Há muito eu estou quieta,
Calada cá no meu canto,
Com o rabinho entre as pernas:
Magoei a Escrevinha um tanto...
Tal de Alba escreveu coisas,
Nem me animei na resposta...
Li com a mente calada,
Bem se fingindo de morta.
O gato escaldado (né, Leo?)
Tem medo de quaisquer águas,
Ainda mais se envolvem
Possibilidade de mágoas.
Mas agora a tal Raquel
Tá voltando devagar,
Graça aqui e graça ali...
Comecei a matutar...
Vou botar ordem na casa,
Organizar a bagunça,
Acabar com esta farra,
Dar uns tecos nas jagunças.
E a primeira da fila
É a Alba tremelique,
Que está na minha mira
Desde o último chilique.
Último e derradeiro,
Devo vos relembrar:
Não aguentou as pancadas,
Não fez mais que ameaçar.
Tadinha! Deu foi peninha!
Vai ser covarde lá longe!
Pra quê tentou golpear
Se só se esquiva e esconde?
Hilária a criatura!
Não encara nem formiga!
Mandou uns recados magrinhos
Depois quis ficar amiga...
Me chamou de implicante,
Ameaçou xingamento
Me mandou dobrar a língua,
Cheinha de atrevimento.
Outra que diz e desdiz,
A morder e a soprar...
Ataca e fala de paz...
Mais uma que é bipolar...
Se autodefine audaz!
Querida... eu só gargalho!
Mas o verbo eu vi que largou:
Saiu catando cavaco.
Arrasa nas entrelinhas?
Só nas entrelinhas mesmo!
Pois nas linhas, minha filha,
Dá voltas e voltas a esmo!
Só concordo com você
Quando afirma que é zen.
Isso todo mundo lê
Todo dia neste trem.
Tu é a maior viajante,
Nisso não tem pra ninguém!
É Chopra... Viver de Luz...
Tratados sobre o Além...
Dos seus delírios senis
Aqui todo mundo é refém.
Tu escreve direitinho,
Mas eu não te digo amém.
E como está longa a coisa,
O bom senso me detém.
Depois termino a resposta:
A segunda parte já vem.
Enquanto isso, mocinha,
Tome o Haldol sem porém
Pra continuar sempre assim:
Psicopata do bem.
Deepak Chopra, Jasmuheen.