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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Nosso Amor a Gente Inventa - por Duanny

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Eu amo você porque você é maravilhoso ou você só é maravilhoso porque eu te amo?! Acho que pra você isso não tem e nunca teve importância, desconfio que você é mais uma das minhas alucinações, mas acho que você foi uma das mais realistas.

Coloquei qualidades onde não existiam... na maioria das vezes elas realmente estavam ali, mas, mesmo assim, você tinha que ser perfeito, pelo menos pra mim. Eu escondia o que não queria ver e aumentava a idealização de como você era tudo.

Me fortaleci com esperanças e ideias inexistentes, achei que poderia estar certa e talvez apostar tudo o que eu tinha ali mesmo. Você nunca percebeu o quanto era perfeito, me disseram que você também sonhava comigo, você insinuava isso o tempo todo e eu achando que poderia, sim, dar certo.

Pra falar a verdade, sem nenhuma enrolação, acho que você cansou sem antes tentar, me fez acreditar em algo que nunca existiu, pra dizer apenas “Larguei de ser besta”. Deve ter largado mesmo, você nunca me olhou como antes ou falou comigo como se fôssemos os melhores amigos do mundo. Foi aí que eu vi como a perfeição é chata e patética: você começou a me enjoar. Claro, sentia saudade - penso que sinto até hoje - de ter a melhor pessoa comigo, mesmo como amigo.

Quem sabe um dia você vai olhar pra mim e pensar: “Devia largar logo de ser besta”. Mas o amor é assim mesmo, nunca vemos defeitos e sim qualidades, na verdade podem existir os piores defeitos do mundo, que o amor dá conta de deixar as minúsculas qualidades como se fossem as mais importantes.

Todos nós idealizamos a ideia de amor perfeito, de cara perfeito e de vida perfeita, mas quer mesmo saber? Isso tudo não existe, é só uma desculpa pra esconder a ambição, a cobiça, o desejo de ter o melhor pra si mesmo.

Quem sabe um dia as pessoas aprendam a se disfarçar de perfeição.

Quem sabe um dia a vida não dependerá do poder aquisitivo.

Quem sabe um dia eu esteja certa.

Quem sabe um dia eu olhe para trás com a certeza de que tudo valeu a pena.

Quem sabe um dia você veja aquela perfeição inexistente em mim.



Visitem Duanny
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12 de Outubro: Dia da Leitura - por Escrevinhadora

Domingos Pellegrini - Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século


“Hoje, além de dia de Nossa Senhora Aparecida e dia das crianças, é também o dia da leitura. Fiz questão de ler ao menos um texto novo: li o conto ‘A maior ponte do mundo’, de Domingos Pellegrini (está na coletânea ‘Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século’).
Me abstenho de fazer qualquer observação a respeito do dia santo e da criançada, uma vez que em relação a estes outros já deixaram registros.”



E você? Que livro leu ou está lendo?
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Poço Fundo - por Marília Abduani

Se o sol nos afaga com a luz,
com o perfume nos fala a flor.
Com as nuvens nos fala o tempo,
com a chuva, nos fala o amor.

Viagem definitiva,
mistério a nos envolver,
no cumprimento da vida
tão linda no alvorecer.

Não sopra mais nenhum vento
na plenitude do mundo.
Fresco abismo de cimento,
a cal desse poço fundo.

Inda há mais um inverno,
inda em mim mais um verão.
Encardido do que é terno,
rangendo essa solidão.


