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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ex-orcismo - por Gio

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Ele vem de noite, quando você está prestes a dormir. Quando você acha que vai ganhar o que sempre sonhou, ele vem e relembra o passado, apontando o que de pior você já fez. Leva você para uma viagem do tempo, que te faz repensar sobre tudo. No fim, você acaba se convencendo que não merece o que estava prestes a receber, e larga de mão. O Fantasma do Natal Passado? Tirando a parte do Natal, ele é sim um fantasma do passado. Mas você o conhece por outro nome: o Ex.

Todo mundo tem um (ou uma) Ex. Eu já tive o meu caminho atrapalhado diversas vezes por estes seres, e certamente eu sou o Ex de alguém. Se eu der sorte (ou eu deveria dizer “azar”?), acabo sendo o Ex de mais de uma. Não ria. (Ou você acha que escapa?) E isso é certeiro: ex-namoros, ex-casos, ex-ficantes, e “amigos de micareta” todos podem ter bastante; agora, Ex, com sorte, você só vai ter um.

Pode ter sido um namoro de dois anos, um caso de duas semanas, ou uma rapidinha de dois minutos. Em casos mais graves, não chegou a ocorrer nem mesmo um envolvimento efetivo entre as partes. Pois, no caso do Ex, não depende o tempo de contato, mas sim o seu envolvimento afetivo com ele. De alguma forma, você gostou dele. Depois, por algum motivo, a história termina de um jeito muito estranho. Deixem eu me retratar: a história não termina, é claro que não – aquele momento é que termina. Ele foi seu namoro que terminou por causa dos pais, um primo de quem você não se esqueceu, uma paixão que surgiu durante um namoro. Poderia ter dado certo, não fossem outros fatores.

E é esse o segredo do Ex: poderia ter dado certo. Culpa sua, culpa dele, ou culpa de ninguém, não interessa: em outras condições, poderia ter dado certo. E isso parece dar um aspecto mágico (e certo poder) a essa figura notável na sua vida. O Ex pode acabar com namoros e romances promissores, deixar sua cabeça confusa, virar seus planos de cabeça para baixo, e provocar fortes recaídas, além de crises de ciúmes irracionais. Às vezes, não tem jeito, o problema é terminal: termina em casamento. Ou termina com um.

Apesar de toda essa confusão, nem sempre o Ex é uma entidade má. Muitas vezes, ele nem sabe que é de fato um Ex (e, de fato, muitas vezes você não percebe que ele é). Tudo vai depender do contexto: se é proposital, qual foi o motivo do término, e quais são as intenções de cada um. Atrás da figura de um Ex, pode estar o que você sempre sonhou... Ou pode estar o pior dos cafajestes. Se bem que um não exclui o outro – é tudo uma questão de ponto de vista.

O maior perigo aqui é ser levado não pela paixão, mas pela obsessão. Querer sem bem saber porque, ou não querer e continuar sendo afetado por isso. Dar uma nova chance pode servir de ultimato, e esclarecer as coisas... Desde que seja uma, e não uma compulsão frequente.

E você, já encontrou o seu Ex hoje?
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