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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Passou, Amor - por Luiz de Almeida Neto

Inteligente, bonita, engraçada.
Toda a felicidade, numa piada
e o universo num grão de mostarda,
com pitadas de entusiasmo
pra alegrar a vida,
esquecer a despedida
e acabar com o meu cansaço.

Mas já passou.
Passou, amor,
passou o amor.

E foi de vez, sem dar desculpa
tal qual letra de samba,
sem aplausos, indiferente.
Angústia, aperto, tentativa de fuga
música que ninguém dança,
dor que ninguém sente.

Mas já passou.
Passou, amor,
passou o amor.

Agora tem você a acalentar,
colar pedaço,
fugir de estilhaço,
tentar navegar.
Pensamento de solidão,
fome de compaixão,
coberto de arrependimento.
Setinhas pra baixo,
não sei o que acho,
confusão por dentro.

Porque passou.
Passou, amor,
passou o amor.

Você quer, sente, amor.
O que eu quero eu não sei,
perdeu a graça.
De nós dois só você pode compor
Trono de mentirinha pra rei
com nuvens de fumaça.

Acabou, enfim só,
como tanto busquei
sem saber.
Falou, sem dó
que eu que não sei
esquecer.

Mas não é isso
é que passou.
Passou, amor,
passou o amor,
e eu não sei mais do que preciso.



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Um comentário:

Ana disse...

Muito boa sua poeisa, Luiz!
Gostei muito, especialmente do final!
Um abraço.