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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Aquele Livro - por Esther Rogessi

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O peso da vida pesou-me... Não encontrei forças para prosseguir.

Vivi à procura de flores: margaridas, acácias, dálias... “Rosas-de-sangue” vi!...

Vi um bem-te-vi voando livre... Entoando repetidas vezes: Bem-te-vi... bem-te-vi!...

Clamor do horror na China, na Índia... A máxima da crueldade vi!

Bem te vi... voando à procura das rosas... O que nelas buscas, não se encontra nos jasmins!

És... tal qual pombas, dependentes do “Ser Supremo” que naquele livro li...

Se não falta para as pombas o alimento... Livramento,

Ó Deus! Dependem de Ti!... Acolhe as pombas e não esqueças os bem-te-vis...

Rega de vida as rosas da China,

Lava o sangue que na Índia vi!

Faz desabrochar os botões da Índia,

Por elas clamam... gemem os bem-te-vis...

A vida que é bela... Feia se faz!

Ó Gaia... Mãe terra! Geratriz... cessa a guerra!

O matador da China, o horror!

“Botões de rosas”, ramalhetes, deixados ao léu, às lágrimas vertentes dos olhos inocentes,

Gritos de dor para dentro de si... Causa morte, obscura sorte: nasceu rosa... dália... E não jasmim!

Um dia, Raquel clamou por seus filhos indefesos... Às suas vidas por um fio perderam, pelas espadas, pelo fio frio calaram!

“Aquele livro” nos mostra um tempo de horror...

Matança hoje tão presente... Feras pensantes, genocídio de inocentes!
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Aquele Livro... (Mentiras no Divã) - por Gio

Nunca tinha sentido isso antes. Já havia admirado, desejado. Já havia gostado, adorado e amado. Já me prendi horas, dias, e até meses; mas nunca tive um sentimento tão forte, uma reação como essa. Foi um mês intenso, horas por dia, a semana inteira. Amor de verão. Quando chegou ao fim, me abracei nele e não queria soltar.

“Mentiras no Divã” é o nome do livro que me provocou a reação acima. Já gostei de vários livros, mas acho que nunca tive uma reação tão forte ao ler algum antes. Uma estória bem construida e personagens extremamente interessantes, humanos de carne e osso, que nos causam identificação. Mais que isso: a mente humana desvendada em suas mais variadas formas, e seus mais diferentes raciocínios.

Mais do que um ótimo livro, “Mentiras no Divã” serviu para aguçar o meu interesse sobre a psicologia e a psicanálise. Como o último é quase inviável, o primeiro subiu na lista de prioridades sobre o próximo curso que pretendo fazer. Claro, primeiro preciso terminar essa loucura chamada Engenharia de Computação...
 

Visitem Gio
Irvin D. Yalom

Aquele Livro (Brasil: Nunca Mais) - por Lélia

Eu comecei a ler aquele livro num dia de chuva, triste mesmo. E o livro era mais triste ainda. Tantas desgraças, tantas injustiças, tantas verdades duras. Fui lendo cada vez mais devagar, às vezes parando para refletir; fechava o livro, deixava sobre o colo, pensava em outras coisas, recomeçava a leitura ainda mais devagar. Até que levantei, coloquei-o sobre a mesa e ali ele ficou por meses, esquecido, eu querendo esquecer dele e de suas histórias difíceis de encarar. Um dia ele foi guardado e um outro dia ele sumiu da estante, alguém deve tê-lo levado. Acho que fiquei aliviada. Jamais esqueci daquele livro: foi o único que não li até o final. E não lerei. “Brasil: Nunca Mais”? Nunca mais...
Dom Paulo Evaristo Arns

