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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Augusto dos Anjos e seus “Versos Íntimos” - Citado por Alba Vieira

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
.

3 comentários:

Anônimo disse...

Comentário por Passa-Tempo — 10 fevereiro 2009 @ 15:57

eu sou simplesmente apaixonado por esse poema!
Versos Íntimos - Augusto dos Anjos
Motivo - Cecília Meireles
perfeitos!!! ^^

Anônimo disse...

Comentário por Passa-Tempo — 13 fevereiro 2009 @ 2:06

O amor mais disputado

Ha…Ha…Ha…
Morreu o Padroeiro da paixão,
Gargalhe na cova dos amores impossíveis,
Olhe a sete palmos,
Veja se são visíveis,
Os corações despedaçados
Por sentimentos atordoados.

Ha…Ha…Ha…
Ria mais um pouco,
Desça comigo nesse túmulo
Verás que é apenas um acúmulo,
De podridão amorosa jogada fora,
Para ser comida por um Porco.

Ha…Ha…Ha…
Gargalhe com toda força,
Bote pra fora o sentimento,
Isso se ainda houver algum,
Não choramingue, não quero ouvir seu lamento,
Guarde essa dor pra você,
Pois quem entra aqui já está acabado,
Engula esse choro e morra pelo seu pecado.

Shuu…
Ria, mas lentamente,
Respire fundo e devagar,
Não precisa gargalhar,
Seu tempo se esgotou,
Parabéns, você morreu,
Seu coração parou,
E o ódio o dominou.

Mas não se vingue,
A vingança te matará outra vez,
Ela virá como uma rosa espinhosa,
Que desce pela sua garganta te rasgando
E envenenando.

RS…
Agora, olhe para cima,
Pode continuar deitado,
Pago pra ver você levantar,
Agora ai é o seu lugar,
Leia, e assim diz a lápide:
Ninguém dorme de olho fechado,
O coração que se manteve enganado,
Aqui jaz, o amor mais disputado.

Obs.: Ha…Gargalhe!

Anônimo disse...

Alba:
Este poema é pesado! Mas é fantástico!
Obrigada por ter postado aqui.