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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Lembrei da Visita ao Cristo Redentor - por Adir Vieira

Ontem os jornais comemoravam mais um aniversário do Cristo Redentor e me veio à memória um fato inusitado, quando da minha primeira visita ao local.
Tinha eu uns dezessete anos e fomos em grupo, numa pequena excursão. Um grupo de cinco amigas, e uma delas, com o namorado, tinha cerca de vinte e cinco anos.
Marta, a responsável por todas nós, aquela que estava com o namorado, trabalhava numa multinacional. O namorado, Pedro, fazia parte do grupo de vendas da mesma empresa. Naquela época, há uns quarenta anos atrás, não se permitia que funcionários tivessem qualquer tipo de relacionamento, ainda mais em funções de prestígio, como ela, que era a secretária principal do Diretor Presidente.
Dessa forma, ela e o namorado jamais frequentavam juntos locais de grandes aglomerações ou mesmo lugares da moda, para evitar que fossem flagrados em colóquio amoroso.
No entanto, aquele era um dia de férias dos dois e tanta era a felicidade de ambos, que acredito, naquela altura, tenham até esquecido que trabalhavam no mesmo local e de que eram muitos os impedimentos à sua união. Daí, aceitaram de pronto o nosso convite para a excursão. Como era comum há alguns anos atrás, nos armamos de “mala e cuia”, ficando cada uma responsável por aprimorar nosso lanche da tarde com iguarias dignas do local.
Em lá chegando, escolhemos um local próprio para esse fim e após registrarmos o passeio com fotos especiais, preparamos nossa “mesa improvisada” com a toalha quadriculada e nos acomodamos para nossa refeição, cansadas que estávamos das andanças pelo lugar maravilhoso.
Tão logo nos sentamos, um grupo se aproximou e, dentre eles, exatamente o Diretor Presidente da empresa onde Marta trabalhava dirigiu-se a nós para um pedido de informações. Nós, que não o conhecíamos, fomos solícitas em esclarecê-lo, ao tempo em que estranhávamos sua cara de espanto olhando para Marta que, tremendo como vara verde, tentava sair daquela armadilha, imputando o namorado a uma das meninas do grupo que, assustada, não entendia nada.
Lembro que, já em casa, Marta nos colocou a par da delicada situação e não pudemos deixar de rir muito com o fato.
Soubemos, mais tarde, que o chefe de Marta foi bastante discreto, fingindo ignorar a situação por todos os anos em que foi seu chefe naquela empresa.



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Um comentário:

Ana disse...

É... estas roubadas não são mole não...
Ainda bem que o chefe foi compreensivo...
Beijo.