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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 15 de março de 2010

O Grito - por Marília Abduani

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Um grito acordou a noite.
Onde florescem sonhos,
borboletas se agitam
ao vento.
Movimento como se trovejassem primaveras.
Eu desperto,
tímida rosa no teu jardim
esperando o orvalho.
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Hermógenes, a Pedra e o Lago - Citado por Alba Vieira

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Jogaram uma pedra na tranquilidade do lago.
O lago comeu-a.
Sorriu ondulações e...
ficou novamente tranquilo.
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Augusto dos Anjos, “A um Epiléptico” - Citado por Penélope Charmosa

Perguntarás quem sou?! - ao suor que te unta,
À dor que os queixos te arrebenta, aos trismos
Da epilepsia horrenda, e nos abismos
Ninguém responderá tua pergunta!

Reclamada por negros magnetismos
Tua cabeça há de cair, defunta
Na aterradora operação conjunta
Da tarefa animal dos organismos!

Mas após o antropófago alambique
Em que é mister todo o teu corpo fique
Reduzido a excreções de sânie e lodo,

Como a luz que arde, virgem, num monturo,
Tu hás de entrar completamente puro
Para a circulação do Grande Todo!
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Poesia - por Ana

Se você, com frio, espera,
que a vida lhe ofereça,
numa xícara de chá,
alguma coisa que aqueça…

Na maior parte dos dias
irá tiritar no gelo,
endurecer de frio,
sofrer de desaconchego.

Mas, se olhar pra dentro,
com bastante atenção,
verá uma délicatesse
em forma de coração

onde o espírito-garçom
serve, em linda porcelana,
sentimentos que alimentam
um ser que, às vezes, reclama

de viver silêncio triste,
não ter encontros de amor,
não cultivar amizades,
não ter vida interior.

E depois de alimentado,
este ser, então, percebe:
não é de fora que vem,
é de dentro que recebe

tudo que de mais precisa
pra sua felicidade,
pra seu descanso tranqüilo
e sua sensibilidade.

E o éden de seus desejos,
do belo, da emoção,
vem em um pires finíssimo
com flores pintadas à mão.


............Resposta a Poesia, de Alba Vieira.
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sexta-feira, 12 de março de 2010

Noa - por Kbçapoeta

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Mais uma vez inicia minha noa.

Noctâmbulo nas grafias que jazem

No sepulcro das palavras.

Almejo vislumbrar

No criado-mudo de Hades,

Línguas mortas, desvarios psicossomáticos

De corpos esquecidos,

Dissipados na cinza do tempo.

Tempo, meu caro tempo...

Díscolo, dissimulado incentivador das

Dismnésias

Dos sicofantas.

Renegados do passado,

Heróis do futuro

No presente de hoje,

Passado de amanhã

Tornando-o agora

Pretérito do futuro

Onde,

Tudo passa,

Lava e melhora.

Mas não limpa.
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Visitem Kbçapoeta
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Hermógenes e o Rio - Citado por Alba Vieira

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Antes de ser remanso, o rio se arrebenta todo nas corredeiras da montanha.
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O Buraco - por eros.ramirez

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Tinha um buraco no meio do caminho. No meio do caminho tinha um buraco. Antes de me deparar com ele achava que obstáculos eram as pedras que se agigantavam encolhendo nossa passagem. Hoje temo mais os buracos que sorrateiros nos esperam, por vezes até camuflados com um pouco d’água. Nunca me esquecerei deste acontecimento na vida de minhas botinas tão castigadas. Enquanto as pedras se exibem permitindo que passemos a largo, os buracos nos surpreendem quando nos vemos já dentro deles.
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Visitem eros.ramirez
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Augusto dos Anjos, “A um Carneiro Morto” - Citado por Penélope Charmosa

Misericordiosíssimo carneiro
Esquartejado, a maldição de Pio
Décimo caia em teu algoz sombrio
E em todo aquele que for seu herdeiro!

Maldito seja o mercador vadio
Que te vender as carnes por dinheiro,
Pois, tua lã aquece o mundo inteiro
E guarda as carnes dos que estão com frio!

Quando a faca rangeu no teu pescoço,
Ao monstro que espremeu teu sangue grosso
Teus olhos - fontes de perdão - perdoaram!

