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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Meu Abandono - por Poty

Abandonaste a mim,
Eu te abandonei.

Fui esquecendo
Meus sonhos,
Foi o meu fim...
Deste abandono
Não há como retornar.

Se foram minhas fantasias,
Eu as abandonei
Por causa de ti.

Não serei mais o mesmo
Por ter sido abandonado por você!




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Eu Ponto; Você Vírgula - por Principe Encantado

Hoje há vírgulas que tentam encerrar o texto vida de meus sonhos.
Éramos eu e você gritando os desejos de felicidade. São vírgulas que não conseguem terminar a saga de um amar que insiste agonizante em perdoar os erros que quebraram a pureza deste conto sem final feliz.
Vejo no horizonte o despontar de um sol redondo e ardente de dores, feito um ponto final no destino de um sonho de dois. Aproxima-se dizendo na poesia do alvorecer que agora não mais será um destino criado por dois amantes, mas o destino de cada um que se desata buscando seus rumos.
Hoje, há caminhos diferentes, o teu, o meu, e foram trilhados e dilacerados de esperanças mortas, vão fazer anos de buscas, iriam crescer sonhos.
Quando a solidão e o inverno chegarem, nossas camas vazias esperarão verões.
Sobrarão ilusões esperadas e não vividas.


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Cururupu - por S. Ribeiro

Do nada donde surge
esta impressão sincera,
defino certos caminhos que
não poderei seguir,
visto que desacatei as
autoridades desacatantes
e estou sem prefeito,
sem governador,
sem conselheiro,
sem a Força Nacional,
sem os espelhos;

e sou o próprio nada
donde a impressão
que agora é nada
surge,
e me faço qualquer
aos olhos de qualquer
um:
que me assaltem,
me comam,
me esmaguem.
Eu no Maranhão,
coisa aqui,
eu para ninguém,
eu para o Estado,
para o cão,
para Deus,
eu para o chão.




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Dormir Aqui e Amanhecer em Outro Lugar - por Saulo Rosa

Tudo aconteceu de repente, sem que eu tivesse tempo de me acostumar. Ontem eu vivia feliz com a minha família. Hoje acordei e a realidade era outra. Tudo se perdeu. Nem harmonia familiar, nem carreira, trabalho, sonhos, nem tampouco a saúde. Sou outro homem. Acordei com a sensação de estar em outro lugar. Um lugar lúgubre, sem amor, sem esperança. Tudo em que eu acreditava desmoronou. E, tão subitamente, que me encontro ainda tentando afastar os escombros e respirar um pouco o ar que é ainda possível sorver. Uma nuvem de fumaça encobre a paisagem e não me permite enxergar um palmo a distância, apesar de ter sido suficientemente forte para me desenterrar e ver um fio de luz. Sei que ainda há muito a fazer, dificuldades a enfrentar, emoções a deixar de lado até que possa me reerguer outra vez e buscar um caminho. Mas, nesse momento, fraquejo de novo e deixo a cabeça pender vertendo as lágrimas que me permitem lavar o rosto sujo e trazer um pouco de frescor à face e alívio ao coração, agora de pedra. Vou sobreviver, eu sei. Vou caminhar, embora trôpego e sair deste lugar inóspito onde acordei para a vida depois da noite inesquecível em que você me abandonou.
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Abandono - por Soraya Rocha

Dormir na calçada
Vender balas no sinal
Correr da polícia
Apanhar como um animal
Vestir trapos dados
Comer lixo
Fumar crack, cheirar cola
Brigar feito bicho
Viver sem família
Como um cão sem dono
Não verter mais uma lágrima
Este é o retrato do abandono
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A Carta do Pai - por Thiago Benício

Até parece que nada te dei. Tudo o que tem, sempre sonhei. Foi pra você que fiz, e hoje sei que pareceu não ser suficiente, Não tive a sorte como pai de ter um filho consciente. Agora estou deixado pra trás. Nem sei de minha morte. Procuro mesmo não saber. Espero que tenha sorte e que progrida sem desprezo. E aqui estou neste lugar, um lugar de abandono seu, não tem ninguém pra conversar e discutir um futebol. Se um dia vier me visitar, traga aquela camisa do meu time, juntamente com o jornal de esportes para discutirmos...



