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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sobre Coisas Fantásticas - por Pryscilla Mattos

Ontem estava pensando no futuro, não no que quero ser ou ter daqui a 10 anos e sim em como será a vida dos meus filhos. Será que não vai ter carrinhos de rolimã, brincadeiras de casinha, pique-pega, pique-esconde, pique-bandeirinha, nem piquenique? Eu não vejo as crianças do meu condomínio falando do monstro do banheiro da escola, e sim trocando “chiaters” de jogos on-line e, na maioria das vezes, isso nem é feito com todo mundo sentado na calçada e sim por telefone.
Não vejo mais as crianças chamando os avós de senhor ou senhora. Nessa nova ordem que se forma, é difícil ver algum jovenzinho tratando com carinho e educação até mesmo os pais. Isso não é nenhum hormônio na comida, é uma nova tendência: a do individualismo acima de tudo. Alguns pais têm aquela brilhante ideia, dar tudo o que não tiveram quando crianças: roupas, brinquedos, pequenos luxos... mas acabam esquecendo de passar adiante aquilo que lhes foi abundante na infância: carinho, limites, atenção, tempo.
Tempo! Isso talvez seja o mais complicado. Como uma mãe moderna faz para sair do trabalho e resolver uma briguinha de escola? Se ela não for a Mulher Maravilha, esse tipo de coisa fica em segundo plano. Outra situação: birra acompanhada da clássica frase “Eu quero!”, se gasta muito mais tempo tentando explicar porque não do que passando no caixa e efetuando a compra, por isso, na maioria dos casos, os pais optam pela segunda alternativa.As próprias crianças também não têm tempo como tínhamos há poucos anos atrás. São pequenos executivos com horários apertados, sendo treinados para um mercado de trabalho competitivo. Escolas em tempo integral! Computador e televisão para preencher os horários sem cursinhos...
Com essa fórmula, o resultado não poderia ser diferente. É batata! As crianças de hoje se tornaram monstrinhos consumistas e individualistas.
Fico sim saudosa dos meus anos de “pestinha”, em que eu subia nas árvores e ficava a tarde toda na rua sem nenhuma preocupação. Ninguém morria por não ter celular e brincávamos na rua sem medo nenhum de sequestros relâmpagos. Era raro sair para ver um filme no cinema e comer fast foods, mesmo por que tinha sessão da tarde e as mães faziam pipoca. Íamos sempre a parques, ao zoológico, brincar com os primos e todo mundo se divertia. Ninguém tinha Orkut, mas não perdíamos o contato com os amigos.

Depois de todas essas divagações, fiquei pensando nos pestinhas adoráveis que virão, imaginando como serão meus filhos... Não quero que sejam pequenos gênios, ou que saibam falar quatro idiomas, nem que estejam preparados para o vestibular com 13 anos de idade. Eu quero ter filhos felizes. Também quero aproveitar a infância deles, jogar ludo e adedanha, almoçar junto, acompanhar a realização das lições, ouvir as novidades da escola e tudo o mais. Na verdade eu nem sei se vou ter filhos, mas se tiver, não quero ensinar apenas a competir, quero ensinar como dividir, respeitar o próximo e, acima de tudo, amar o mundo que existe fora deste universo interior do próprio eu.
Companheirismo, solidariedade, altruísmo, amor, respeito, carinho e outra porção de palavras simplesmente maravilhosas não podem sair do dicionário. Cabe a nós não deixar o que elas representam morrer e passar tudo isso para nossa prole.

Sei que só tenho 21 anos, mas há 12 anos atrás infância ainda era “infância”! Beijo na boca, era um absurdo antes dos 11 anos, agora tem meninas de 10 anos sentindo a dor do parto!!!...
Vamos voltar todos à infância!!!