Oh! tu que no Perdão eu simbolizo,
Se fosses Deus, no Dia de Juízo,
Talvez perdoasses os que te mataram!
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quinta-feira, 11 de março de 2010

Três - por Gio

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Carlos estava na parada de ônibus, esperando o velho Mercedes-Benz – provavelmente o único Mercedes em que andaria, ao menos nos próximos 50 anos – chegar, e o levar para casa. Era um daqueles dias (noites, na verdade) em que todas as linhas parecem estar funcionando, menos a sua: a chance de o ônibus chegar é inversamente proporcional à sua pressa. Mais que com pressa, estava cansado, já que aquele sábado no balneário foi mais cansativo do que proveitoso.

– Ei, Carlitos!

Demorou a reconhecer a figura que vinha da penumbra, mas, ao fazê-lo, quase deu um pulo. Era João Pedro, amigo de colégio desde os tempos do ensino médio, o qual não via há uns dois anos. João foi fazer curso técnico em uma cidade interiorana, e eles acabaram perdendo contato. Foi inevitável a mais clichê das perguntas-exclamação:

– Joãozinho, há quanto tempo a gente não se vê!?
– O tempo suficiente para você criar barba na cara.
– É verdade. E eu que disse que nunca usaria barba?
– E eu que disse que nunca sentiria saudades daqui?
– Disso eu já não tinha dúvidas. Diga, faz quanto tempo que você voltou?
– Uns três meses. Mas não se preocupe, não avisei ninguém – queria tempo para me reorganizar, me readaptar. Mais tempo pra respirar, eu diria.
– Pelo jeito, tiraram o teu couro lá naquela cidade...

E esqueceram-se da vida, colocando a conversa em dia, comparando as cidades, relembrando os velhos tempos, com o assunto caindo periodicamente em futebol, dinheiro e mulher – não necessariamente nessa mesma ordem. Ficaram lá uns 35, 40 minutos, durante os quais nenhum ônibus passou, obviamente.

Quando o velho Mercedes chegou, a impressão que se tinha é que era Mercedes só no nome: em vez do visual polido, uma carcaça deteriorada pelo uso e pelo tempo; em vez de bancos de couro e ar condicionado, assentos de um estofado de quinta e passageiros com o desodorante vencido; em vez do espaço e conforto característicos, pessoas espremidas nos corredores, portas e janelas.

– Tem espaço pra gente aí dentro? – perguntou João ao motorista.

O motorista olhou para trás, como que perguntando ao cobrador. As pessoas dentro do ônibus gemeram – já estava difícil respirar do jeito que a coisa estava, e colocar dois passageiros a mais não iria melhorar a situação. Ouviu-se um grito lá de dentro.

– Se o pessoal do fundo apertar, cabe mais uns cinco!

Ao entrarem, em vez de um chofer, quem os recebia era um motorista mal-humorado fumando um dos cigarros mais fedorentos dos quais eles poderiam lembrar. Seu humor só não era pior que o do cobrador que, na última viagem de seu turno, atendia com resmungos. Humor que não melhorou ao receber uma nota de vinte de Carlos.

– Senta aí, e espera. Vou ver se tenho troco.

E assim os dois ficaram ali, quase do lado da roleta, espantados tanto com a grosseria do cobrador, quanto com o fato de ele os ter mandado sentar. Deve ser o sono, comentaram. Enquanto o próximo pobre passageiro que daria o que faltava ao troco de Carlos (antes de ser espremido feito uma laranja) não chegava, retomaram a conversa. Foi quando Carlos avistou algo na janela.

– Tá vendo aquele cara passeando com a garota no início da avenida?
– Sim, por quê?
– É o meu herói.
– Como?
– É como ele é conhecido. “Meu herói”. De herói não tem nada, mas é chamado assim devido às suas façanhas.
– E quais seriam essas façanhas?
– Atualmente, ele está com três namoradas ao mesmo tempo. E eu, que já tenho dificuldades para lidar com uma só...
– Três namoradas? E quanto ele gasta de avião para manter isso?
– Nada.
– Ônibus?
– Não.
– Ele tem carro?
– Nem perto.
– Não vá me dizer que...
– Exatamente. As três são aqui da cidade.
– O que esse cara tem na cabeça? Isso é suicídio!
– Ele diz que gosta de viver perigosamente.
– Mas como alguém consegue administrar três garotas na mesma cidade, sem elas nunca se encontrarem?
– Entende porque o chamam de “meu herói”?

