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Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Querido Duelos - por Ana

O Duelos, para mim,
É lugar fenomenal.
Como surgiu em dezembro,
Foi presente de Natal.

Eu o conheço do início,
Desde os tempos de menino:
Poucas páginas, lá no Terra...
Depois foi ficando divino!

Foram chegando as pessoas,
Cada uma uma verdade.
Tantos mundos diferentes...
Imensa diversidade!

Aí então me animei,
Devido ao nome do lugar:
Convidei a Raquel e o Gio,
E nos pusemos a duelar.

Foram versos divertidos,
Alegria sem igual...
Mas eles se retiraram...
Acabou meu carnaval...

Mas ainda assim eu amo
O Duelos sem peleja:
Tem gente que aqui encanta
Quando narra ou verseja.

Queria citar alguns nomes,
Mas TODOS são meus amigos,
Pois pelo Duelos trago
O mundo deles comigo.

O Duelos é companhia,
O Duelos é “sangue bão”,
O Duelos é amizade,
O Duelos é chimarrão

Que passa na roda amiga
Aquecendo o coração.
Parabéns para o Duelos.
Pro shintoni, abração!
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Penélope Charmosa

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TREM DUELOS LITERÁRIOS
(CLARICE A.)

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Shintoni tem a concessão da linha
A Kalim mandou o trem
Colorido e florido
Bonito como convém
Ana, é coisa impossível
Despejá-la desse trem
Você é a maquinista mais antiga
E guia como ninguém
Nele somos passageiros
E já somos mais de cem
Contos, crônicas, biografias
Poesias, provérbios, haikais
Acrósticos, epitáfios, embates
E tudo na maior paz
Nosso trem não é um Orient Express
Mas feio também não faz
Tem música e Litercafé
Duélogos e charadas
Indicações de filmes e livros
Links, imagens postadas
Despertando ideias inspiradas
Nosso trem tem passageiros cativos
Alguns fazem baldeação
Vão para outros lugares
E retornam na próxima estação
E, traço comum a todos
Seu apreço às palavras
Através das quais expressam
Das mais variadas formas
O que querem partilhar
Observações, percepções, sentimentos
Alguns a alma a desnudar
E se quiser embarcar
Não faça cerimônia não
Trem Duelos Literários
Êta trem bão!
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Referências: As Nossas Palavras VI, de Ana; Trem da Alegria, de Kalim Autuori.
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O Que o Duelos Significa para Mim - por Leo Santos

Um mural onde muitos expõem suas fotos preferidas...
Um concílio onde amantes das letras testemunham sobre seu amor comum...
Uma confraria, onde irmãos de alma, os poetas, resolvem assuntos da família...
Um point, onde sorvemos tragos de afeto em nosso happy hour...
Como somos desafiados, podemos escolher as armas; uns, a prosa, outros, o verso, a crônica, a paródia, a música, os contos, os hai-cais...
Que posso dizer do Duelos senão que ele é demais? Que é normal sempre o ter, mas se por um pouco o perdermos, que falta ele faz!
O privilégio de uma parceria qualificada, a diversidade criativa na passarela, a possibilidade de ver o mundo por uma mágica janela.

Parabéns Shintoni, parabéns duelandos!
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Visitem Leo Santos
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O que o Duelos Significa para Mim - por Thiago de Sá

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...O Duelos para mim?
Portas abertas,
Interatividade além das janelas.
O fruto doce das novas perspectivas.
Campo onde se planta e colhe,
Campo das ideias!
Aprendi com a emoção dos outros,
Emocionei-me com as minhas!
O Duelos para mim?
É um grito para o mundo além da minha visão.
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............Visitem Thiago de Sá
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O que o Duelos Significa para Mim - por Lélia

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O Duelos significa: criatividade, inovação, divertimento, alegria, debates, polêmicas, profundidade, beleza, surpresa etc. etc. etc.
Abrir o Duelos é como ler o mesmo livro com histórias novas a cada dia, um livro dinâmico, vivo, mutável.
O Duelos é tudo de bom!!!
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O Duelos - por Soraya Rocha

Duelos Literários, nome lindo
Que me inspira versos novos,
Que me alimenta a alma
E apaixona meus olhos.