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Terna Lembrança - por Adir Vieira


Hoje é um dia realmente especial. Dia de Nossa Senhora Aparecida.
Era a santa de devoção do meu pai e com ele aprendi, fervoroso que era, a dedicar também a ela meus pedidos e agradecimentos ao longo da vida. Hoje, rezando aos seus pés e agradecendo a ela a minha vida, vejo a figura de meu pai, crédulo por demais. Vejo-o sentado na cama, com o pequeno quadro em que sua imagem foi emoldurada em mãos, rezando a cada manhã e impedindo-nos de entrar no quarto enquanto estivesse em oração. Lembro que quando comentávamos sobre qualquer dificuldade, ele dizia de pronto que ia pedir a nosso favor a Nossa Senhora Aparecida.
Vejo hoje, sobretudo, a importância do seu gesto, tão desconexo na sua candura, com aquele homem grande e forte. Gesto de determinação de valores morais e sentimentais, tão ausentes nos adultos de hoje. Sinto, em sua grandeza, a real importância da família no que diz respeito à formação das crianças e às sementes de amor e reverência às suas crenças que, por certo, carregarão para o resto da vida nos momentos cruciais.
Fico feliz, imensamente feliz, por essa lembrança terna e eternamente presente, do meu pai.



Visitem Adir Vieira
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As Três Crianças - por Alba Vieira

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Cada um de nós, inevitavelmente, estará, ao longo de sua existência, em contato com três tipos de criança. E se ignorar uma delas, não conseguirá sentir-se pleno. É um engano imaginar que somos diferentes nesse aspecto pelo fato de termos filhos ou não, de nossa condição econômica ou psicológica.
Essas crianças precisam ser alimentadas, indiscriminadamente, por cada um de nós.
Se temos ou não temos filhos, não importa. Se optamos por não tê-los ou se não pudemos gerá-los, se adotamos alguma criança ou não concordamos em fazê-lo, de alguma forma teremos crianças por perto na família, de amigos, de vizinhos, no trabalho ou mesmo em alguma instituição à qual podemos nos filiar. Essas são crianças diretamente ligadas a nós, de quem podemos saber os nomes e detalhes da vida. Elas precisam do nosso cuidado, orientação, do nosso olhar e da nossa atitude.
O segundo tipo são aquelas crianças ligadas a nós de forma indireta. Não conhecemos suas identidades nem muitas coisas da sua história, mas as vemos jogadas pelas ruas, com fome, prostituídas, vítimas das drogas, dos abusos ou esquecidas em orfanatos esperando, indefinidamente, por adoção. Também são crianças fotografadas e filmadas em outras terras, protagonizando documentários sobre os horrores da miséria, da guerra, das desigualdades sociais, espalhadas pelo mundo. Elas necessitam do mínimo que pudermos fazer por elas, através do nosso trabalho, da nossa denúncia, indignação, nossas ações cívicas ou globalizadas.
E a terceira categoria de crianças existe dentro de cada um de nós. Elas precisam, urgentemente, do nosso resgate, por meio do reconhecimento de que existem, dos cuidados que devem ser a elas dirigidos para que desenterremos sua história, as recuperemos e permitamos que ganhem vida outra vez. E assim, através de cada um de nós renascido e renovado, possam ser responsáveis pela melhora desse mundo e evolução da humanidade.
Desejo que neste dia das crianças, todos nós possamos ter a oportunidade de refletir e nos deixarmos acercar por essas três espécies de criança, nem que seja só através da imaginação e sermos capazes de dirigir a elas um sorriso grandioso de acolhimento.



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Criança - por Dan

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Como luz
Caminha por entre nuvens
Festa e Fantasia
Amor, desejo, fartura

Brincadeiras
Total Liberdade
Anjos disfarçados
Verdade e beleza

Criança, queria nunca crescer
Sentir a realidade
Desse mundo de homens
Homens que destroem

Não devia sofrer
Não devia ser abandonada
Não devia chorar
Devia sim, ser feliz




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Canto em Tom Maior - por Daisy

Meu canto inicial era visceral.
Brotava de um canto escuro de minha mente,
Escuro e triste.
Era um canto desafinado, sem ritmo.
Harmonia pesada e complexa.
Um canto que estava engasgado,
Que precisava se fazer presente,
Gritar, colocar para fora
Toda aquela melancolia e solidão.
Em tom menor!
Meu canto não me encantava,
Nem a ninguém, suponho.
Meu canto cansado que se cale!

