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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Engenho - por Leo Santos

Não vês o que Pai prepara,
por trás do não, de cada dia;
Constrói uma ponte Sua engenharia,
sobre o rio que nos separa.

Inda que contido o pulso,
nos mostra graça, o Senhor;
E só o faz por puro amor,
pra dar ênfase, dar impulso.

O trampolim da espera montado,
na piscina da sabedoria;
Base do mergulho na alegria,
quando o salto for autorizado.

Por ora, essa distância perto,
abstinência involuntária;
Pois tal sina, não é arbitrária,
é o exercício do deserto.

O treinador sabe que é preciso,
purgar o jardim d’uns insetos;
P’ra depois alar aos afetos,
que voarão no paraíso…
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.Visitem Leo Santos
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Refazendo (Final) - por Duanny

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Acordei como se tivesse sido atropelada, na verdade eu queria mesmo era ter sido atropelada e ter sido levada pra longe de você, onde seus olhos não iriam poder mais me arruinar ou me humilhar como fizeram da última vez.

Mal tive tempo de constatar que estava mesmo viva quando meus olhos se encontraram com os seus. Você estava na cama, me olhando em tom de desaprovação, como se eu fosse uma estranha invadindo seu apartamento, eu ainda estava naquela poltrona de vinil, em que eu tanto tinha chorado. Sem cerimônias me levantei, me sentindo envergonhada por toda aquela situação, queria te pedir desculpas e dizer que eu faria o que fosse pra ter você comigo outra vez, mas aqueles olhos me maltratavam, chegavam a ser cruéis.

Sem palavras ou gestos, peguei minha mala e saí daquele apartamento, queria que tivesse vindo atrás de mim, me impedido de entrar naquele carro; eu estava descabelada, com olhos inchados e uma tremenda ressaca que não me deixava esquecer de você. Fiquei um tempo na rua esperando você vir até mim e pedir pra ficar, mas você não veio, e aquilo me destruiu por dentro de uma forma que ninguém entenderia, só eu.

Cheguei no meu apartamento e deixei que todos aqueles dias se tornassem noites. Queria deitar e sonhar, me fantasiar e depois acordar e ver que tudo não passou de um engano, mas meu sono não vinha, no lugar dele vinha você, me enlouquecendo, me obrigando a me humilhar pedindo seu perdão. Sim, me humilhei diversas vezes, ligava todos os dias querendo você, mas você nem atendia mais as minhas ligações. Até que uma dessas noites uma mulher atendeu o telefone. Eu não entendia como você poderia ter feito aquilo, desliguei sem ter pronunciado uma palavra sequer e chorei, continuei chorando.

Eu precisava dormir, me desligar dessa realidade. Achei alguns calmantes. Por ansiedade tomei todos, todos aqueles comprimidos pra tentar me desconectar de você, de suas lembranças pelo menos temporariamente, mas parecia que o sono não vinha, não importava quantos comprimidos eu havia tomado, o sono não vinha. Peguei mais uma daquelas bebidas baratas e não deixei nenhuma gota, fiquei lá, embriagada, dopada e abandonada.

Finalmente consegui dormir, mas, para sua infelicidade, nunca mais acordei.
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Visitem Duanny
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Ferreira Gullar e “A Estante” - Citado por Penélope Charmosa