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Que o Vento Passe! - por Thiago de Sá

Que loucura! Eu sei que ela não me quer. Dói-me saber que com outro ela está. Que aflição presa no peito, esse grito que me rasga querendo sair. Nos olhos a cega escuridão que me cega a revelar os dois juntos. A névoa dos meus pensamentos torna ébrio o meu raciocínio. A espada da verdade matou a esperança de que ela poderia ter algo comigo, com outro sim, mas comigo não. Fica a forte desilusão, onde me cabe agora não suportar a dor que pesa dentro das minhas veias e coração... E sim fazê-la cessar. Mas, como, se o meu pensamento cai em desalento só de recordar a quimera de não haver me declarado antes? Me deparei com a pura verdade: meu coração fracassou e o dela está apaixonado.



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Abandono - por Vicenzo Raphaello (Erótico)

Como de costume, ele chegou pela manhã.
Sentou-se na mesa e esperou, olhou para aquele lugar feito para ela, simples, despojado, poucos móveis, móveis que ela havia escolhido, tudo feito ao seu gosto, a cama meio japonesa, o biombo meio translúcido, o grande espelho ao lado da cama, testemunha muda daqueles encontros, nas paredes apenas uma foto, uma pequena foto dela.
Levantou-se, foi até a geladeira da garrafa de vodka, serviu-se, pegou uma folha de papel e tentou escrever, mas nada lhe vinha à mente.
A porta abre, ela entra como sempre com aquele sorriso, desta vez porém, diferente.
Aconteceu algo? - perguntou tentando decifrar aquele sinal.
Ela responde com um beijo doído, morde-lhe os lábios, arranhando suas costas sobre a camisa ainda não tirada.
Era o início de mais uma luta, beijos molhados, sugando o ar que não alcançam os pulmões, arfam os peitos, as mãos procuram o calor dos sexos, já sem roupas enroscam-se, as línguas sugam o sabor salgado dos corpos suados, sexos umedecidos, sentados brincam, abre seu sexo, com delicadeza vai mordiscando, vai lambendo, língua atrevida que se atreve a tudo, neste corpo que tudo permite.
Com o calor do seu corpo na sua boca, ela suga sua alma, suga seu ser.
O telefone toca, num pulo ela atende, junto à parede ajoelha-se.
Sim...
Depois...
Agora não...
Mais tarde...
Já vou....
Não, já estou indo....
Lágrimas escorrem de seus olhos.
Com a cabeça encostada na parede balbucia palavras, ele percebe o significado do momento.
Levanta-se, encostado nas suas costas, apoiado na parede, sua mão se agita, explode num silencioso gozo sobre o corpo da amada, na última e simbólica marca de posse, antes do abandono.
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Oração dos Corações Abandonados - por ZzipperR e vestivermelho

Há tanto tempo estou sentado aqui sozinho, jogando pedras na água e pensando, mas de que valem todos esses pensamentos sem você? Eu preferia não pensar em nada e ter você ao meu lado amenizando esse sentimento de estar abandonado. Não consigo sair daqui se você não me ajudar!

Nesse mundo louco de corações abandonados, nos esquecemos de viver e nos trancamos em uma caixa de ilusões, alucinados em pensamentos inversos, que embaraçam o sentido do nosso raciocínio e a pessoa vibra em nosso pensamento, manuseando cada ideia, misturando o passado e as intenções futuras, trazendo a cegueira da loucura e martelando a cabeça com vontades e desejos criados por uma força sensorial descontrolada num ideal inexistente de amor solitário.

Um dia o amor apareceu em minha vida vestida de branco como um fantasma tocando suave e gentil. Um vírus carinhoso em minha mente, que imaginava estar dançando no paraíso, quando na realidade estava vagando no inferno, queimando no fogo do desprezo, abandonado pela garota de vestido branco, que me assombra com sua música, dançando no meu mundo e me deixando na marginalidade da paixão.

Não sei quais são as regras do amor... A garota de vestido branco vive em dois mundos, dividida entre Orkut e blog, com isso divide o seu amor em dois, enquanto eu vago no mundo criado pelo amor da poesia rosa. Uma poesia de amor perfumada, colorida e romântica que atordoa a cabeça e descompassa o coração deixando a alma louca.

As horas passam rapidamente e levam os dias embora. Com eles passam as semanas, os meses e os anos. Passando, passando e me levando junto no tempo, que passa por mim sem eu sentir, apenas sinto a sua falta, mesmo estando com os cachorros, que estão sempre à minha volta. Eu não consigo ficar sem eles, mas eles me lembram você e essas lembranças me fazem sofrer demais por estar abandonado pelo seu amor.