Meu canto vem se modulando,
Mostrando uma harmonia leve e simples.
Vem se afinando aos poucos.
Parece que flui com um ritmo suave.
Quero meu canto soante, cantante.
Que me encante e a quem o ouça.
Em tom maior!




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Desdobramento - por Leandro M. de Oliveira

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Um dia ele mergulhou num sono profundo e lá permaneceu por eras incontáveis, no escuro da caverna sedimentou o seu sonho. Todavia, num desses golpes da natureza, como que fosse ânsia de vida por si própria, aquele homem acordou. Sua pele não era como a de outros homens ou mulheres, começava a se mudar em forma de uma espécie de couraça, delgada porém de resistência incomum. Darwin tenha um bom lugar no céu! A lei de sobrevivência foi embrutecendo-lhe ante os perigos da sombra, ainda que inconsciente do abismo a evolução brotou-lhe como a primavera em campo aberto. Ergueu-se finalmente daquela cama de campanha, tumular, ineditamente após mil ciclos da lua metafórica viu-se fora da caverna. O sol queima-lhe tanto a tez como os olhos, a essa altura inabituados com qualquer espasmo de claridade. Muito, porém, do desconforto daquela hora fora suprido por revelação mais grave, os pulmões inflavam sem que doessem as costelas, os pés caminhavam sem que houvesse ranger de correntes. “Meu Deus! Estou livre!” Sussurrou em espanto, aquele momento capital de sol a pino e agressão ocular convertera-se em verdade, no momento da descoberta última. Era como se pudesse rasgar com as mãos o quadro do tempo e repintá-lo a seu modo. Aquele homem teve a benção de escolher o próprio caminho. O arrefecido de mitos pretéritos fora reduzido a não mais que isso, alegoria da ignorância ou roupa que não mais se usa. Foi-se o tempo e o assombro, o degelo chegou, o inverno desfaleceu. Compartilhou entre as pessoas, cantou entre os homens, fornicou com as mulheres. Tudo era possível pra alguém sem passado. Caminhava só e tão preenchido de si que era ele mais uma multidão singular que um alguém a carregar coisa por dentro. Mas a vida tem seus desvarios, ele erra em medos cotidianos, e se não há respostas pula a janela da frente e caminha descalço na chuva. O alto cosmo não é de estrelas fixas, para o algo além é necessária a vida de planeta andarilho. Não há modos de se acomodar.

Como aquele homem, meto a mão na consciência quando existir é grave e se ela nada me diz, meto o pé na lama e caminho como um animal a pasto. Mas há um empecilho aqui, esse homem é uma ficção! Ele existe como alegoria, daquilo que sei e do que eternamente suponho. Mais uma vez eu; a usar a máscara do futuro sonhado, a estar ainda em contradição por desprezar o tempo que me leva sem saber. Que posso saber de uma vida nova? Só tenho minhas hipóteses e meu convencimento. Se falar de um novo começo fosse simples como gritar ou esquecer, teria eu mais méritos nisso. Sorry minh’alma, muito prazer, até mais. Fui abominado por não crer na família. Acontece que mesmo não admirando o status quo, suspeito que as pessoas de bem devem estar alheias ao crime organizado.

E o quarto continua avesso à realidade, apenas um cômodo em aparência, muito mais em perspectiva. E eu continuo avesso ao que penso crer, de fora um dogma em construção, de dentro a sombra do precipício. Súbito isso me bate, e me arrepio e cismo. Sou estrangeiro na terra que me deram. Posto aqui, sobrevivo como um personagem habitando clandestinamente dentro de mim.
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domingo, 11 de outubro de 2009

Colcha de Retalhos - por Ana

Misturo letras com amor
para que, à noite,
elas possam te chegar delicadamente,
uma a uma beijando tua pele,
como se meus lábios fossem.

