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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A TODOS OS AMIGOS DO DUELOS

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É Natal - por Alba Vieira

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É Natal.
Vamos permitir que nasçam em cada um de nós sentimentos de fraternidade, de amor ao próximo, de tolerância com os outros e com aspectos nossos que não apreciamos.
Vamos tentar permitir que aquilo que em nós ainda é latente se desenvolva e possamos descobrir novos talentos, novas capacidades de interagir com os outros e produzir coisas boas.
É importante, sobretudo, que estejamos atentos para buscar a transformação daquilo que é inadequado, que tira a nossa felicidade, que nos distancia dos outros e impede a expressão do amor que reside no fundo de nós. Transformar-se é poder evoluir.
Que nesse Natal nós possamos nos abrir mais para o amor, abandonando defesas desnecessárias e fortalecendo realmente o nosso Ser que naturalmente procura o estado de união. Afinal, somos todos irmãos e não podemos estar bem enquanto tantos sofrem, se hostilizam ou são indiferentes na sua solidão, além da necessidade do encontro consigo mesmos.
Feliz Natal!
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E Por Falar em Natal - por Fatinha

Querido Brógui:

E por falar em Natal, quem aqui nunca recebeu um presente nada a ver?
Começando pelo nefasto amigo oculto, uma solução boa pra economizar uma grana, mas sempre causa de profundas decepções. Há muito tempo que eu não participo de um, mas sempre acontecia a mesma coisa: eu me esmerava em comprar uma coisa maneira e recebia um treco que eu jamais em sã consciência teria coragem de dar de presente nem se fosse para meu inimigo oculto.
As situações mais embaraçosas são aquelas em que a pessoa toda sorridente diz pra você que o presente é a sua cara. Quando ouço isso tremo nas bases, porque lá vem bomba (eu tenho cara de bomba?). Como minha santa mãezinha me domesticou muito bem, eu agradeço, disfarço a decepção e penso: “Que que eu faço com isso?”
Eu mesma já devo ter dado presentes assim. Munida da mais singela intenção de fazer o outro feliz e acabando por dar um tiro na água.
Já sei. Você deve estar procurando no seu disco rígido quais foram os presentes dados a mim e tentando adivinhar se eu gostei ou não. Pode parar de se torturar porque você nunca vai saber mesmo. E também nem pense em parar de me dar presentes por causa disso, porque aí eu vou ser obrigada a escrever um diário-denúncia dedurando você.
Em retribuição ao carinho, mesmo não gostando da coisa, procuro usá-la, em homenagem à pessoa que me presenteou. Sim, Querido Diário, minha crueldade tem limites. Não é assim que funciona? O outro me faz feliz dando e eu tento fazê-lo feliz usando. Quando não dá mesmo pra salvar o presente – há casos irremediáveis como roupa pequena, ou uma bijouteria que vai deixar minha pele em carne viva – há solução. Vou trocar, passo adiante – nem adianta fazer cara feia porque duvido que você nunca tenha feito isso – ou simplesmente meto no fundo do armário e pronto.
Temos aqui em casa a nossa secretária do lar – nome politicamente correto para empregada doméstica – que todo Natal traz um presentinho para nós. Ficamos sempre comovidos porque sabemos o quanto o dinheirinho dela é curto, inversamente proporcional ao prazer que ela sente em nos presentear. Quando ela vem toda contente com o embrulhinho na mão, entramos em pânico porque a cada ano ela se supera trazendo objetos de decoração pavorosos.
Um ano ganhamos um porta-papel higiênico. Sabe aquele que a gente pendura os rolinhos na parede? Tem coisa mais cafoninha? Na minha escala de valores, está no mesmo nível da roupinha para bujão de gás ou o pano de prato calendário – aqui em casa não usamos gás de bujão, graças a Deus.
No ano seguinte foi um vasinho de flores artificiais cor de rosa com areia colorida também cor de rosa. De chorar. O problema das flores artificiais é que além de serem horrorosas não morrem nunca. Não secam, não apodrecem. Só ficam ali se enchendo de poeira e desafiando meu senso estético. E tem mais: tudo quebra, menos o tal do vasinho.
Esse ano, veio a pérola. Umas flores amarelas – artificiais também – submersas em um aquário, com os dizeres: “Jesus o segredo da paz”. Tem noção?