Naquele novo apartamento da rua Visconde de Pirajá pela primeira vez teria um escritório para trabalhar. Não era um cômodo muito grande mas dava para armar ali a minha tenda de reflexões e leitura: uma escrivaninha, um sofá e os livros. Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada estante que caberia todos os meus livros. Tratei de encomendá-la a seu Joaquim, um marceneiro que tinha oficina na rua Garcia D’ávila com Barão da Torre.
O apartamento não ficava tão perto da oficina. Era quase em frente ao prédio onde morava Mário Pedrosa, entre a Farme de Amoedo e a antiga Montenegro, hoje Vinicius de Moraes. Estava ali há uma semana e nem decorara ainda o número do prédio. Tanto que, quando seu Joaquim, ao preencher a nota da encomenda, perguntou-me onde seria entregue a estante, tive um momento de hesitação. Mas foi só um momento. Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que fica quase em frente, deve ser 227.” Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira vez, observara que, apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na numeração.
- Visconde de Pirajá 127 - respondi, e seu Joaquim desenhou o endereço na nota.
- Tudo bem, seu Ferreira. Dentro de um mês estará lá sua estante.
- Um mês, seu Joaquim! Tudo isso? Veja se reduz esse prazo.
- A estante é grande, dá muito trabalho... Digamos, três semanas.
Contei as semanas. Não via chegar o momento de ter no escritório a estante sonhada, onde enfim poderia arrumar os livros por assunto e autores. E, mais que isso, sentir-me um escritor de verdade, um profissional, cercado de livros por todos os lados. No dia da entrega, voltei do trabalho apressado para ver minha estante.
- Como é, veio? - perguntei ao entrar.
- Veio o quê?
- Como o quê? A estante!
Não viera. Seu Joaquim não cumprira com a palavra empenhada, ah português filho de... Telefonei para ele sem dissimular, no tom da voz, minha irritação. E ele:
- Como não cumpri? Andei com dois homens de cima para baixo da rua e não encontrei o tal número que o senhor me indicou. Não existe na rua Visconde de Pirajá o número 127, senhor Ferreira.
Fiquei sem ação. Dera a ele o número errado.
- Diga-me o número certo e sua estante estará em sua casa amanhã mesmo.
Fiquei sem palavra. Se não era 127, qual número seria? Não era 227, disso tinha certeza... E o Joaquim ao telefone:
- Qual o número, seu Ferreira?
- É 217, seu Joaquim... É isso, 217.
- Muito bem, 217. Já anotei. Amanhã terá sua estante.
Não tive. Ao chegar em casa e verificar que a estante não estava lá, conclui que havia dado de novo o número errado ao marceneiro. E corri para o telefone a fim de me desculpar.
- Seu Joaquim, é o senhor Ferreira... da estante.
- O senhor está querendo brincar comigo?
Fui tomado por um frouxo de riso, enquanto seu Joaquim, indignado, dizia que não ia mais entregar estante nenhuma, que eu fosse buscá-la, pois já era a segunda vez que subira e descera a Visconde de Pirajá, carregando aquela estante enorme etc. etc...
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pensamento Legal - por Fatinha

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Querido Brógui:

Outro dia, conversando sobre relacionamentos com um colega, ele soltou: “quem diz que quer se relacionar, mas não quer se envolver, tem que namorar uma planta.”

Genial!
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Postado, originalmente, em 02/09/2008.
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Visitem Fatinha
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Albert Camus e a Alegria - Citado por Penélope Charmosa

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Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer e que, de agora em diante, não recusamos a adiar para mais tarde. Na terra dolorosa, ela é o joio inesgotável, o amargo alimento, o vento forte que vem dos mares, a antiga e a nova aurora.
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Mesmo Distante Faço Parte de Você - por Priscila Conrado

Só queria te conhecer
Não quero seu amor
Só peço pra não me esquecer
Eu choro é de dor

Não sei porque foi embora
Mas deixou algo pra trás
Pensou nisso alguma hora?
Não! Comprometer sua paz?

Mas a rejeição não é a morte
Foi só o primeiro de muitos
Conformo-me, questão de sorte!
Esperarei encontros fortuitos
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A Deusa do Vento - por ZzipperR e vestivermelho

Ela chega devagar e soprando uma brisa gelada, a gente sente na alma e fica arrepiado, aquele friozinho sobe pelas costas, até a nuca, sopra no ouvido, como se quisesse dizer alguma coisa, lá no fundo, bem fundo, tão profundo que paramos para escutar, mesmo se ela estiver apenas soprando.

Naquele dia em que eu subi na grande pedra, o sol estava forte, não ventava e o calor estava insuportável, parei e olhei o céu. As nuvens estavam formando e mudando o cenário. Do alto daquela pedra, eu avistei um vento forte se aproximando, eu via ao longe a mata baixando com a força do vento, se deliciando com o seu carinho, com movimentos de felicidade.

Quando ela chegou na grande pedra e me viu, se apaixonou, ela não conseguiu sair do meu lado. Eu via e sentia ela girando sobre mim, já não ventava tão feroz mais, ela soprava um vento suave e gostoso.

Eu não sentia mais tanto calor, sentia aquele vento carinhoso e refrescante que dominava e tomava conta do meu corpo, aliviando o calor e tranquilizando a alma.

A partir daquele momento, percebi que não estava mais só, então olhei atentamente para ver se conseguia vê-la. Ela estava ali, do meu lado, olhando a planície também. Eu fiquei olhando para ela e quando ela falava alguma coisa para mim, eu não escutava, mas sentia o vento soprar em meu rosto.