O cobrador finalmente tinha arrumado troco. Carlos esticou o braço, e os dois se moveram para um lugar menos desconfortável no fundo do ônibus. João Pedro retomou:

– Mas... Três? Não seria mais fácil com duas?
– Ele diz que não. Com três, se uma das mulheres o descobre com outra, ainda sobra a terceira. Ei, se a Renata me escuta falando isso...
– Renata?
– É, minha namorada. Não te comentei na parada?
– Comentou, mas não tinha dito o nome dela. Estão juntos há quanto tempo?
– Quase dois anos. Conheci ela pouco tempo depois que você partiu.

O ônibus deu um solavanco ao passar por um quebra-molas na estrada, arremessando desavisados alguns metros para trás. Um rapaz que estava atendendo o celular caiu sentado no chão.

– Conheceu ela na faculdade? – divagou João.
– Não, ela faz faculdade particular. Foi em uma dessas festas da vida, regada a tequila liberada.
– Não sabia que dava para se conhecer namoradas nessas condições...
– Nem eu, Joãozinho, nem eu... Mas sabe, até que ela anda bem acomodada. Nem quis vir comigo hoje para cá!
– Ah, que pena. Acho que perdi de conhecê-la esse final de semana.
– Ah, qualquer dia essa semana eu te levo no trabalho dela, quando for buscá-la. Ela trabalha no posto de saúde ali no centro. Podemos sair para comer alguma coisa!

Que estranho, pensou João Pedro, mas guardou isso para si.

– Hmm... Pode ser. Ela faz o que no posto mesmo?
– Estagiária. Ajuda com as vacinações, e confere as carteirinhas.
– Sei.
– Só espero que ela queira sair. Como eu disse, ela nem para a praia quis vir hoje. Foi visitar a...
– ...Dinda doente?
– Exatamente. Como adivinhou?

O ônibus dobrou rápido demais em uma curva, jogando uma senhora de idade, cuja bengala acertou em cheio na coxa de um homem que, ao menos até ali, estava dormindo.

– Carlitos, eu também estou vendo alguém.
– Nossa, que bom! Finalmente você pretende tomar jeito. Desde quando?
– Desde que eu cheguei aqui, quase.
– Onde a conheceu?
– Num posto de saúde. Fui checar se havia alguma dose de vacina que eu tinha esquecido.
– Num posto? Não diga! Vai ver ela conh...
– Carlos, ela é loira, tem aproximadamente 1,75m, trabalha no turno da tarde, tem um sotaque meio...
– Carioca. Vive de rabo-de-cavalo, usa um perfume que já saiu de linha, e não suporta cheiro de...
– Fritura. Especialmente batata frita. Passou a semana inteira em função...
– De provas, e agora esse fim-de-semana não pode sair do centro, pois tinha de cuidar de sua dinda...
– Helena. E o nome dela é...
– Renata! – Ambos exclamaram. Várias pessoas se viraram, espantadas. O cobrador olhou com cara de reprovação. A senhora que sentava no banco ao lado deles também os olhou com cara de reprovação, mas não era por causa do grito.

Em um outro canto da cidade, Renata rolava em abraços calorosos dentro de um quarto. É, a essa altura eles já se encontraram. Se fossem só dois...
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Visitem Gio
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As Surpresas do Dia - por Adir Vieira



Ontem, o dia amanheceu morno, assim... com aquele ar parado, como se não tivesse sido programado, inconscientemente, no dia anterior.
Embora as expectativas me levassem a crer que tudo correria de acordo com os compromissos já agendados, no meio do dia uma surpresa mudou meus planos, quase sem que eu percebesse.
Vi-a ali, deitadinha, com aquela carinha enigmática, talvez pensando se deveria ou não me dizer o que estava sentindo.
Já tínhamos todos almoçado e aguardávamos o horário de sair para a academia de ginástica, quando eu, ao estranhar seu comportamento quieto, tão diferente do habitual, indaguei sobre o que estava acontecendo.
Senti que ela temia me dizer que não estava bem para fazer aula de ginástica olímpica, pois já havia faltado a aula anterior para brincar com as amigas na piscina do prédio.
À minha insistência, disse estar com dor abdominal. Pronto, aí entrei em desespero. É sempre assim. Não consigo conviver com mal-estar de criança. Macromizo meus pensamentos pessimistas e de súbito a vejo apática e sem a alegria tão espontânea. Acerquei-me dela, preocupada, e aí é ela que me deu lições com sua voz meiguinha e decidida querendo tranquilizar-me.
Esqueci-me do mundo para prestar atenção aos seus sintomas. Unimo-nos para que a dor não avançasse e acho que fui feliz nessa tarefa.
Pelo resto da tarde jogamos, lemos e interpretamos os textos, assistimos um novo DVD e a “tal dor” sumiu, como apareceu.
Deixei de fazer minhas compras, coloquei em segunda ordem o que havia priorizado, mas valeu a pena sentir seus bracinhos em volta do meu pescoço, no abraço de agradecimento por eu ter esquecido de tudo e me dedicado somente a ela.
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Visitem Adir Vieira
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Hermógenes e as Estrelas - Citado por Alba Vieira