PAUSA PRA EU RIR, TÔ ME CONTORCENDO, O TROÇO É MUITO FEIO…

O pior é que não dá pra defenestrar as coisas. Ela vai dar falta e ficar magoada. Solução: deixar os enfeites enfeiando o ambiente e ela sorrindo. Muito justo.
Mas, vou confessar a você que eu e minha santa mãezinha já arquitetamos o plano maligno de deixar esses objetos ao alcance do João Pedro. Se ele quebrou o galo do Presépio que armamos aqui em casa desde que eu me entendo por gente, tenho certeza de que não vai falhar nessa nobre missão que vamos a ele confiar.
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Postado, originalmente, em 26/12/07.
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Uma Mensagem de Natal... - por Leila Dohoczki

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Bom Natal - por Dan

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Natal Luz - por Poty

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Natal é luz que irradia as mentes
Faz ter outro pensar
... Reações de compaixão...
...Tolerância com o próximo...
Sentimentos de liberdade,
Tranquilidade
E sorriso diante tanto brilho...
Faz parar e sentir menos stress
Também repensar suas atitudes durante o ano
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A Todos, um Feliz Natal - por Tércio Sthal


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Boas festas em harmonia,...........................................................................
bons intentos e boas ações,...........................................................................
e 2011 repleto de alegrias...........................................................................
e grandes realizações,...........................................................................
é o que deseja, neste dia,...........................................................................
o escritor Tércio Sthal............................................................................
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O MELHOR ESTÁ POR VIR

Mais um ano que se passa,
e novos desafios vêm,
e por mais que se faça,
algo por fazer se tem,
mas não devemos esquecer
o melhor pode estar por vir,
depende do nosso querer,
de ver oportunidades e agir,
para estabelecer o bem.
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Aí Vem o Natal! - por Adir Vieira

Deus meu! Olhei o calendário hoje e me assustei ao constatar que estamos apenas a oito dias do Natal.
Esse foi um ano atípico para mim, pois novembro passou e eu com os problemas de saúde do meu marido, nem percebi.
Com isso, aqueles preparativos habituais ficaram para trás e me vejo nesses poucos dias com necessidade de correr muito.
Sobretudo esse Natal eu preciso festejar.
Festejar o fato de os atropelos não terem deixado marcas tristes em minha vida.
Festejar, pois devemos agradecer a Deus o amadurecimento que a vida nos impõe com a vivência das coisas perigosas.
Festejar porque a família está aí, nos rodeando com o seu amor e compreensão.
Festejar porque as palavras amigas nos momentos em que vivemos os problemas nunca serão esquecidas.
Festejar, enfim, porque estamos vivos.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Churrasco de Rico e de Pobre - por Ninguém Envolvente

O Churrasco tornou-se a principal diversão dos brasileiros nos finais de semana e feriados. Atinge a todas as classes sociais. Veja este estudo que define as características dos dois tipos principais: rico e pobre.

TRAJE FEMININO DE RICO: Calça cigarreti da Zara, bolsa Louis Vuiton, blusinha básica branquinha da Siberian e aqueles óculos Giorgio Armani originais, e ela sempre chega sozinha no seu carro, é claro.
TRAJE FEMININO DE POBRE: Minissaia curtíssima, blusinha C&A, chinelo ou tamanco.

TRAJE MASCULINO DE RICO: Bermuda Hugo Boss, camiseta da Brooksfield, óculos e aquela caminhonete.
TRAJE MASCULINO DE POBRE: Chinelo Rider, bermuda de uma calça jeans cortada com barriga saindo para fora, camiseta do Flamengo jogada nas costas, óculos de camelô R$ 5,00 ou bermuda de nylon sem camisa e descalço.