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Há Histórias Fantásticas - por Raul Alberto Cordeiro

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Adormeci hoje a pensar que acordava daqui a uns anos
Num apeadeiro nas crateras da Lua
Onde das estrelas caíam palavras
Que faziam um texto de uma frase nua
Onde, no Mar da Tranquilidade
As pessoas perdiam a idade
Onde não se criavam raízes
E podiam ser eternamente felizes
Onde por entre naves espaciais
Voavam borboletas e flores magistrais
Pássaros Fénix imortais
E aí esperava por ti
Da tua carreira regular de Vênus
Com escala breve por aqui
Fato espacial branco cru
Por cima de um corpo nu
Olhaste e vieste a mim
Onde os semáforos espaciais eram folhas de plátano
Que só mudavam de cor nas estações siderais
Onde o tempo era imponderável
Mas o solo pouco arável
E por isso as flores cresciam no ar sem ar
E não podiam parar a idade
Nem a força da gravidade
Foste breve no olhar mas lenta no respirar
Rarefeito o ar e o teu escutar
Tinhas pressa do espaço e da sua arte
Das velocidades de anos-luz
Dos cruzamentos com Marte
De um voo espacial nocturno
Com passagem por Saturno
Pressa a amores sempre fiéis
De tocares os seus anéis
Agora de saída após a tua partida
Contemplo essa bola azul
De senhora e eterna idade
Onde tudo é terreno e destino
Onde podia tocar-te sem esse fato espacial
Sem que levasses a mal
Onde a gravidade nos agarra à terra
Onde podemos ser pensamento
Mesmo triste
Mas onde a vida existe
É só ela mesmo responde
Quando a Lua se esconde



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Contado - por S. Ribeiro

Dele, o olhar desviado no ônibus que nunca cessa sem perguntas (oh!) e sem lógicas desta realidade que pelo silêncio, com certeza, é irreal.
Dele, me afasto sozinho como em um instinto, mas o limiar do que estamos agora é um destino, que fantasticamente (!) não lhe permite pular em cima de mim, e arrancar-me as uvas e as meias e os botões (!). Eu e meus êxtases fantasiosos... o mundo que não me enxerga com óculos de proteção sabe estes êxtases fantasmagóricos.
Dele, no outro lado do corredor, dele, pra onde recuso curvar o pescoço, dele, que não me chama e imprecisa as narrativas convencionais que nos servem tanto a imaginar uma história confortável e excelente; dele onde escapa meu desejo,
nele,
estocarei meu corpo das chuvas daqui de São Luís, e quando chegar em casa, entenderei (como se entende café amargo) quantos devaneios são necessários a estofar uma viagem.



Visitem S. Ribeiro
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Nascido de Novo - por Saulo Rosa

