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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ai, que Saudade de Outrora! - por Adir Vieira

Abri a porta do armário e me assustei. O tempo tem andado corrido e não pude fazer a “faxina” semestral nas gavetas. Não tinha me dado conta, ainda, da quantidade de carregadores, filtros de linha, cabos de extensão, manuais e outras “tralhas” que fazem parte de nossa vida hoje; tantas, que até nos confundem.
Os celulares, se escolhemos ter duas ou mais linhas, já trazem consigo carregadores diferentes, fios longos, que exigem espaços só para eles.
As filmadoras e máquinas de fotos digitais, cada vez mais sofisticadas, diminuem no tamanho, mas carregam, acoplados, fios e mais fios, junto ao alimentador de carga.
Fios, fios, fios... Nada coletivo, tudo só servindo para o seu aparelho.
Fico aqui pensando nos meus tempos de criança e sinto falta daquela eletrola que tocava os discos de vinil...
Nada era portátil, tudo bem fixo às tomadas, presos ali na chegada e nunca mais dali arrancados, até que outra eletrola a substituísse. Penso também que não havia móveis para guardar os discos, como temos hoje: estantes e mais estantes para guardar DVD’s e CD’s.
Penso também que não sei onde isso vai parar. A modernidade está tão acelerada que, pelos lançamentos no mercado, chego a crer que nem bem a versão de um produto é lançada, a outra versão já está no “forno”.
Hoje, já não se perde mais tempo de produção na busca do melhor, do mais refinado. Para quê, se logo, logo, vai ser substituído?
Penso se as crianças desta época terão tempo de se afeiçoar aos seus mimos, antes do coleguinha exibir um outro, em versão mais arrojada...
Lembro do meu primeiro celular, já burra velha, e sinto uma tal nostalgia... Em tempo recorde tive que substituí-lo por exigência da operadora.
Novos tempos, que pena!



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Um comentário:

Ana disse...

Adir, vamos sentar aqui nas cadeirinhas do litercafé para falarmos sobre este tema tão interessante?

De vez em quando eu penso nisso. As coisas todas estão muito mais rápidas. Às vezes percebemos que isto é positivo, mas por vezes acontece de constatarmos que a velocidade pode ser algo negativo, como no caso que você cita.
O vínculo é algo tão importante! O gostar de algo de forma especial, a ligação com o que é nosso, como o disse muito bem a Fatinha em relação às caixinhas de som. Mas, atualmente, o vínculo é com o novo, ou seja, com algo abstrato, distante, não-meu (que pode vir a sê-lo ou não). E aí, inevitavelmente, me pergunto: qual será a consequência disto no comportamento da espécie daqui pra diante? Gerará mais insegurança do que já vimos na nossa adolescência ou uma liberdade maior no que se refere ao sentimento de perda?
Viveremos e veremos...

Eu pago a quiche de palmito,a torta de limão e o chocolate quente, tá bom?
Beijos e até a próxima conversa.