CRIANÇAS DOS RICOS: As meninas estão de rabo de cavalo, limpinhas e calçadas, brincando sentadinhas com uma boneca.
CRIANÇAS DOS POBRES: As meninas estão de chuquinha caindo, nariz escorrendo, gritando e correndo descalças com a mãe correndo atrás e gritando “Rosicreide, eu vou aí te bater, menina!”.

COMIDA DE RICO: Normalmente eles não comem, quando comem é um pouco de cada coisa, arroz com brócolis, farofa de frutas, filé, picanha, mussarela, sendo cada coisa comida a um tempo diferente e pausadamente. É comum também encontrar uma mesa de frios e outros aperitivos.
COMIDA DE POBRE: Vinagrete cortado em pedaços, farofa, salada de maionese, muita asa de frango com as pontinhas queimadas e linguiça com pão. Outra opção de carne seria a tradicional costela escorrendo óleo e fraldinha de promoção.

BEBIDA DE RICO: Homens, chopp da Brahma ou cerveja Heineken geladíssima. As mulheres bebem água tônica Citrus Schweppes ou Evian e refrigerante diet.
BEBIDA DE POBRE: Cerveja Belco e Kaiser, geladas no tanque de lavar roupa. Quem fica tonto mais rápido bebe, intercalado, água da torneira, Baré Cola, Fly ou Guaraná Sarandi. Não pode faltar a tradicional caninha da roça com limão.

PRATO DE RICO: Normalmente beliscam uma picanha ou filé servido em prato branco liso de porcelana, kani (carne de siri), queijos variados para acompanhar um bom vinho de safra acompanhado com taças apropriadas de cristal para água e vinho.
PRATO DE POBRE: Nos tradicionais pratinhos de plástico ou papelão, repetem a comida toda hora que não há fila. A bebida é servida no copinho de plástico (compra-se o número exato de convidados) ou aquele de requeijão ou geleia para convidados mais chegados: familiares, compadres ou algum cabo da PM, Corpo de Bombeiros, Escrivão da Polícia Civil etc. (os Vips).

MÚSICA DE RICO: Jorge Vercilo, Marisa Monte, Maria Rita etc. Até mesmo Lounge Music e Jazz. Pode ser que seja contratado um grupo que toca chorinho, mas só músicos formados em faculdade específica.
MÚSICA DE POBRE: Aquele pagodão de cair suor. Zeca Pagodinho e Jorge Aragão são os reis. Só CD pirata de 4 por 10,00 (mídia azul). O importante é tirar a galera do chão, depois de umas 3 horas de churrasco todos já estão dançando independentemente das idades ou credos. Também é organizado após as 3 horas o batuque nas panelas, mesas, latões ou quaisquer objetos disponíveis (músicas do Almir Guineto e sambas-enredo do passado). A mulherada tira a sandália porque não está acostumada, e bota a poeira pra subir.

CHURRASQUEIRO DE RICO: Contratado, trabalha normalmente no Fogo de Chão ou em algum buffet e traz consigo a equipe que serve os convidados.
CHURRASQUEIRO DE POBRE: Amigo de um conhecido que adora fazer churrasco e cada hora um fica um pouquinho na churrasqueira. Normalmente é um cara barrigudo que fica suando com uma toalhinha na mão (ele usa para enxugar o suor, para limpar as mãos e para qualquer outra coisa que ele precisar). Adora ficar jogando cerveja na brasa pra mostrar fartura!

O LOCAL DE RICO: Área coberta com piso de granito, existem mesinhas e cadeiras para todo mundo. Tem piscina, mas ninguém anima a se banhar.
O LOCAL DE POBRE: Local aberto, normalmente na laje, sol quente na cabeça ou chuva para apagar o fogo (então é improvisada a cobertura de lona somente para a churrasqueira), cadeira para quem chegar mais cedo (estes cedem o lugar para os idosos e grávidas atrasados, se for o caso), os demais ficam de pé, esbarrando uns nos outros e pisando no seu pé, mas não tem problema porque normalmente todo mundo tá descalço.