Tudo corria bem na minha vida quando passei a apresentar problemas de digestão. Eu sempre fui de comer muito bem e nenhuma comida me parecia pesada. Na época em que essa história começou, eu estava com cinquenta e três anos, trabalhava com vendas, numa empresa grande onde já exercia a função de gerente há mais de dez anos, com bastante sucesso, o que era importante pra mim. A minha vida pessoal estava estabilizada e eu era feliz.
Sem qualquer causa aparente, passei a ter problemas com todo tipo de comida mais gordurosa. A princípio não liguei e fui usando chás que me recomendavam. Mas como não surtiram muito efeito e os sintomas se agravaram, com vômitos e dores abdominais, resolvi ir ao médico.
A minha família notou que eu estava emagrecendo e eu de fato estava e sentia também um certo desânimo. Assim, sem ter outra alternativa, aceitei me submeter ao escrutínio dos médicos que, nessa altura, já eram vários. Depois de quase dois meses de investigação e estando bem pior de tudo, veio a confirmação após uma cirurgia com biópsia: eu estava com câncer no pâncreas.
Depois de toda a desolação que este diagnóstico provoca, insisti com os médicos que eu queria saber de tudo com todos os detalhes e desejava participar das escolhas de tratamento e saber direitinho quais eram as chances e quanto tempo teria de vida.
Foi pior ainda porque nesse tipo de tumor as notícias não eram muito alentadoras. Segundo me afirmaram os médicos, eu deveria ter só mais um ano de vida, mesmo com a quimioterapia. A imagem do tumor na tomografia era feia e na cirurgia não puderam ressecar a lesão e fizeram a biópsia só pra confirmar que era maligna e poderem fazer a quimioterapia.
Pois bem, concluí que se eu seguisse esse tratamento, teria pouco tempo de vida e uma droga de vida dentro de hospital e tomando veneno. Mas todas as pessoas da família e amigos queriam me apoiar e ajudar a seguir o tratamento que para eles era a única forma sensata de lidar com algo assim tão grave.
Apesar de fisicamente eu estar um quase lixo, de ter parado a minha vida completamente, deixado de trabalhar e fazer qualquer coisa que fosse prazerosa, no fundo de mim mesmo eu sabia que havia uma saída. Só que não era aquela.
Quando consegui deixar o hospital, sem ter feito ainda qualquer tratamento efetivo, resolvi me acalmar e esperar até que viesse ao meu encontro alguma solução. Eu não rezava pra me salvar nem pensava em pesquisar nada de novo em relação a um possível tratamento para o meu caso.
Passados exatos três dias depois de minha volta para casa, acordei com uma palavra martelando na minha cabeça. Não sabia o que significava, mas ela permaneceu por várias horas me indicando que deveria pesquisar o que estava querendo me dizer. Depois de uma busca exaustiva na Internet cheguei a um Xamã que trabalhava no norte do Brasil. Fazia curas espantosas e não cobrava pelo trabalho. Nunca tinha tido conhecimento dessas coisas nem desse índio e seu nome me chegou como inspiração. Sabia então que caminho deveria seguir e confiei.
Viajei até lá sozinho, enfrentando todas as recriminações da família e dos amigos que quase me impediram de partir pela preocupação com meu estado. No entanto, eu sentia que precisava estar sozinho nesse momento, que essa seria a minha força e que eu contaria com todo o apoio que precisasse de uma outra esfera que não aquela material com a qual eu estava tão familiarizado.
O contato com o Xamã foi de apenas algumas horas. Eu não precisei dizer nada. Esperei por alguns minutos sentado no chão dentro de uma tenda, rodeado por grandes pedras que me transmitiam um enorme calor. Suei muito e quando ele entrou, não pude enxergá-lo com nitidez porque estava escuro dentro da tenda. Pediu que me deitasse com uma voz firme e ao mesmo tempo tranquilizante, falando muito pouco num português comum. Suas mãos tocaram minha barriga com firmeza e cuidado e percebi que mexia profundamente no meu corpo, mas eu não sentia dor. Estava acordado e senti que ele retirou da minha barriga algo que tinha volume depois de fazer com os dedos movimentos precisos. Retirou-se e fiquei sozinho, com uma sensação estranha e ao mesmo tempo muito calmo e começando a ter sonolência. Não sei o que se passou depois que ele saiu. Dormi e quando acordei as pedras estavam lá e não havia mais o calor abrasador. Tudo estava silencioso do lado de fora. Eu me sentia bem. Resolvi levantar e sair. Encontrei o Xamã perto dali, sentado, tendo à sua volta crianças pequenas que o escutavam enquanto falava. Veio ao meu encontro. Disse-me que eu estava curado, que deveria voltar para casa só depois de ficar por um dia em repouso e silêncio, sem comer nada, podendo beber líquidos mornos em pequena quantidade. Falou que o que causou a minha doença tinha sido retirado e que eu ficaria muito bem. Fui tomado de grande emoção enquanto ele me parecia sereno e seus olhos me acalmavam. Nada mais perguntei. Fui embora dali como hipnotizado e nunca me esqueci da sua imagem e de tudo que vivi naquele dia.
Voltei para casa na noite do dia seguinte. Sentia-me muito bem. A minha família ficou aliviada ao me ver de volta. Não me estendi no relato da viagem e do tratamento que fiz. Precisava descansar. Ninguém parecia compreender o meu estado. Eu me sentia em paz e muito voltado para mim mesmo, como nunca tinha estado antes. Os dias se passaram e eu fui ficando cada vez melhor. Voltei a me alimentar aos poucos e já não tinha qualquer incômodo. As pessoas não entendiam como aquilo estava acontecendo. O tempo passou, fui aos poucos me recuperando, ganhando peso. Voltei a trabalhar. Voltei a ter a vida normal que sempre tive, sem que todos que acompanharam de perto o meu caso pudessem acreditar que eu estava curado. Não liguei, eu sabia que estava.
Depois de um ano de muita insistência das pessoas que me amavam, voltei aos médicos que não conseguiram explicar a minha evolução. Falaram em cura espontânea, mas insistiram em me investigar. Eu estava muito bem e permiti que fossem feitos novos exames. Para o espanto dos médicos não havia qualquer vestígio da doença e isto nunca acontecia em casos como o meu, com o diagnóstico comprovado de câncer do pâncreas e no grau de comprometimento que tinha já alcançado.
Eu estava curado realmente. E continuo em perfeita saúde até hoje quando já se passaram sete anos.
Compreendi depois de todo esse tempo que eu tive a minha chance, que pude percebê-la e aproveitá-la. Para isso percebi os sinais, me entreguei e segui o caminho que a vida me apontava. E mais que tudo isso, fui capaz de a partir desse acontecimento, mudar a perspectiva de enxergar a vida, o que representou de fato a verdadeira cura.
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Asas - por Clarice A.