O pensamento solitário me leva a uma meditação profunda olhando as ondas misteriosas do mar e eu chego à conclusão de que o mar é apaixonado pela areia, tocando-a incansavelmente com suas ondas e acariciando o seu corpo, que suga carinhosamente suas águas. O mar tenta chamar a atenção da areia para ele com toques diferentes, tocando-a com ondas diferentes, às vezes mais agressivo com ondas fortes, outras vezes mais carinhoso com ondas suaves, num toque de amor eterno, que prova o amor entre eles. Olhando esse toque carinhoso, eu sinto a sua falta e nesse momento perco o controle do amor que transborda, não cabendo no peito e sufocando a alma que grita por você, te procurando na saudade que dói e encontra apenas um coração abandonado no caminho, deixado para trás pelo seu amor. Mas onde andará você? Quem estará recebendo o seu carinho, os seus beijos e o seu calor no meu lugar?
Vejo os cachorros correndo e falo baixinho para você sentir, falo com a alma para você:
- Olha, Linda, como eles cresceram nesse tempo em que ficamos distantes e abandonados.
Percebo que estou chorando e olho para o Fred e a Petra correndo na praia e flutuo como um pássaro que voa sem conseguir pousar. Um rio que perdeu o seu fluxo e parou de correr ou uma gota de chuva que não consegue cair por não se encontrar no mundo e se perdendo no espaço, caindo, caindo, apenas caindo abandonada e solitária.

O barulho das ondas me trazem de volta:

Chuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Hei linda! O que você fez?
Vou correr com os dois filhotes de aviãozinho e com lágrimas nos olhos, mas não vou embora dessa casa. Chuaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Agora vou ensinar eles a nadarem na praia, mas não sei se eles gostarão da água salgada. Corram, seus cachorros bobos, que eu vou atrás.

Chuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

As ondas estão muito fortes!

Vem Fred! Vem Petra! Corram com o papai. Vamos que chegou a hora de ir embora. Eu não vou deixar vocês aqui! Vamos que aqui acabou o sonho, aqui agora é o mundo real. O papai não gosta do mundo do Orkut. Vamos para o mundo do papai, o mundo dos blogs, o mundo do sonho, da fantasia, da mágica e correr naquele pântano maravilhoso. Não mexam nas coisas da mamãe, nem olhe para o mundo do orkut dela, Vem Petra!..Vem Fred! Entrem no carro que agora vocês vão fazer parte da história. Esperem! Deixem-me fechar a porta do Orkut.

O tempo passa e o som daquela música não sai da minha cabeça, me trazendo de volta ao mesmo lugar, onde encontro o nosso mundo abandonado e nele está você, jogando pedras na água e esperando por nós, louca por carinho.

Chuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Vem linda! Vamos dar comida para os cachorros. Eles ficam andando no meio dos nossos pés e mordendo a perna dela famintos de saudades. Eu deito e eles sobem em cima de mim mordendo a minha orelha. A Petra está faminta e quer comer a minha orelha. Ela morde doído com esses dentes fininhos! Eu vou morder a orelha dela para ela sentir como dói.

Chuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Correndo para as ondas e matando a saudade desse mundo abandonado.

Obaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Chuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Zzip...Zip...Zip...ZzipperR e vestivermelho.
VruummmmmmmmmmZummmmmmmmmm


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Abandono - por Alba Vieira

Como o patinho feio que sendo cisne entre os patos, sem saber quem realmente era, sentia-se diferente e era quase sempre rechaçado pelos falsos iguais, eu vivi antes de encontrar você.
Mas, quando nos olhamos pela primeira vez e o impacto do encontro de almas iguais se fez sentir e foi com o tempo se manifestando e trazendo para nós duas a tranquilidade de saber que era possível sermos e nos expressarmos exatamente como éramos, tudo mudou e abriram-se portas para nós. Seguimos depois por caminhos diferentes. Entretanto, sabermos que cisnes existiam acalmou nosso coração que, apesar de participar de outras histórias, sempre bateu com a esperança do reencontro e, finalmente, a paz. E assim se deu num dia inesquecível em que foi possível explodir o amor verdadeiro e, desde então, entrelaçamos nossas almas e deslizamos suavemente no lago azul chumbo da vida, sendo o que somos, felizes, irradiando a luz de oitavas superiores. E o que parecia abandono, a sensação de estar perdido como um extraterrestre, mostrou-se reconhecimento e êxtase.



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Anti-abandono - por Ana

O amor chegou ao fim...
(Ai de mim!)
Minha vida está pelo meio...
(Que receio!)
E se eu ficar pra titia?
(Quem diria...)
Se nunca mais me casar?
(Que azar!)
Viajar com as amigas?
(Ai, que vida...)
Só cuidar dos filhos dos outros?
(Que desgosto...)
Morar sozinha com meu cão?
(Decepção...)
Nem um beijo, um abraço?
(Que fracasso!)
Só comida congelada?
(Que furada!)
Entrar na crise da meia-idade?
(Que maldade!)
Ir ao cinema só?
(Ai, tem dó!)
Invejar beijo de novela?
(Só velha...)
Só uma chave da porta?
Nem morta!

