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sábado, 14 de julho de 2012

A Visita e o Retorno - por Adir Vieira

Ontem passei uns apertos, mesmo envolta na satisfação de rever amigos e passar uma tarde por demais agradável.
A visita estava marcada para as 16h e eu, com minha pontualidade britânica e com a ajuda dos deuses, entrei no prédio exatamente nesse horário. Eu e o marido soubemos, quando lá chegamos, que um outro casal estava sendo aguardado, haja vista que também tinham sido convidados para a reunião.
Conversa vai, conversa vem, e já passavam das cinco e meia quando o outro casal chegou. Até aí, o dono da casa já havia ligado para o celular que estava fora de área e para sua casa, quando soube pela filha que já haviam saído há um bom tempo. Tempo suficiente para que houvessem chegado ao destino.
Enfim, após aquietar a família de que já estavam no local, o casal contribuiu para que a tarde fosse muito feliz. Aliás, estávamos todos nos conhecendo mais intimamente naquela tarde, posto que só os maridos eram amigos, cabendo a nós, as mulheres, nos aproximarmos então.
Conhecemos a belíssima casa, lanchamos maravilhosamente bem, conversamos até sobre religião, enquanto os homens, no seu canto, reviviam momentos doces da juventude.
O tempo transcorreu sem que déssemos conta e um telefonema de uma das minhas irmãs para o meu celular lembrou-me que já passavam das dez da noite.
Apressamo-nos a organizar nossa saída, quando o outro casal nos ofereceu carona para casa. Sempre utilizamos táxi quando não conhecemos o local aonde vamos. É mais prático e mais prudente e não ficamos neuróticos com o horário da volta. Por mais que minhas desculpas para não aceitar o oferecimento fossem convincentes, meu marido se opunha a elas, achando por demais natural aceitar a carona. Não tive mais como retrucar e assim, exatamente às 22:35h, saímos de lá com a garantia de que meu marido ia conduzir o motorista pela melhor via.
Ele não contava com a dificuldade que teria, no escuro, de ler as placas, o que fez com que entrássemos em locais errados e retornássemos várias vezes. Com isso, nosso percurso que, de táxi, levaria uns vinte minutos, custou quase uma hora. Além de atrasar o gentil casal em sua chegada à casa.
Nessa altura, com tanta demora, o dono da casa onde fomos e a filha do casal que nos deu carona já estavam sobressaltados com alguma ocorrência infeliz, principalmente pelo fato de que o carro que nos conduziu era sofisticado e zero quilômetro, alvo certo para os bandidos de plantão.
Enfim, quando abri a porta do meu apartamento, meu coração parou de bater e pude viver a alegria de um reencontro com pessoas de bem, cultas e felizes.
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