Duelos Literários, local raro,
De sabedoria e criações.
Cybercafé das minhas tardes,
Em meio a tantas obrigações.

Duelos Literários, gosto de ler
Nas linhas e entrelinhas
De tudo que aqui escrevem
Em suas escrivaninhas.

O Duelos é, para mim,
E, acredito, para todos nós,
Um lugar para conhecer pessoas
E nunca nos sentirmos sós.

O Duelos é uma família
Espalhada pelo mundo:
A enorme família das Artes,
Que é um campo lindo e fecundo.
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Parabéns a Shintoni e a todos vocês! Muitos anos de vida!
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O que o Duelos Significa para Mim - por Aaron Caronte Badiz

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O blog Duelos Literários é um espaço em que podemos ler nossas palavras, escritas sem nenhuma pretensão, sem medo de parecermos ridículos.
É um lugar virtual de troca de ideias, de adquirir conhecimento, de distração e divertimento.
Este blog significou para mim um nascimento: a possibilidade de expressar meus sentimentos através das letras.
Agradeço a Shintoni por esta oportunidade e dou os parabéns a ele, pelo trabalho tão bem realizado e a todos os reais escritores deste maravilhoso blog.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Tema do Mês de Novembro: Ciúme

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Caríssimos amigos:
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Hoje foram postados os textos referentes ao tema do mês de novembro: “Ciúme”,
sugerido por Alba Vieira e vencedor da enquete de outubro.
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Participantes:
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Aaron Caronte Badiz
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Ana
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Dália Negra
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Lélia
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Penélope Charmosa
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Soraya Rocha
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ZzipperR
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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta “blogagem coletiva”!
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Um grande abraço!
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Caetano Veloso e “O Ciúme” - por Alba Vieira

 
Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

O ciúme lançou sua flecha preta
E acertou no meio exato da garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta

Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu

Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê

Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme
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Que Já Não Sinto - por Kamala Aymara

Ciúme que arde em chamas
nos ares do pensamento
se sei que é mais um drama
o guardo por um momento.

Se dizes que não o sente
desculpe, não acredito
se engana a si mesmo mente
se enganas a mim duvido

Ciúme não é vergonha
nem deve ser escondido
aprenda a viver com ele
que se torna seu amigo

O que se sente não é crime
ciúme não é bandido
só não deixe que o domine
ou já estará perdido

Ciúme que já não sinto
daquele que já não vejo
Me mata, mas ressuscito
me morde, mas o desejo.
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Visitem Kamala Aymara.....
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Ciúme - por Aaron Caronte Badiz

Ciúme? Eu desconheço este sentimento.
Eu abomino a existência deste tormento.
Prezo na vida cada momento
Para não ter arrependimento.

Ciúme é filho da insegurança,
Pai da extrema desesperança,
Destruidor de toda e qualquer aliança,
Um sentimento próprio de criança.

Ciúme não vale esta tinta no papel,
Ciúme está muito longe do céu,
Ele cobra da dor o aluguel,
Encharca os dias de fel.
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Ciúme - por Lélia

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Ciúme é o amor pisado, dilacerado, esmagado pelo lado negro dos sentimentos.
Ciúme é a perda daquilo que de mais importante pode acontecer na vida de uma pessoa.
Ciúme é escuridão, solidão, tristeza, ausência de bondade.
Ciúme é possessivo, corrosivo, lesivo, assassino.
Ciúme é prova de amor por si mesmo.
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Coisa Indigesta - por Ana

Que coisa mais que esquisita,
Este troço de ciúme!
Se o amor é nosso pasto,
O outro é nosso estrume.

Daí pode-se imaginar
- Dada a metaforização -,
Que o que agrada ao paladar
Se esculhamba na digestão.

Perguntem-me, meus amigos:
Então, não temos saída?
Eu respondo com um conselho,
Já que o caminho é só ida:

Diante de lauto banquete
(Sentimento tão saboroso),
Mantém-se a educação,
O respeito e o decoro.