Tranço as palavras delicadamente
para que, à noite,
elas possam te acariciar a saudade,
aquecendo teu coração,
como se fossem minhas mãos.

Teço as sentenças com cuidado
para que, à noite,
elas possam te enlaçar carinhosamente,
de maneira lenta e doce,
como meus braços o fariam.

Vou urdindo textos pouco a pouco,
atenciosamente,
para que neles, à noite,
possa repousar teu corpo macio
enquanto o percorrem
as letras,
as palavras
e as sentenças
que, unidas,
buscam te cobrir suavemente
para que durma,
tranqüila,
sonhando com uma história
que te envolve e faz feliz.

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Salve 27 de Setembro - por Adir Vieira

Desde há muito tempo, sou uma fiel seguidora dos Santos Cosme e Damião. Já lá se vão mais de 30 anos que eu, religiosamente, distribuo doces em homenagem aos dois e às crianças que foram. Se algum motivo me impede de fazê-lo no dia 27, o faço no dia 12 de outubro, das crianças.
Desde pequena curto aquela correria nas casas vizinhas, visto que na minha época de criança, na rua em que eu morava, as casas predominavam. Ouço ainda aquele seu ruído gostoso, fazendo fila, a mando das senhoras que faziam a distribuição que, mesmo praticando um ato que envolvia os santos, se negavam terminantemente a ceder um saquinho que fosse a alguém, mesmo faminto, que não fosse criança. Até os adolescentes que traziam pelas mãos irmãos menores ficavam fora desse favorecimento.
Lembro que na esquina da rua ficava o único prédio do quarteirão. Lá morava uma senhora de uns 70 anos, já viúva e sem filhos que distribuía semanas antes da data, na porta do prédio, cartões para a coleta dos sacos no dia 27. Esse era o mais precioso para nós. O saco era bem grande, pois abrigava, unicamente, um pão doce de uns vinte centímetros de comprimento, recheado de goiabada e coberto de glacê. Lembro que deixávamos para trás qualquer outro recebimento, mas aquele nunca. Sonhávamos já de véspera com aquele presente, pois a cada ano se apresentava de forma diferente.
Lembro também de um dos meus irmãos, saindo e voltando várias vezes para casa com os braços cheios de saquinhos coloridos com a imagem dos santos. Lembro também que ao pedido dos irmãos menores de ganharem apenas uma cocada que fosse, mandava que aguardassem até a noite para a distribuição. Aquele monte de sacos era guardado fora do alcance de nós todos até depois do jantar que, de banho tomado, sentávamos em volta dele que, pacientemente, separava, diante dos nossos olhos atentos, os doces embrulhados, as balas etc. acondicionando-os em potes com tampa, classificados devidamente.
Depois de fazer um balanço da sua coleta, aí, sim, permitia que fizéssemos a festa, sob a permissão de minha mãe sobre o que cada um poderia comer. Essa regra que ele nos impunha hoje nos traz lembranças adoráveis quando, como agora, aqui, da minha janela, observo as crianças correndo em busca dos doces.



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Ampliação de Consciência - por Alba Vieira

Quando meu olhar escapa de mim, existe uma chance de acalmar minha aflição. É que por paradoxal que possa parecer, o que me aflige no que observo, nada mais é do que um reflexo de mim naquilo que me cerca. Assim, para que a miséria, a fome, a degradação da condição humana, a dor, a doença, o desequilíbrio, o caos e tudo que me provoca incômodo, não tenham mais esse efeito devastador, é necessário me colocar como mero observador, alcançar o caráter balsâmico do distanciamento. É preciso discernir bem, através da vivência e da conscientização o real sentido do egoísmo, da compaixão, da indiferença e da capacidade de observar mantendo-se distanciado (misturando-se, mas guardando a individualidade e integrando-se ao todo com a consciência de que tudo tem um sentido e segue seu curso na roda da existência).



