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domingo, 10 de outubro de 2010

Para E’le - por S. Ribeiro

Querido, tu vieste com a ferrugem. Me forço a escrever, porque assim traço tua lembrança. Mas preciso imediatamente desenhar meu caminho, que de teus braços para a rua, venho tomando imensa consciência de mim mesmo. Enfim, dentro de um palmo de distância, consegui ver a eternidade. O Sempre constrói sentidos razoáveis em mim. Ando desgraçado e mais perto de searas divinas. É uma oportunidade. Não te esqueço visto que teu cheiro reencarna em todo objeto.

Já não posso mais perceber as marcas de um abraço, que’u guardo como um morto que não pode levar riquezas no túmulo. Te quero porque sou jovem e talvez não mereça outra vida além desta, agora cheia de ti. E o vento nada de palavras leva. Ele carrega tuas coisas, nossas costas, ele sequer nos espera. E termino te dizendo: caso não possas me querer como eu te tenho, aloja com respeito minhas lembranças, que hoje conheço o que chamam paixão, e não poderás me visitar em uma prisão como essa.

as pessoas que não pensam não amam. é irrefutável.
(Sylvia Beirute, Dia de Chuva)
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