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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 23 de janeiro de 2010

Insegurança - por Esther Rogessi

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Quando te foste de mim...
Insegurança se fez...
Será que foste de vez...?

Dor, sofrimento... lamento!
Agarrei-me às lembranças,
Quando te foste de mim...

Brotou um jasmim no jardim

E com ele... A esperança!...
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Resposta - por Kbçapoeta

Gio:
Respeito sua opinião, no entanto, ser jornalista é saber ver o que está acontecendo. Para isso é preciso conhecimento e, acima de tudo, experiência. Conhecimento não se adquire apenas na escola, mas em livros, filmes, discos e, agora, também através de computador. Experiência, só no dia a dia. Ou seja, não é preciso uma faculdade de Jornalismo para se ensinar isso aos jornalistas. É preciso viver, ganhar experiência, porque, por melhores que sejam a faculdade e o aluno, ao começar a trabalhar numa redação, todo jornalista ainda tem muito que aprender.
Dificilmente um cidadão sem diploma de jornalista irá participar de uma redação de jornal, o próprio mercado de trabalho já sepultou essa possibilidade.
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Deixo o texto de Mino Carta, um dos Gênios do jornalismo ainda vivo, editor do semanário mais sério no país que é a revista “Carta Capital”.
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.DIPLOMA EM XEQUE
Mino Carta
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“Jornalismo não é ciência, na melhor das hipóteses pode ser arte. Depende do talento inato de quem o pratica, da qualidade das suas leituras. O acima assinado gostaria de acrescentar: da sinceridade das suas crenças e da coerência dos seus compromissos. Mas há muitos profissionais de retumbante sucesso e salários astronômicos que também se distinguem pelo mau caráter. Acreditam em coisa alguma, a não ser neles mesmos.

Cultura adquirida em algum curso universitário não faz mal a ninguém, pelo contrário, bem como a adquirida por conta própria. Cláudio Abramo, um dos melhores jornalistas brasileiros, se não o melhor, era autodidata em tudo e por tudo. Nem curso primário tinha. Tudo o que sabia, e era bastante, aprendera sozinho.

Jovens com talento para a escrita se tornam jornalistas num piscar de olhos na labuta das redações. Para eles, tempo de foca, como se diz na gíria jornalística, dura pouco. Um dos mais notáveis redatores-chefes do New York Times dizia aos seus focas: ‘Redigir uma reportagem é a coisa mais simples do mundo, pensem que estão escrevendo uma carta para a sua mãe, sua namorada, um amigo’.

A melhor escola é o próprio jornal. Por isso, quando o regime militar que infelicitou o País por largos anos inventou as faculdades de comunicação, velhos e honrados profissionais menearam a cabeça. Lamentavam a criação da ditadura e as razões que a precipitavam: a presença pelas calçadas de milhares de excedentes, reprovados nos vestibulares. Moços frustrados soltos por aí representavam transparente perigo para os donos do poder.

A exigência do diploma para exercer a profissão foi o desfecho inescapável da operação. Condenável de saída pelos espíritos democráticos por seu inegável caráter corporativista. O regime fardado se foi, a lei ficou e, a essa altura, é compreensível que os sindicatos dos jornalistas a defendam. Mesmo porque, em inúmeros pontos do mapa nativo, o diploma se torna anteparo à vontade dos coronéis do pedaço, que em lugar de diplomados prefeririam colocar apaniguados.

E lá vem a decisão da 16ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo, suspendendo a obrigatoriedade do diploma em todo o País. A juíza substituta Carla Abrantkoski Rister sustenta que o Decreto-Lei nº 972/69 contraria a Constituição de 1988. A motivação da decisão liminar coincide em boa parte com a opinião dos profissionais que há mais de 30 anos meneavam a cabeça e com as linhas iniciais deste texto. E tem validade imediata até apreciação posterior.