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sábado, 10 de outubro de 2009

As Nossas Palavras XXVII - por Alba Vieira

O que tiver de ser será.
Inútil resistir e espernear. Faça a sua parte.
Só o que puder e estiver ao seu alcance.
Onde é que isso vai dar?
Aí já é outro lance...



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O Que Está Havendo? - por Adir Vieira

Hoje parece que acordei “destrambelhada”.
Ao me dirigir à cozinha para fazer o café, senti sede e imediatamente abri a bica do filtro e esqueci o copo embaixo, inundando a cozinha de água. Já que tive que enxugar todo o chão, para ganhar tempo, coloquei a máquina de lavar para funcionar. A bicha encheu, fez todo um processo de lavagem e eu esqueci completamente de colocar o sabão em pó e o alvejante. Resultado: repeti todo o processo.
Dirigi-me ao computador para postar o blog e tive que reiniciar o mesmo por três vezes, devido ao congelamento da tela.
Ao fundo, algo me incomodava - o ventilador de teto da sala resolveu chorar, fazendo aquele ruído estranho de peças de ferro em contato. Quis ver o que ocorria e, ao exame, uma das lâmpadas queimou.
Decidi não me irritar, pois desde que levantei achei-me em câmera lenta, mas a gota d’água foi descobrir, no site da Previdência, que agora, para acessar meu extrato, tenho que cadastrar uma senha, antes obtida através de agendamento e ida a uma agência. Já viu, né? Aí, não prestou. Joguei a toalha.
Hoje não faço mais nada!



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POESIA de Noé - por Kbçapoeta

Quis fazer do nosso amor
Uma arca encantada
Que passaria por dilúvios e Tormentas.
Ah! Mágica encantada.
Que o galho de oliveira fosse seus lábios
Ao tocar nos meus.
O arco-íris confirmaria
Uma divina aliança.
Seu corpo seria o éden esquecido.



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Memórias de um Seminarista (Parte XV) - por Paulo Chinelate

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CASA NOVA, VIDA NOVA!