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A imaginação presa numa torre de imensa altura. Claustrofóbica, esmagada pela dura realidade que a aprisiona. Como fora parar ali?
Quer a liberdade. Nos contos de fada sempre tudo se resolve bem. Espera por um príncipe? Tivesse um sapo por ali, ela até o beijaria, quem sabe ele não se transformaria no tal príncipe tão esperado? Mas qual, nenhum sapo à vista. Olha para baixo e a altura é incompatível com o tempo de espera pelo crescimento dos cabelos tal qual Rapunzel e, sozinha, quem faria as quilométricas tranças?
Sabe da falta que faz, tem que achar um jeito de sair dali.
Viver sem imaginação? Inimaginável.
Está nas alturas, quem sabe um pássaro possa tirá-la dali? Eles têm asas e podem voar. ASAS? Sim, asas. Como não pensou nisso antes? Quantas vezes ouviu a frase: dê asas à sua imaginação? Como pôde esquecer-se disso? Ela tem asas.
Olha para baixo e a altura a intimida, o que vê a assusta demais. Olha para o horizonte, longínquo, cheio de promessas, o que vê a fascina demais.
Sobe no parapeito da única janela da torre de seu confinamento e uma dúvida a assalta: e se for apenas “força de expressão” que ela tem asas? O medo, um dos culpados do seu aprisionamento se fazendo presente. Teme porque sabe que sua morte seria o fim de tudo.
Espanta o medo, se não pular nunca saberá, de sua prisão só ela pode se libertar. Olha para cima - olhar para baixo a apavora - e lança-se ao espaço. Incrivelmente não sente sensação de queda nem por um segundo. Paira no ar e desloca-se para frente, para trás, para os lados, para cima ou para baixo, para onde quiser.
Enfim liberta!
Prisioneira por tanto tempo, agora se expandirá como nunca. As possibilidades? Infinitas.
Fantasias, quimeras, coisas fantásticas, incríveis e invulgares, utopias, criações absurdas, projetos extraordinários, tudo relacionado a ela, à imaginação.
Livre para voar. Benditas asas.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Santa Paciência, Batman! - por Gio

Minha gente, no Duelos, eu não tô dizendo?
Essa menina tá ficando convencida
Já chamou dois de nós para uma partida
Ou ao menos é isso que eu estou lendo...

O Monge meditando sobre o arvoredo
Já que eu, de meus meios, estou desarmado
Não basta estar com o computador quebrado -
Ouço o despautério de que estou com medo!