Ela era linda, mas sua imagem não era nítida, era uma imagem turbulenta, em constante movimento, como se estivesse em um túnel de vento fazendo ondas nos seus cabelos. Fiquei encantado com a sua beleza e sorri, ela sorriu também e do seu sorriso saiu uma brisa refrescante, que atingiu o meu coração.

Resolvi brincar e saí correndo da pedra. Pulei e corri, ela correu atrás e na medida que eu corria, ela vinha fazendo festa atrás, levantando poeira, levantando folhas e soprando um vento forte em mim.

Corremos, corremos muito, no meio das árvores, no meio do campo. Às vezes, ela me ultrapassava e ficava girando, fazendo um rodamoinho como uma bailarina dançando, para chamar a minha atenção.

Nosso namoro era lindo, eu ia correndo e ela me beijando com aquele beijo gelado de vento, eu sentia o carinho daquele vento na boca e no rosto, eu corria e ela me abraçava com seu abraço de vento gostoso e refrescante, tão bom que eu sentia na alma.

Um dia, aconteceu uma coisa inexplicável: quando eu corri para a grande pedra, escorreguei e caí de uma altura muito grande, não tive como me defender e fiquei ali no meio da mata jogado. Ela chegou com todo o seu amor e me viu ali caído, imóvel e sem vida. Seu coração ficou desesperado. Ela deu um grito de dor e saiu arrastando tudo, com uma força imensa, tão forte que arrancava árvores, arrastava casas e destruía tudo que encontrava pela frente.

Ela chorava e aquele vento e aquela chuva inundavam tudo.

Naquele momento, eu cheguei e acalmei a sua dor, ela me viu e ficou feliz, acalmou e agora sopra suave, um vento bem gostoso, o vento do amor. Agora eu vivo com ela, como vento soprando e brincando no meio das árvores.

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sol ama lua
lua ama sol

rainha ama rei
rei ama rainha
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Ou ainda O Necessitado ou Relacionamento em Crise ou talvez Trabalhos Manuais - por Flavio Braga (Erótico)

- Pô, cara, tô necessitado.
- Como assim, necessitado?
- Sexo.
- Hum.
- Mas a coisa está feia. Tenho medo de ter esquecido como se faz, e pior, talvez eu fique muito surpreso se eu lembrar de como se faz.
- Há quanto tempo você não faz sexo?
- Com uma pessoa?
- É, animal! Claro! Ou você acha que conta boneca inflável ou sua mão esquerda?
- Claro que não. Até porque com a mão esquerda a impressão é de se estar com uma estranha.
- Não enrola, cara. Quanto tempo faz que você não faz?
- Sei lá.
- A propósito, você já fez sexo?
- Com uma pessoa?
- Não, com um bode reprodutor, anta! Claro que é com uma pessoa!
- Do mesmo sexo ou de sexo diferente?
- Eu achava que você era hetero.
- E sou.
- Então por que tá me perguntando isso?
- Sei lá, gosto de te ver nervoso.
- Tá certo. Quanto tempo, garanhão?
- Não sei, talvez uns dois ou 20 anos, por aí.
- Porra, mas essa é sua idade.
- Pois é. Não sei mais o que faço.
- Ué, cara, internet serve justamente para pervertidos como você. Procura uns filmes, compra umas velas, um champanhe, para sua mão ficar no clima, sei lá.
- Não adianta mais.
- Como assim, cara? Na internet você encontra tudo de mais bizarro, fica a seu critério a escolha.
- Mas a coisa tá complicada: já vi todos os filmes de Brasileirinhas, de tailandesas, de russas, filmes hentai, softcore, hardcore, forrocore, bondage, sadomasoquismo, sexo com travestis, com anões besuntados com Gelol, senhoras de 114 anos, sexo com mendigos... Nada mais me satisfaz.
- Entre mendigos? Me dá o link?
- Oi? Desculpa. Tava distraído.
- Crise. Seu relacionamento está em crise.
- Como assim, eu não me relaciono com ninguém!
- Como não? E sua mão? Já pensou em sexo com prostitutas?
- Já, mas é como fazer com a mão esquerda. É uma estranha.
- Então amigo, faça as pazes com quem sempre te satisfez. Salve seu casamento com sua mão direita ou vai ter que fazer algo muito difícil.
- É? O quê?
- Arrumar uma mulher.
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Visitem Flavio Braga
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Canção - por Marília Abduani

