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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Engano - por Alba Vieira

Até quando esta cidade terá que conviver com atos criminosos por parte da polícia aos indivíduos, indiscriminadamente?
Na última semana, um menino de 11 anos que soltava pipa num terreno baldio foi alvejado por policiais (por engano) e morreu; e um aposentado teve seu carro atingido e foi baleado no braço ao ser abordado por policiais que, ainda por cima, apesar do erro, assustaram a esposa que estava no banco do carona com palavras violentas e inoportunas, prevalecendo-se da autoridade conferida pela farda, numa demonstração inequívoca de abuso de poder, típica de covardes e inábeis.
Foram mais duas vítimas da incompetência da nossa polícia, uma delas fatal. E o que assusta ainda mais é vermos, nos noticiários, o responsável pelo batalhão onde serviam os policiais tentando, descaradamente, mentir, omitir e desculpar a atitude intempestiva que demonstrava total despreparo por parte de seus comandados, talvez com o intuito de se eximir da responsabilidade.
Concordo plenamente com a cientista social que opinou na reportagem dizendo que o corpo da polícia precisava ser instruído a preservar a vida, fosse de quem fosse. Acho que essa é a questão principal: não se pode lidar com a violência em níveis crescentes com mais violência. A polícia não é paga pelos cidadãos para matar. Polícia deve manter a ordem, respeitar os cidadãos e respeitar e preservar a vida, a todo custo. Um ser humano não pode ser olhado como um alvo a ser atingido, com a desculpa esfarrapada - depois de ter sido praticado o ato bárbaro - de legítima defesa. Toda a população desta cidade está assistindo a esta inversão absurda: quando a polícia aparece temos mais medo do que quando temos que enfrentar sozinhos os bandidos.
Que absurdo é esse de atirar primeiro, geralmente para matar, e perguntar depois? Que abordagem equivocada é esta? Os policiais estão em condições psicológicas de irem para as ruas ou devem ser recolhidos em unidades de correção de conduta e reciclagem de aprendizado? Como a população pode esperar proteção de profissionais desvairados que saem atirando para todos os lados como se suas armas tivessem munição de festim?
Nas ruas circulam pessoas comuns, crianças, grávidas, idosos, bebês, deficientes, pessoas que não podem sempre correr e se esconder quando há tiroteios.
E como dirigir, hoje, com o estresse adicional de precisar se proteger da polícia que pode estar dando algum sinal sutilíssimo para você parar o carro? O que é isso?
Enganos subintrantes me parecem incompetência sacramentada ou insanidade por parte do poder público.



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Um comentário:

Ana disse...

Realmente, Alba, a situação no Rio está algo surreal, é uma verdadeira guerra e estamos nós aqui no fogo cruzado...
Triste...
Beijos.