A Morte de Carlos Drummond de Andrade - por Lisa Alves

Acordar e ver o quarto tão cinza que mesmo ao abrir a janela nenhum efeito dos raios solares contribuem para diminuir o efeito do último incêndio.
Pela terceira vez ela ameaçara incendiar os livros. “Pobre tem que trabalhar!” “Essas escrituras envenenam seus pensamentos.” “Só os ricos podem se dar ao luxo de ler.” “A louça está suja.” “Nenhum homem vai querer casar com você.” Eu tinha pena dela, também tinha ódio, às vezes receio, às vezes respeito. Por fim não relutava, pedia licença a Drummond e saía às seis da manhã para procurar emprego. Trabalhei em linhas de produção, contaminei meu organismo com baterias de celulares e foi ali que constatei a poesia de Maiakovsky: “Grita-se ao poeta: ‘Queria te ver numa fábrica! O que? Versos? Pura bobagem’.”
Sentia o quanto eram falsas as palavras de minha mãe, pois nos livros existiam descrições perfeitas da vida lá fora, embora a vida lá fora não tivesse tempo suficiente para compreender os livros. A vida lá fora vendera seu tempo, minha mãe vendera sua vida e eu estava prestes a vender minha alma. Meu emprego era um lugar onde pessoas entravam e saíam a cada segundo, ninguém permanecia ali por muito tempo, o pagamento era bom, mas como não havia plano de saúde noventa por cento do salário entrava nos bolsos dos médicos. Um mês era o suficiente para um cidadão de bem suportar aquilo, eu fiquei ali por quatro anos. Nos intervalos (quando aconteciam) escrevia para os meus autores testemunhando a veracidade de seus escritos.

Querido Drummond, minha mão também está suja, não a escondo dentro dos meus bolsos, pois não posso contaminá-los de radiação.

Caríssima, Clarice! Escrevo-lhe com borrões vermelhos de sangue, minhas unhas não suportam os movimentos repetitivos, as baratas possuem uma vida melhor.

Sr. Gabriel García, a solidão que acompanha essa gente durará centenas de milhares de anos. Leve-me para Macondo!

Quatro anos e nenhuma resposta. Na caixinha do correio apenas propagandas dos mercados e contas a pagar. A vida ficou mais difícil, eu estava completamente contaminada com as suas doutrinas. Não havia mais tempo para os livros, chegava cansada, ligava a TV e mastigava algum alimento fácil. Minha mãe já não era a mesma, até beijava meu rosto, arrumava meu quarto e limpava a pequena biblioteca. Os livros já não eram mais perigosos, tornaram-se enfeites na estante da sala. O vazio dentro de mim era descarado, gritava no meu espelho, tremia as paredes, perturbava os meus sonhos. Cheguei ao ponto de ter um verdadeiro nojo das palavras escritas, depois das palavras ditas e por fim fiquei muda. O trabalho tornou-se desinteressante, antes existiam intervalos, antes eu era a espiã de Clarice, Drummond e García Márquez, mas agora minha missão tinha terminado. Assim que fui promovida pedi demissão, não queria mais fazer parte da história daqueles autores, esse mundo era feio demais, inútil demais, não havia sentido viver na descrição de uma vida tão penosa.
Voltei para casa e contei a boa nova para a família, chamaram-me de louca, minha mãe trancou os livros caso eu tivesse a intenção de voltar a lê-los. Ameaçou queimá-los (novamente tornaram-se perigosos). Disse a ela que não se preocupasse, eu não os queria mais, não tinha mais curiosidade de conhecer o mundo inventado por eles. Peguei um fósforo e queimei Drummond. “Morra com sua mesa, morra no meio do caminho, morra com as mãos sujas!” Drummond incendiou todo o resto. Clarice gritava em meus ouvidos: “Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias.” Eu não tive pena, o mundo precisava de novos autores, o mundo necessitava de uma nova visão.
E foi assim que deixei a espionagem para criar um mundo diferente. Hoje trancada no quarto cinza, decorado pela minha ira, escrevo a nova gênese. Lá fora o mundo adormeceu no fogo, eu sabia que tudo era uma grande ficção. Ainda não sei como tudo isso vai começar, só sei que a espécie humana foi extinta da história e uma nova espécie surgirá das cinzas.