O FINAL DE RICO: Em menos de 3 horas, cada pessoa pega seu automóvel e vai embora. Todos saem em momentos diferentes para que o dono do churrasco possa fazer os agradecimentos.
O FINAL DE POBRE: Depois que todo mundo está bêbado, o dono da casa diz que tem que trabalhar cedo no dia seguinte. O pessoal ainda quer fazer vaquinha para comprar mais uma caixa de cerveja. Quem não tem carro pega carona ou vai de buzão mesmo. (Isso sem contar os que precisam curar o porre estabacados num sofá ou pelo chão mesmo, antes de pensar em ir embora). O pessoal de carro liga o som alto (pagode, é claro!) e sai buzinando, bêbado, sorrindo e gritando: “Valeu, maluco!!!”.
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SOS Rio de Janeiro - por Alba Vieira

Nas últimas semanas, o estado do Rio de Janeiro foi manchete dos jornais brasileiros e estrangeiros em virtude do caos que se instalou na cidade, provocado por integrantes de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e da reação do Estado, com a integração das forças armadas e polícias, que cooperaram e retomaram terrenos dominados por bandidos para as comunidades pobres residentes nesses locais.
A mídia chamou a atenção para as ações cinematográficas das forças de repressão, com uma atuação jamais vista antes, tornando um fato histórico a sua ação competente, destoando do que até então era apresentado por uma polícia desfalcada, desguarnecida, esquecida, solitária e corrupta.
Esperamos que esse episódio de ação responsável e competente passe a ser a regra e que seja permanente, com a presença do Estado nessas e em todas as outras comunidades do Rio.
Outros dois fatos pedem a nossa reflexão e infelizmente não estão sendo focalizados pela mídia:
É importante assinalar que aqueles usuários que se escondem nas áreas nobres da cidade, quando o caos se instala e evitam sair às ruas por medo, são os mesmos que garantem a manutenção de toda essa violência nas comunidades pobres, ao financiarem o crime organizado quando compram as suas drogas.
É oportuno também refletir sobre o fato de que os chefes do tráfico com casas luxuosas nas comunidades carentes têm como sonhos de consumo, bens (suítes suntuosas com banheiras de hidromassagem, aparelhos de ar condicionado central, piscinas e tvs de tela plana enormes) que muitas vezes constituem exatamente os objetos de desejo de pessoas que, mesmo sendo intelectualmente mais favorecidas que eles, aceitam levar uma vida com níveis crescentes de estresse, empenhando seu tempo e suas almas, apenas para garantir possuí-los. Nesse particular, quanto se diferenciam desses marginais?
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Que Cristo nos Proteja! - por Adir Vieira

Hoje, a Cidade Maravilhosa amanheceu com uma calma aparente.
Ontem, o Rio estava em guerra. Embora a ação estivesse ocorrendo no Complexo do Alemão, toda a Cidade Maravilhosa sofreu e torceu pelo sucesso da operação.
Dava agonia assistir pela televisão a tantos atos de violência.
Desacostumados com medidas desse escalão, as pessoas, de um modo geral, não sabiam ou não queriam admitir que não se tratava de guerra no Haiti, mas no Rio, bem pertinho de nossas casas.
Toda a Cidade se refugiou, toda a Cidade nesse final de semana não viveu.
Toda a Cidade se amedrontou e acho que pela primeira vez, os mais pobres, residentes nas favelas e os mais abastados, residentes nas grandes mansões da Zona Sul, perceberam o que o tráfico de drogas pode fazer com nossa Cidade.
Todos perceberam que se não ajudarmos o Estado a tomar o poder, seremos reféns do mal.
Vamos torcer para que continuemos irmanados, povo e polícia, para restabelecer a paz nessa Cidade tão linda e feliz.
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Postado, originalmente, em 29/11/10.
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Alba Vieira

Gostaria de destacar este maravilhoso texto da Ana, carregado de emoção e força na narrativa da desolação em que vivem tantas crianças tão perto de nós, despercebidas na sua miséria num cotidiano de dor pungente.
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ESTUPROS INCESTUOSOS
(ANA)


