Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 7 de novembro de 2010

Chico Anysio em “Monólogo Mundo Moderno” - por Ana

.
.
Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio – maior maldade mundial.
Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.
Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, maratonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas. Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos… Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.
Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.
.

Amigo - por Izabel Sadalla Grispino

Amigo é coisa difícil de achar,
Amizade, pelo tempo testada,
É raridade, fato a se exaltar,
É atitude a ser cultivada.
Amigo é suporte, é aliança,
É ombro, segredo e confiança.

Verdadeira amizade varre o tempo,
Enfrenta com firmeza as tempestades,
Não se ausenta nos contratempos,
Caminha junto pela eternidade,
Não some numa chuva de verão,
Ao outro se une, como os dedos das mãos.

Na adversidade não se está sozinho,
Tem-se sempre alguém com quem contar,
Alguém que nos compreende com carinho,
Que no nosso mundo entra pra ficar.
Quem na vida um amigo tem,
Deve ajoelhar-se, dizer amém!
.
.Clique aqui para assistir ao vídeo desta bela poesia
declamada pelo eterno dedicado esposo (viúvo) da poetisa, Sr. Francisco Graciano Grispino.
.
.
.
.
.

Convite - por Maurício Limeira

Estou postando críticas de filmes no site Shvoong. Você pode acompanhá-las na minha página, clicando aqui. Até o momento são 33 filmes comentados:

A Época da Inocência, de Martin Scorsese.
A Festa Nunca Termina, de Michael Winterbottom.
A Noite Americana, de François Truffaut.
Abril Despedaçado, de Walter Salles.
Adaptação, de Spike Jonze.
Amém, de Costa-Gavras.
Anti-Herói Americano, de Shari Springer Berman & Robert Pulcini.
As Aventuras de Chatran, de Masanori Hata.
As Bicicletas de Belleville, de Sylvain Chomet.
Bem Me Quer, Mal Me Quer, de Laetitia Colombani.
Bob Roberts, de Tim Robbins.
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, de Michael Gondry.
Casseta & Planeta: A Taça do Mundo É Nossa, de Lula Buarque de Hollanda.
Cidade dos Sonhos, de David Lynch.
Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore.
Depois de Horas, de Martin Scorsese.
Diários de Motocicleta, de Walter Salles.
Dirigindo no Escuro, de Woody Allen.
Dogville, de Lars Von Trier.
Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola.
Mister Lonely, de Harmony Korine.
O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel.
O Boulevard do Crime, de Marcel Carné.
O Crime do Padre Amaro, de Carlos Carrera.
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, de Peter Jackson.
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, de Peter Jackson.
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, de Peter Jackson.
Olhos Azuis, de José Joffily.
Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese.
Pantaleão e as Visitadoras, de Francisco J. Lombardi.
Samsara, de Pan Nalin.
Separações, de Domingos Oliveira.
Swimming Pool: À Beira da Piscina, de François Ozon.
.
.
.Aguardo a visita de vocês.
Abraços.
.
.
J. R. R. Tolkien
.

Estou Lendo... - por Alba Vieira

.
Correntes da Vida, de David Boadella.
Corpo Análise, de Gerry Maretzki.
.
.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Estou Lendo... - por Ana

A Visão Celestina, de James Redfield.
O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien.

Eu estou lendo “A Visão Celestina”, por indicação de uma amiga. E, como vocês viram aí em cima, isso não significa que eu tenha terminado de ler “O Senhor dos Anéis”. rsrsrs Já faz mais de um ano que estou lendo Tolkien e nem sei quando vou acabar. Andei pensando... como ADORO DE PAIXÃO esta história, morro de pena só de pensar em chegar ao final...
.

domingo, 31 de outubro de 2010

Tema do Mês de Outubro: Outono

.
.
Caríssimos amigos:
.
.
Hoje foram postados os textos referentes ao tema do mês de outubro: “Outono”,
sugerido por Vera Celms e vencedor da enquete de março.
.
.
.
Participantes:
.
.
Aaron Caronte Badiz
.
.
Ana (2)
.
.
Dália Negra
.
.
.
Lélia
.
.
.
.
.
Penélope Charmosa
.
Soraya Rocha
.
.
.
.
.
.
Muito obrigado a todos que colaboraram com esta “blogagem coletiva”!
.
.
Um grande abraço!
.
.