E o que dele surgir,
Porventura impudico,
Ignora-se. Ponto final.
Joga-se fora o penico!
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Ciúme - por Adir Vieira

Mauro negava sentir ciúme.
Discursava pela vida afora, tal qual filósofo, abominando esse sentimento que, segundo ele, fazia horrores na vida das pessoas que o tinham. Muito mais do que na vida das pessoas por ele atingidas.
Gostava de falar sobre ciúme, catedrático que parecia ser no assunto.
Suas palavras eram de total negação.
Orgulhava-se de, desde menino, dividir seus inúmeros brinquedos de filho único com os amiguinhos da vila onde morava, com todo desprendimento de quem não guardava, em si, nem as mínimas impressões desse sentimento.
Caminhou pela vida dividindo amigos, chefes, empregos, objetos pessoais e até mesmo bens materiais de valor. Tudo lhe servia de teoria para esse gosto de se mostrar isento de ciúme.
Parecia que sua vida foi de total treinamento para que angariasse troféus e mais troféus merecidos.
No entanto, surgiu Marina. Marina, a escolhida. Sem muitos atrativos, Marina tinha uma beleza camuflada que só Mauro percebia a fundo.
Parecia que Mauro escolhera Marina para que fosse poupado dos olhos desejosos de outros homens sobre ela. Mauro passou a temer suas saídas, rápidas que fossem, controladas nos segundos até a sua volta. Tudo de Marina era importante para Mauro. Captava seus sonhos, seus desejos, suas vontades. Vivia totalmente para ela.
Agora, cumprindo já dez anos de pena, olhava o teto da cela e não entendia como disparara aquele tiro em seu coração, à queima-roupa.
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Visitem Adir Vieira
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O Susto - por Cacá

Bom Conselho é uma cidade do estado de Pernambuco, a mais de 2.000 km de distância da cidade onde o Osório fora trabalhar, Mariana. A obra ficava afastada da cidade. Uma fazenda onde se descobriu minério, fora desapropriada e estava se instalando ali uma empresa mineradora. Mais de três mil peões vindos de todos os cantos de Minas e do Brasil. Osório era um carpinteiro. Um artista com armações, formas e ferramentas nas mãos. Requisitado nessas firmas que correm o país construindo obras. A rotatividade de mão de obra nelas é imensa, mas há os casos dos peões seletos, que acompanham a firma onde quer que haja um serviço de importância. Há casos em que elas costumam pagar o trabalhador para ficar em casa, aguardando obra nova. Fazem isso para não perderem os mais qualificados e dedicados operários. Como o Brasil nunca viveu grandes períodos sem crises, deu-se do Osório ficar desempregado. Saíra de casa lá de Bom Conselho, dando a benção aos três filhos e um beijo na mulher dizendo que avisava onde estaria, que mandaria dinheiro para as necessidades tão logo arranjasse colocação. Havia três meses que Osório trabalhava duro de sete da manhã às sete da noite, de segunda a sábado. Tinham pressa os engenheiros comandantes do projeto. Prometeram entregar a infra-estrutura em um ano para que fosse instalada a usina que iria beneficiar o minério retirado da mina.
Numa segunda feira, no horário de almoço, o chefe do escritório mandou lhe chamar. Os comentários no meio dos colegas são imediatos: ou é demissão ou é aumento. Não fica se chamando peão no escritório da chefia por qualquer coisa. A tranquilidade era geral no seu caso, funcionário exemplar, possivelmente ia ser promovido a mestre de carpintaria. Saiu com um papel nas mãos e um semblante preocupado. Entrou de imediato numa sala ao lado que era a do engenheiro responsável pela obra toda. O homem que fazia chover e trazia o sol, segundo jargão corrente. Em menos de cinco minutos deu-se um ruído de vozes alteradas no escritório e, no minuto seguinte, barulho de coisas sendo arremessadas por todos os lados, desenhos, pranchetas, material de escritório, cadeiras. A segurança fora acionada e foram contidos os ânimos. O engenheiro saiu lá de dentro correndo assustado, e o Osório foi levado para fora do canteiro de obras no carro da segurança e nunca mais foi visto. Todos se enganaram quanto a promoção ou o aumento de salário O papel que ele levava era uma carta. A sua mulher descobrira, depois de muito pesquisar nas empresas onde ele costumava pegar essas empreitadas o seu paradeiro lá nessa localidade. A carta dava-lhe 48 horas para voltar para casa sob pena de colocar outro homem no seu lugar, segundo disseram os homens do escritório que conversaram com ele. A bagunça toda foi por causa do seu pedido imediato de demissão recusado pelo engenheiro. Alegava ser bom empregado, não haver motivos para tal ato. Ao que o Osório resolveu fornecer, quebrando todo o escritório. Não ia deixar que ocupassem sua cama lá no Bom Conselho. Não se chegasse a tempo.
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Visitem Cacá
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Ciúme - por Soraya Rocha