Como se sabe, a Justiça é lenta e a sentença vagarosamente acabará por alcançar o STF, a quem cabe a palavra final sobre assuntos constitucionais. Até lá, seria altamente recomendável que a sociedade se preparasse para o debate conclusivo, mesmo porque, caso o Supremo confirme a decisão da juíza paulista, deve orientar os legisladores na elaboração de uma emenda constitucional.

De todo modo, o acima assinado insiste: jornalismo não é ciência.”
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.Resposta a Tá Tudo Liberado!, de Gio.
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Visitem Kbçapoeta
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Meu Presente - por Poty

Meu presente...
Ainda não sei se vai...
Não terá laços, nem fitas e tão pouco papel maché luminoso...
Se for será surpresa...
Será com emoção...
Não será comentado a ninguém...
Será de coração...
De mente aberta sem querer cobrar outro de volta...
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..................................Visitem Poty
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Augusto dos Anjos e “A Dança da Psique” - Citado por Penélope Charmosa

A dança dos encéfalos acesos
Começa. A carne é fogo. A alma arde. A espaços.
As cabeças, as mãos, os pés e os braços
Tombam, cedendo à ação de ignotos pesos!

É então que a vaga dos instintos presos
- Mãe de esterilidades e cansaços -
Atira os pensamentos mais devassos
Contra os ossos cranianos indefesos.

Subitamente a cerebral coreia
Para. O cosmos sintético da Ideia
Surge. Emoções extraordinárias sinto...

Arranco do meu crânio as nebulosas.
E acho um feixe de forças prodigiosas
Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Reflexo - por Kbçapoeta

Verte lágrimas ao olhar no espelho,
Não acreditava no que via.
Perguntava-se onde teria ido seu sorriso,
Sua pele lisa, seu brilho nos olhos
Que vislumbrava amores possíveis.
Em um instante
Sua alma não estava diante do espelho,
Fora aterrissar em lembranças distantes e remotas,
Onde julgava ser mais feliz.
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Visitem Kbçapoeta
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Dotes Culinários... - por Ninguém Envolvente

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BOLO DE FUBÁ COM ERVA DOCE COBERTO COM CHOCOLATE AO LEITE.
.Modo de preparo
- Compre a mistura de saquinho ou caixinha (assim você evita esquecer o fermento, por exemplo).
- Misture tudo conforme manda o verso da embalagem.
- Amigo(a): tire a casca do ovo hein... (mas se você tiver osteoporose, use a casca junto: além da crocância, vai ser um bolo megacalcificado).

Unte a assadeira: passe margarina e depois jogue farinha, sacode e tá pronto.

Coloque no forno pré-aquecido: não fique abrindo depois o forno, ou vira bolo terremoto (só cresce de um lado).

Geralmente, é impossível dar errado... Mas não fique P da vida se ficar duro ou com gosto estranho.

Como saber se já está pronto?
1- Conte o tempo
2- Espete um palito e se sair seco é que está pronto
3- Quando sentir o cheiro de queimado é certeza que está pronto.

Ahh... Não desenforme quente!!! Porque o fundo fica todo grudado. (Pena que só aprendi isso, depois de meu 245830983º bolo!)

Dica: Não tome com café, pois da uma azia desgraçada!

Cobertura: Rale meia barra de chocolate de sua preferência, coloque em um recipiente de VRIDO.
Aproveite o calor do forno, para derreter o seu chocolate...

E aí reza depois pra ter ficado comestível...
Olha o meu como ficou!
Chique né? rs...
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A Lágrima se Fez Vidro - por Esther Rogessi

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Guardo em minha mente
O longo beijo que te dei...
E outros que de te roubei.

Insana minh’alma reclama,
Tua presença a toda hora
A lágrima caída na areia...

Com o tempo vidro se fez!

Triste desfecho dessa história.
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.(Minha participação em “ALMAS”, com Edson Leite, Theresa Russo... e a quem quiser participar.)
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Augusto dos Anjos e “A Árvore da Serra” - Citado por Penélope Charmosa

- As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!

- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs almas nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minha’alma!...

- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:
“Não mate a árvore, pai, para que eu viva!”
E quando a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!
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Comentário - por vestivermelho

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Escrever bem, passar o que de fato acontece é preciso ter sentimentos e sentimentos não se aprende em faculdades.
Apenas um desabafo de uma sonhadora... rsrs
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.Comentário em Tá Tudo Liberado!, de Gio.
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. Visitem vestivermelho
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Tá Tudo Liberado! - por Gio

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Essa semana que passou, estava tomando café e vendo o jorn... Pausa.

Acordar cedo e levantar a tempo de tomar café vendo o jornal de manhã tem sido um evento raro para mim, já que faz um mês que eu chego atrasado à faculdade por conta do sono. Então, uma situação de uma raridade como essa merece um pouco mais de destaque. Vamos recomeçar:

Numa das raras vezes que consegui levantar cedo esse mês – coincidentemente, semana passada –, eu estava vendo o jornal e vi uma notícia q... Mais uma pausa.

É a segunda vez que eu levanto cedo no mês, e é a segunda vez que eu acordo com uma notícia catastrófica. Se continuar nesse ritmo, até o fim do ano acordo com repórteres decretando o início do Apocalipse. Melhor continuar dormindo meia hora a mais... Erm, o show tem que continuar, então meu relato prossegue:

Numa das raras vezes que consegui levantar cedo esse mês, eu estava vendo o jornal e me deparei com uma notícia que me deixou... A minha reação eu expresso depois, o fato é que tiraram a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para exercer a profissão. Bom, para justificar uma decisão estapafúrdia, só mesmo uma desculpa mais estapafúrdia ainda: a exigência do diploma feria a liberdade de expressão.


Han?


É, é isso mesmo. Infelizmente para mim (e para todos nós), isso não era o Saturday Night Live – por motivos óbvios – e nem eu estava delirando de sono. Acho que o nosso Judiciário precisa dar uma checada no Aurélio, para rever seus conceitos sobre algumas palavras. “Liberdade” certamente é uma delas; no meu tempo tinha outro significado.

Uma vez, em uma aula de Ensino Religioso (que, de religião, não se aprendia nada), aprendi a sutil diferença entre “liberdade” e “libertinagem”. A partir do momento que um ato livre passa a causar dano a outra pessoa, ou mesmo privar parte da liberdade dessa, a liberdade vira libertinagem. A diferença entre “graffiti” e “pixação” segue a mesma linha.

Para mim, essa decisão foi exatamente isso: transformar a liberdade em libertinagem de expressão. Permitir que pessoas sem a mínima formação tenham direito a serem chamadas de “jornalistas” estende o alcance deles, mas fere a minha liberdade, o meu direito de receber material de qualidade.

A faculdade de Jornalismo não existe à toa. Nos meios de comunicação, precisamos de pessoas que saibam falar ou escrever corretamente, que saibam expressar suas ideias, e que saibam ser imparciais. Precisamos de pessoas com o mínimo preparo, que tenham um nível técnico o suficiente para gerar e apresentar reportagens de qualidade. Perdemos toda essa garantia com a “liberdade”...

Para não-jornalistas já existem os comentários, cartas do leitor, colunas, blogs, Twitter e tantos outros meios de comunicação. Um selo custa 10 centavos, contas de e-mail são na maioria gratuitas, e uma hora na lan house custa menos que uma passagem de ônibus. Ninguém é privado de se expressar: hoje em dia, só não fala quem não quer.
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Postado, originalmente, em 21/06/2009.
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Visitem Gio
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Feliz 2010 a Todos do Duelos - por Alba Vieira

Que nossas mentes criativas possam produzir muito para o nosso blog, como se fôssemos os elementos de um jardim encantado que juntos, sendo terra, água, sol, cuidados, sorrisos, olhos de amor, palavras abençoadas ou apenas vibrações de esperança, permitíssemos a magia da explosão de beleza de flores multicoloridas, habitando o mesmo espaço e traduzindo o mesmo sentimento de amor ao expressar a natureza perfeita e dadivosa.
Beijo a todos e votos de paz, saúde e amor.
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Visitem Alba Vieira
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No Ritmo - por Duanny

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Feche as janelas, as cortinas, tranque as portas e liga o som. Vamos nos sintonizar, eu e você, em uma única vibração, em uma melodia apreciada apenas por nós. Vem comigo, não olhe pra trás e não repare na decoração, deixa o som te levar que eu te levo comigo, pra um lugar só meu, só nosso.