Os olhos fechados,
a mente vagando.
As mãos vão girando a caneta no ar.
O copo ao meu lado, cigarro queimando,
um olho na terra e o outro no mar.
A boca se abrindo, sem tino, sem nada,
ensaiando sorrisos que estão por chegar.
A feição sombria de uma enamorada,
e no ar, em fumaça, escrito: criar.
Prisão sendo aberta, liberdade doada,
As cordas batendo em meu violão.
E nesses instantes de paz alcançada,
do ventre do eterno desponta a canção.
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Verdades - por Ana

Blusa, jaqueta, cartola,
O negro mostra o que sou.
Máscara na face risonha,
As cores mostram o que doo:

Olhos em azul-celeste,
Um pouco do céu no olhar;
Cabelos em verde-claro,
A esperança a me guiar;

Sorriso gigante em vermelho,
Otimismo a extravasar;
Base branca em todo o rosto,
Muita paz pra harmonizar.

Assim me torno um palhaço
Transmitindo, aonde vou,
Meus ideais, minhas crenças,
Até o último voo.
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..................Inspirado em Palhaço, de Adhemar.
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O Ser Mulher - por Esther Rogessi

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Quando ‘O Criador’ fez todas as coisas, desde a porção seca até as muitas águas; dos répteis até as aves; da grama verdejante até as frondosas árvores... Quando tudo se LHE apresentou perfeito, cuidou Ele de criar o que seria mais perfeito do que toda a Sua criação: o homem!
E deu-lhe o comando, o poder, o domínio sobre toda a carne, até mesmo sobre a temível serpente... Porém, viu Deus que, sendo o homem a sua obra mais perfeita, precisaria de alguém que se equiparasse a ele... Assim, ‘por fim’... criou a mulher!
Sabendo O Senhor o potencial da ‘sua criação’... e quão audaz, sagaz, ardilosa, sensitiva, intrépida e reconhecidamente inteligente era ela - foi quem primeiro falou com a serpente, sem temor - cuidou para que esta não estivesse à frente, nem por trás do homem, mas ‘como que à frente’ - a adjutora -, posição de quem está lado a lado.
O machismo faz com que seja propagada a ideia - machista - de que a mulher proveio do homem... Não entendem o sentido metafórico tão peculiar da Palavra. Acaso não é o homem fruto da mulher?... A ordem natural das coisas mudou...? Certamente que não!
Deus fez o homem segundo a sua imagem... faria a mulher segundo a sua resta?
Não é a mulher quem primeiro o carrega no ventre?
Não é o homem nutrido por seu corpo e formado por seu sangue?
Homens se dizem cabeça, e que a mulher é seu pescoço...
O que é uma cabeça sem pescoço...?
Diante dessa falácia machista... apresenta-se uma teoria, não feminista, por defender a determinação divina de ser o homem cabeça, porém de saber ser verdadeira a Palavra quanto ao fato de que Ele não faz acepção de pessoas - que os amantes da hermenêutica não contradigam -, é obvio que o pescoço embeleza a cabeça e lhe dá direção, permite-lhe o movimento... Penso, no entanto, que se o Criador, logo após o término de Sua maravilhosa obra, percebeu que a mesma não estava completa, faltando um ‘vital desfecho’... e, tendo feito o homem cabeça, fez da mulher simplesmente o seu cérebro... Assim, ela, a mulher, não é vista... Não está à frente, nem por trás do homem, mas, contida em cada um deles...
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Aí ô número cinco!? - por Kbçapoeta

Meus olhos acompanham com pesar a dita flama,
Manifestado com os generais e sua bazófia.
Quem abrirá a furna de seus segredos?

Corpos que nunca pereceram sob quem os reclama,
Escanifrado em degredo, registros da história.
Como será a turba de tantos medos?

Versificada intenção, gramática e prosódia.

Desvirtuados sob razão, sorumbáticos perecemos.
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..........................................Visitem Kbçapoeta
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Bateu Sentimentalismo - por Priscila Conrado

Pra ser sincera,
vou começar do final
pois o que rolou já era
o que não tem nada de mal

Pra ser direta
o que senti foi verdade
confesso ter sido incerta
só quis preservar a liberdade

Pra ser verdadeira
acabei mentindo novamente
Me apaixonei de primeira!
O que me remete à dor recente
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Hoje é o Amanhã do Ano que Vem - por Kbçapoeta

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O Ano que vem começa agora,
Presente justo guardou para ti,
Passado, flor que agora aflora
Essência, mil pedaços para ti.