Parece que essa moça não me conhece
Para anunciar coisa tão absurda
Vai desejar já ter nascido cega e surda
Então pode começar a fazer as preces

(Irônico, já que o Monge sou eu
Mas quem mandou cantar de Zé Dirceu?
Olha só onde ‘cê se meteu
Quando me chamou para o coliseu!
Mexeu comigo, se... Tá, deu.

O comentário, dou por encerrado
Antes que este seja censurado
E eu, bem, tachado de desbocado...)

Samurai, não penses tu que eu esqueci
Do que seu julgamento tanto me alopra:
Venenosa, me chama de “morde-assopra”,
Chocolate com pimenta... Oh, let me see:

Acredito que você comigo concorde
Que, ao exaltar a minha rima inteira
E, logo em seguida, me passar rasteira
Também é rato que lambe, e depois morde.

E a hipocrisia de que não te acusei
Mas que você me achou ter te acusado...
Agora creio que ficou escancarado
Que é remorso, mea culpa de sua Lei

Te chamo ao ringue, mas com uma condição
Um-contra-um, pois eu não sou nenhum covarde
E a Espadachim, que sua vez aguarde,
Se prepare, mas não declare rendição

Pois nessa nossa Grande Arena Virtual
Há sempre espaço para dois bat-duelos
Ao mesmo tempo, em horários paralelos
Mas aqui mesmo, nesse mesmo bat-canal!

A essa luta, uma implicação decai
Necessita um nome para quem Duela
Aqui eu faço uma sugestão singela:
Que tal chamarmos “O Monge x A Samurai”?
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Resposta a Santo Desafio, Batman!..., de Ana.
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Visitem Gio
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As Nossas Palavras XX - por S. Ribeiro

.A 0272076185 A

Que cheiro têm as notas de cem?
Não me parecem papoulas, os dias
me fazem percebê-las como se estivessem ainda no Afeganistão,
perdido em ópio convenientemente
doce...

Bem que não merece uma esfinge meu caráter, cheio de tudo, e como o dinheiro,
me cai como nada,
nas mãos de uma saúde que o
governo não cobre,
cheia de invenções infelizes
do alto da verdade perdida.

Entre todos os silêncios possíveis
me acanho,
de todos os elos extintos.
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Visitem S. Ribeiro
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As Nossas Palavras XIX - por Nina

Trabalhar é o proveito dessa vida.
Jamais roubar do filho o direito de ir à luta é a dura lição daquele que não tem vocação para ensinar e só sabe superproteger.
Trabalhar é o arroz com feijão pra autoestima de quem desconhece que não tem vocação para ensinar e só sabe superproteger.



Inspirado em “As Nossas Palavras XIX”, de Alba Vieira.
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Visitem Nina
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Calma - por Alba Vieira

Andar a esmo é colher pérolas
Onde os apressados só encontram cascalhos.
Acalma teu coração e participa da mágica da vida.



Visitem Alba Vieira
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Mote do Gio I - por Ana

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Mote
Ando sempre, ando em círculos
Déjà vu em cada instante
É apenas mais um ciclo
Nesse mundo roda-gigante



Não renovo meu currículo,
Ando sempre, ando em círculos,
Não consigo ir adiante,
Déjà vu em cada instante.
Vou vender o meu triciclo...
É apenas mais um ciclo?
Me tornei um ambulante
Nesse mundo roda-gigante.

Mesmo querendo ir em frente
Ando sempre, ando em círculos.
Só como cachorro-quente,
Déjà vu em cada instante.
Como disse meu ex-gerente:
“É apenas mais um ciclo.”.
Como viver tão descontente
Nesse mundo roda-gigante?

Acho que vou desistir:
Ando sempre, ando em círculos...
Não tenho o que digerir...
Déjà vu em cada instante.
Da vida vou me despedir:
É apenas mais um ciclo...
Não vou mais me divertir
Nesse mundo roda-gigante.