Outono - por Vera Celms

A primavera mal começou,
Nem todas as borboletas acharam o caminho,
Nem todas as cores amadureceram ainda,
E aquela que foi sogra de novo aniversariou,
Um padrinho antes,
E os políticos já indignaram o povo,
E o povo já se anunciou ludibriado,
ou iludido,
esperançoso quem sabe,
Então vêm as crianças,
De mão com a Madre Santíssima,
Comemoro então um filho,
Peso ideal de um lado da balança,
Nem todos os pássaros foram avisados,
A primavera corre solta...
Dança livre,
A dama perfumada e colorida,
Vestida de branco,
Com nuvens espalhadas pelos cabelos,
Sob o holofote solar,
Música no ar,
De tanta felicidade da natureza,
O dia fica mais longo,
A brisa mais fresca
Afinal, entre indignações e comemorações,
Outubro será encerrado pelas Bruxas,
Como há muito tempo,
Como sempre...
Correndo leves em torno do fogo,
Lindas, femininas, iluminadas,
Com flores nos cabelos,
Com a cabeça nas nuvens,
Como a primavera,
Tão lindas... tão encantadoras...
Saudando, venerando a Deusa...
.
.
Visitem Vera Celms
.
.

Outono - por Alba Vieira

.
Ondulam ao vento as folhas que caem.
Úmidas e acastanhadas forram o chão nos quintais.
Tremulam os lençóis nos varais e a água se esvai.
Ouvem-se os lamentos da solidão no cais.
Nada é mais doloroso que um navio indo embora.
Outono é impermanência e a natureza não chora.
.
.
Visitem Alba Vieira
.
.

Ana Carolina em “Ruas de Outono” - por Ana

 
Nas ruas de outono os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar

Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto

Daria pra escrever um livro, se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar
.
.
.
.
.

Ave Cigana - por Marília Abduani

Ave cigana
na beira do rio,
não dança, não canta,
não sabe voar.
Luz que rebrilha
no campo vazio,
no vago arrepio
do vento a tocar.
Ave cigana,
tantos desvios,
canto vazio,
navio a vagar.
Estrela cadente
perdida na noite,
fugindo da morte,
querendo brilhar.
Ave perdida
sou eu, no caminho.
Em mim, passarinho,
só quer descansar.
No campo, nas flores
buscando seu ninho
no bico, um carinho,
no peito, um luar.
Que vento de outono,
que pranto, que engano
soprou tantos planos
pra longe, no mar?
Ave esquecida
na mão do abandono
perdida, sem dono
e não pode voar.
Ave cigana
na beira do rio,
levando no canto
canções de ninar.
Mensagens ao vento
deixando na aurora.
Sou fauna e sou flora
querendo pulsar.
.
.

Folhas - por Leo Santos

Folhas secas pelo chão,
hábitos higiênicos das plantas
nas pegadas do outono…
As árvores e suas cãs,
tardes em oposição às manhãs,
noites, p’ro ofício do sono…
A sombra, seu legado secundário,
bem primário, sob o domínio do sol;
Faz sua vida desejável,
sua morte lamentável,
até em contrário, prova.
Mas, sempre há folhas vivas,
até mesmo sob a neve,
a ousada que se atreve a cruzar o inverno;
Porém, a tempo sucumbe à sorte,
a morte lhe veste o terno,
e a vida se renova…
A insensatez evita as sombras,
vive em busca de calor,
por prazer é seu labor,
sua caça ensandecida;
Folhas que nascem e morrem n’um dia,
cujas impressões são voláteis,
pois é mui além das coisas táteis,
que se pode tocar a vida…
.
.
Visitem Leo Santos
.

Meu Outono - por Dália Negra

Entrego a mim minha dor,
Minha alma dilacerada.
Das flores, não restou uma...
Primavera despedaçada.

A solidão reside em mim,
Outono, bronze desbotado.
Árvore nua, sem cor.
O ar pesado, parado,
Que condiz com minha alma,
Definitivo, eternizado.
Sem sementes, obscuro,
Por nada fertilizado.

Outono sem folhas, seco,
Isolado, vazio, cruel,
Ilhado de outras estações
Por espesso e negro véu.

Outono em minha alma,
Outono é minha dor,
Outono, meu fardo pesado.
Outono, vazio de amor.
.
.

Felicidade - por Aaron Caronte Badiz

.
O teu olhar no meu olhar,
Uma rosa, a vela acesa,
Tua mão na minha mão,
O teu livro sobre a mesa.
Nossos corpos no sofá:
Outonos. E nossas singelezas.
.
.

Outono - por Cacá

.
Outono me dá uma sensação de neutralidade, de prenúncio. As outras estações têm um apelo coletivo muito forte. Muita coisa a favor da primavera. Inverno e verão numa disputa acirrada de preferências, mas outono... Nada sobra, nada falta, mas também nada se equilibra. Parece uma neutralidade da natureza, desprovida de consciência. Se continua o que passou ou se prepara o que vem adiante. Alguma coisa como deixar estar para ver como vai ficar. Não conheço os Deuses do outono, não sei dos reis e rainhas dessa estação. Qual o seu símbolo de encanto? É..., acho que folhas caindo são para a dúvida!
.
.
Visitem Cacá
.
.