Visitem Lisa Alves
Clarice Lispector, Gabriel García Márquez, Vladimir Maiakovski

Fiódor Dostoiévski e Aquele Livro - Citado por Penélope Charmosa

Deixa-me dizer-te, meu caro, pode bem acontecer que vás através da vida sem saber que debaixo do teu nariz existe um livro no qual a tua vida é descrita em todo o detalhe. Aquilo do qual nunca te deste conta antes, vais relembrando aos poucos, assim que comeces a ler esse livro, e encontras e descobres... alguns livros tu lês e lês e não lhe consegues encontrar qualquer sentido ou lógica, por mais que tentes. São tão “espertos” que não consegues perceber uma palavra daquilo que dizem... Mas esse livro que talvez esteja logo debaixo do teu nariz, tu lês e sentes-te como se tivesses sido tu próprio a escrevê-lo, tal como - como é que hei-de dizer? - tal como tivesses tomado posse do teu próprio coração - qualquer que este possa ser - e o tivesse virado do avesso de forma que as pessoas o consigam ver, e descrito com todos os detalhes - tal e qual como ele é!
E como isto é simples, meu Deus! Porquê, eu próprio poderia ter escrito este livro! Porque, de fato, porque é que eu próprio não escrevi este livro!



In “Pobre Gente”.
Fiódor M. Dostoiévski

Papillon - por S. Ribeiro

achei-o como se acha um brinquedo velho
estava num lixo de adultos
num quintal que cheirava a limoeiros e maconha.
achei-o e estava de qualquer jeito
diverso, separado, rasgado, frito
embora tenha vindo comigo.
de todo estava sujo e descobri lá pela página duzentos/quatrocentos e poucas, que lhe falta
(até hoje)
uma página
e impossível encontrar esta página assim
como o encontrei
(contava a história antes da morte de Clousiot).
um novo? talvez. ele é único apesar
de antigo e quebrado.
ainda permanece guardado, só o li duas vezes;
ele é que tem o gosto da tarde de um poeta que já foi livre.
foi o que sobrou de mim aqui.



Visitem S. Ribeiro
Henri Charrière
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Aquele Livro - por Soraya Rocha

Somos amigos há tanto tempo... Nem sei dizer...
Conversas nas madrugadas, até o amanhecer...
Dores passamos juntos, não tínhamos a quem recorrer...
Cúmplices nesta vida, coisa de não se esquecer...
A nossa profundidade ninguém vai compreender...
Tantas coisas dividimos sobre a vida, o morrer...
Mas aquele livro, meu caro, você vai me devolver!
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O Livro - por vestivermelho

Um livro tem em suas páginas tantos mistérios.
Não importa sua capa, seu tamanho nem mesmo sua cor.
Descobri a beleza de um livro quando tinha cinco anos, apenas os via em estantes ou mesmo em lugares que jamais alguém os colocaria.
Estava vendo no jardim uma linda joaninha, sou fascinada, tão pequena mais tão perfeita, com suas asas e sua bolinhas.
Quando vi um livro, sujo, mas que ainda tinha capa e folhas,
Limpei e comecei a ver o que ele tinha, ainda não sabia ler perfeitamente, mas imaginei serem coisas boas, pelas imagens.
Uma linda imagem de uma abelha, aparecia a letra A enorme. Na outra página uma enorme barriga, com a letra B...
Fiquei ali vendo e esqueci da joaninha; quando percebi, ela estava entre uma página e outra do livro, abri e ela saiu voando, tão alegre que fiquei feliz, percebi que ela voava
E voltava para perto do livro.
Entrei feliz na sala e na enorme estante de livros coloquei meu primeiro livro, entre tantos que depois li e reli.
Quando vejo o livro depois de tantos anos ainda sinto a presença da joaninha...
Ele está entre os meus preferidos na enorme estante de livros famosos...
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Que Livro é Esse? - por ZzipperR