Pronto! Não tenho mais vínculos,
Ando sempre, ando em círculos...
Tô num estado agonizante,
Déjà vu em cada instante.
Mantenho a dor ou reciclo?
É apenas mais um ciclo.
Eu só queria um calmante
Nesse mundo roda-gigante.

Não aguento mais purgatório!
Ando sempre, ando em círculos...
Só penso no meu velório!
Déjà vu em cada instante.
Deliro... Anjos no oratório...
É apenas mais um ciclo:
Minha alma num grande empório
Nesse mundo roda-gigante.

Ninguém ouviu minha prece:
Ando sempre, ando em círculos...
Aqui, nunca nada acontece.
Déjà vu em cada instante.
Este marasmo aborrece...
É apenas mais um ciclo?!
Arrependimento entontece
Nesse mundo roda-gigante.

Me mandaram renascer.
Ando sempre, ando em círculos...
Mamadeira, fralda, crescer...
Déjà vu em cada instante!
Ser criança, adolescer...
É apenas mais um ciclo.
Vou trabalhar pra sobreviver
Nesse mundo roda-gigante.

Me tornei um ambulante...
Ando sempre, ando em círculos.
Vou vender o meu triciclo...
Déjà vu em cada instante!!!
Não consigo ir adiante...
É apenas mais um ciclo?!!!!
Não renovo meu currículo
Nesse mundo roda-gigante...
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Sabedoria na Loucura! - por Esther Rogessi

CIÊNCIA OCULTA...
Nada há oculto que não seja revelado.
Arte Hermética... Caibalion...
O que é selado,
Trismegisto...
Diz-se do que julgam alguns, ser três vezes o grande.
O que o É... Uma só vez É!
A Santíssima Trindade o É!
Hermes...
Fundador da Astrologia, Arte Hermética, Alquimia...
Egito antigo o deificou, cultuou...
Thoth...
A Grécia igualmente o deificou...
“o deus da sabedoria”
Deus, O ETERNO, Jeová... A própria sabedoria
Outro não houve, não há nem haverá!
Hermes?
Ou Melquisedeque?
Sacerdote de Salém...
O primeiro a dizimar a Abrão, ainda não Abraão!
Do qual não se tem conhecimento dos pormenores de sua vida, nem de sua morte.
Abraão...
Amigo de DEUS!
Por receber desta FONTE A VERDADEIRA SABEDORIA.



Visitem Esther Rogessi
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Um Lance de Ocaso - por Luiz de Almeida Neto

Foi só uma rajada,
uma lufada de ar fresco
O tempo de pegar a almofada
ou de chegar primeiro.

O tempo inteiro eu organizado
E na hora de valer
Tudo decidido ao contrário
do que eu esperava ver.

Fazer de conta que controla tudo
ou crer que alguém controla
por você
Não faz diferença em um mundo
que na hora do deita-e-rola
não se sabe o que vai acontecer.

No fim das contas é só uma torcida
Uma ponta de esperança
mastigada, pisada e cuspida
esperando vingança.

Não sou eu quem vai dizer
até porque não há nada
por trás de um segundo:
ridículo e imenso prazer,
ou se é uma porrada,
gesto escroto e imundo.

Difícil fazer sentido
Quando tudo se explica
no rolar dos dados do infinito
fazendo friozinho na barriga.

Mais uma carta, senhor?
Eu quero mais é passar do vinte e um.



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quarta-feira, 29 de julho de 2009

As Nossas Palavras XIX - por Alba Vieira

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Trabalhar é o proveito dessa vida.
Jamais roubar do filho o direito de ir à luta é a dura lição daquele que não tem vocação para ensinar e só sabe superproteger.