Belo Horizonte. Como é desconhecida esta capital para os “mineiros” de Juiz de Fora! Não é à toa que nos apelidam de “cariocas do brejo”. Estamos lá, de costas para nossa capital e virados para Rio e São Paulo. Acho que vem daí a rivalidade também dos Cruzeirenses, Atleticanos e Americanos para com o nosso pobre Tupi Footeball Club.
Enquanto aguardávamos os transferidos de Mendes e os novos juvenistas para compormos uma só caravana, fomos conhecer os lugares mais pitorescos da capital mineira.
Mais uma vez o privilégio de tocar os pés no que seria o futuro Mineirão. As arquibancadas a meia altura de construção já nos deslumbrava. Fomos ao que seria o meio do campo. Tinha uma amostra em forma piramidal com as diversas camadas que formaria o subsolo do gramado: pedras graúdas, seguidas de outras menores até chegar à areia grossa, depois terra firme e enfim o gramado serviriam para os engenheiros projetarem o que seria o nível do segundo maior campo de futebol do mundo.
Visitar a Pampulha com seus murais, a lagoa e o seu vizinho aeroporto, bem retirados da cidade, foi um grande passeio.
Algo que presenciei ficou marcado em mim profundamente: Irmão Diniz, nosso futuro professor que iria conosco para Uberaba, nos levou à Faculdade de Letras onde terminara uma pós-graduação para pegar o seu diploma. Visitamos o grande complexo da Universidade Federal de Minas Gerais. Logo após esta visita, ele, Irmão Diniz, dirigindo a kombi em que viajávamos subiu um morro contendo casas muito pobres. Surpresa maior foi quando deparamos com diversas casinhas proletárias de tijolos. Muitas já prontas, outras pela metade e algumas nem tanto, com alguns voluntários, rapazes e moças a meter a mão no barro a erigir paredes. Ele fora o responsável técnico e mentor da grande obra de caridade destinada a substituir barracos de papelão e latão, ainda às fartas por onde a vista alcançasse. Pelos cumprimentos e depois despedidas, vimos muitas lágrimas, tanto dos trabalhadores quando dos futuros moradores. Fiquei sabendo então que seria a sua última participação naquele local de trabalho. Tinha tirado, logo que chegamos, farta quantidade de merenda distribuída a tantos quantos ali estavam. Creio que ele também, como eu e, aliás, como todos nós, sofria de suas perdas na vida.
Chegou o dia da viagem com a vinda do ônibus do Colégio Marista São José lá do Rio de Janeiro. Era uma grande jardineira, com seu bico comprido, trinta e dois assentos, todos ocupados por colegas chegados de Colatina-ES, Vila Velha-ES, Montes Claros-MG, Dores do Indaiá-MG e Patos de Minas-MG. Compúnhamos pequena comitiva, porém grandemente ansiosa pelo que nos pudesse aguardar em Uberaba-MG.
Algo interessante ocorreu nesta viagem. Dos dez contos de réis que ganhara do vovô, gastei um conto com o pintinho Lamparina e os outros nove estavam pesando em meus bolsos não acostumados a possuir tão “elevado” valor. Na primeira parada à beira da tremida estrada de chão batido que ligava a capital ao Triângulo Mineiro, comprei um pacote de balas e, não vendo nada mais útil, adquiri uma lata de azeitonas. Levando-a já aberta ao ônibus, ofereci aos colegas e estranhamente ninguém quis saber do meu regalo. Distraído com o chocalhar da estrada e da paisagem esvaziei a lata de quinhentos gramas, sozinho. Só sei que o resultado não foi bom. Não demorou muito uma cólica intensíssima me acometeu. Segura daqui e dali, não medi esforços para “determinar” ao motorista que parasse na primeira civilização que encontrasse. Foi o que ocorreu. Beira de estrada qualquer, às carreiras, adentrei um cubículo mal cheiroso instado como banheiro. O resultado foi sentido menos de um mês depois quando fui levado a um médico e constatada uma infecção na epiderme, por contato com algum lugar “sujo”.
O novo lar é lindo. Construção novinha cheirando a tinta fresca. Grandes e espaçadas salas de aula. Auditório de grandes dimensões. Uma capela especialmente construída com sistema de ressonância equilibrada para os corais que ali se apresentariam em missas solenes. Isto tudo em um grande sítio arborizado com piscina de água natural corrente e fruteiras diversas.
Não bastasse tudo isso, tínhamos a nossa disposição sete campos de futebol divididos entre si por frondosas mangueiras, localizados a pouca distância do seminário, no Colégio Diocesano de Uberaba, também dos Maristas.
Não consigo me esquecer do primeiro banho de piscina que fomos apresentados ao final do segundo dia. Eu, de calção novo, azul-marinho, a exemplo de companheiros que mergulhavam, decidi pular n’água. Mineirim dos bãos, diz o ditado, fica longe d’água. Constatei de imediato a razão disso. Novato na arte, senti a pressão da água em meus pulmões e ato contínuo aproximei-me da beira e pulei fora. Este pulei fora tem uma conotação bem própria: pulei sozinho, o calção ficou. Consegui, com uma entorse e um safanão evitar que o mesmo se afundasse e ali mesmo enfiei-o pernas acima. Envergonhado, não sei se do vexame ou da tinta azul que escorria pernas abaixo vinda do calção ex-novinho-em-folha.


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Minha - por Poty

Minha Carlota Joaquina...
Minha diva no divã...
Minha rainha sem realeza...
Minha santa sem altar...
Minha advogada sem direito/sem causa...
Minha, mas pode ser livre sem pestanejar...
Minha Deusa sem dono...
Minha fã no afã...
Minha musa lusa...
Minha jovem menina...
Minha mulher que aqui termina,
Mas fica a marca da estima.



Visitem Poty
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Lasta - por Kbçapoeta

Muito tempo usei para me perguntar:
Quando e como será o derradeiro adeus?
Será que os canários se porão a cantar?
Será que choverá como pranto de Deus?