Não posso te ouvir então grite comigo, mas grite pra valer, se quiser mesmo ser ouvido vai ter que ser assim. Não estou definindo minhas regras só estou te avisando, isso pode ser um pouco perigoso não?

Entra nesse ritmo, eu sei que você pode, sei que você consegue, então me pegue de jeito e me faça entrar nessa sua dança.

Minha vida é uma longa estrada, às vezes penso que chegou ao fim, mas é só uma curva, tenho de levar comigo esse ritmo, essa música. Vem comigo que eu faço tudo valer a pena, vamos encontrar aquela sintonia que chega a enlouquecer, não sou mais tão novinha, posso ouvir o que você tem pra me cantar, então vai logo, não vou esperar, tenho que ir andando nessa minha estrada.

Feche os olhos e entra nesse ritmo, dança comigo a noite inteira, sem se preocupar, me leve para o mais alto volume, me faça ouvir aquela nota que só você alcança.

Será mesmo que tudo isso vale a pena?

Larga de ser clichê, se não valer a pena, muda a sintonia e dança de novo, só que pra mim.
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Visitem Duanny
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Letras de Paz! - por Esther Rogessi

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Letras... Que soltas, pouco são
Pouco dizem... Porém na união...
Transformam o mundo.

Dão novo rumo... ao perdido, sem direção!
Letras em paz, palavra CAPPAZ...
De renovo, sopro de vida ao morto,

Simbolismo da paz maior... Seja onde for...!

Cinco letras que unidas formam a palavra AMOR!
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.....................................Visitem Esther Rogessi
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Passageiro - por Leo Santos

De repente quis
não mais escrever
sobre coisas que passam;
passei a não ter o que fazer…

Ora, tudo o que podemos,
é contar a saga de uma passagem,
na tola presunção de criar,
somente viajamos, com sonhos e bagagem.

Ficam pegadas, reles impressões,
enfim, nosso jeito com a leitura;
tíbias interpretações,
camufladas entre figuras.

Inevitável, o resignado, constatar
que tudo ficará pra trás;
no máximo como uma pista,
onde um especialista colherá digitais…
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Visitem Leo Santos
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Consciência - por Alba Vieira

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Sou independente por natureza.
Nunca suportei que me dissessem por onde devia ir.
A não ser a percepção do erro que, inevitavelmente, corrige a minha rota.
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.Visitem Alba Vieira..............
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Fuga - por Esther Rogessi

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Quando o homem foge de si,

Atravessa mares, vai a lugares

Aonde nunca pensou ir...

Em uma busca incessante,

Tamanha ânsia é seu existir.

Sobe as mais altas montanhas,

Desbrava matas, busca a exaustão...

Esmurra o vento... Luta é alento,

Em pura contradição...

Quando o homem foge de si,

Vai de encontro à aflição

Como insistir em procurar

É preciso antes se encontrar!...

Pois por mais voos que alce um pássaro

Preciso é a terra tocar...
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Memórias de um Seminarista (Parte XVIII) - por Paulo Chinelate

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Tão logo terminamos o retiro espiritual neste final de ano de 1963 fomos liberados às férias familiares.
Confesso que nunca estive tão ansioso por espairecer junto aos meus queridos pais e irmãos.
Têm-me ocorrido pensamentos de voltar definitivamente ao convívio dos entes queridos. Não que haja da parte do ambiente de internato algo que cresça repúdio por ele, pelo contrário, tenho vivido dias de maior integração com meus amigos. Mas a sensação de estar em lugar errado não desapega de meus pensamentos. Vou completar dezesseis anos dentro de quatro meses. Apesar dos motivos que me trouxeram ao seminário tenham sido outros que não o vocacional, durante estes últimos anos tinha já aceitado ser do ambiente religioso a dedicação de minha vida. Mas, há alguns meses que venho tendo frequentes inclinações a querer outra coisa que não a vida celibatária e “reclusa”.
Li e reli muitos assuntos da vida militar. Fascinam-me a vida da caserna, a disciplina de soldado, a possibilidade de ter um dia voz de comando e quem sabe galgar a carreira dos grandes heróis da pátria. Sou filho de um ex-combatente da última guerra mundial. Sempre que papai relata os feitos de batalha, como que um frenesi abate sobre mim.