Visitem Alba Vieira
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Meu Sonho de Consumo II - por Adir Vieira

Tomei um banho rápido com o intuito de não desistir da compra. Sempre acontece isso com meus desejos frugais – acabo deixando-os de lado.
Com a ideia fixa na cafeteira, saí em direção ao shopping próximo, pois lá, com certeza, escolheria, nas diversas lojas de eletrodomésticos e nas lojas de departamentos, aquela ideal para a minha cozinha.
Não gosto de café, mas prepará-lo ali seria tudo de bom. Antes de comprá-la, garanti num reforço para a não-desistência: os grãos adequados, escolhidos logo na entrada, no supermercado.
Percorri duas ou três lojas, inclusive a que distribuiu o folheto de propaganda e, para minha tristeza, todas demonstravam estoque zero e os vendedores informavam aquele extenso prazo de entrega. O preço nunca condizia com o divulgado porque isso, porque aquilo.
Meu desejo de comprá-la ia definhando e até questionei se era tão forte assim. Mas já tinha os grãos, o que fazer senão ir em busca da preciosidade?
Andei por mais algumas lojas, mas, sabem, nenhuma das que eu via correspondia àquela dos meus sonhos – ou eram grandes demais ou a diversidade de preparo não condizia com a utilidade que eu dela iria fazer.
Desalentada e culpando minha ferrenha compulsão em certas horas, voltei para casa com o pacote de grãos de café para cafeteira expresso.
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Visitem Adir Vieira
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Santo Desafio, Batman!... - por Ana

Oba! Voltei com tudo!
Já me desfiz da mochila!
Soraya quer desafio!
Pra assistir à luta tem fila!

Num canto do ringue, ela,
Soraya, a Espadachim;
No outro eu, a Samurai,
Tranquilidade até o fim.

Mas, Soraya, tu nem vem
Com briga entre os Estados,
Que por aí eu não vou:
Nós vivemos lado a lado.

Porém digo pra constar:
Tenho sangue nordestino.
Peixeira na minha mão
Determina o teu destino.

Não brinca com isso não,
Que (com ou sem holofote)
Quem vem do Norte ou Nordeste
“É, antes de tudo, um forte”.
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Enquanto isso, no outro corner,
Tremendo e orando agachado,
Nosso Gandhi brasileiro,
Totalmente apavorado.

Foi ao Congresso, dançou,
Se esbaldou na polonesa,
Tirou foto, duelou,
Agora sumiu à francesa.

E Gio, eu te corrijo:
Já houve dois contra um
Aqui mesmo no Duelos.
Dos dois, não sobrou nenhum.

Fiquei eu, a Samurai,
Aguardando mais pelejas,
Até que vieram vocês
Desafiar a sertaneja.

Esclareço outra coisa,
Menino que se fez de pai:
Aqui já lutei vários rounds
E nunca, jamais disse um ai!

Garoto, eu tenho fibra!
Passou por mim, eu amasso.
Tanto que já fui chamada
De “mulher cruel do cangaço”.
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Eu encaro vocês dois
Só com a mão e uma pena.
Vão estatelar no chão,
Sair de maca da arena.

Então entrem logo no ringue
A espada e o estilingue:
O Homem-morcego dos pampas
E a Mulher-gato de Sampa.

Já apresentei minha arma
E todos são testemunhas.
Como é? Não vai começar?
Cansei de lixar as unhas...
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Resposta a Desafio, de Soraya Rocha
e Guerra Santa, de Gio.
Referências: Pra Terra do Nunca..., de Ana;
frase de Euclides da Cunha no jornal “O Estado de São Paulo”;
Sempre Alguém se EngAna, de Gio;
Vade Retro, Ananás!, de Raquel Aiuendi.
Mahatma Gandhi.

terça-feira, 28 de julho de 2009

As Nossas Palavras XX

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Wordle: As Nossas Palavras XX
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Clique na imagem para ampliar.
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Imagem: Wordle
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Provérbio Italiano em As Nossas Palavras XIX - Enviado por Adhemar

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Não ensinar ao filho a trabalhar é como lhe ensinar a roubar.



Visitem Adhemar
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Fuga - por Alba Vieira

Fugir de você não posso
Desde que tua imagem ficou incrustada
No tapete das minhas retinas,
Quando pra longe te vi partir.