Quantas brancas nuvens verei passar?
Quantos tardes de solidão, verei chover?
Será que alguma rosa verei desabrochar,
Com esses olhos que a terra há de comer?

Imagino um bucólico e poético anoitecer.
O lindo céu rosicler se tornará um breu.
O mais doce beijo minha face molhar,

Última chance de sentir os cabelos meus.
Suas lágrimas em meu rosto vão gotejar.
Usarei seu pranto como se fosse meu.




Visitem Kbçapoeta
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As Nossas Palavras XXVII - por Alba Vieira

Se tiver que aceitar imposições, faça o que puder e estiver ao seu alcance, antes de chegar onde, certamente, deseja aquele que as provocou.
Entretanto, atente para determinadas situações em que melhor seria, para não desperdiçar energia, ceder prontamente.



Visitem Alba Vieira
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O Que Vê... - por Dan

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Um olho cheio de cores.
O que vê uma criança?
O mundo cheio de mentiras, gente sem imaginação.
Um mundo agitado às vezes paralisado de tanta maldade.
O que vê o olho colorido da criança?
Vê só morte ou destruição? Ou vê coisa melhor?
Consegue perceber que deve participar de uma Revolução?
Revolução não das antigas, mas uma de recriação. Mudar o mundo.
O que vê os olhos coloridos de uma Criança?
Vê a Revolução Colorida de todos nós.
Novos tempos, nova vida. Caminhar em frente e evolucionar.
Parar de estagnação. Mudar completamente e amar.
Mundo em ebulição. Realidade fantástica, quase uma ficção.
Ver e aprender. Ler e observar. Conquistar seu espaço e transformar.
Os olhos coloridos de uma criança...
Transfigurar
Elaborar
Ser Mutante
Metamorfosear

Metamorfosear é nossa essência.



Resposta a O Mundo Gira e..., de Gio.
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Visitem Dan
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Hábito - por Ninguém Envolvente

Que sono... Zzzzzzzzzzzzzzzz...! Quando eu vivia no interior escutava histórias de pessoas que moravam em São Paulo, escutava casos de pessoas que nunca tinham tempo para nada, casos sobre o trânsito carregado, casos sobre o ar ser péssimo e muitas outras coisas.
Mas sempre tive uma imagem boa da megacidade e hoje moro aqui. No começo foi estranho e ainda é! As pessoas sempre correndo, meus vizinhos quase não dormem e o trânsito realmente é um caos.
Morei em dois edifícios, mas em três apartamentos diferentes. E em todos eles pude constatar algo muito parecido: meus vizinhos nunca dormem.
Sempre à noite ouve-se um ruído de vassoura, salto alto, arrastar de móveis e vozes (para o leitor mais espiritual, garanto que as vozes eram do andar de cima e não um espírito de porco que veio me dar boa noite). É um hábito eterno e grotesco que acredito nunca terá um fim. Talvez a culpa de todo este transtorno seja a de que não fomos feitos para viver em colmeias iguais estes minúsculos apartamentos.
O hábito de chegar tarde em casa e fazer o que bem entender é bastante problemático para seu vizinho, talvez você não saiba, mas você incomoda MUITA GENTE... Reduza seu ruído.
A crença “os incomodados que se mudem” já saiu da moda, faça para seu próximo o que deseja para si mesmo, isto não é um ensinamento religioso, mas bom senso. Meu vizinho tem o hábito de levar uma vida noturna bem agitada e eu tenho o hábito de quase nunca reclamar, primeiro porque penso: ah ela já vai dormir e segundo: mesmo que eu reclame do barulho, ela não vai parar.
E assim vou vivendo... dependo do hábito e bom senso de minha vizinha, para que eu consiga dormir.
Antes de me mudar, prometo que deixo um DVD do filme “Mudança de Hábito” no andar de cima. Quem sabe ela se toca...


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