Estou caminhando por entre paredes de casas infernais, onde encontro crianças ingênuas e envergonhadas que desejam cobrir sua nudez com possibilidades inexistentes. Convivo com demônios vorazes, gargalhantes e locupletados que avançam cruéis ante a discordância e a ação protetora. Estou só. Passos isolados, de um cômodo a outro, buscando tecidos que escondam a carne que provoca fome nos olhos injetados de desejo. Sou a que não nega o que existe, a que enfrenta, com medo e asco, todos os detalhes cotidianos de uma vivência homicida. Há palavras e atitudes que matam aos poucos, um horror interminável que se refina com o desenrolar dos prazeres experienciados. Há desespero mudo, contido, suicida, imerso numa eterna noite de flagelos e gritos lancinantes das almas para o céu dos desenganados. Há revolta que se engole inteira, enorme, rasgando por dentro e que se alastra pelo corpo, tornando-o, torneando-o, transformando-o, transpassando-o e transfigurando-o. Há satisfação e alegria que saem de bocas gozantes, de peles gordurosas, de cheiros detestáveis, de salivação excessiva que escorre sobre os limpos. Há crianças tocadas, roçadas e soterradas. Há crianças enterradas vivas torturadas nos quintais e sob os alicerces destas casas. Há crianças mal formadas, mal queridas, mal tratadas. Crianças e demônios e nenhum olhar. Crianças e demônios isolados do mundo, participando de uma festa particular. Crianças que nasceram para o prazer, para a luxúria e a tortura. Crianças que vieram para as delícias da carne, para a secreta volúpia do sexo e da dor. Crianças com sangue e corpos tenros que fazem brilhar os caninos sedentos. Demônios... compreendem-se os demônios. Existem. Mas... crianças? tantas? Que permissão admitiria este cárcere dantesco, esta orgia fúnebre? Que força no universo senão a do acaso e da ausência de lógica? Imolam-se os cordeiros sem tirar-lhes a vida apenas pela perpetração do prazer selvagem. Sem altar, sem ritos, apenas profanação e carnificina. Eu cuido das inocências ensanguentadas, chorando vergonha e pavor. Que lugar é este, me pergunto, que lugar é este?
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O Sofazinho - por Fatinha

Querido Brógui:

Não adianta mesmo. Eu não tenho jeito, graças a Deus, e consigo rir de situações nada risíveis. Tenho tido muito tempo para pensar, trancafiada num quarto de hospital fazendo o turno do dia. Como para fazer humor é necessária uma boa dose de mau humor, nada como uma situação desagradável para servir de inspiração. Eu sei, eu sei que eu disse ontem que não estava a fim de fazer gracinha, mas isso foi ontem.
Sentadinha no maldito sofazinho que fica no quarto do hospital, tentando me acomodar naquele objeto produtor de desvio de coluna, fiquei matutando acerca do porquê de, em todos os hospitais haver sempre o mesmo tipo de sofá. Quer dizer, em todos os que conheço (não muitos, por sorte). O treco é duro, pequeno, baixo, sem braço, um horror. Por que? Além disso, o sofá fica estrategicamente situado na frente da porta, ou seja, nem pense em se deitar, a menos que queira levar uma “portada” na cabeça.
Depois de muito meditar acerca de tão importante questão, concluí que o desconforto é proposital. Afinal, o acompanhante não está ali de férias, está para acompanhar o paciente. De acordo com essa lógica maligna, se o acompanhante ficar muito confortável, vai dormir a noite toda, o paciente vai querer alguma coisa, vai chamar, não vai ser ouvido e terá que apertar a tal da campainha para chamar a enfermagem. Consequência: o plantonista terá que se deslocar até o quarto para fazer o serviço para o qual é pago ao invés de esse serviço ser prestado gratuitamente pelo familiar. Faz sentido.
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Postado, originalmente, em 11/11/08.
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¿? - por Renata Zonatto

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Permita-me matar-te em mim...
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Projeto Arte na História “Levando a História para a Escola” - por ZzipperR

