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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Jornada - por Ana

Pelos eflúvios de Plutão e pelos labirintos de Hades você é levado e aqui nos descortina parcialmente sua jornada, com os olhos inertes e crus, enquanto sua alma se espanta diante do assombro de sua razão. Por estas profundezas não há janelas, quase não há luz. Apenas a chama de uma sua vela que permite a leitura de páginas que foram deixadas no caminho por aqueles que, antes de você, trilharam a difícil alameda da perplexidade sombria. Tantas lágrimas silenciosas, dúvidas desesperadas, certezas tristes e conceitos avassaladores encontram-se entre estas paredes. Tantas vidas que se consumiram em letras que tentaram justificar a compreensão desta existência. Quantos cérebros escorrendo pelas faces duras, esmagados pela força hercúlea das hipóteses confirmadas. Quantas falas e, depois delas, quantos silêncios retumbantes do nada que se impõe após o completo desfiar da carne pensante. Mais nem um passo, mais nenhuma voz. É o momento do terror mais absoluto. Não há direção, sentido ou vontade. Dissolveu-se o homem. Mas o mundo clama sua presença, sua aparição, seu retorno. Diante disso você se recompõe, percebe que o caminho segue em elevação mais à frente e, digerindo tantas verdades obrigatórias, renasce da caverna de si próprio. Povoado, ainda, das falas dos fantasmas luciferianos que, à luz do sol, se mostram bússolas que orientam seu entendimento pela selva das incoerências.
E eu, Beatriz, te acompanho os passos dilacerados através desta impiedosa terra dos homens.
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Inspirado em Remake, de Leandro M. de Oliveira.
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4 comentários:

escrevinhadora disse...

Credo Ana. Parece com uns pesadelos que tenho de vez quando, dos quais acordo suada e ofegante. Aff!!!

Leandro disse...

Olá Ana, fico feliz que as minhas bobagens estejam a inspirar alguém. Seu texto ta bem melhor que o meu. Talvez trate-se de um caso de evolução da espécie. Parabéns, abraços e até mais.
Viva a paranóia!

Ana disse...

Pô, Escrevinha... Espero que ter lido o texto possa ter exorcizado os fantasmas de seus pesadelos... rsrs
Beijos.

Ana disse...

Quéisso, Leandro?!!!! Meu texto foi só uma inspiraçãozinha à toa! O que escrevo não se compara às suas maravilhosas explanações filosófico-existencialistas!
Foi só um comentário de fã... rsrs
E vamos na NÓIA!!!
beijo.