Estou em Juiz de Fora para passar o Natal, fato que desde 1960 não ocorria.
Está sendo maravilhoso poder compartilhar momentos íntimos com meus nove irmãos. Agora somos dez. Mamãe há cinco meses recebeu a visita de mais um irmãozinho. Como praxe em toda família de italianos, fui escolhido, como o mais velho, juntamente com minha irmã Conceição, convidado a ser o padrinho de batismo do bruguelo. O Maurinho dá início a uma lista de afilhados que certamente terei por toda a vida. Se o ambiente pessoal familiar se modificou durante estes últimos quatro anos por conta do desenvolvimento de meus irmãos, o espaço físico também teve suas variações. Por conta de papai estar agora com trabalho fixo, tem aprimorado a casa adaptando-a tanto ao maior conforto quanto ao crescimento da turma.
Por tudo isto, tenho pensado em poder retornar ao ninho que eu abandonara só para ser uma boca a menos.
Os companheiros de rua e bairro, assim como eu, cresceram. Como é gostoso encontrá-los, não mais nas molequices de outrora, tempo que nos parece longínquo, mas agora às saídas da missa das sete da noite, ou nos papos de esquina da pacata Rua Inácio Gama no Bairro de Lourdes.
As visitas aos parentes é uma praxe que mamãe não perdoa. Em alguns momentos, estes passeios são puramente agradáveis. Visitar minhas primas Terezinha, Maristela, Lena e Marice Cal. Meus primos Waltinho, Zé Carlos, João Batista e Juarez. No entanto, a paparicação de meus tios e avós me incomoda. Sou visto como o “santinho”, o “padre” da família. Sentimentos vão de choque contra a minha breve intenção, ainda secreta, de sair do seminário. Permaneço, portanto, em palpos de aranha. Calo-me ainda. Não sei qual seria a reação de papai e mamãe quando e se eu decidir por isto.
Terminados os vinte dias de tão breve descanso retorno às lides, agora se apresentando rotineiras, do seminário.

Passados alguns dias das ainda vívidas férias, o quadro nacional é perturbado por densas e negras nuvens. A política, diariamente acompanhada pela voz do locutor da Rádio Globo, o Repórter Esso, Heron Domingues, avalio o distúrbio que o Presidente João Goulart vem trazendo à nação desde a renúncia de Jânio Quadros.
O jornal Zero Hora, de Porto Alegre, achincalha o sentimento mais profundo, religioso, do Brasil fazendo publicar em primeira página uma estampa grotesca de Nossa Senhora Aparecida. Estão anunciando, em tintas pesadas o que será do Brasil caso opte pelo socialismo de cores soviéticas.
A condecoração do guerrilheiro Che Guevara por Jânio Quadros quando ainda presidente, a visita do presidente Goulart à China Comunista, o envio de caravanas de políticos, professores e estudantes à Cuba e à China, apoio governamental a invasões de terras pelas ligas camponesas lideradas pelo deputado comunista Francisco Julião, apoio de ministros à subversão da ordem, ataques diretos de políticos do Governo aos Estados Unidos, pregação oficial contra a hierarquia militar, e principalmente a presença do Presidente da República discursando frente a uma gigante manifestação de soldados e cabos contra oficiais e ministros, no Rio de Janeiro.
A Igreja, a imprensa, os empresários, as classes profissionais, as donas de casa e os militares protestam perante a conturbada economia brasileira enfrentando inflação com índices mensais superiores a 50%, elevado desemprego e baixo crescimento.
Tudo isto acompanhado com voracidade pelos nossos ouvidos, inda que adolescentes, já educados a discernir o joio do trigo.
Março terminou com notícias de movimentos sociais e militares. João Goulart foi deposto. Queira Deus que tudo serene. Que a paz retorne ao nosso sofrido povo. Dizem que está uma situação de guerra. Temo pelos meus familiares. Aquece o desejo de estar com eles.
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Visitem Paulo Chinelate
Ernesto Che Guevara.

