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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 6 de junho de 2009

Charada III - por Alba Vieira

Deixo pegadas de sangue na trilha do tempo.
De início sou dor a dilacerar,
Depois um simples lamento.
Justifico a eterna presença do que feneceu.
Pois consolo na perda do amor que morreu.

Teço com os fios das lembranças,
A manta quente que agasalha,
Nos graves momentos de dor
Em que a falta do amor estraçalha
Trazendo o medo da mudança.

Às vezes sou o único remédio
Da relação que já virou tédio,
Porque contra mim não cabe argumento.
É melhor se render,
Quem comanda é o tempo.

Tantas vezes único consolo na terceira idade,
Ainda que isso pareça, da Vida, maldade.
Sou filha da perda e irmã do amor.
Gerada, inevitavelmente, por ela,
Dele, na distância, sou o elo mantenedor.

Atinjo pessoas de qualquer idade,
Pra mim não há limites se é amor de verdade.
Com os fios do tempo teço rede de proteção
Que minora o efeito de cair na realidade
De quem perdeu a razão de sua felicidade.

Sou o mata-borrão pro estrago
Das tintas da morte na tela da vida.
Cicatrizo, se é profunda a ferida,
Inevitável consequência
De uma paixão plenamente vivida.



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3 comentários:

_Gio_ disse...

Li a primeira estrofe, bati o olho na segunda, e decidi: é SAUDADE, e ninguém me tira isso da cabeça. =P

Ana disse...

Sigo o Gio: Saudade!

(Ó, Escrevinha, esperei até hoje para responder... rsrsrs)

Alba disse...

Isso mesmo, Gio. Quando escrevi a charada pensei em saudade. Parabéns. Gosto muito de seus textos. Um abraço.