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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma Viagem Fantástica - por vestivermelho

Aproveitei os feriados e fui para uma cidadezinha não muito longe. Em duas horas já estava hospedada em uma pousada simples e limpíssima.
Logo que cheguei li que iria ter baile de carnaval. Pensei... fico por aqui, se for ruim vou dormir.
Coloquei meu vestido vermelho, tinha um lado sem alça... em um vermelho que me deixava, se não lindíssima (aiaiai), muito bonita... pelo menos pensava que sim, somente pra me animar.
Desci, meu quarto era no segundo andar. As escadas nem eram tantas...
Estava já animado o baile, músicas novas, pessoas jovens e as mais velhas sentadas nas cadeiras...
Bem, em lugar de interior ainda se tem esse costumes... rs
No bar pedi uma cerveja. Estava um calor... Como não tenho o costume de cerveja fiquei logo alegre...
Um rapaz, com uma camisa toda aberta, achei estranho...
- Boa noite, morena.
- Boa noite.
- Quer ir no cordão?
- Cordão?
- Sim, na pracinha tem um cordão carnavalesco.
- É longe?
- Dá para ir andando...
- Vamos só nós dois?
- Tem um pessoal que vai também.
- Vou sim, vou somente pegar um documento.
- Documento nem precisa... é perto, e você estará comigo.
Pedi mais uma cerveja, estava com sede.

Ele se afastou um pouco para falar com um pessoal. Logo estavam reunidos na porta.
As pessoas sentadas permaneceram sentadas, o salão ficou sem som. Sem barulho é agradável para quem gosta de somente conversar.
Fui seguindo a turma. Ele chegou e me perguntou:
- Seu nome e com H?
- Sim. Como sabe?
- Uma cigana me disse: vai encontrar seu grande amor e logo. Isso foi ontem. Rs
- Faço votos que a cigana acerte.
- Ela acertou. Me disse: seu amor terá H no começo do nome.

Gelei... com aquele calor... pensei vou perder o sentido...
Chegamos na pracinha.
Toda animada e enfeitada com temas do carnaval.
Ele me segurou:
- Não saia de perto de mim.
Entramos no cordão... pulei, cantei, sorri e chorei de alegria... estava cansada.
- Vou embora. Sei o caminho, tem tanta gente na rua, não vou me perder.
- Vou te acompanhar.
Saímos caminhando...
A lua estava clara, enorme, dando um clima mágico.
- Seu nome começa com H... e como termina?
- Helena. E o seu, como começa?
- P
- Pedro?
- Paulo.
- Prazer, Paulo.
- Prazer é todo meu, Helena.
Chegamos, e como estava com sede , pedi outra cerveja.
- Vou te acompanhar, apesar de que não bebo... passo mal.
- Também não me sinto muito bem... mas está um calor!
Não sei quantas tomamos...
Acordei com uma dor de cabeça, senti algo ruim, não sabia o que era pior.
Levantei e fui ao banheiro, tomei um banho.
Desci, vi que não era bem o lugar que pensei...
Estava tudo calmo. O café da manhã estava sendo servido em uma sala pequena.
Tomei o café e fui até a recepção.

- Bom dia.
- Bom dia. Dormiu bem?
- Dormi. Acordei com uma dor de cabeça, mas já passou.
- Pensei em te acordar ontem. O pessoal foi na praça.
- Na praça?
Na praça aqui perto tem um pessoal alegre, canta e dança...

Fiquei pensando...

Não foi essa moça que me mostrou o quarto ontem. Foi uma senhora que me serviu uma xícara de chá.

Logo deitei e dormi...

Será que foi um sonho, pesadelo ou conheci mesmo o Paulo?...

Resolvi ir embora.

- Fecha minha conta, lembrei que tenho compromissos em outra cidade.

Saí rapidinho.
Andei uma hora na estrada sempre em frente, sem curvas nem desvios.
Chequei em uma cidadezinha e vi uma pousada.
Entrei.
Na recepção
Um rapaz com a camisa aberta.

- Bem-vinda, Helena. Estava te esperando.
- Obrigada, Paulo.

Estava com meu lindo vestido vermelho.

Mistério!!!
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.Visitem vestivermelho
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Um comentário:

Paulo Ribeiro Alvarenga disse...

A pousada dos sonhadores

Na recepção um sorriso de felicidade ao vê-la chegar, ela estava deslumbrante e linda se aproximando passo a passo para perto de mim, em cada passo eu sentia o seu calor e ela se tornava mais bela, temperando o meu olhar com um toque especial de mulher faminta de curiosidade.

- Seu vestido é lindo e combina com o seu batom, que deve ter um sabor especial de morango e esse pingente vermelho entre seus seios deixam-nos mais corados. Um H detalhado e esculpido à mão por algum artesão hábil num trabalho especialmente feito para você, pois formam uma parceria perfeita de beleza se acomodando carinhosamente nos relevos dos seus seios.

Ela atravessou a porta, se aproximou e penetrou no meu coração, me deixando sem ação e eu fiquei sem palavras olhando penetradamente em seus olhos escutando ela perguntar:

- Como você pode estar aqui, se eu te deixei para trás?

- Eu sou o cavaleiro dos sonhos e te guiei para cá, invadindo seu sonho, te buscando em seu mundo fechado e distante para conhecer o meu. Agora que está aqui em minha frente, ao alcance dos meus braços, não tenho coragem de tocá-la.

- Que lugar é esse?

- Seja bem vinda à pousada dos sonhadores, onde os amantes dos sonhos caminham livres em seus devaneios, livres em suas ilusões e fantasias sem serem importunados pelo mundo real.

- Você é real ou está apenas no meu sonho?

- Depende de você. Qual é o seu sonho?

- Ainda não sei, estou vagando nele há tempos e não consigo defini-lo, porém toda vez que sonho encontro você. Qual é a chave para entrar nessa pousada, pois estou aqui e não sei como entrei?

- A chave é sonhar e nesse momento você está sonhando. Você foi sequestrada pelo cavaleiro dos sonhos e trazida para cá por sua livre e espontânea vontade, pois inconscientemente seguia aquele cavaleiro galopando com sua camisa aberta em seu cavalo branco e atravessando as barreiras da realidade para alcançá-lo e sonhar com ele.

- Será que você faz parte mesmo do meu sonho?

- Os sentimentos dos sonhos estão nas palavras, no olhar e no desejo envolvente da vida e se eu estou no seu sonho é porque você me deseja, nem que seja apenas para ficar ao seu lado um pouquinho e enquanto você sonhar comigo estarei galopando ao seu lado nos seus sonhos, porém se isso deixar de acontecer, estarei impossibilitado e descartado dos seus sonhos, seria impossível encontrá-la na pousada dos sonhadores.

- Então vamos sonhar. Vem comigo!

Tocamos-nos e tudo foi se transformando aos poucos, como se os seus olhos estivessem fechando e penetrando num sono profundo, se entregando e abandonando o mundo real. Onde era pousada, agora é um mundo secreto. Para entrar tem que ter a chave e a chave é o sonho onde poucos conseguem caminhar.

Corremos para o sonho e o mundo real não consegue mais nos enxergar. Como é triste não conseguir sonhar e sem o sonho é impossível abrir a porta da pousada dos sonhadores.

Sonhar é gostoso e faz bem à saúde. Tente!

Paulo
Zip...Zip...Zip...ZzipperR

Beijosss minha rainha linda..