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domingo, 10 de outubro de 2010

Sortes - por Ana

A sorte põe e dispõe,
Seja destino ou não-azar.
Há dois lados na moeda:
Alegrar e agonizar.

A sorte, fiel escudeira,
A sorte que vem assombrar;
Às vezes, uma boa estrela,
Por vezes nos põe a chorar.

Seja uma ou seja outra,
Há-de haver serenidade,
Para que os seus efeitos
Não nos afetem a integridade.

Cuidado com os filhos de uma:
Arrogância, soberba, poder...
E com os frutos da outra:
Depressão, tristeza, sofrer...

Se a primeira sorte lhe cabe,
Ajoelhe-se a agradecer;
Se a segunda sorte lhe ocorre,
Use-a p’ra amadurecer!
.

2 comentários:

Diza disse...

Ana,
que felicidade a sua em compor esse poema.
fenomenal!
curto e tão significativo e verdadeiro.
adorei!
bjs,
Diza

helena disse...

Ana adorei te ler...
Beijos



Cresci ouvindo falar que chinelos ou sapatos virados com a sola para cima davam azar, tanto que sempre que vejo algum calçado virado tenho que desvira-lo, mesmo sabendo que isto é pura superstição sem sentido.


Pés de coelho e ferraduras dão sorte?

Mas o que falar então da arruda...
Será o cheiro ou suas folhas meigas
Azar ou sorte...

Tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece azar num momento, pode ser sorte no futuro.

Melhor nem comentar dos jogos...

Somente sei que tenho muita sorte ou azar , oh duvida cruel



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