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Esse texto é parte de um projeto que estou montando...
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Quantas habilidades são necessárias para se contar uma história e no leque de contar a história, quantas portas podemos abrir para compor o cenário da história nas mãos do contador levado e levando todos para a arte da inspiração.
Dar vida a um boneco é criar e recriar a arte de estímulos que desperta o interesse no outro enriquecendo o lado afetivo, estimulando-o à companhia do outro, abrindo espaço para o diálogo, levando o cidadão a um interesse de inclusão no relacionamento e adaptação ao mundo social. A sociedade abrindo espaço para o cidadão e capacitando-o a conviver em grupo.
O boneco leva o garoto ao autoconhecimento das próprias competências, habilidades de manuseio, respeito ao corpo, conhecimento e interesse nos movimentos dos membros, que levam o aluno a uma auto-reflexão sobre seu próprio corpo valorizando o seu estado físico, evitando atitudes maléficas que comprometem a saúde e prejudique o seu desenvolvimento, como uso de drogas e etc.
Com o desenvolvimento das habilidades, há um aumento expressivo dos reflexos e a coordenação motora conquista habilidades com as mãos, inclusão, junção corpo e mente em um trabalho ligado e amarrado em uma teia entre texto, conhecimento, cultura, visão panorâmica, visão centrada, atenção, interesse, busca, segurança, capacidade, educação e muito mais.
A história é um convite ao prazer da alma que quer se expressar e todos têm essa capacidade. Para isso precisamos trabalhar buscando conhecimento e é esse trabalho que queremos estimular.
Precisamos buscar caminhos para quebrar o paradigma da produção de textos, diversificando as possibilidades de criação com foco em habilidades possíveis que dinamize a leitura devido à curiosidade estimulada pela criação.
Precisamos encontrar caminhos que melhorem o desempenho na criação, liberando a inspiração na magia, ficção mesmo que esboçada de uma situação real ou verídica.
O principal fundamento que alvejo no ato do trabalho enfocado é o alcance do equilíbrio no poder de manuseio das ações e decisões futuras por ele acionadas ou nele depositadas sem prejuízos à sociedade direta ou indiretamente. Esse será o momento em que o manuseador da arte assumirá os comandos da sua própria vida.

Uma questão que me faz pensar e trabalhar no sentido de sua solução é:
Onde estão os valores humanos na escola?

Artista! Ser artista ou não eis a questão? A cultura deve que ser alimentada com novos artistas e é essa a nossa função como educadores.
São tantas questões envolvidas à vida que se torna inviável dizer que nascemos iguais e aprendemos com o mundo à nossa volta, pois trazemos dons ocultos e invisíveis, que se forem trabalhados em seu desenvolvimento no transcorrer da vida, seja pelo olhar panorâmico do professor ou pela observação em particular da família em sua relação diária nas suas manifestações. Se desprezarmos esse olhar toda essa riqueza artística se tornará inútil e adormecida.
O importante é abrir o leque da arte para a criança, deixando-a livre para escolher a cor que brilhe mais em seus olhos. O leque funciona como janelas abrindo o portal da imaginação, sejam nos desenhos em rabiscos, nas cores desordenadas sem significados adultos, na representação de seus heróis, nos contos imaginários, na música ou em pequenas letras desordenadas em rabiscos ilegíveis funcionando poeticamente para o seu criador.
A manifestação da expressão infantil pede licença àqueles intermediadores de visão curta, que estabelecem fronteiras para a arte, essa manifestação abre as porteiras para o saber e aprender, invadindo o mundo mal entendido da criação manifestado por expressões independentes sem o conhecimento de um mundo recheado de censuras que o aborda e engessa.
A expressão da arte não pode ser represada, seus gritos de liberdade devem ser ouvidos, desta maneira a arte e a vida devem caminhar juntas quebrando paradigmas e ultrapassando fronteiras multiplicando espaços à expressão, criação e comunicação, onde os sentimentos afloram seus sentidos trazendo para a arte sua realidade expressada inconscientemente por um artista anônimo em seus primeiros contatos com esse mundo.
Uma questão que me faz pensar e trabalhar no sentido de sua solução é: Onde estão os valores humanos na escola? Pois a sociedade é a continuação da escola.
Não podemos nos esquecer que a cultura de uma sociedade deve ser embasada, alicerçada e alimentada com valores humanos, uma alimentação sadia que bem administrada forma cidadãos cientes de seus limites, direitos e capazes de criar, opinar, manifestar e modificar a sociedade em que vive além do mundo à sua volta.

