. Mas o poeta não, quer ver rosa no cinza e sofre.
Quer a sua volta seres especiais, sem quaisquer erros, como se pudéssemos extrair do ser humano hábitos corriqueiros e sutis.
Planejam, como numa escrita, sua própria palavra, fazem do seu caminhar algo surpreendente como o verso que compõem em cada ato de vida.
Penso que talvez num balanço diário, apesar de tudo, ainda sofram muito menos que nós, pobres mortais que, mesmo se atropelando, vão organizando a vida, às vezes mais preta do que azul.



Visitem Adir Vieira
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Vale Tudo, de Nelson Motta - por Escrevinhadora


“Acabo de ler ‘Vale Tudo’, a biografia do Tim Maia escrita pelo Nelson Motta. O texto é bom, claro, de fácil leitura e bastante fiel no relato da vida do Tim. Terminei a leitura meio perplexa, com a complexa personalidade do biografado: genioso e genial. Criativo, divertido, temperamental, explosivo, generoso, autodestrutivo, Tim Maia definitivamente era uma figura ímpar.”
 

E você? Que livro gostaria de resenhar aqui?
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Verbatin - por Kbçapoeta

Vagamente sigo indeciso,
Ouvindo conselhos das estrelas,
Astro no céu, branco e roliço
Aconselhou-me nunca perdê-las.

Diamantes em noturno manto,
Instantes de máxima certeza,
Delírio de causar espanto,
Clarão almejado de pureza.

Hoje sigo em profundo transe,
Atrás de estética e rima.
A singular matéria-prima

Belo mar já navegado antes,
Decassílabos parnasianos
Não sensibilizam os amantes.



Visitem Kbçapoeta
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