Vou é continuar por aqui!
(Ai de mim!)
Com o coração partido ao meio.
(Que receio!)
Prefiro ter companhia
(Quem diria...)
Que nunca mais vai me amar.
(Que azar!)
Passei de amada a amiga...
(Ai, que vida...)
Viverei como um rei deposto.
(Que desgosto...)
Enterrarei o coração.
(Decepção...)
Eu vou virar um bagaço.
(Que fracasso!)
Dona-de-casa e mais nada.
(Que furada!)
Até a terceira idade.
(Que maldade!)
Até que retorne ao pó.
(Ai, tem dó!)
Vou invejar beijo de novela...
(Já tô velha...)
Mas não há só uma chave da porta.
E estou morta.
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Abandonou-me - por Poty

Abandonou-me quando nasci...
Fui deixado em alguma porta de estranho...
Fui jogado na lata lixo...
Virei menino de rua,
Moribundo,
Maltrapilho,
Morei na FEBEM...
Assaltado,
Assaltante me tornei.

Fui aprendiz nos bancos da praça
Comi do lixo
Lavei carro no sinal
Me prostituí,
Violentado fui.

Fui rejeitado por tua intolerância de ser mãe...
Faltou afeto
Desde que era feto,
Sou desafeto
Sem teto.

Por causa do teu
Abandono
Nem vida tenho.

Em sua fúria repentina me abandonaste.



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Abandono - por Alba Vieira

Quantas de nós se abandonam
E já nem sabem ao menos quem são.
Deixaram pelo caminho perdidos
Crenças, sonhos, amores, vocação.
E foram sendo levadas
Pelo que era esperado delas.
Seguiam com a manada
Cegas, sem vontade, acuadas.

Hoje são encarquilhadas na mente.
E no coração em pedaços, sangram.
Viraram frangalhos, robôs dementes.
Enterraram fundo a natureza selvagem, o âmago.

É preciso tentar voltar a ser.
Descobrir quem somos na realidade.
Não há mesmo o que temer
Em se mostrar na sua verdade.
E isso é revitalizante para o corpo:
Voltar a ser animado pela alma liberta.
E, sem amarras, quebrando as defesas, inverter o jogo.
Brincar, fluir, soltar a voz, deixar as janelas abertas.

A mulher selvagem não segue regras simplesmente.
Espontânea e solta, olha para o abjeto com coragem.
Vive o amor, o sexo, solta o espírito, é coerente.
Expressa sua verdadeira natureza, não importa a imagem.



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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tô de Dieta - por Fatinha

Querido Brógui:

Estou de dieta. Tentando perder uns quilinhos indesejados que, além de me deixarem deprimida, arrasada e com a autoestima lá no pé, me impossibilitam de usar aquela calça jeans que, a duras penas, consegui comprar no ano passado. Como estamos em época de vacas magras (ou seriam vacas gordas?) e como eu me recuso a comprar uma calça tamanho 44, minha meta é perder cinco quilos (engordei só três depois da cirurgia, mas quero dar uma folga para eventuais e muito prováveis recaídas de comilança).
Minha dieta é muito simples: só tomo sopa. No almoço e no jantar. Já que não gosto de legumes, bato tudo no liquidificador e tomo papinha. Meus dentes praticamente perderam a razão de existir. Eles só entram em ação quando na hora do desespero ataco aqueles saudáveis biscoitos do Mundo Verde, que não têm gordura trans, não tem açúcar, não têm corante, acidulante, nem gosto, nem cheiro, não têm nada. Lembra-me biscoito de cachorro – se bem que duvido que a Ala comesse uma coisa tão horrível.
Cortei tudo o que eu gosto de comer, o que é, basicamente, porcaria. Não sou muito chegada a um prato de comida, mas amo pastel, empadinha, batata frita, chocolate, biscoito de pimentinha, todos os alimentos que contenham nada de nutrientes e tudo de engordantes.
Sim, eu vou voltar para a ginástica, ainda não deu, por motivos que vão além da preguiça. Está tudo planejado para o mês de junho. Enquanto isso, passo fome. Quer dizer: mais ou menos, que ninguém é de ferro.
Essa semana dei várias derrapadas. Sabe como é: aniversário, sempre rola uma torta para cantar parabéns. É óbvio que eu não vou gastar meu rico dinheirinho para comprar uma torta maravilhosa de chocolate com recheio de suspiros e morango e ficar babando em cima dela que nem cachorro quando olha para um frango de padaria. Comi. Moderadamente, três fatias.
Dias depois, minha mui amiga Valerinha me presenteou com alguns brigadeiros. Comi. Sem moderação alguma.
Para fechar com chave de ouro a semana heavy metal, fui comer um pastelzinho no bar do Adão. Comi cinco. Com duas Cocas. Light, é claro.
Ainda é domingo, não me pesei de novo para verificar se recuperei o quilinho que já havia perdido, mas provavelmente devo tê-lo novamente incorporado ao meu corpinho de sereia.
Tudo bem. Amanhã eu penso nisso (no melhor estilo Scarlet O’Hara).



