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domingo, 19 de setembro de 2010

Ínfimo - por Ana

Como formiga entre o povo
Vivo no banco da praça
Vendo coisas no sinal
Apenas a fome me abraça

Como formiga entre o povo
Choro minha solidão
Mato infinitos piolhos
As necessidades no chão

Como formiga entre o povo
Recolho migalhas das gentes
Assisto a pés apressados
Solto meus gritos dementes

Como formiga entre o povo
Tomo banhos de mentira
Converso com minha sombra
Durmo com minha ira

Com nada eu me comovo
Não vejo nada de novo
Sonho com pão e ovo
Como formiga entre o povo
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Inspirado no último verso de Razão, de Marília Abduani.
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Um comentário:

Diza disse...

Adorei!
Bendita volta aos Duelos!
bjs,
Diza