Hora sorrindo, hora chorando e toda essa emoção provém da ponta do dedo que percorre as linhas das páginas de um livro velho, que mesmo sem saber o final continuo lendo e me emocionando.
Fascinante transmissão de emoções numa relação de prazer com uma sensação maravilhosa de palavras bondosas, mesmo quando me fazem chorar.
A cada dia que leio este livro me surpreendo com seus detalhes inesperados e, por mais que tente, não consigo desvendar os seus segredos e sou pego de surpresa.
Pensando reflexivamente na história que relata detalhes de uma vida, descrevendo perfeitamente os espaços nas cores, cheiros, pessoas, tempo e personagens que chegam fazendo parte do contexto e outras que partem e nunca mais voltam fazendo sua própria história.
Há horas que estou lendo o livro e paro, transportado para um flashback que me leva a uma viagem ao passado, folheando páginas do começo da leitura, como se estivesse lendo agora, num momento presente, e fico imaginando: se fosse hoje, a leitura poderia ser diferente e aqueles personagens ainda poderiam estar presentes e não definitivamente ausentes do texto.
O tempo é o escultor e à medida que passa a sua mão na arte, modifica o personagem, dando uma figura aparente de sabedoria e serenidade, porém o grande artesão nem sempre consegue transmitir felicidade em sua obra.
Que livro é esse que leio há tanto tempo, dia após dia, e não consigo chegar ao final? Quem escreveu esse livro tão longo, com tantas páginas, tantas emoções, tantos segredos e eu não consigo parar de ler?
O livro é uma viagem no mundo real de um pensador sonhador, que sabe o começo da história, num passado feliz e gostoso. O presente ainda estou lendo e tentando entender o que se passa na cabeça do personagem principal. Mesmo sabendo tudo sobre ele não consigo desvendar como será o final dessa história escrita por um grande escritor, penso que seja o melhor de todos, pois escreveu a minha vida, assim vivo cada detalhe das páginas.
Um dia ele escreverá o final e todos ficarão sabendo, mas isso é um segredo que está nas mãos dele.
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Zip...Zip...Zip...ZzipperR


Aquele Livro (O Cortiço) - por Alba Vieira


Eu era adolescente e, nessa época, pegava para ler todo livro que aparecesse por perto. Na minha casa, não eram muitos. Mas havia uma oferta razoável. Foi quando surgiu “O Cortiço”, que eu devorei em poucas horas.
Até então, tudo que eu lera tinha uma atmosfera de sonho e encantamento. Figuras românticas passeavam por cenários deslumbrantes com personalidades idealizadas e, por isso mesmo, inverossímeis.
Então, ao começar a ler “O Cortiço”, tive um choque! Tudo era tão real, eu parecia conhecer aquelas personagens de carne e osso, com as suas vivências possíveis, seus dias tão perfeitamente dimensionados numa realidade tão próxima. E, a despeito da crueza da narrativa, havia a beleza da profundidade do olhar do autor. A identificação dos leitores com os sentimentos das personagens e suas experiências era certa.
Este livro me marcou profundamente e destaco como a passagem mais interessante, aquela que descreve a primeira menstruação da personagem Pombinha. Não é possível deixar de sentir o que ela vive, quase experimentando a nível corporal cada uma das imagens sugeridas. É pura sensação!
Eu me apaixonei por esse livro que para mim é o melhor representante do Realismo.
Quem ainda não leu, está perdendo uma experiência indescritível.



Visitem Alba Vieira
Aluísio Azevedo

Aquele Livro - por Esther Rogessi

Há coisas que marcam a nossa vida. Trago recordações da minha infância que me servem de bálsamo por muitas vezes... recordações de uma infância em que eu contava os meus primeiros anos de vida, incrivelmente, estão bem dentro de mim. E, muitas das vezes, me pergunto: como posso lembrar-me de algo tão remoto? Dos meus primeiros anos de vida... chega docemente à minha memória a minha primeira cartilha, na qual aprendi a soletrar... Logo após veio “aquele livro”... Muito colorido, com um cheiro bom, de papel novo, que eu pressionava e ia soltando aos poucos, com o nariz bem pertinho, para sentir o cheiro de livro novo.
Veio a minha adolescência... Quantas boas e más lembranças... Ainda bem que prevaleceram as boas!
E, dentre elas, alguns livros... que me acompanharam por muito tempo! Até que o meu irmão mais velho chegou com “aquele livro”, o livro que me deixou encantada... que ilustração linda e convidativa à leitura... Quantas folhas! Oitocentas e... Ah! Não lembro quantas mais! Sei que era muito grosso! Porém isto não me desanimava... Quanto mais eu o lia, mais queria lê-lo! Com espanto, todos me viram concluir a leitura que, para eles, seria impossível...
Eu vivia a história, me preocupava em guardar o nome dos personagens, torcia e sofria junto com eles... Por muito tempo fizeram parte de mim... Eu lhes chamava pelos nomes: Ellen O’Hara, Melaine Hamilton, Ashley Wilkes, Rhett Butlley... Ah! Rhett... Eu amava Scarllet O’Hara, mas fui má para com ela... eu sonhava com você! E, muitas vezes, quando eu fechava aquele livro, deitada em minha cama, eu viajava em teus braços, Rhett... Ao despertar dizia para mim mesma, saindo daquele êxtase platônico: “Amanhã pensarei no assunto!”
Cresci, amadureci... Tudo ficou para trás, as doces lembranças ficaram...
Porém o tempo passou... E O VENTO LEVOU!
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Margaret Mitchell