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As Nossas Palavras XXVII

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Wordle: As Nossas Palavras XXVII
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Imagem: Wordle
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Provérbio em As Nossas Palavras XXVI - Enviado por Principe Encantado

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Uma vela nada perde quando, com sua chama, acende uma outra que está apagada.


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Duelando Manchetes VIII: Educação de Adolescentes - por Alba Vieira

O fato é que quando se corrige o filho, fica exposta a incompetência dos pais em educá-lo. E, ao invés de se mancarem e aprenderem com aquele que deu a lição, escamoteiam e passam a hostilizá-lo, fazendo o filho de pobre vítima. Só dando uma surra no filho e outra nos pais. E um puxão de orelha na professora, a não ser que tenha sido obrigada a tomar essa atitude sob pena de perder o emprego.


de Paulo Chinelate.
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Duelando Manchetes VIII: Educação de Adolescentes - por Escrevinhadora

Pois é, Chinelate. Também vi a matéria e fiquei perplexa. Penso que a professora deveria receber cumprimentos por sua ação pronta e didática. Mas como você mesmo diz, vivemos num mundo de inversão de valores. Os pais não cumprem a tarefa de educar seus filhos. E quando seus rebentos mal-educados recebem na rua o corretivo que deveriam receber em casa, sentem-se melindrados. A que ponto chegaremos?


de Paulo Chinelate.
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madruga - Citado por Violeta

Invadindo o silêncio de mim mesmo
escuto o som infinito de meus sentimentos
e perco-me na subtileza de cada afecto
que recebo ou distribuo...
Encontro sorrisos
que se eternizaram
nos olhos da minha alma
e lágrimas que lavaram
os dissabores do caminho...
Busco formas e cores
e encontro pessoas que
criaram raízes em mim
porque foram plantadas
no meu EU mais profundo...
Vejo luzes:
O brilho de um luar de prata,
e de estrelas incontáveis
e um raio de sol que ilumina
cada amanhecer da minha vida.



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Secretaria Judicial - por Violeta

Estou finalmente a ficar uma mulherzinha. Acabei de vir da Secretaria Judicial da Comarca do meu Concelho… Um episodio lindíssimo e digno, para que possamos perceber que até uma ida a um sitio destes pode ser “delicioso”…
Vamos? Secretaria ju-di-ci-al. Deve ser aqui. É pá!!!! Bem… eu espero que nunca, jamais, JAMAIS digam que a minha casa está desarrumada. Uau… que visão… aqui findam os meus sentimentos de culpa por ser desorganizada. Disse. A repartição é grande, muito cumprida, o balcão… revestido de uma fria pedra negra, mas não consigo descortinar de que tipo… dentro do balcão já não existe mais a típica senhora roliça de meia idade que vestia sempre a blusa de seda… nop… um simpático cavalheiro… que prima pela informalidade sem nunca deixar de ser formal… Espera. Estarei mesmo neste país? Não me lembro de ter viajado… por isso, deduzo que ainda aqui estou. Ah! O espaço. Um delicioso caos visual. Não sei como se consegue trabalhar nestes sítios, não faço a melhor ideia de como o fazem, mas estou certa que devem ter qualquer preparação académica nesse sentido. Uma disciplina na faculdade que se deverá chamar: métodos e técnicas de produção no caos. Delicioso caos. Se esta secretaria fosse um quadro seria de Jackson Pollock. Tela no chão, um furo no fundo da lata e… tinta a viajar pelo tecido. Linhas… Emaranhados de cordões… lombadas assimétricas (muitas delas bem tortas)… linhas labirínticas… as portas dos armários abertas… manchas de tinta… Muito bom… e as garrafas de água pelas secretárias dos funcionários… pingos de tinta… delicioso. O funcionário entrega-me a certidão que lhe pedi… simpático. Acabaram os meus minutos por ali… dez deliciosos minutos na Secretaria Judicial.




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