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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Libertando-me - por Duanny

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O que é que estava acontecendo, de verdade? Por que nunca ninguém me disse os terríveis erros que eu estava cometendo? Por que nunca ninguém me proibiu nada?!

Naquela tarde acordei, tonta, devagar, e extremamente desnorteada. Fazia um tempo já que eu não tinha noção de meu próprio corpo, de meus atos ou de meus pensamentos, todos eles já estavam domados por você, cruelmente por você e, é claro, você nem se importava; na verdade você nem imagina como me destruiu.

Acho que foi naquela tarde a primeira vez que chorei, por ver o monstro que eu havia me tornado, tudo isso por amar você, e você me dizia “tudo bem amor, esses comprimidos vão deixar você dormir melhor”. E eu sempre acreditei em você, cínico.

Enquanto você ficava aí me olhando com cara de gozação, eu me perdia em meio a constrangimentos e humilhações. Enquanto você me olhava como se eu fossa a única e diz “tá tudo bem amor, isso passa”, eu me sentia uma prostituta drogada, recém-expulsada de sua própria alma. A troco de que me fala?!.

Tomei coragem. Eu precisava de coragem, senão até quando tudo aquilo iria se repetir? Levantei, te olhei no fundo nos olhos e disse:

- Vai se ferrar!!!

Talvez essa tenha sido a melhor coisa que eu já fiz na vida. Depois me lembro de ter saído daquele bordel com cheiro de perfume barato e deixado para trás um amor, lágrimas e uma prostituta dopada.

E tenho orgulho de dizer que também deixei pra atrás aquilo me mais me assombrava, aquilo que mais me corroía, me constrangia e me fazia sofrer, deixei para trás o pior vício da minha vida: você.
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