domingo, 29 de novembro de 2009

Restos Mortais - por Ana

Três mulheres tocam o enterro
Três mulheres choram o morto
Três mulheres vêm da capela
Três mulheres levam o corpo

Cada uma um casebre vazio
Por viuvez ou abandono
Muitas outras partiram antes
Sem lágrimas, sem consolo

Na rede descansa o padre
Em seu derradeiro conforto
Está calada a voz de Deus
Mais um implacável desgosto

Carpem sem dor, outra vez
O mesmo ritual longo
Um a um à terra tornam
Cumprindo o destino roto

Carcará aguarda, cruel
Da morte sentindo o gosto
Não se passa uma semana
Estará o banquete posto
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Sozinho... - por Poty

Sozinho...
Na escuridão
Do meu silêncio
Continuo a varar a noite

Fico a testar-me
Perante o silêncio
Que me faz calar

Sou o silêncio
Que não quer falar

Deixa-me quieto
Quero estar sozinho

Serei a calma
Que lavará a alma

A retidão
Com exatidão

O afastamento
Do dia
Que permeia em mim

O alongamento
Da noite
Que me toma conta

Na escuridão
Permaneço
E não quero mais nada



Visitem Poty
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sábado, 28 de novembro de 2009

Um Novo Amor - por Yuri

É... eu não posso negar sua boa face.
E o dificil é admitir que eu estou... que eu estou... estou apaixonado por ti, meu amor.
Tudo é tão inédito. Não está sendo fácil suportar isto.
Você disse que está sentindo o mesmo porque tem o coração frágil.
E eu devia continuar só porque sou forte? Eu já tentei me esforçar pra voltar atrás e não sentir nada, mas você já me vincou em ti.
Olho pro telefone a cada segundo e quando tento tentar te esquecer você sempre me surpreende com a surpresa de sua voz e é tudo como um sonho fervendo aqui.
Seu conjunto de cores aumenta minha auto-estima. E só você faz meu céu na terra.
Nada mais estáa tão morto aqui, você faz eu me sentir vido e amado.
E eu quero que isso dure pra sempre.
Quero em seus peitos descansar, deitar e sentir seu ar, seu folego me acalmando.
E meu melhor presente é sentir que você respira.
E eu acredito! Eu acredito em você e em tudo como um grande sonho. porém... real!
Tão real que eu posso tocar, seguro, e nunca mais me dar ao luxo de soltá-lo.
Vamos tratar isto agora como uma dança, eu te tiro pra dançar...
Seu fôlego aumenta automaticamente. E agora eu prometo escrever cada momento nosso, cada momento de meus sentimentos por você.
Até que no final eu tenha um livro perfeito. Mas essa não é minha intenção...
Se eu perder todas as folhas eu tenho seus batimentos que nos mantêm vivos.
E quero que isso tudo dure pra sempre.
Ah! Você de novo me fazendo suspirar nosso amor mais forte desta vez!
Mas tenho medo de que renuncie a tudo e não queira mais respirar para mim. E eu não conseguiria suportar, nãoconseguiria ver você ir e não impedir que eu vá junto contigo.
Não sei se você acredita/imagina essas coisas, talvez seja uma ilusão falsa.
Às vezes você pensa que sou apenas um menininho, mas já te disse que são apenas números. E eles não dizem nada.
Você sempre procura me mostrar seu melhor e eu sempre em busca de seu pior e tentar te mostrar que está tudo bem.
Quando estou com você fico realmente feliz: tudo é vivo, você me faz respirar o ar do verdadeiro amor.
Olhe isto! É real! Venha sem medo! Desejo sentir seu toque pela primeira vez.
Nosso tempero é presente a cada momento e minha montanha estou cruzando.
O sol guia minha fé. E nada nem ninguém a deixa morrer, porque eu tenho você a quem recorrer e sei que sempre terei.
E sempre estarás aí seguindo comigo... Agora você não sabe se vai ou se fica.
E isso tudo está me matando e eu não posso esconder nada de você agora. Nem que eu queira. Mas tenho que ter cuidado pra não te assustar com meus sentimentos. Eu não quero deixar um sonho ir embora sem eu ter feito nada. Eu sei que isso não é um conto de fadas, mas a vida pode ser mais bonita se você lutar por seus sonhos.
Pode ser rica! Com o nosso amor!