Bela amanhã onde vive hoje,
Dia de ontem que recordarei.
Para amar-te, se preciso fosse,
Faria o inferno virar lei.

Nossa fotografia desbotou.
O tempo que faz o belo penar.
Chorando o amor se acabou.

Clichê agora é recomeçar.
A roda do tempo nunca parou.
Para dois mil e dez continuar.
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Visitem Kbçapoeta
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Bom Ano - por Dan

Encontre o equilíbrio da vida
Traga solidariedade e carinho
Voe para o lugar mais alto
Tenha paz no seu coração
Crie objetivos e tente alcançá-los
Acredite
Tenha fé nas coisas
Jogue para fora os maus da vida
Tente alcançar as estrelas
Ame intensamente
Almeje sonhos e alegrias
Ilumine

UM BOM ANO A TODOS
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.Visitem Dan
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Kbçapoeta

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Desejo toda a inspiração cósmica, terrestre, marinha e todas imagináveis para os companheiros do “Duelos”.
Beijão para todos e um inspirado 2010.
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Visitem Kbçapoeta
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S. Ribeiro

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Um final de ano auspicioso pra todos nós!
Abraços galera do Duelos!
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........Visitem S. Ribeiro
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Escutar ou Não Escutar? - por Daisy

Minha avó paterna era tão vaidosa que nunca deixou nenhum neto chamá-la de vó; era a Dinda.

Dinda ficou viúva muito cedo, aí pelos seus 30 e poucos anos, com 3 filhos e já grávida novamente.

Meu avô, um oficial de marinha, havia já morado na Inglaterra com a família, por uns anos, acompanhando a construção de um navio. Estava trabalhando na base naval do Ladario quando faleceu. Seu melhor amigo, num acesso de loucura - coisa, que só foi esclarecida mais tarde - deu um tiro no meu avô. Saiu do navio correndo. Foi para sua casa. Suicidou-se, incendiando a casa.
No meu imaginário de menina, essa história ganhava matizes de romance, de filme. O orgulho que meu avô despertou em mim, orgulho de herói, sempre me acompanhou.

Meus avós viveram uma curta, mas muito intensa, história de amor. Ele viajava sempre e, naquela época, o único meio de comunicação era a carta. Essa ia e vinha, quase que diariamente, onde quer que ele estivesse. Quando minha avó morreu, já havia pedido para minha prima que a enterrassem com as 2000 cartas que guardava em uma caixa linda que a gente não podia tocar; só olhar!

A caçula, que nasceu alguns meses depois da morte do meu avô, tinha o meu nome. Dizem que era muito inteligente, à frente de seu tempo. Estudava odontologia. E, destino cruel, se apaixonou por um homem casado. Não se concebia isso, então. Sem nenhuma alternativa honrosa, sem conseguirem romper o relacionamento e sem que ninguém soubesse, decidiram fazer o que para eles era a única saída. No dia de sua formatura, após a festa, engoliu um comprimido de cianureto, enquanto ele fazia o mesmo em sua casa. A Dinda nunca soube disso e, muito menos, da carta de despedida pedindo desculpas que a filha havia deixado para a mãe.
Como gostaria de ter conhecido minha tia e xará!!! Durante muitos anos de minha adolescência, cheguei a ter raiva dela ter se matado, sem ter me dado a chance de conhecê-la. Já mulher, consegui entender e até mesmo partilhar seu drama.

Muitos anos depois, meu pai trouxe a Dinda para ficar uns tempos com a gente no Rio. Dinda tinha todo um ritual para se arrumar. Ela mesma fazia um creme, talvez o que se pudesse chamar de base. Era uma receita toda misteriosa que ela só dividiu com a minha mãe. Elas iam para o fogão e ficavam horas mexendo um panelão, onde se via um líquido grosso bem branco. Depois de frio, era hora de encher os vidrinhos. Curiosa, como sempre fui, fiquei sabendo que não podiam ser vidros grandes, pois o creme precisava ser logo usado para não se solidificar rapidamente. Então, antes de usar, tinham que chacoalhar bem o vidro para que o creme branco depositado no fundo se misturasse àquela água turva acima dele.