Outonífero - por Davi Rodrigues

Do amadurecer propenso à remodelação infinita do ser
Remonta-se o saber, tal tectônico sentimento a mover
Folhas de passado deslocando-se suavemente do presente
Suculentos frutos de novidades embebedecem tal observador
Suave e breve brisa refrescando o corpo molhado pelas marcas do tempo
Chuva repentina, ora fria, ora morna tal qual as não decisões não tomadas
Posso avistar um certo frio pela frente, o toque invernal do desconhecido...
Algumas flores secas nos bolsos do acaso...
Trilhando entre arbustos dos andarilhos atemporais, sem estações para abrigo de trens...
Descarrilando de tais trilhos submersos empoçados e encharcados pelos rios cheios, com suas velozes vociferações de águas dos desenganos...
Eu e a montanha e o singelo farfalhar de folhas desconectas de seus galhos
Nesse momento.. sou folha, vagando ante a evolutiva alteração climática dos anos de minha vida
Sou nuvem se espalhando a nublar parcialmente...
Fruto maduro pronto a ser degustado nessa manhã outonal de meu existir...
.
.
.

Folhas Secas - Outono - por Leila Dohoczki

Tantas foram as folhas
Que o vento levou
Amareladas, velhas
Consumidas pelo tempo
Que da árvore só resta tronco
E galhos secos erguidos ao céu.

Não há tristeza na paisagem
Ainda que pareça desolador
A árvore antes frondosa
Que mal abriga agora
As próprias raízes.

Até o passarinho se mudou.

Mas, há uma beleza tão grande
Nas folhas que se agitam ao vento no chão,
Arrumando-as e desarrumando-as
Mas todas elas alimentam a terra
De onde a árvore tem fincadas suas raízes,
Que não encontro outro nome que não seja
Beleza da perfeição.

Aqueles galhos erguidos ao céu
Não sei se em súplica ou em agradecimento
Brotarão novas folhas, flores e frutos
Se tornaram símbolo augusto de renovação.

Como eu, ela espera, pacientemente o final de cada estação...
.
.
Visitem Leila Dohoczki........................
.

Nosso Outono - por Soraya Rocha

Eu sou sua amada
Sou sua namorada
Sou a mulher dos seus sonhos
Sou sua musa tão esperada

Sou o seu porto seguro
Sou seu refúgio tão puro
Seu consolo, se está tristonho
Seu passado, presente e futuro

Sou a rainha de suas flores
Sou eu que curo suas dores
Eu te mantenho risonho
Por que caminho tu fores

Sou sua primeira-dama
A dona de tua cama
A poetisa que pra ti componho
Tanto amor no outono de nossa chama
.

Devaneios - por Paulo Chinelate


Ah! Que bom estar aqui neste momento, enquanto a aragem um pouco fria do outono tomba levemente as folhagens das árvores.
Vejo, através da janela, o adormecer da tarde com seus raios luminosos a tingir de dourado o verde das montanhas, antecipando os primeiros sinais da noite que se aproxima.
Ah! Doces momentos! Encantamento de quem espreita cada segundo da vida e não quer perder nenhuma parte deste maravilhoso espetáculo da natureza.
.
.
.
.

Lindas Cores do Outono - por vestivermelho

Chegou o outono e com ele as cores diferentes. Sou apaixonada pelas cores.
A primavera é sempre muito colorida, mas no outono as cores se transformam... O verde se torna sombrio, parece triste; o amarelo das folhas antes verdes torna-se um tom de ouro velho... e as flores sabem que vão enfrentar o inverno, se preparam com suas cores não tão vibrantes, penso que se tornam adultas.
O sol não fica mais até tarde, se recolhe cedo. Ele fica forte e suas cores parecem um misto de pinceladas de cores diferentes deixando a tarde tão linda que a noite chega mais bela, com sua brisa suave que dança entre as folhas. Fico na janela e imagino o que seria a vida sem essa beleza... É como se preparar para a morte, ouvindo e vendo as cores do outono.
Sentimos como o outono se prepara para a vida e morte.
Temos que parar e ver e ouvir as vozes do outono e seremos mais felizes...
.
.
.

Outono - por Luiza Jardim

Outono sem eira nem beira
Borboletas amarelas
Folhas e o telefone toca.

Atender ou continuar na brisa da varanda?
Todas as portas estão abertas
Quase sinto o cheiro do vento
Nego telefone e afirmo ausência.

Aposto nas borboletas e permito,
consolada,
que as folhas se joguem no chão.
Quem sabe calar, suportar o vazio
Aguardar renovação.
.
.
Visitem Luiza Jardim
.