Visitem Yuri
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Diana - por Kbçapoeta

Talvez a lua abranja a vez de qualquer testemunha.
Ando domesticando certo vazio
Que vez ou outra percorre as linhas de meu pensamento.
O vazio chega em forma cursiva que só os calígrafos,
Copistas medievais poderiam ter.
Dias cinzas que tanto amo
Não carregam o vazio que as tardes ensolaradas
Engendram em meu universo individual.
Sim, só a lua, expectadora dos incautos,
Poetas, amantes, bandidos e ladrões, poderia
Mensurar tamanho estado pusilânime dos solitários,
O vazio.
O plenilúnio dos lobisomens,
Fera interior que faz perceber o
Simbólico, Imaginário e Real.
Questiono-me:
De onde vêm os solitários?
Como se formou essa legião?
Os solitários desejosos de serem desejados,
Tentação que não se resume só em pão,
Mas de toda palavra que procede de sua boca.
Filha de Júpiter e Latona, única que percebe o vazio
Domesticado que percorre as linhas de meu pensamento
Que vez ou outra transcrevo no papel.



..............................................Visitem Kbçapoeta
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Amor e Futebol (II) ou ainda Síndrome de Botafogo - por Flavio Braga

Do que adianta jogar bonito,
jogar limpo,
se a gente joga como nunca
e perde como sempre?



Visitem Flavio Braga
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jeitinho - por Gio

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Lá na minha longínqua 7ª série, nas velhas aulas de Português (como eu sinto falta delas!), na idade onde ainda se usava livro fornecido pelo governo, caiu um texto bem interessante durante uma das aulas. Falava sobre um tal de “jeitinho brasileiro”. Crianças bobas, ainda não entendiam a profundidade do texto, acharam a emoção da professora ao falar daquilo exacerbada, e passaram a apelidá-la de “Jeitinho”. Bom, acho que não demorou muito tempo para essas mesmas crianças se tornarem adultos e começarem a entender do que se trata esse tal jeitinho.

“Jeitinho” deveria estar no dicionário, com a definição de “capacidade e/ou necessidade de constantemente tirar vantagem de pessoas/situações”. Acho que essa é a melhor definição dessa – vamos ser irônicos – qualidade que é inata nos brasileiros. Parece uma febre, uma doença contagiosa, daquelas coisas que se espalham rapidamente (como o RBD e a estória de que o Acre não existe). É só você olhar para o lado, e tem alguém se usando do jeitinho.

O fato é que o brasileiro parece estar sempre querendo tirar vantagem, não importa de que ou de quem. Se recebe o troco errado para mais, não diz; se vir um jeito de burlar a segurança, entra de furão. Mente a renda para ganhar benefícios, usa a ajuda de influências para conseguir coisas mais facilmente e/ou ter vantagem sobre os outros em disputas. Devo, não pago, nego enquanto puder. Dívida pra mim é sagrada: Deus lhe pague!

Eu sou do tipo honesto até demais. Posso até esquecer às vezes, mas geralmente costumo lembrar (e pagar) dívidas que meus “credores” nem lembravam mais. Sabe quando falta troco, e o dono da venda diz “Tu fica me devendo 20 centavos”? Pois é, no outro dia eu vou lá e pago os 20 centavos. A minha honestidade, na maioria das vezes, não é nem questão de escolha, é irracional: eu não penso antes de responder que o troco está errado, eu só reajo.