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Por ruas te procurei, zonza
Por horas te busquei, louca
Por dias te esperei, mansa
Nenhuma palavra em minha boca

Até que chegaste, plácido
Sem uma desculpa rota
Só uma indiferença pálida
Nenhuma palavra de tua boca

O ciúme dominou, sádico
Criando em mim ideias toscas
Saí da relação, rápido
Nenhuma palavra de nossas bocas
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Ciúme - por Davi Rodrigues

Tal dependente amnésia de mim mesmo
O sectar-se da vida em pleno ato de devoção
Torna-se ampla a captura dominante do desejar
Tal zelo impele a alma mais branda ao lasquear de auto-estima
Já não posso mais deixar de impelir comentários aos que rodeiam meu objecto direto de fascínio
Não toquem, não olhem!
Ordem direta! Insano obstinar...
Ameaça constante que a insegurança reserva aos apaixonados...
Pobre descrença, que assola meu existir dislexo, após tal chegada em minha vida
Demanda constante de olhares desconfiados
Mente ocupada com único objectivo:
‘Ninguém pode tirar isso de mim...’
Se ao menos pudesse respirar com a mesma boca, olhar através de seus olhos
Obter a certeza, de que sou o único vislumbre
Se ao menos pudesse ser sua sombra, pouparia-me tal desfalecer...
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Visitem Davi Rodrigues........
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Ciúme - por Alba Vieira

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Camisa de força, cretinice, covardia, crispação, crise, cólera, crime, cobra.
Idiotice, infantilidade, inverossímil, imaturo, irreal, irracional.
Único, utilidade, universal, usurpador, usufruir, urso.
Mancada, malformação, menos-valia, mentalidade, mal, merda.
Engodo, engasgo, estupidez, estardalhaço, escândalo, espetáculo, embriaguez.
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Visitem Alba Vieira
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Ciúme - por Leila Dohoczki

A faca cravada
Fincada na carne
Do corpo inerte
Que verte o sangue
Que de vermelho tinge
A mão que antes
Acariciava a pele
Com ternura e leve
Num instante breve
Pôs fim a vida
O ciúme finda
A loucura, a vida
E a lágrima caída
No último instante de dor
Na face do medo
Nos olhos fechados
Futuro que a faca ceifou.

Na honra do homem
A marca negra da morte.

Dor e arrependimento
E o mesmo instrumento
Corta-lhe os pulsos
E a vida se esvai...

Aconchegado no frio corpo
Vai morrendo aos poucos
Despedindo-se da amada
Em sangue banhada
Última visão registrada
Quando seus olhos cerraram.

Não há mais honra,
Nem glória em possuir
Não há mais juras, nem loucuras
Não há mais dois
Não há nenhum.
Onde antes eram um.

O que há é a faca
Jogada entre corpos que já se amou...
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Ciúme - por Leo Santos

O ciumento contumaz
da sua insegurança faz,
um azorrague e vira as mesas
no átrio do templo da paz.

Ciúme infundado, erva amarga,
mórbida libação presa à ilharga,
ombro relapso,
lançando sobre outrem sua carga.

Ciúme, zêlo febril mirando o céu,
Caim encenando, sem cumprir o papel,
a coisa certa anelando, tentando subir, na fumaça de Abel

Ciúme, contrasenso do querer,
esforçando as mãos para perder,
aquilo que afirma que é
sua razão de viver.

Ciúme, que estupidez imensa!
Tolhe o bom siso ao que pensa,
e o faz denunciar a saúde,
pra justificar a doença...
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............................Visitem Leo Santos
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