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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Apatia - por Marília Abduani

Eu flutuo no tempo.
No interminável, indomável tempo, cínico,
repleto de poeiras e pedras.
E ainda me mantendo atenta
ressequida de sombras.
Antes, eu trazia o medo pendurado nos ombros,
nas solidões varadas.
O tempo foge.
Impossível prender seus rastros
expostos na madrugada.
Há fantasmas nas ruas, pedradas riscando o ar.
E eu sei que estou acordada,
saindo de mim
pra correr, te encontrar.
Apatia,
doentia lentidão, íntima represa.
Sou areia e pedra,
água e vento,
luz e dia,
fantasia presa.
Mas eu gosto de mim assim:
coisinha estabanada, sem brilho,
sem encantos.
Sou feita de silêncios, aragens,
mel escondido, sou fundo de cestos de cada pomar,
de cada manhã.
nessa indizível, inconstante, improvável saudade.



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Um comentário:

Ana disse...

Marília:
O que você escreve é lindo demais!
Parabéns mil vezes!
Beijo.