Claro, tenho umas recaídas ocasionais. Uma vez, fui comprar cerveja em um bar, durante o carnaval. Pedi uma Bohemia 600ml, e dei 10 reais. A Bohemia veio prontamente... com R$16,50 de troco. Admito, eu fui fraco. Final das férias, dinheiro acabando, e 10 reais vindo assim de graça? Peguei e saí bem quietinho. O bar fechou em março.

Vamos voar para a Europa. Você está na Inglaterra, e decide comprar um jornal matinal – vamos dizer que é o The Sun. Chega no mercado, e vê um armário com porta de vidro cheio de exemplares, com um orifício para colocar uma moeda. Você pega uma libra, insere no orifício, e tchan: não cai jornal por nenhuma boca mágica, a porta de vidro simplesmente abre. Sim, dando acesso a todos os jornais! Você poderia levar 3, 4, 5 jornais... Mas, como bom cidadão de Primeiro Mundo, civilizado e honesto, vai pegar um só e fechar a portinha. Uma coisa dessas nunca daria certo no Brasil: é aí que vemos que “primeiro mundo” não se trata só de dinheiro, mas de mentalidade.

Pegando o exemplo anterior, nós vemos bem o problema: o brasileiro só pensa a curto prazo. Pegaria um jornal para si, para a mãe, para o irmão, uns 2 para as necessidades do cachorro, uns 5 para ajudar a fazer o fogo do churrasco da noite, e mais uns 3 só porque pode pegar mesmo. Na hora é vantagem. A longo prazo, os jornais e as bancas sentiriam o desfalque, e o preço do jornal subiria. O consumidor, revoltado (sim, o pior de tudo é que o brasileiro pensa que ainda é vítima), pegaria mais jornais que o de costume, formando um ciclo vicioso.

É pelo pensamento a curto prazo que é dado o vale-gás, bolsa-esmola e ticket-xis em vez de oportunidades de emprego; que não se investe em educação para não deixar o senso crítico ser desenvolvido; que empresas milionárias sonegam impostos que não iam fazer a mínina falta no seu orçamento, e após serem pegas entram em falência. Desse jeito, para o Brasil melhorar, só se a gente der um jeitinho...
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Visitem Gio
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Amor e Futebol (I) - por Flavio Braga

Do que adianta ter uma torcida maior do que a do Fla-Flu
se o zagueiro só faz cagada?
Meu time é tão forte quanto a seleção do Peru,
e pior do que ficar no Zero a Zero
é ficar no 5 a 1




...........................Visitem Flavio Braga
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Nossa - por Manassés Diego

..............Quando eu me apaixonei pela decadência
Eu estava cheio da grana
............Num avião indo pra Paris
.................Meus fantasmas bem
...............Embora os coros clandestinos
...............Nos enrabem. Nosso canto objetivo.
................Eu assumir
................Eu cuspir
...............O corpo que treme é bem-vindo,
...............Montparnase
...............Essa experiência tem duas videntes
...............Uma, eu conheci
...............Na estação de
...............St. Michel
...............Outra, apenas olhei pela janela avermelhada
...............Desde que ela foi feita, ela nunca foi esculpida

...............Parecia
...............Numa aventura
...............Religiosa secreta

...............Assumia a Boneca
....................Que era no universo

...............Que
...............Não brincava no universo

...............“Então minha benção será lenta?”

...............Uma
...............Na sua doidera muito cedo

...............Aumentando a doçura?

...............Aberta

...............Descansando e esperando um único vagão

...............E
...............Soava

...............A outra
...............Velha e deusa

...............Fechada

...............A conservação do meu espírito vai importar
...............Esse mágico que condena
...............Os humanos

...............Como se
...............Fazendo alcoólatra

...............A partir dos dedos
...............Pendurados
...............Dos quartos de hotéis

...............Esqueci a vida
...............Chamando os Malditos franceses
...............Eles me invocaram primeiro

...............Viajaram

...............Nossas imagens não são mentes

...............E elas
...............As duas
...............Renascimento


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Convite - por Mari Amorim

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Amigos:

Estou inaugurando
um novo blog com contos e causos.

Assim como o sucesso de
MARI AMORIM BRINCANDO COM A RIMA,
convido para que conheçam mais um espaço agradável de leitura:
Sem Pretensões Amor... Contos e Causos.

Ofereço estas flores para sentires a essência de uma flor!

Boas energias
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