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Não pules ansioso e ávido querendo agarrar estrelas.
Senta-te quieto e mudo e esquece-as inteiramente.
Quando teu silêncio fizer de ti uma estrela, uma das do céu descerá para brincar contigo.
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Augusto dos Anjos e “A Peste” - Citado por Penélope Charmosa

Filha da raiva de Jeová - a Peste
N’um insano ceifar que aterra e espanta,
De espaço a espaço sepulturas planta
E em cada coração planta um cipreste!

Exulta o Eterno e... tudo chora, tudo!
Quando Ela passa, semeando a Morte,
Todos dizem co’os olhos para a Sorte
- É o castigo de Deus que passa mudo!

- Fúlgido foco de escaldantes brasas
- O sol a segue, e a Peste ri-se, enquanto
Vai devastando o coração das casas...

E como o sol que a segue e deixa um rastro
De luz em tudo, ela, como o sol - o astro -
Deixa um rastro de luto em cada canto!
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Midas - por Leo Santos

Falta uma orquídea que inda não floriu,
e o jardineiro rega, em paciente espera;
até que vibre a corda do amor,
acordando a esperança que dormiu,
ao ecoar o som, da harpa da primavera…

Falta uma seta, Cupido guardou,
e Vênus distraída, nem notou a concorrência;
senão, já teria advertido,
e seu filho arqueiro a teria ferido,
pra mim e a deusa, a sobrevivência.

Sobra um cálice amargo, não bebo,
pois o teor não apraz minha sede;
um vagar por vagar, ir ao léu,
correr para o mar anelando o céu,
sob o peso das asas, e a restrição da rede.

Falta coragem pra dizer o que gritei,
quando o eco devolvia sem uso, minha voz;
é que agora ouviria alguém,
que por certo, falaria também,
ah, essa insegurança atroz…!

A canção do amor, planta mal regada,
Sina de um Midas, em fértil solo:
Primeiro,ouro, tocando em tudo,
e por fim – pobre louco! – orelhudo,
por ter questionado a vitória de Apolo…
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Visitem Leo Santos
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Hermógenes, Ansiedade e Paz - Citado por Alba Vieira

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Enquanto ansiamos pela Paz não a alcançamos.
Ansiedade e Paz são antíteses. Nunca se juntam.
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Dia Internacional da Mulher - por vestivermelho

adorei ler
mulher é ser feminina, é ser princesa; rainha tem alma masculina, mas a princesa sempre romântica à espera de seu amor...
eu quero ser princesa eternamente rsrs
não quero ter dias especiais... todos os meus dias são especiais

e o seu, Vera, deve ser mais que especial...

abraços

salve as femininas e boa sorte às feministas...
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.Comentário em Invente Outra (Ao Dia Internacional da Mulher), de Vera Celms.
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.Visitem vestivermelho
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terça-feira, 9 de março de 2010

Pensando Gordo - por Fatinha

Querido Brógui:

Rapidinho: na mesma revista, veio uma matéria sobre o uso da terapia cognitivo-comportamental para emagrecer. Pobres psicólogos sérios que trabalham nessa linha… Além de solução mágica para o TOC, depressão, ansiedade, stress pós-traumático, fobias, vícios em jogo, bulimia, agora vão ter que dar conta dos gordinhos. O pior é ter que explicar para essa galera que terapia não é milagre, que o processo pode ser rápido ou não, que é necessário separar o joio do trigo…
Mas não é isso que quero falar. Lá no meio da matéria tem um quadro “O pensar gordo e o pensar magro”. Depois de ler atentamente como funciona a cabeça de um gordo e de um magro, concluí que sou, irremediavelmente uma magra com cabeça de gorda. Eu busco conforto na comida, às vezes como compulsivamente, tenho fome de doce, quando perco peso retomo meus horríveis hábitos alimentares ao invés de prosseguir na reeducação alimentar, quando engordo penso que jamais vou conseguir perder aquele quilinho, me sinto injustiçada porque tem gente que come e não engorda, não tenho hora certa pra comer.
Acho que vou ter que trabalhar isso com a minha terapeuta.
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.Postado, originalmente, em 12/10/2008.
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.Visitem Fatinha
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Fabuleta - por Cacá