Visitem Alba Vieira
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Recado - por Bruno D’Almeida

Tenho andado tão corrido que dei uma pausa nos escritos... mas estou me preparando pra voltar com tudo!
Beijos!!!!!



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Um Dia de Fúria - por Fatinha

Querido Brógui:

Convenhamos que pra quem gosta de futebol, encarar Maracanã em dia de decisão é um prato cheio. Eu sei que o futebol é paixão nacional, mas não tô nem aí pra isso. Quanto mais longe eu estiver, melhor. Então, convenhamos mais uma vez que o último lugar do mundo onde eu poderia estar no domingo era nas imediações do estádio. E onde eu estava? Passando na porta. Tendo acabado de ser atropelada por uma prova. Com fome. Todo castigo pra corno é pouco.
Quando percebi o que estava acontecendo, já havia sido sugada para o olho do furacão. Lembrei de meu nobre propósito de não envelhecer à toa e procurei manter a fleuma. Lacrei os vidros do Tigrão, escondi a bolsa embaixo do banco, liguei o ar condicionado no máximo, coloquei Fernanda Abreu berrando no meu ouvido e tentei transportar a minha alma para outro lugar qualquer. Qualquer lugar, menos ali, onde eu estava. Tentei visualizar o Afeganistão, Uganda, o Complexo do Alemão. Não consegui. Minha alma estava presa ao meu corpo e meu corpo preso no engarrafamento.
Pensei que o melhor a fazer era tentar me distrair observando o que se passava. Péssima ideia.
Primeira observação foi a quantidade de homens barrigudos que existem nesse Rio de Janeiro. Saca aquela barriga pendurada por cima da bermuda? Saca aquela bermuda que não tem o poder de esconder o cofrinho? Saca aquela bunda murcha? Parecia que tinham aberto as porteiras do inferno. E lógico que todos estavam sem camisa, para exibir aquele corpinho esculpido a ferro e fogo pelo capeta.
Também constatei que o esfíncter masculino é bem menos treinado que o feminino. Neguinho faz xixi pelos muros, nos canteiros, na roda do próprio carro, dentro de latinha de cerveja. A falta de pudor – e de higiene – é impressionante.
Mas até aí, tudo bem. O que me causou uma indignação ímpar foi ver os motoristas bebendo e dirigindo. Dirigindo e bebendo. É muita burrice mesmo ou eu é que estou ficando mais chata do que o normal? Vai ver que como dizem que não se deve dirigir depois de beber eles entendem que podem dirigir e beber simultaneamente. Não tinha um policial pra dar uma dura nos caras. Tinha apenas um pobre de um guarda municipal tentando fazer com que os motoristas parassem no sinal vermelho. Sem sucesso, óbvio.
Lá pelas tantas, olho para o lado e vejo um selvagem, portando uma latinha de cerveja e um carro velho todo porrado – duas armas, portanto – dando um tapão no meu retrovisor. Bater no Tigrão? Covardia! Sabe aquela cena de desenho animado quando o personagem fica todo vermelho saindo fumacinha pelas orelhas? Pois foi assim que fiquei. Minha vontade foi de sair do carro e ir lá tomar satisfações, mas em uma fração de segundos eu percebi que não tinha a menor chance de sair viva de uma situação daquelas. Fiz as contas e vi que era uma mulher sóbria desarmada contra cinco bêbados portando cada qual uma camisa do “Framengo”. Morte na certa. Morte dolorosa e humilhante. Controlei meu impulso suicida, meti a mão na buzina e fiz da voz do Tigrão a minha própria voz. Descarreguei naquela buzinada toda a minha fúria e só parei porque – eu nem sabia que isso acontecia – a buzina falhou, ficou rouca.
Moral da história? Eu odeio futebol, odeio os torcedores, odeio a taça Guanabara, odeio o Maracanã, odeio os bêbados, odeio os carros velhos, odeio o guarda municipal, odeio os barrigudos, odeio os mijões, odeio muito tudo isso.
Envelheci.



Visitem Fatinha
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