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domingo, 9 de agosto de 2009

Pelo Dia dos Pais - por Alba Vieira

Hoje é dia de recordar, de reavaliar, de agradecer pelo que antes não tinha compreensão para alcançar ainda e me foi dado com carinho sem que eu me desse conta.
E o que me vem à mente nesse momento é sua expressão serena, seus longos silêncios, seus olhos que tudo observavam sem que se percebesse, quando pareciam somente mirar o que estava longe.
Recordo-me das histórias que gostava de contar aos filhos, sempre à noite. Eram fatos acontecidos na fazenda em que nasceu e passou a infância e a juventude até vir de Passa-Quatro para o Rio de Janeiro e que, por terem as assombrações como tema principal, nos enchiam de medo. E ele adorava rir de nós que, assim desprotegidos, pedíamos a ele que nos fizesse companhia até que conseguíssemos, depois de tanto terror, pegar no sono.
Sua natureza contemplativa fazia com que preferisse a solidão e muitas vezes isso foi confundido com desatenção e distanciamento. Mas, na realidade, ele sempre esteve bem perto de todos nós, ainda que só tenhamos tido essa certeza quando nos deixou.

Existe um certo alvoroço hoje, dia em que se comemora o dia dos pais, e fico pensando que a mais justa e singela homenagem seria parar tudo e, com calma, olhar para eles podendo percebê-los em sua totalidade. Assim, poderiam ser descobertos em muitos aspectos ainda insuspeitados, antes que fosse tarde demais para amá-los plenamente.
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Um comentário:

Ana disse...

Muito linda sua mensagem, Alba! Adorei!
Beijos!