Um dia o diabo resolveu dar umas voltas sobre a Terra e aterrissou no Brasil. Aterrissou é mentira, posto que veio lá de baixo: então irrompeu no Brasil. Circulou geral e como não podia deixar de ser, andou visitando parlamentos, palácios de governos e outras plagas que abrigam umas pragas eleitas pelo voto. Fez muitos amigos, entabulou muitas conversas, deu conselhos e, principalmente, fez muitos tratados. Disse aos seus pares que poderia lhes oferecer o paraíso se seguissem os seus ensinamentos. O paraíso, a seu modo, claro! Com os seus métodos e também com os seus riscos. Garantia inclusive, que a taxa de risco seria muito baixa, a fim de conseguir bastante adeptos. Disse também que havia o paraíso prometido, “o outro”, mas esse, quem o desejasse, que fosse se queixar com um bispo, afinal era demorado alcançá-lo e não havia garantias reais. Garantias do tipo as que ele mostrou ao levantar seu saiote, mostrando a cueca e as meias recheadas de dinheiro. Um pacto foi assinado de imediato por muita gente com olhos brilhando e lambendo beiços. Uns já suspeitos, outros insuspeitos até então. No ato da assinatura, no entanto o diabo avisou: - A condição para ser membro desse doce paraíso é que meu nome nunca apareça. Sabem como é, ando meio desgastado perante a opinião pública e isso não é bom para mim e pode não ser para vocês numa eventual reeleição. Então, em todas as suas campanhas, dirão nos comícios e também depois de eleitos, em todos os meios de comunicação possíveis:
A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS.
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*Fabuleta é uma pequena fábula sobre as peripécias do capeta.
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.Visitem Cacá
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Dia Internacional da Mulher - por Escrevinhadora

Também não “engulo” o dia internacional das mulheres. Pra mim é a prova cabal de que as mulheres ainda são tidas como seres de segunda categoria. Necessitam de 1 dia no ano pra serem lembradas. Nos outros dias, em tantas partes do mundo, a todo momento, mulheres são violadas, espancadas, assassinadas sem que isso cause uma reação firme. Em algumas culturas, infelizmente, a agressão contra mulheres não só é aceita, como estimulada, a despeito de toda a evolução da qual nos orgulhamos. No Brasil, apesar da Lei Maria da Penha, o número de agressões contra mulheres é impressionante e algumas vezes a punição ainda fica na entrega de cestas básicas. Não precisamos de um dia pra comemorar nosso sexo. Precisamos de respeito, igualdade de oportunidades e reconhecimento das diferenças que nos separam dos homens mas que nem por isso nos tornam inferiores a eles.
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.Comentário em Servidão, de Camila Oliveira.
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Eu Posso? - por Yuri

vocês entendem aquela fria sensação de vazio?
que costuma chegar sem você ver
mas você tem que trabalhar e trabalhar até fazer o certo?
eu quero te tocar de novo
quero voar com você
eu sei que eu errei, quero admitir olhando pra você, e falando o quanto gosto de você
mesmo que seja pela última vez, e se for... realmente eu não sou importante pra você
eu espero... te pedindo desculpas enquanto você pensa, enquanto passa sua raiva
e enquanto eu me preparo pra sempre dar o melhor de mim e poder te tocar outra vez
poder voar... contigo!
I can?!
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.Visitem Yuri.............
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segunda-feira, 8 de março de 2010

Conflito - por Marília Abduani

Estou perto e longe de mim.
Vejo formas e cores
bordando as linhas do meu destino
em minhas mãos.
Nem triste nem feliz,
vou me descobrindo ainda
e ainda me surpreendo menina,
mulher.
Há nuvens que persigo.
Há prantos que adormeço.
Há medos que atravesso,
mares onde me afogo,
ventos que levam
para qualquer direção.
Estou dentro e fora de mim.
E quando me olho,
vejo outra que não eu.
Meus olhos me enganam,
meus passos me distanciam de mim,
me levam
para onde, eu não sei.
Ampliar-me é preciso
para que eu me encontre.
e me veja, livre,
e seja eu mesma
a que mais amei.
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