Uma coisa que faz o pensador pensar:
Onde estão os valores humanos na escola?
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Obs: ...O projeto continua...
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Visitem ZzipperR
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O Mundo de Alice (Palavras de um “Quase Deus”) - por Tércio Sthal

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Quem foi mesmo que falou, quem foi que disse,
que este mundo não é obra de uma mulher,
cada um, de per si, pode dizer o que bem quiser,
mas eu quero que saibam que sou quase um Deus
e estou certo de que quem fez isso tudo não fui eu,
esse mundo todo, que esta aí, é obra de Alice.
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....................Visitem Tércio Sthal
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Um Amor que Vai - por eros.ramirez

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Um amor que vai começar traz consigo a excitação do desconhecido. Nenhum amor pode ser igual ao outro. Um amor que vai explodir em êxtase tem toda a energia acumulada em nossos sentimentos. Nenhum amor pode ser reprimido. Um amor que vai amadurecendo cria a paz em quem (se) ama. Nenhum amor pode ser um Big Bang para sempre. Um amor que vai acabar lentamente separa seus amantes. Nenhum amor pode resistir à distância (geográfica ou não). Um amor que vai ser vivido platonicamente satisfaz e ilude a quem solitário ama. Nenhum amor pode viver sozinho. Um amor que vai abre caminho para outro chegar.
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Visitem eros.ramirez
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Primasensus - por Leo Santos

Pra visão, a primavera é a infância,
estância de múltiplas cores, e flora em efervescência;
Urdindo o tapete da pureza,
malícia e fealdade erradicados, jardim da inocência…

Pro olfato, a adolescência,
Rosa que desabrocha esperança no ar;
Aroma de vida pulsando,
sonhos grandiosos, e a certeza de os realizar.

Já o tato, na juventude,
a magnitude da estação, tocando texturas macias,
o pólen expoca,
tempo de descoberta, quão breves são os dias!

No adulto, floresce o paladar,
ao provar da maçã, a ceifa do desejo afinal;
O deleite de intensos sabores,
licores, manjares vários, e o inevitável gosto de sal.

Nas cãs, brancas flores pra audição.
acentuando então o sabor, do vinho de muitos dias;
Saber coroado, a excelência,
girassóis da experiência mirando o sol da sabedoria…
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............................................Visitem Leo Santos
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Tanto Faz se Você Quebrar uma Telha - por Maelo

A natureza toca a sua canção e os minutos vão pingando noite adentro. Erros, acertos e dúvidas. É hora de dançar todos os ritmos no palco sexy da existência. Quem sairá dessa vida sem uma surpresa do destino? Doce, amarga, justa ou injusta. Não importa. A locomotiva tempo trafega com todos os seus mistérios enquanto a esperança desfila no carnaval da sociedade.
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Se a sorte fechou todas as portas e a rotina trancou as janelas, nada de dar murro em ponta de faca. Dói no peito da inteligência. O Compositor da vida tem alternativas. Tem um pacto com a solução. É hora de sair na chuva, apreciar a bela canção da natureza pingando no ar e entrar pelo telhado. Tanto faz se você quebrar uma telha.
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Semente - por Leila Dohoczki


Há na semente
Somente o que se é
Acaso de um alpiste
Nasce um jacarandá?

A vida latente que aguarda
sob a terra, as horas marcadas
sobre ela crescerá,
E sobre ela será tombada.

E qual delas não tem importância
Se cada qual a seu tempo
nasce, cresce, morre e se eterniza
no baú da sua herança?

Em que semente não há razões para existir?

Semente...

Início ou recomeço?
Desconheço!
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Visitem Leila Dohoczki.........

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