Augusto dos Anjos e “A Aeronave” - Citado por Penélope Charmosa

Cindindo a vastidão do Azul profundo,
Sulcando o espaço, devassando a terra,
A Aeronave que um mistério encerra
Vai pelo espaço acompanhando o mundo.

E na esteira sem fim da azúlea esfera
Ei-la embalada n’amplidão dos ares,
Fitando o abismo sepulcral dos mares
Vencendo o azul que ante si s’erguera.

Voa, se eleva em busca do Infinito,
É como um despertar de estranho mito,
Auroreando a humana consciência.

Cheia da luz do cintilar de um astro,
Deixa ver na fulgência do seu rastro
A trajetória augusta da Ciência.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Caô pra Economizar - por Fatinha

Querido Brógui:

Viva a concorrência! Com isso, nós, consumidores, temos a nosso favor um poderoso instrumento de barganha. Tá caro? Manda cancelar. Ligue para a administradora de cartões de crédito, para o provedor de acesso à internet, para a companhia telefônica, para todas as empresas as quais você sustenta com assinaturas e MANDE CANCELAR! Eles nunca cancelam antes de perguntar por que. Daí você conta uma churumela, diz que tá desempregado, enche o ouvido do atendente de lágrimas, diz que não precisa do serviço e que o concorrente lhe ofereceu vantagens irrecusáveis. Caô total. Em alguns minutos você consegue isenção de pagamento, descontos, promoções e economiza uma graninha daqui, uma graninha dali…

Hoje consegui um desconto de vinte reais numa mensalidade. Micharia? Em um ano, terei economizado duzentos e quarenta. Mais que o suficiente para comprar uma bolsa ou dois sapatinhos ou um final de semana numa pousadinha meia-bomba ou três tanques de combustível ou doze escovas no cabelo…

Tá dada a dica da pirangueira-chefe.

PS - Não sabe o que pirangar? Na minha terra, Recife, é o mesmo que negociar pra economizar um troco. Fatinha também é cultura.
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Postado, originalmente, em 23/09/2008.
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Visitem Fatinha
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Quanta Energia - por Alba Vieira

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De onde será que vem tanta disposição?
De onde retira tanta alegria?
Como pode ter energia para realizar tantas coisas ao mesmo tempo?
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Ela esbanja vontade de fazer as coisas e contentamento enquanto trabalha. É que seu combustível é inesgotável, ele vem direto da fonte. Ela está conectada ao reservatório do Universo, se alinha, está ligada ao Todo.
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Consegue isto porque está voltada para o seu interior e sabe bem o que veio fazer nesta vida. Ela é a grande doadora. Fica feliz ao proporcionar alguma coisa para os outros.
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E foi sempre assim: um sorriso largo oferecido indiscriminadamente; as mãozinhas abertas, indo em direção às pessoas, desde a infância, com expressão de felicidade. A mesma felicidade que irradiava ao entregar presentes em enormes embrulhos de papéis coloridos e laços de fitas pra tanta gente, inventando motivos para oferecê-los.
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Continua assim quando se manifesta com sorrisos, gentilezas, ajudas, trabalhos, palavras de incentivo, cuidados, abraços e carinhos que são fartamente distribuídos hoje.
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Dessa forma, sua força aumenta a cada dia, já que sua energia se renova e sua aura brilha mais. Que seu brilho aumente a cada ano.
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FELIZ ANIVERSÁRIO! BEIJO.
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Visitem Alba Vieira
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