Dinda ficava um tempão em frente ao espelho da pia do banheiro. De um lado, sua caixa mágica de papelão, onde eu encontrava milhares de novidades. Do outro lado, um cinzeiro com seu inseparável cigarro. Para meu pai parar de aborrecê-la com o cigarro, e as manchas amarelas nos dedos, ela desenvolveu um truque: segurava o cigarro com um grampo de cabelo e assim não manchava mais os dedos. Fumou até morrer sem qualquer problema.

Mas, voltemos ao espelho da pia. Chacoalhava o vidrinho do creme branco e pegava um chumaço de algodão, que embebia no creme. Ia espalhando sobre o rosto enrugado com uma precisão matemática. A pele ficava bem clarinha, toda por igual!
Aí, passava para os cabelos, que eram finos, já escassos e totalmente brancos. Desbastava-os, para dar mais volume, e ia ajeitando e prendendo com uns pentinhos pequenos e curvos também brancos – para não aparecer, é claro! Um baton bem claro finalizava a sessão.

Que saudade de tudo isso! Como era bom ficar lá admirando aquela pessoinha – ela era tipo mignon – tão sofrida e tão meiga ao mesmo tempo. Ela tivera uma vida bem dura depois que meu avô morreu. Criara os quatro filhos comandando uma pensão, por onde passaram ilustres figuras do cenário político do país.

Dinda era surda e usava um aparelho complicado. Não havia esses pequeninos que quase nem se vê. O dela tomava conta da orelha, e dele descia um fio que se ligava a um estojo – parecendo um celular grosso – que ela prendia na frente do vestido.
Era muito engraçado vê-la ao telefone. A parte que ficaria no ouvido, ficava em frente ao estojo, e o bocal ficava para cima, onde ela falava!!
Às vezes não respondia, quando a chamávamos. Consegui descobrir que fazia isso de propósito. Quando estava cansada do barulho - havia muita estática - simplesmente desligava o aparelho, e ficava em paz. Já no fim da vida, motivada por meu pai, tentou uma operação que lhe devolveu a audição. Glória!! Morreu escutando!
Fico a pensar se não teria preferido continuar com o aparelho, para poder desligá-lo de vez em quando...
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Visitem Daisy
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Edith Lovejoy Pierce e o Ano Novo - Citada por Penélope Charmosa

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Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de Ano Novo.
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Mi Amor - por Yuri

meu amor

eu estou ficando perdido, quando nada mais faz sentido
quando não tenho seus abraços, seus beijos... quando não tenho você!
nada mais esta fazendo sentido, é! esse circo todo só porque você não está aqui,
onde deveria estar o tempo todo.
eu sei que você está longe agora, mas eu sei que você pode me ouvir muito bem
quando mais ninguém estende as mãos, você me puxa do poço
quando mais ninguém me aguenta e é capaz de me entender, você me entende, e sempre fala as palavras certas
quando ninguém mais é capaz de buscar meu amor, você chega e faz carícias em meu coração
quando você não está aqui, eu desarmo ouvindo nossa canção
quando ouço sua voz de novo, o que quer você tenha feito de errado, já está certo o perdão
quando meu coração esta enterrado de agulhas... eu não sei pra onde correr, só até você
mas você está tão tão tão longe, eu sonho em te encontrar
esteja onde você estiver, desejaria ser a chuva para poder cobrir sua pele
mas seria inútil quando seu amor já cobre meu coração intensamente
mesmo longe eu posso te sentir aqui dentro, muito aqui dentro
mas sei que isso não basta, eu sei que pode parecer meio impossível tudo isso, mas não é!
se fosse escolher entre o que é melhor pra mim eu não escolheria estar aqui, assim!
mas já é tarde demais, talvez eu esteja mesmo doente de amor, obcecado por você
ou, talvez, te seguindo com meu coração e minhas intuições
sei que te esperarei aonde você for
eu estarei aqui no mesmo lugar! sei que trará a mais bonita flor, que simboliza só o nosso amor
nossos nomes escritos na árvore de uma ilha distante, já planejo minha morte ao seu lado
mas da vida não temos garantia de nada, nem nos mais poderosos jogos de magia podemos ver como será
o amor vivido, então aguarde, viva intensamente, e espere a vida te surpreender
porque o que é verdadeiro não é jogado ao vento tão fácil, o que sinto por você.
seu príncipe ainda te espera naquele antigo éden...
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Visitem Yuri
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