Eram tempos de flor. Tempos de bananeiras transparentes sob o sol a pino, com suas cores infantis e lúdicas. Tempos de eucaliptos perfumados que enlevezam as auras. Tempos de paz na alma, de céus azuis com nuvens que se movem, brancas e ameaçam, cinzas. Tempos de chuvas nos cabelos, no corpo, fazendo os sapatos reclamarem, as meias gelarem e o sorriso surgir em meio às corridas até a casa.
Eram tempos bons, de sentir a própria alma em seus gestos, quando ainda se percebe a alma sem cobrar, sem julgar, mas com curiosidade e paixão; quando a alma é virgem da própria visão e transparece como o outro dentro de si. Alma que pode infinitamente ser generosa e abissalmente, egoísta.
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Eram tempos bons, de sentir a própria alma em seus gestos, quando ainda se percebe a alma sem cobrar, sem julgar, mas com curiosidade e paixão; quando a alma é virgem da própria visão e transparece como o outro dentro de si. Alma que pode infinitamente ser generosa e abissalmente, egoísta.
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Um comentário:
Comentário por Raquel — 21 dezembro 2008 @ 4:05
Eram tempos de flores
Tempos que se regavam às escondidas as flores, flores que nasciam em quintais ermos, quintais de solidão solidária e altruísta… flores as mais diversas, como tudo neste país; flores, flores, flores… primavera proibida, primavera desejada, primavera quase desesperançada, primavera outonada…
Primaveras despertadas por sonhadoras flores-sementes que um violento clima despetalou, fortes flores, tristes apenas pela dor, felizes por suas cores de Amor.
Raquel Aiuendi – homenagem a todos os que lutaram por algo melhor num país onde a auto-estima não é das melhores.
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