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domingo, 2 de agosto de 2009

Análise Literária - por Luiz de Almeida Neto

Obra interessante essa do Asa de Águia. Vasta em sabedoria e aplicação de princípios. Começamos sua análise destacando um trecho de suas composições.



“A dança da tartaruga, a dança da tartaruga
A dança da tartaruga, da tartaruga meu amor
A dança da tartaruga, a dança da tartaruga
A dança da tartaruga, da tartaruga me balançou
No swing da tartaruga, no swing da tartaruga
No swing da tartaruga, da tartaruga vem meu bem
No swing da tartaruga, no swing da tartaruga
No swing da tartaruga, da tartaruga eu vou me dar bem
Tchuca você foi meu grande amor, hei!
Sempre que eu me lembro de você
Bate forte uma saudade pois a gente ainda se ama
Quero amar você e ser feliz, hei!
Viva nosso jeito de viver
Só uma tartaruga fica esperando o seu bem querer
A dança da tartaruga iôiô
A dança da tartaruga iáiá
A dança da tartaruga
Eu não consigo viver longe de você
A dança da tartaruga iôiô
A dança da tartaruga iáiá
A dança tartaruga
Ainda te vejo numa tela de cinema”
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No texto em apreço o autor descreve com detalhes um provável romance com um ser vivo, comumente designado como “tartaruga”, mas que ele carinhosamente, ao descrever sua relação com o animal, chama carinhosamente de “Tchuca”. É uma poesia rica em detalhes sobre o “swing” da espécie que ele está a analisar. Depois, ao analisar psicologicamente as tartarugas, o autor consegue constatar que “Só uma tartaruga fica esperando o seu bem querer”. Por fim, em um tipo de catarse elevada o poeta ainda deixa transparecer levemente suas aspirações quanto ao futuro do ser amado, ao dizer que ainda espera vê-lo em uma tela de cinema, demonstrando claramente sua esperança de que a tartaruga querida atinja o estrelato.
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Durval Lelys

2 comentários:

Ana disse...

Luiz:
Ri baldes com sua análise!
Manda mais!
Muito boa!
Um abraço.

Luiz de Almeida Neto disse...

Esse texto foi postado lá no meu blog, dia 6, e se der certo pode publicar aí no Duelos, Shintoni.
Abraço.

"O Artista Lúdico
Hoje, o tema tratado é de uma tristeza ímpar. Na verdade, é a continuação da nossa análise sobre a arte popular brasileira, com vistas a poesias e ritmos que encantaram nossa população nos últimos tempos. E eis que nos deparamos com um tema que talvez não encontre semelhança em toda a arte da humanidade, seja em tempos passados, ou na contemporaneidade. A vanguarda do artista se expressa através de um sentimento sem igual.
Trata-se, a bem da verdade, de algo tão sublime que quase chega a passar desapercebido ao exercício da razão. Vejamos:
'Boneco Doido
(Terra Samba)

Boneco doido, vai boneco doido
Vem boneco doido, vem pro povo, vem se balançar
Boneco doido, vai boneco doido
Faz um movimento que a galera vai te acompanhar'


É na singeleza das palavras do artista que percebemos a afeição dispensada a um boneco, que, por desventura, acabou encontrando na insanidade seu descaminho. Entretanto, indignado com tal situação, vem o poeta a querer inseri-lo na sociedade, trazer o seu boneco, objeto de seu apreço, para o seio da comunidade. E o meio utilizado para esta iniciativa não é outro senão a dança.
Ele então passa a incentivar seu boneco à realização de movimentos dançantes, pedindo que este realize um movimento e afirmando para ele que a sua população, aqui designada como 'galera' (gíria local, contemporânea do poeta), irá seguir os seus passos .
Em outro trecho, deixa o artista evidente a proposição anteriormente feita a pessoas de família, além de constatar já um certo sucesso por parte do objeto, vejamos:

'O Terra Samba tem uma dança
Que é sucesso na Bahia
Dança papai, vovó e titia'


Aqui o autor já começa a revelar que as famílias, de um modo geral, tem apoiado a sua iniciativa terapêutica de tratamento do boneco através da dança. Inclusive todas essas pessoas auxiliando o poeta com a dança, dançando eles próprios, de acordo com o que já foi descrito por nós.
Enfim, não obstante todo o esforço feito pelo compositor, ele demonstra de uma maneira elevada seu altruísmo, convidando você também. Isso! Você, que fica a escutar a melodia e as palavras, acaba sendo igualmente convidado a participar de todo o projeto do autor, e inclusive é autorizado a tomar parte na dança, que por sua vez já envolvia o próprio autor, o boneco infelizmente debilitado, a vovó, a titia, o avô, enfim, todos juntos para construir uma rede de carinho e compreensão para ajudar o boneco.
Sinta você também o convite:

'Se você não aprendeu
Pode chegar
Eu vou jogar a dança
E você vai me acompanhar
(...)
E você dança, canta, pode se soltar
Mexa o seu corpo, deixa balançar
Balance seus braços, jogue para o ar
Bata na palma, você vai gostar'


E assim ele (o autor) segue em seu ritmo envolvente, que aliás é uma das características da poesia aqui tratada, enquanto continua sua obra social, ajudando seu amigo de pano menos favorecido.
Obs.: Nada contra a dança, que é boa e relaxante, de verdade. A bem da verdade é muito descontraída e divertida, especialmente nos Shows da banda, que são, sim, bastante animados. Não há também aqui nenhuma crítica à obra, nem nada nesse sentido, sendo apenas uma brincadeira, para nossa diversão. De mais a mais, abraço ao pessoal do Duelos pela atenção do Selo lá concedido, foi muito bacana mesmo a lembrança."