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domingo, 4 de novembro de 2012

Serpentário - por Ana



Eu não escrevi uma linha
Desde que o Duelos parou.
Os versos... lá p’ras cucuias...
Minha inspiração murchou...

As letras são minhas amigas,
As minhas palavras, serpentes.
Não escrevê-las me enerva...
Não me entendo mais por gente...

As palavras são serpentes?
Imagino, você pergunta.
A explicação vem abaixo,
Pois a resposta é profunda.

Serpenteiam em minha mente
Em ideias, tramas, colóquios,
Debates, cartas, respostas,
Argumentos, solilóquios...

Enlaçam-se umas nas outras,
Completam-se (por vezes não...),
Dão frutos e às vezes morrem
Antes da concepção...

Enroscam-se longamente
Qual rede de DNA,
Crescem, se reproduzem...
Meu cérebro, seu habitat.

E neste ninho sinistro,
De voltas e voltas sem fim,
Não cabem tantas espécies
Se não saírem de mim.

Elas não se organizam,
Elas não criam sentido...
Apenas em vão proliferam
Num zoológico maldito...

É assim que sinto as palavras
Que ficam aqui represadas.
E eu me torno uma Medusa
Quieta, isolada, ilhada...






 
 

2 comentários:

Cilas Medi disse...

São insinuantes, até beligerantes. E exigem que você as exprima. Parabéns, poetisa!

Orvalho do Céu disse...

Olá, Jair
Represam em nós os sentimentos contidos... as palavras precisam expressá-los...
Confiemos a Deus a nossa inspiração diária!!!
Abraços fraternos de paz e bem